Controle da Administração Pública
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judiciais e do ônus da sucumbência;
Art. 74, § 2º. Qualquer cidadão, partido político, associação ou sindicato é parte legítima para, na forma da lei, denunciar irregularidades ou ilegalidades perante o Tribunal de Contas da União. 
Art. 37, § 3º. A lei disciplinará as formas de participação do usuário na administração pública direta e indireta, regulando especialmente:
I \u2013 as reclamações relativas à prestação dos serviços públicos em geral, asseguradas a manutenção de serviços de atendimento ao usuário e a avaliação periódica, externa e interna, da qualidade dos serviços;
Função fiscalizatória exercida pelo legislativo e o tribunal de contas. 
Legislativo \u2013 função de legislar e fiscalizar. 
Poder deve manter de forma integrada o sistema de controle interno de fiscalização \u2013 art. 74 \u201ccaput\u201d. 
Art. 74. Os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário manterão, de forma integrada, sistema de controle interno com a finalidade de:
O Poder Legislativo \u2013 além de do controle interno- inerente a todos os órgãos, também realiza o controle externo \u2013 Art. 70 \u201ccaput\u201d. 
Art. 70. A fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União e das entidades da administração direta e indireta, quanto à legalidade, legitimidade, economicidade, aplicação das subvenções e renúncia de receitas, será exercida pelo Congresso Nacional, mediante controle externo, e pelo sistema de controle interno de cada Poder.
A CF/88 consagra sistema harmônico, integrado e sistêmico de perfeita convivência entre os controles internos de cada Poder e o controle externo exercido pelo Legislativo, com o auxílio do Tribunal de Contas \u2013 art. 74, IV da CF. 
Art. 74. Os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário manterão, de forma integrada, sistema de controle interno com a finalidade de:
IV \u2013 apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional.
Esse sistema de atuação conjunta é regra contida no art. 74,§ 1º CF. 
Art. 74 (...) 
§ 1º. Os responsáveis pelo controle interno, ao tomarem conhecimento de qualquer irregularidade ou ilegalidade, dela darão ciência ao Tribunal de Contas da União, sob pena de responsabilidade solidária.
Também deverá prestar contas: art. 70, parágrafo único da CF: 
Art. 70 (...)
Parágrafo único. Prestará contas qualquer pessoa física ou jurídica, pública ou privada, que utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiros, bens e valores públicos ou pelos quais a União responda, ou que, em nome 
desta, assuma obrigações de natureza pecuniária.
Controle externo realizado pelo Congresso Nacional, auxiliado pelo Tribunal de contas \u2013 art. 71 da CF. 
Tribunal de contas da união - composição e características. 
	Composição:
09 Ministros. 
	Sede:
DF
	Amplitude: quadro de pessoal próprio, *\u201cjurisdição\u201d em todo o país, aplica no que couber o art. 96 da CF. 
	Auxilio do controle externo: Seus atos tem natureza
Administrativa. Podendo ser atacado ou não pelo Poder Legislativo. 
	O tribunal de contas: Não é órgão do Poder Judiciário, nem do Poder Legislativo. TC não é órgão de assessoramento do Poder Legislativo.
	Seus atos não produz definitividade nem fixa direitos. 
	Tribunal de contas é órgão autônomo - Deriva da Própria CF. 
* Critica da doutrina: art. 73 da CF, diz em jurisdição, porém é uma nomenclatura equivocada \u2013 na verdade significa (apreciar; examinar; analisar as contas), isto porque o TC é órgão técnico \u2013 eminentemente administrativo, exerce outras funções como (emitir parecer; fiscalização; controle; julgamento de contas \u2013 STF: judicatura de contas). Porém, o TC não exerce jurisdição no sentido próprio, na medida em que inexiste a \u201cdefinitividade jurisdicional\u201d. Os atos podem ser revisto pelo poder judiciário. 
O tribunal de contas não tem prerrogativa genérica de exercer o controle prévio de editais de licitações, função não prevista pela CF, nem de contratos do Poder público com obrigação de registro prévio. 
Atribuições Constitucionais do TCU. Art. 71 da CF. 
I \u2013 apreciar as contas prestadas anualmente pelo Presidente da República, mediante parecer prévio que deverá ser elaborado em sessenta dias a contar de seu recebimento;
II \u2013 julgar as contas dos administradores e demais responsáveis por dinheiros, bens e valores públicos da administração direta e indireta, incluídas as fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo Poder Público federal, e as contas daqueles que derem causa a perda, extravio ou outra irregularidade de que resulte prejuízo ao erário público;
Duvida também surge pela expressão \u201cdinheiros públicos\u201d (é aquele que integram o acervo das pessoas de direito público, também considerado o montante derivado do pagamento de contribuições ou pagamentos compulsórios efetuado pelos administrados, ainda que os destinatários sejam pessoa de direito privado, integrante ou não da Administração). Ex. recursos oriundos de contribuições parafiscais. Por fim, é o dinheiro transferido por ente público a qualquer pessoa de direito público ou privado para emprego em finalidades específicas, bem como os recursos privados decorrentes de exploração de atividade econômica \u2013 lucros obtidos por bancos governamentais \u2013 própria gestão de entidade privada \u2013 prestação de serviços ligados a seus fins institucionais. 
III \u2013 apreciar, para fins de registro, a legalidade dos atos de admissão de pessoal, a qualquer título, na administração direta e indireta, incluí das as fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público, excetuadas as nomeações para cargo de provimento em comissão, bem como a das concessões de aposentadorias, reformas e pensões, ressalvadas as melhorias posteriores que não alterem o fundamento legal do ato concessório; Súm. Vinc. no 3 do STF.
IV \u2013 realizar, por iniciativa própria, da Câmara dos Deputados, do Senado Federal, de Comissão técnica ou de inquérito, inspeções e auditorias de natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial, nas unidades administrativas dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, e demais entidades referidas no inciso II;
	As inspeções: visa suprir omissões e lacunas de informações, esclarecer dúvidas ou apurar denúncias quanto à legalidade e à legitimidade de atos e fatos administrativos praticados por responsáveis sujeitos à jurisdição do Tribunal.
	As auditorias obedecem a plano específico e objetivam: obter dados de natureza contábil, financeira, orçamentária e patrimonial; conhecer a organização e o funcionamento dos órgãos e entidades, avaliar, do ponto de vista do desempenho operacional, suas atividades e sistemas; e aferir os resultados alcançados pelos programas e projetos governamentais.
	As fiscalizações voltadas para a legalidade e a legitimidade têm como parâmetro, evidentemente, a lei e os regulamentos. Suas conclusões dão ao TCU elementos para julgar, para fazer determinações aos gestores e, inclusive, para aplicar-lhes sanções em caso de infringência do ordenamento jurídico.
	Fiscalizações de natureza operacional têm como objetivo definir padrões de desempenho e avaliar os resultados da gestão à luz de parâmetros de eficiência, eficácia e economicidade. Como as decisões do administrador, respeitadas as normas legais, situam-se no campo da discricionariedade, as conclusões atingidas por essa modalidade de fiscalização dão origem a recomendações, que são encaminhadas ao órgão ou entidade fiscalizada.
V \u2013 fiscalizar as contas nacionais das empresas supranacionais de cujo capital social a União participe, de forma direta ou indireta, nos termos do tratado constitutivo;
VI \u2013 fiscalizar a aplicação de quaisquer recursos repassados pela União mediante convênio, acordo, ajuste ou outros instrumentos congêneres, a Estado, ao Distrito Federal ou a município;
VII \u2013 prestar as informações solicitadas pelo Congresso Nacional, por qualquer de suas Casas, ou por qualquer das respectivas Comissões, sobre a fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial e sobre resultados de auditorias e inspeções realizadas;
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