brasil e china multipolaridade
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brasil e china multipolaridade


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a seguir a política de abertura e dará
novos passos na busca de parceiros para a cooperação, fortalecendo os
relacionamentos internacionais. A CNPC está interessada em utilizar suas
próprias vantagens para cooperar com outros países e ao mesmo tempo
recomendar parceiros. A CNPC é uma das maiores corporações de petróleo
na China e também é uma empresa magnífica em termos mundiais. Com
tecnologias maduras na produção de petróleo e de gás, as reservas residuais
recuperáveis de petróleo cru e gás da CNPC estão em segundo lugar, a
produção de petróleo cru é a segunda e a de gás a décima entre as dez
maiores corporações de petróleo mundiais. Com relação à construção de
gasodutos de longa distância, possuímos um desenho de alta qualidade e a
força de mão-de-obra para a construção. Estamos interessados em fazer
uso de nossa tecnologia e de nosso capital para participar em projetos de
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cooperação internacionais voltados para a exploração de gás e o desenho e
construção de gasodutos.
Estamos dispostos a cooperar com companhias de petróleo no Brasil
e em outros países para desenvolver e utilizar o gás natural de uma maneira
eficiente, satisfazer às necessidades permanentes de desenvolvimento
sócioeconômico, fazer esforços comuns para melhorar o ambiente de vida
humana e dedicar-nos às responsabilidades sociais que nos foram delegadas
pela História.
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O desenvolvimento da indústria de energia elétrica na
China e perspectivas de cooperação sino-brasileira
nesta área
Lu Yanchang*
* Vice-Presidente Executivo da Companhia Estatal de Energia Elétrica da China na Oficina sobre
Desenvolvimento das Relações Sino-Brasileiras Rio de Janeiro - Brasil.
1. Reforma e desenvolvimento da indústria de energia elétrica na China
1.1. Situação atual de fornecimento e demanda de eletricidade na
China
Graças à implementação de políticas de financiamento diversificado
nos investimentos para a geração de energia e da utilização de capitais
estrangeiros, que começou há uns 20 anos atrás, quando a política de reforma
e de abertura foi iniciada, a indústria de energia elétrica alcançou e manteve
um crescimento rápido e atingiu uma situação de diversificação de
proprietários no caso dos bens de geração de energia. A capacidade de
geração instalada na China cresceu de 57,12 GW em 1978 para 277 GW
em 1998, com um índice médio de crescimento de 7,68% ao ano. Neste
mesmo período, a produção anual de eletricidade aumentou de 256,5 TWh
para 1.167 TWh, com um índice médio de crescimento de 7,48%. Em ambas
as áreas, a China ocupa hoje o segundo lugar no mundo.
Nos últimos anos, a tendência foi de que houvesse uma redução da
tensão entre fornecimento e demanda de eletricidade, e isso é normalmente
atribuído ao rápido crescimento do setor de energia elétrica no país, a partir
da implementação das políticas de reforma e abertura, além de uma maior
regulamentação da estrutura econômica nacional.
1.2. A Reforma da indústria de energia elétrica
Vimos implementando ativamente uma série de programas de reforma
e conseguimos obter um excelente resultado nessa indústria a partir do final
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dos anos 70, quando a política de reforma e abertura começou a ser posta
em prática na China. A indústria elétrica começou a entrar em um nova
fase de autonomia da regulamentação governamental, de operacionalização
industrial e de reforma corporativa quando, em janeiro de 1997, foi criada
a Empresa Estatal de Energia Elétrica da China (State Power Corporation
of China). Em março de 1998, o antigo Ministério de Energia Elétrica
(MEP) foi oficialmente extinto durante o processo de reestrutura
institucional do Conselho do Estado de acordo com a resolução aprovada
pelo Congresso Nacional do Povo (National People\u2019s Congress, NPC).
Como resultado dessa mudança, a Energia Elétrica estatal começou a
funcionar como uma empresa independente ao mesmo tempo em que as
funções de regulamentação governamental e direcionamento e serviços
do setor, que eram anteriormente exercidos pelo MEP, foram
respectivamente transferidos para a Comissão Estatal de Economia e
Comércio (State Economy & Trade Commission, SETC) e para o Conselho
de Eletricidade da China (China Electricity Council, CEC). Uma das
conseqüências desta reforma foi o estabelecimento de uma nova
distribuição de responsabilidades. Hoje, por exemplo, a SETC exerce as
funções reguladoras governamentais e o CEC é responsável pelas funções
de direcionamento e serviços de interesse do setor de energia elétrica,
enquanto que a Empresa Estatal de Energia Elétrica (SP) funciona segundo
as determinações dos estatutos da companhia e do sistema empresarial
moderno.
Após seu estabelecimento, a Empresa Estatal de Energia Elétrica
aderiu à reforma, orientando-se principalmente para o sistema econômico
de mercado socialista. Baseando-se em uma adaptação das experiências
de reforma de outros países do mundo às condições chinesas específicas,
a SP utilizou, como estratégia de sua reforma, uma abordagem envolvendo
Quatro Fases. A primeira fase teve início com a criação da SP em 1997 e
vai até a extinção do Ministério (MEP) em 1998. No período em que o
MEP coexistiu com a SP, nos foi possível realizar uma mudança de sistemas
e uma transferência funcional sem maiores problemas. A segunda fase
vai de 1998 a 2000. As tarefas principais incluem o seguinte:
· Implementação do processo de consolidação corporativa da SP
· Realização da reforma da empresa, na qual as funções
governamentais e empresariais deverão ser divididas e as companhias
de energia elétrica das províncias serão transformadas em entidades
operacionais de contabilidade
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· Estabelecimento de um sistema racional de administração do
fornecimento nas áreas rurais
· Aperfeiçoamento da construção de sistemas de distribuição tanto
nas áreas urbanas quanto nas rurais.
· Implementação do programa piloto para o desenvolvimento de um
mercado competitivo de geração de energia.
· Criação preliminar de um sistema empresarial moderno na Companhia
Estatal de Energia Elétrica (SP) até o ano 2000.
De 2001 a 2010, a SP estará envolvida na terceira fase da
reforma. Durante esse período, o sistema de interligação entre as grandes
regiões do país, que levará ao estabelecimento de uma rede elétrica
interligada em nível nacional estará basicamente terminado. Nessa rede,
a distribuição de eletricidade unificada deverá ser feita segundo um
sistema hierárquico. Após a separação entre usina-sistema, haverá um
mercado competitivo terá lugar no qual todos os geradores, independente
de sua estrutura de propriedade, passarão a ser participantes iguais no
mercado. Os geradores competirão entre si para vender eletricidade de
acordo com as regras de mercado que regem a competição justa. Em
outras palavras, o mercado passará a ser um instrumento predominante
na alocação otimizada de recursos. Mais ou menos no ano 2010,
dependendo da situação à época, é possível que um mecanismo
competitivo seja introduzido nas empresas de fornecimento para que os
usuários finais tenham maior possibilidade de escolher seu fornecedor
de serviços. Um mercado de energia elétrica padrão e com um
funcionamento bem organizado estará estabelecido. A SP continuará
caminhando para se tornar uma companhia moderna de primeira
categoria.
No momento, estamos na segunda fase da reforma. A essência
nesta fase é acelerar o ritmo de funcionamento da SP como entidade
econômica e aperfeiçoar seu nível operacional. Os itens principais
incluem:
1. Implementar o programa de corporatização em nossas companhias
regionais e das províncias;
2. Realizar programas piloto para o desenvolvimento de um mercado
gerador competitivo em seis províncias; tal programa será implementado
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por todo o país quando tivermos adquirido suficiente experiência através do
programa piloto;
3. Implementar um sistema de gerenciamento