Controle da Administração Pública
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de cumprimento obrigatório sob pena de responsabilização do infrator, acerca de matérias de sua competência e a respeito da organização dos processos que lhe devam ser submetidos.
Por sua vez, a ouvidoria reside na possibilidade de o Tribunal receber denúncias e representações relativas a irregularidades ou ilegalidades que lhe sejam comunicadas por responsáveis pelo controle interno, por autoridades ou por qualquer cidadão, partido político, associação ou sindicato. Essa função tem fundamental importância no fortalecimento da cidadania e na defesa dos interesses difusos e coletivos, sendo importante meio de colaboração com o controle.
Por fim, atua o Tribunal de Contas da União de forma educativa, quando orienta e informa acerca de procedimentos e melhores práticas de gestão, mediante publicações e realização de seminários, reuniões e encontros de caráter educativo, ou, ainda, quando recomenda a adoção de providências, em auditorias de natureza operacional.
Tribunais de Contas Estaduais e Tribunais de Contas do Distrito Federal. 
Art. 75. As normas estabelecidas nesta seção aplicam\u2011se, no que couber, à organização, composição e fiscalização dos Tribunais de Contas dos Estados e do Distrito Federal, bem como dos Tribunais e Conselhos de Contas dos municípios.
Parágrafo único. As Constituições estaduais disporão sobre os Tribunais de Contas respectivos, que serão integrados por sete Conselheiros.
S. 653/STF. No Tribunal de Contas estadual, composto por sete conselheiros, quatro devem ser escolhidos pela Assembleia Legislativa e três pelo chefe do Poder Executivo estadual, cabendo a este indicar um dentre auditores e outro dentre membros do Ministério Público, e um terceiro à sua livre escolha.
Art. 235. Nos dez primeiros anos da criação de Estado, serão observadas as seguintes normas básicas:
III \u2013 o Tribunal de Contas terá três membros, nomeados, pelo Governador eleito, dentre brasileiros de comprovada idoneidade e notório saber;
STF: Conjugando os art. 75 \u201ccaput\u201dc/c o art. 73, § 3º, da CF \u2013 os conselheiros do Tribunal de Contas dos Estados e DF terão as mesmas garantias; prerrogativas, impedimentos e vencimentos e vantagens dos DESEMBARGADORES DO TJS, quanto aposentadoria e pensão- art. 40 CF. 
Tribunal de contas Municipal. 
Art. 75 da CF \u201ccaput\u201d \u2013 aplicação no que couberem as regras do TCU ao tribunal de contas dos municípios. 
Art. 31. A fiscalização do município será exercida pelo Poder Legislativo municipal, mediante controle externo, e pelos sistemas de controle interno do Poder Executivo municipal, na forma da lei.
§ 1º. O controle externo da Câmara municipal será exercido com o auxílio dos Tribunais de Contas dos Estados ou do município ou dos Conselhos ou Tribunais de Contas dos municípios, onde houver.
§ 2º. O parecer prévio, emitido pelo órgão competente sobre as contas que o Prefeito deve anualmente prestar, só deixará de prevalecer por decisão de dois terços dos membros da Câmara municipal.
§ 3º. As contas dos municípios ficarão, durante sessenta dias, anualmente, à disposição de qualquer contribuinte, para exame e apreciação, o qual poderá questionar\u2011lhes a legitimidade, nos termos da lei.
§ 4º. É vedada a criação de Tribunais, Conselhos ou órgãos de Contas municipais.
Com a CF de 88 a criação dos tribunais, conselhos ou órgão de contas municipais foram vedados, porém os que existem antes da promulgação da CF, permanece \u2013 composto por 5 conselheiros. 
STF \u2013 se instituído no município um tribunal de contas, ainda que atue especificadamente naquele município \u2013 será considerado órgão estadual. 
O parece emitido pelo TC no controle das contas do Prefeito é em regra, é vinculativo, mas pode ser derrubado pela Câmara dos vereadores pelo quorum qualificado de 2/3 de seus membros. 
No caso de governador e presidente \u2013 os pareceres do tribunal de contas são meramente opinativos. 
Ministério Público Especial \u2013 art. 130 da CF. 
ST: Somente o Tribunal especial tem legitimidade para atuar junto as Cortes de Contas dos Estados membros, e municípios quando houver a organização e composição, submete ao modelo jurídico estabelecido na CF de observância obrigatória dos Estados Membros. Com isso não é possível, admitir os membros do MPE em forma de aproveitamento para atuar junto ao TCE. Os procuradores das cortes de contas são a elas ligados apenas administrativamente e sem qualquer vinculo com o Ministério Público comum. 
STF: Não admite a conversão automática dos cargos de Procurador do Tribunal de Contas dos Municípios para os Procuradores de Justiça, pois ofende o art. 73,§ 2ª, I; 130 e 37, II da CF. 
Trata-se de Ministério Público diverso do art. 128 da CF, apesar de desfrutar dos mesmos direitos, vedações e forma de investidura previsto nos art. 127 a 129 da CF \u2013 terá lei orgânica própria e de iniciativa do Tribunal de Contas, sendo materializada por meio de lei ordinária \u2013 Obs. o MP é instituído por meio de lei complementar. 
 O MP Junto ao TC é estruturalmente ligado ao Tribunal de Contas da União ou Estados e Município quando houver, e não ao Ministério Público da União ou Estados ou DF, sendo uma instituição autônoma. 
03 conclusões sobre a atuação do Tribunal de contas. 
1º. : Cabe ao Tribunal de contas apreciar o ato concessivo de aposentadoria e baixar o processo com suas ponderações a respeito do ato. É VEDADO impor ao administrador a modificações de seu ato, sob pena de multa; conflito \u2013 a solução é do judiciário, para dirimir o conflito, quer para terceiro revindicar direitos. 
2º. Não é facultado ao Tribunal de contas exercerem o poder regulamentar \u2013 atribuição privativa do executivo; as regras que editar, não pode ser geral e abstrata com a da lei ou ato regulamentar típico, pois invade a atribuições dos demais poderes.
3º. Competência para sustar atos administrativos, deve ser respeitado o devido processo legal, se envolvem situações jurídicas de terceiros. O tribunal não tem competência para invalidar atos administrativos negociais, contratuais ou não. 
CONTROLE JUDICIAL: é o poder de fiscalização que os órgãos do poder judiciário exercem sobre os atos administrativos do Executivo, legislativo e do próprio judiciário. 
Judiciário deve examinar a legalidade e a constitucionalidade de atos e lei, sempre distanciados dos poderes políticos. A EC 45/04 \u2013 acrescentou o inciso LXXVIII ao art. 5º - devendo o controle administrativo sujeitar-se ao principio da eficiência, resguardando correspondência ao inciso XXXV \u2013 que diz sobre o acesso a justiça; 
Com a referida emenda, também foi instituído o controle do Judiciário, sobre os atos da administração, por meio das súmulas vinculantes (103-A CF), que incide diretamente sobre o poder judiciário e sobre a Administração pública \u2013 direta e indireta em todas as esferas. Não vincula o poder legislativo. 
O regime de súmulas alcança 03 modalidades de providencias: edição \u2013 pela qual é instituída o enunciado da súmula vinculante; Revisão \u2013mudança de posição anterior firmada pela súmula revisada. Cancelamento \u2013 Supressão da súmula. 
Fundamento da Súmula Vinculante: reside na necessidade de definir a posição do STF quanto a controvérsia que coloque em risco a segurança jurídica, e que possa gerar expressiva quantidade de processos, tendo a mesma discussão. 
Legitimidade: Art. art. 3º, L. 11.417/2006. Para a edição de súmula deve ser tomada por 2/3 dos membros do STF. 
Eficácia da Súmula Vinculante: Art. 4º. A súmula com efeito vinculante tem eficácia imediata, mas o Supremo Tribunal Federal, por decisão de 2/3 (dois terços) dos seus membros, poderá restringir os efeitos vinculantes ou decidir que só tenha eficácia a partir de outro momento, tendo em vista razões de segurança jurídica ou de excepcional interesse público.
Art. 5º. Revogada ou modificada a lei em que se Fundou a edição de enunciado de súmula vinculante, o Supremo Tribunal Federal, de ofício ou por provocação, procederá à sua revisão ou cancelamento, conforme o caso.
Art. 7º. Da decisão judicial ou do ato administrativo que contrariar