Controle da Administração Pública
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enunciado de súmula vinculante, negar\u2011lhe vigência ou aplicá\u2011lo indevidamente caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal, sem prejuízo dos recursos ou outros meios admissíveis de impugnação.
§ 1º. Contra omissão ou ato da administração pública, o uso da reclamação só será admitido após esgotamento das vias administrativas.
§ 2º. Ao julgar procedente a reclamação, o Supremo Tribunal Federal anulará o ato administrativo ou cassará a decisão judicial impugnada, determinando que outra seja proferida com ou sem aplicação da súmula, conforme o caso. 
A decisão do STF \u2013 terá natureza mandamental ou condenatória- segundo alguns, devendo o administrador omisso, através de uma ação comissiva suprir a omissão. 
Repercussão geral \u2013 art. 543-a e 543-b CPC \u2013 art. 543, § 3º. Haverá repercussão geral sempre que o recurso impugnar decisão contrária a súmula ou jurisprudência dominante do tribunal.
Súmulas do STF. 
	7. Sem prejuízo de recurso para o congresso, não é exequível contrato administrativo a que o tribunal de contas houver negado registro.
	42. É legítima a equiparação de juízes do Tribunal de Contas, em direitos e garantias, aos membros do Poder Judiciário.
	248. É competente, originariamente, o Supremo Tribunal Federal, para o mandado de segurança contra o ato do Tribunal de Contas da União.
	347. O Tribunal de Contas, no exercício de suas atribuições, pode apreciar a constitucionalidade das leis e dos atos do Poder Público.
	653. No Tribunal de Contas estadual, composto por sete conselheiros, quatro devem ser escolhidos pela Assembleia
Legislativa e três pelo chefe do Poder Executivo estadual, cabendo a este indicar um dentre auditores e outro dentre membros do Ministério Público, e um terceiro à sua livre escolha.
CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DE MATO GROSSO
Art. 51 Fica criado o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso - MPTCE/MT - MPTC, instituição permanente, essencial às funções de fiscalização e controle externo contábil, financeiro, orçamentário, operacional e patrimonial do Estado de Mato Grosso.
§ 1º São princípios institucionais do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas a unidade, a indivisibilidade, a independência funcional e a autonomia administrativa.
§ 2º O Ministério Público de que trata o caput deste artigo será integrado por quatro Procuradores de carreira própria, dirigido pelo Procurador-Chefe, escolhido pelos integrantes da carreira, para investidura a termo de dois anos, vedada a recondução imediata.
§ 3º Lei Complementar, de iniciativa do Procurador-Chefe do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas do Estado, estabelecerá a organização da carreira e as atribuições dos Procuradores junto ao respectivo Tribunal.
§ 4º Aos Procuradores do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas são assegurados os direitos, garantias, prerrogativas e vedações dos membros do Ministério Público Estadual, inclusive de natureza remuneratória. (Acrescentado pela EC 39 de 2005)
§ 5º A investidura dos Procuradores do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas pressupõe ingresso na carreira através de concurso público de provas e títulos, obedecendo- se, nas nomeações, a ordem de classificação, sem prejuízo das disposições constitucionais alusivas aos membros do Ministério Público Estadual.
ATO DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS TRANSITÓRIAS
Art. 46 Os cargos de Auditor e de Membros do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas constantes do Art. 49, I, estão sujeitos ao cumprimento dos requisitos estabelecidos nos Arts. 95 e 128 da Constituição Federal.
§ 2º Os membros do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas, bem como o seu Procurador-Chefe, serão nomeados pelo Presidente do Tribunal de Contas.
Art. 47 Os Procuradores do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso serão remunerados inicialmente pelo respectivo Tribunal, com suporte orçamentário do Poder Executivo, sendo-lhes asseguradas todas as vantagens pecuniárias e não pecuniárias, bem como a previsão de orçamento próprio ao Ministério Público junto ao Tribunal de Contas, no ano subsequente ao da sua criação.
Sistemas de controle: conjunto de instrumentos, finalidade fiscalizar a legalidade dos atos da Administração. E divide-se em dois: Sistema do contencioso Administrativo e o Sistema de unidade de jurisdição; 
A. Sistema do contencioso Administrativo: tem dois sentidos. Um é qualquer tipo de conflito que tramite na via administrativa. Ou seja, este último significa que qualquer individuo reclame da administração junto a seus próprios órgãos. Os recursos de reclamação e de representação formam um contencioso administrativo, pois tramita na via administrativa. 
O outro é o sistema contencioso administrativo \u2013 sistema de dualidade de jurisdição ou sistema Francês \u2013 se caracteriza pelo fato de que ao lado da Justiça \u2013 Poder Judiciário \u2013 existe a Justiça Administrativa. Sistema adotado na França e Itália, as decisões proferidas em uma delas não podem ser reapreciadas pela outra \u2013 o sistema é dual na medida em que a função jurisdicional é exercida naturalmente por duas estruturas independentes. 
A justiça Administrativa \u2013 tem jurisdição e competência para solucionar litígios específicos \u2013 nunca entre particulares, e sim uma das partes deve necessariamente ser o poder público. Compete julgar : invalidação e interpretação de atos administrativos; restauração da legalidade, quando direitos forem ofendidos; recursos administrativos de excesso ou desvio de poder. \u2013 Os Francês dividem em - * contencioso de anulação; * contencioso de plena jurisdição; contencioso de interpretação e de apreciação de legalidade; * contencioso de repressão. 
 
	Contra: mitigada em favor dos litigantes privados a garantia da imparcialidade, já que na justiça administrativa o Estado é juiz e parte do conflito. 
	 Favor: julgadores especializados em conflitos de natureza essencialmente administrativa. 
 B. Sistema da Unidade de Jurisdição: conhecido com sistema do monopólio da jurisdição ou sistema inglês: todos os litígios administrativo ou privado são apreciados pela justiça comum \u2013 Poder Judiciário. Sistema adotado no Brasil. Só o Poder judiciário profere decisões com caráter de definitividade \u2013 art. 5º, XXXV a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito; A administração Pública em nenhum momento exerce função jurisdicional, seus atos sempre podem ser reapreciados pelo Poder Judiciário. 
Natureza Jurídica: O controle do Judiciário sobre ato administrativo é exclusivamente de legalidade \u2013 o Poder Judiciário irá confrontar o ato com a Lei ou a Constituição. No caso de reclamação ao STF contra ato administrativo contratio a súmula vinculante \u2013 no caso de procedência da reclamação a decisão será anulada \u2013 art. 103 \u2013A ,§ 3º, CF. 
O Poder Judiciário não pode apreciar o mérito administrativo \u2013 não pode reavaliar critérios de convencionalidade e oportunidade dos atos \u2013 pois trata-se de ato privativos do administrador \u2013 admitir esta hipótese é aceitar que o juiz, também administre \u2013 é isto feriria a separação dos poderes da CF. 
Oportunidade: regra o controle judicial é posterior, após serem produzidos é que ingressam na orbita jurídica, somente a partir disto é que o judiciário poderá atuar a pedido do interessado, para averiguar a legalidade ou não do ato. Existem algumas situações especiais que o controle do judiciário pode ser prévio, é um meio pelo evita que direitos individuais ou coletivos sejam irreversivelmente ofendidos, art. 5º, XXX, CF. com Isso as leis processuais preveem a tutela preventiva \u2013 podendo o juiz, sustar os efeitos dos atos administrativos através de medidas preventivas liminares \u2013 quando presente o requisito de plausibilidade do direito \u2013 Fumus boni iuris \u2013 e risco de haver lesão irreparável pelo decurso do tempo \u2013 Periculum in mora. São previsões previstas no CPC e na lei de mandado de segurança \u2013 L. 12. 016/09; ação popular- L. 4.717/1965; Ação civil Pública L. 7.347/1985. 
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