A linguagem - Psicologia Social Contemporânea
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A linguagem - Psicologia Social Contemporânea


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da natureza mediada da atividade humana e da produção pelos próprios homens dos mediadores culturais, o autor mostra a importância do conceito "mediação semiótica" no sentido da superação das dicotomias individual-social, biológico-cultural, sujeito-objeto do conhecimento. Recomenda-se ainda a leitura dos trabalhos da equipe de pesquisadores do Núcleo de Estudos e Pesquisa "Pensamento e Linguagem" da Faculdade de Educação/UNICAMP, em especial aqueles publicados na revista "Temas em Psicologia" (n. 1, 1993 e n. 2, 1995). 
Bibliografia ANDERSON, P. A crise da crise do marxismo. São Paulo: Brasiliense, 
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BAKHTIN, M. Marxismo e Mosoãa da linguagem. São Paulo: Hucitec, 2981. LURIA, A. R. Pensamento eLinguagem: as últimas conferências de Luria. Porto Alegre: Artes Médicas, 1986. MARX, K. & ENGELS, F. A ideologia alemã (Feuerbach). São Paulo: Hucitec, 1989. PINO, A. Semiótica e cognição na perspectiva histórico-cultural. Temas 
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C O N H E C I M E N T O 
Cleci Maraschin 
Margarete Axt Para discutir algumas ideias sobre conhecimento e sobre a atividade cognitiva dentro de uma perspectiva da Psicologia Social, precisamos primeiro demarcar os sentidos dos conceitos sobre os quais vamos trabalhar, questionando alguns modos corriqueiros de significá-los. Começamos com a ideia de conhecimento. Para o senso comum conhecimento é alguma coisa que se tem, não se tem ou se pode ter. A possibilidade de "possuir" conhecimento/s já nos revela um de seus sentidos. O conhecimento é tido como uma 
substância, ele pode ser acumulado, guardado, constituindo um acervo público ou privado; pode escalonar as pessoas, valori-zando-as de acordo com o grau de conhecimentos que possuírem; pode converter-se em mercadoria, ser vendido, ser transmitido. Outro sentido bastante difundido é o de que existem conheci-mentos verdadeiros e conhecimentos falsos, como se os conheci-mentos tivessem uma essência e pudéssemos atestar sua verdade ou sua falsidade. Essa essência corresponderia tanto à "verdade" dos fatos como deseja toda ciência empírica positivista quanto à verdade do sujeito nas posições racionalistas. Existem outros sentidos comuns para conhecimento mas, para nossos propósitos, a ideia de substância e a de essência são as duas primeiras as quais gostaríamos de desconstruir, constituindo outro sentido de conhecimento. 1) A ideia de substância poderia estar mais relacionada com o conceito de informação do que propriamente com o de conhe-cimento. As informações possuem uma certa materialidade, per-correm vias, podem ser guardadas, constituem acervos. Dizemos uma "certa materialidade", pois com o advento da digitalização da informação ela desvincula-se da representação analógica, podendo ser somente representada por um sistema binário (bits) 
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