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DisciplinaGeopolítica do Espaço Mundial5 materiais78 seguidores
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113A Ascensão Chinesa: implicações para as economias da Europa
ANEXO
PREVISÃO TEÓRICA DO IMPACTO DE UM AUMENTO NA RENDA SOBRE O EMPREGO 
INDUSTRIAL
Considere uma economia com dois setores i e j, que representam, respectivamente, 
o setor manufatureiro e o de serviços.
O emprego (L) em cada setor depende das condições técnicas de produção 
(a) e do volume de bens produzidos (X).
Xi = ai Li e Xj = aj Lj
Li/Lj = (aj/ai) (Xi/Xj)
Os padrões de consumo são definidos por uma função de utilidade com duas 
mercadorias do tipo Stone Geary. Os consumidores maximizam sua função de uti-
lidade definida como simples transformação de uma função Cobb-Douglas, com a 
introdução de um parâmetro \u3b3 que dá conta do fato de que o agente quer satisfazer um 
volume mínimo de consumo de bens industriais antes de começar a consumir serviços.
A maximização da utilidade pode ser escrita como: 
Max U = (1 - sj) log (Xi - \u3b3) + sj logXj
Sob restrição de I = pi Xi + pj Xj,
em que s é um parâmetro de repartição, p corresponde aos preços dos bens 
e I representa a renda do agente.
Supondo que a renda do agente lhe permite satisfazer o volume mínimo 
de consumo de bens industriais, a maximização da função de utilidade leva às 
seguintes funções de demanda:
pj Xj = pi (Xi - \u3b3) sj/(1 - sj)
pi Xi = pj Xi (1 - sj)/sj + pi \u3b3
Utilizando a expressão da restrição orçamentária, essas funções podem ser 
reescritas como:
pj Xj = sj (I - pi \u3b3)
pi Xi = (1 - sj) I + sj pi \u3b3
A função de utilidade tipo Stone Geary sugere que a elasticidade-renda da 
demanda por bens industriais é menor que a unidade, enquanto a elasticidade-renda 
da demanda por serviços é maior do que a unidade:
114 A China na Nova Configuração Global: impactos políticos e econômicos
\u3b5I pj Xj=I/[(I - pi \u3b3)]>1
\u3b5I pi Xi=I/[(I + pi \u3b3 sj/(1 - sj))]<1
Com base nessas funções de demanda e nas relações que definem a tecnolo-
gia nos setores de indústria e serviços, o efeito de uma mudança de renda sobre o 
emprego pode ser representado como:
Li/Lj = (aj/ai) (pj/pi) [(1 - sj) I + sj pi \u3b3]/[sj (I - pi \u3b3)]
Partindo-se do pressuposto de que os preços são fixos e que os ganhos de 
produtividade, que são idênticos em ambos os setores, são refletidos principal-
mente em ganhos de renda para os consumidores, a mudança no emprego relati-
vo pode ser escrita como:
ln(Li/Lj)=ln[(1 - sj) I + sj pi \u3b3] - ln[sj (I - pi \u3b3)]
A participação do emprego industrial diminui com o aumento da renda dos agentes:
\u2202ln(Li/Lj)/\u2202I= - sj pi \u3b3/[(1 - sj) I + sj pi \u3b3]²<0
Esse resultado deriva da existência de uma elasticidade de renda na indústria 
inferior à unidade.
CAPÍTULO 3
A ARTICULAÇÃO PRODUTIVA ASIÁTICA E OS EFEITOS DA 
EMERGÊNCIA CHINESA
Rodrigo Pimentel Ferreira Leão*
1 INTRODUÇÃO
No terceiro quartel do século XX, o acelerado desenvolvimento das economias 
asiáticas, primeiro do Japão e depois de Coreia do Sul, Hong Kong e Taiwan, 
caracterizou-se em um dos principais fenômenos da economia mundial desse pe-
ríodo. Em menos de 30 anos, essas nações saíram de uma condição sofrível para 
alcançar o status de países capitalistas mais dinâmicos no fim da década de 1970. 
Apesar da recessão que afetou parte do mundo capitalista nos anos 1980, outras 
economias da região, como Malásia e Tailândia também conseguiram engatar um 
processo de acelerado desenvolvimento econômico, integrando suas indústrias às 
dos demais países da região \u2013 Japão, Coreia do Sul, Taiwan e outros. 
Todavia, depois dos anos 1980, o fato mais importante envolvendo essa 
região foi a ascensão da China. As elevadas taxas de crescimento econômico, a 
expansão da estrutura de produção e de exportação, entre outros aspectos, per-
mitiram ao país se tornar um líder regional. Essa posição chinesa se solidificou 
no fim dos anos 1990, quando a crise asiática