FISIOLOGIA III 01 - Neurofisiologia - COMPLETA - MED RESUMOS 2011
82 pág.

FISIOLOGIA III 01 - Neurofisiologia - COMPLETA - MED RESUMOS 2011


DisciplinaFisiologia I24.448 materiais197.471 seguidores
Pré-visualização39 páginas
pela audi†ƒo „ o 
ouvido e suas estruturas internas (principalmente, a cóclea), capaz de captar sons at„ uma determinada distŠncia.
Uma das fun†…es mais nobres do ser humano „ a linguagem \u2013 o €nico ser vivo capaz de expressar seus 
sentimentos e vontades atrav„s de palavras „ o homem. Contudo, o indivduo incapaz de ouvir perde parte desta 
conexƒo com o mundo: ele nƒo perde apenas a audi†ƒo, mas tamb„m perde a capacidade de se expressar e de ser 
entendido. At„ porque a linguagem gestual ou leitura labial trata-se de modalidades de linguagem consideradas \u201cfrias\u201d, 
incompletas. O indivduo incapaz de ouvir nunca ser‚ capaz, por exemplo, de saber a diferen†a entre a entona†ƒo vocal 
de gratifica†ƒo, de nega†ƒo, de carinho, etc. 
Unidades de Medidas de Som.
O som „ transmitido por ondas sonoras. A intensidade do som „ determinada pela sua frequência (distŠncia 
entre picos consecutivos) da onda: o n€mero de ciclos de uma onda sonora. A audi†ƒo „ determinada pela amplitude da 
onda, ou seja, pela altura da onda sonora. O timbre (intera†ƒo de ondas diferentes) „ determinado pela complexidade e 
forma das ondas sonoras, que confere ao som sua qualidade €nica.
A frequŽncia auditiva (se o som „ grave ou agudo) „ medida em Hertz (Hz). A intensidade do som (se o som est‚ 
\u201calto\u201d ou \u201cbaixo\u201d) „ medida em Decibel (dB). 
Em resumo, temos as seguintes medidas do som:
\uf0b7 Frequência (Hertz ou Hz): mede a quantidade de oscila†…es por 
segundo que as ondas das mol„culas de ar fazem em uma onda 
sonora (1 Hz = 1 ciclo/segundo). A frequŽncia auditiva „ a grandeza 
que determina se o som „ agudo ou grave:
o Baixa frequŽncia \u2013 tons graves
o Alta frequŽncia (relacionada com a discrimina†ƒo dos sons e 
entendimento dos fonemas) \u2013 tons agudos
o A capacidade m„dia da popula†ƒo de interpretar frequŽncia 
sonora „ de 200 a 10000 - 20000 Hz. 
\uf0b7 Intensidade sonora (Decibel ou dB): mede o que chamamos 
vulgarmente de \u201caltura do som\u201d. Zero dB nƒo quer dizer a \u201causŽncia de 
som\u201d, mas sim, a intensidade mnima do som necess‚ria para que o 
ouvido normal perceba o som.
Arlindo Ugulino Netto \u2013 FISIOLOGIA III \u2013 MEDICINA P3 \u2013 2008.2
31
É considerado um indivíduo de audição normal aquele que consegue captar com intensidade de zero até 25 dB. 
Zero decibel não significa, portanto, ausência de som: trata-se da capacidade mínima que o indivíduo normal tem de 
discriminar a intensidade do som. Acima de 25 dB, passa a existir um limiar doloroso e uma faixa de som potencialmente 
lesiva para audição (que ocorre por volta de 80 dB).
OBS32: Ondas sonoras. O som é a propagação de 
uma frente de compressão mecânica ou onda 
mecânica; esta onda se propaga de forma 
circuncêntrica, apenas em meios materiais - que 
têm massa e elasticidade, como os sólidos, líquidos
ou gasosos. Os sons naturais são, na sua maior 
parte, combinações de sinais, mas um som puro 
monotónico, representado por uma senóide pura, 
possui uma velocidade de oscilação ou frequência
que se mede em hertz (Hz) e uma amplitude ou 
energia que se mede em décibeis. Os sons audíveis 
pelo ouvido humano têm uma freqüência entre 20 
Hz e 20.000 Hz. Acima e abaixo desta faixa estão 
ultra-som e infra-som, respectivamente.
Divisão Anatômica e Funcional do Ouvido (Orelha).
O aparelho auditivo, a grosso modo, é composto por três regiões: orelha externa, orelha média e orelha interna. 
De um modo geral, todas estas estruturas trabalham no intuito de amplificar o som até ele ser transformado em energia 
nervosa para alcançar o sistema nervoso central.
\uf0fc A primeira parte, a orelha externa, se estende 
desde o pavilhão auditivo até a membrana 
timpânica. 
\uf0fc A segunda parte, a orelha média, corresponde a 
uma pequena cavidade no osso temporal, se 
estendendo desde a membrana timpânica até o 
chamado promontório (eminência marcada pela 
espira basal da cóclea). É formada por uma pequena 
câmara cheia de ar na porção petrosa do osso 
temporal denominada de cavidade do tímpano. Essa 
cavidade comunica-se com a nasofaringe por um 
canal osteocartilaginoso chamado tuba auditiva. Em 
resumo, estão contidos nesta região: martelo, 
bigorna, estribo, células da mastóide, músculo 
estapédio, músculo do martelo e tuba auditiva.
\uf0fc A terceira porção, a orelha interna, consiste em um intricado conjunto de cavidades e canais no interior da porção petrosa 
do osso temporal, conhecidos como labirinto ósseo, dentro dos quais existem delicados ductos e vesículas membranosas, 
designadas, no seu conjunto, labirinto membranáceo, o qual contém as estruturas vitais da audição e do equilíbrio. Em 
resumo, estão contidos nesta região: sistema vestíbulo-coclear, responsável pelo equilíbrio (canais semicirculares, vestíbulo 
e sáculo) e audição (cóclea). Destas estruturas, nascem os segmentos aferentes para formar o nervo vestíbulo-coclear (VIII 
par craniano).
No ouvido externo, a pina (pavilhão auditivo) coleta e direciona o som através do canal auditivo (meato acústico 
externo). O canal auditivo amplifica e afunila o som até a membrana timpânica que, por sua vez, coleta o som e faz 
vibrar os ossículos do ouvido médio, obedecendo a seguinte ordem: o martelo \uf0e0 bigorna \uf0e0 estribo. Este, então, vibra 
contra a janela oval da cóclea.
OBS33: Ossículos do Ouvido. A membrana timpânica é responsável por converter a 
propagação área do som em propagação mecânica, a partir do momento em que ela 
vibra em direção ao martelo, que é divido em duas regiões: cabeça do martelo e corpo 
do martelo. O martelo faz uma articulação com a bigorna (constituída de corpo, processo 
maior e processo menor). O processo maior da bigorna faz conexão com o estribo 
(prolongamento anterior e prolongamento posterior, que se assenta na platina do 
estribo). A platina do estribo, por sua vez, se conecta com a janela oval da cóclea, 
responsável por converter a propagação mecânica do som em propagação líquida 
(graças a endolinfa dentro da cóclea), que será convertida, em nível da cóclea, em 
impulso elétrico, o qual seguirá até o córtex, onde haverá a interpretação do impulso.
Arlindo Ugulino Netto \u2013 FISIOLOGIA III \u2013 MEDICINA P3 \u2013 2008.2
32
No ouvido interno, tem-se um órgão fundamental à 
audição chamado de cóclea. A cóclea, na realidade, 
consiste em um estojo ósseo em formato espiral 
(componente do labirinto ósseo) que abriga o chamado 
ducto coclear (componente do labirinto membranoso) 
que, por sua vez, abriga o órgão de Corti (unidade 
morfofuncional do ouvido, responsável por realização a 
transdução do estímulo sonoro em impulso elétrico). 
A cóclea (particularmente, a porção em forma de 
concha: o corpo da cóclea) é dividida em três canais ou 
rampas: rampa vestibular que é separada por uma 
membrana da rampa média e a rampa timpânica, que é 
separada pela membrana basilar da rampa média. Ela é 
preenchida por um fluido chamado de endolinfa, 
responsável por propagar a vibração que foi transmitida 
pelos ossículos, de modo que as células ciliadas captem a 
propagação dessa vibração (ver OBS34). As células 
ciliadas no órgão de Corti traduzem as ondas sonoras e 
as converte em impulsos nervosos.
OBS34: O labirinto membranoso está presente dentro do labirinto ósseo e é preenchido por endolinfa (líquido similar aos 
líquidos intracelulares com alta concentração de K+ e baixa concentração de Na+). Já, dentro do labirinto ósseo, existe a 
perilinfa (de composição similar ao líquido extracelular, com baixa concentração de K+ e elevada concentração de Na+), 
que banha, por fora, o labirinto membranoso.
OBS35: Acoplado à cóclea, existe ainda o vestíbulo e os canais semi-circulares (dispostos em três planos de direção), 
que constituem, juntos, o aparelho vestibular (que também apresenta células ciliadas), estando relacionado ao 
equilíbrio. É a este conjunto (cóclea, vestíbulo e canais semicirculares) que se dá o