Aristóteles - Resumo
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Aristóteles - Resumo


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ARISTÓTELES: 
Para Aristóteles a sociedade precede o indivíduo.
Aristóteles foi discípulo de Platão porém diferente de Platão, este não idealizava a teorização de governos ideais, mas, uma política como busca pelo bem comum.
Aristóteles afirma que o erro de outros autores ao tratar do tema da política eram definir os governos perfeitos (utópicos), sendo que, para o filósofo, o governo mais adequado deve ser prático, compatível e simples. 
Platão dizia que para substituir um poder seria necessário a destruição do atual, mas Aristóteles afirmava que era mais fácil reformar ao invés de instituir um novo Estado.
Origem das Ideias:
- Platão: Platão, mestre de Aristóteles, defendia a ideia do inatismo, ou seja, quando nascemos no mundo conhecido por todos, chamado de mundo sensível, nós já temos as ideias formuladas mas muito bem guardadas que para serem utilizadas é necessário \u201crelembrar\u201d as ideias já conhecidas através do mundo inteligível.
- Aristóteles: filósofo que defendia a tese do empirismo, ou seja, as ideias são adquiridas através de experiências. Na realidade o empirismo não era concreto na época de Aristóteles, muitos filósofos defendem que ele foi um dos criadores das principais ideias do empirismo mas para outros, Aristóteles era apenas um realista.
Aristóteles defendia que a origem das ideias é através da observação de objetos para após a formulação de ideia do mesmo, ou seja, o único mundo é o sensível e que também é o inteligível.
Formas de Governo:
Aristóteles defendia a existência de governos virtuosos (realeza, aristocracia e republica) e governos corruptos (tirania, oligarquia e democracia), sendo que no governo dos virtuosos os detentores do poder o exercem em benefício do bem comum, enquanto nos governos corruptos os detentores do poder o exercem em benefício próprio. 
- Meio termo/Justa medida: na impossibilidade do perfeito (realeza) e a repugnância em relação ao pior dos governos, para Aristóteles a saída era buscar o meio termo (equilíbrio) na política.
Zoon Politikon:
Para o filósofo, o homem possui um instinto zoon politikon, pois o homem é racional, ou seja, pensa, fala e julga, mas sua realização plena encontra-se no âmbito da pólis. De acordo com Aristóteles o diferencial do homem está na questão de ele não se unir aos demais pelo simples fato de satisfazer suas necessidades/desejos imediatos (reprodução, alimentação, proteção, etc.), saciados no seio da família ou da aldeia. O homem tende a ir além, dar vazão às suas potencialidades, e nesse ponto entra a importância da pólis para sua realização plena.
Governo das leis X Governo dos homens:
 Para Aristóteles o governo das leis era impessoal e objetivo em relação ao governo dos homens, pois os homens eram egoístas, egocêntrico, individualista e ganancioso tornando o governo mais favorável a uma arbitrariedade por parte dos \u2018reis-filósofos\u2019.
Enquanto Platão preferia concentrar o poder na mão dos \u2018sábios\u2019, Aristóteles defendia a ideia de que o poder deveria emanar das leis, lutando assim contra a arbitrariedade das paixões humanas.
- Governo das Leis: Realeza, Aristocracia e Republica.
Leis são constantes e estáveis e determinam a expressão da vontade geral (sociedade). Até mesmo os soberanos devem submeter-se as leis.
- Governo dos homens: Tirania, Oligarquia e Democracia.
Leis são variáveis e inseguras tornando-se a expressão de interesses e caprichos dos detentores do poder, pois estes, estão acima das leis. 
Por que há diferentes governos?
Os governos são diferentes porque as cidades são dotadas duma diferença social intrínseca e os governos ao serem instituídos ou reformado penderam para a classe mais favprável ou para a menos favorável.
Relação entre renda e poder:
No início da Democracia Ateniense apenas a classe mais favorecida da sociedade possui tempo para voltar-se à política, restando aos pobres seguirem as leis criadas pelos ricos, pois estes, por sua vez, precisavam trabalhar, não tinham tempo livre, logo, não atuavam na política.
Resultado: a república era governada pelas Leis (criada por homens).
Porém, de modo que a riqueza chega as cidades os mesmos pobres passam a ter conforto e tempo livre, e os ricos passaram a encarar a política como um ônus (obrigação de difícil cumprimento), ou seja, a política atrapalha a condução dos negócios, perturba e atrapalha o tempo de lazer, passa a ser vista de um modo geral como uma obrigação, incomodando a vida privada.
O homem passa a concentrar-se em sua vida privada, individualizando-se, deixando de lado a vida pública causando a queda da pólis.
Resultado: a democracia é governada pelos homens.
Ética e Política:
Ética é a condução da vida virtuosa na esfera privada.
Política é a condução da vida virtuosa na esfera pública.
Nos governos virtuosos há coincidência entre ética e política, ou seja, o homem bom (esfera privada) é também um bom cidadão (esfera pública).
A prosperidade econômica levou os homens a busca de riqueza e cuido da vida privada, os cidadãos retiraram-se da esfera pública (política) e voltaram-se para a esfera privada (negócios) causando uma separação explícita entre ética e política.
O melhor governo possível: 
Na ética, a virtude é a mediana (justa medida/meio termo), ou seja, o excesso de virtude é mau e a ausência da virtude é má.
Na ética as virtudes políticas devem sempre procurar a mediunidade, pois a política é reflexo dos homens.
 \u2013 um homem muito corajoso pode ser considerado burro, um pouco corajoso pode ser considerado medroso; da mesma forma com sinceridade e outras virtudes.
Vale ressaltar que a excelência é impossível, a mediania é sempre possível, logo, o melhor possível é o menos pior.
O equilíbrio encontrado na sociedade: 
Assim como os homens e os valores a sociedades são compostas por extremos (ricos e pobres) e duma classe mediana. As sociedades com o predomínio da classe média tendem a ser mais estáveis e moderadas, pois server de mediadores entre as paixões políticas extremas tanto dos ricos como dos pobres.
- A estabilidade das sociedades permite o predomínio na razão política.
Comparativo entre PLATÃO e ARISTÓTELES:
- Platão teorizava sobre os governos perfeitos; Aristóteles propunha governos reformados adaptados e possíveis.
- Platão dizia que os melhores governos eram os dos homens; Aristóteles afirmava que os melhores governos eram os das leis, pois estes eram estáveis e moderados.
- Platão era muito hostil a democracia devido aos seus motivos pessoais; Aristóteles não via a democracia com hostilidade.
- Patão adotava uma postura subjetiva e militante (mundo das idéias); Aristóteles adotava uma postura objetiva e distanciada (caráter empírico).
- Platão dizia que os governos estavam fadados a decadência; Aristóteles postulava a ocorrência de ciclos nos governos.