brasil e china multipolaridade
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brasil e china multipolaridade


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integrado e de tarifas
uniformes, através de uma reforma do atual sistema de gerenciamento da
eletricidade nas áreas rurais e de uma reabilitação do sistema de distribuição
rural existente, com o objetivo de reduzir o nível das tarifas rurais.
Graças à reforma, o processo de consolidação corporativa da SP
está sendo acelerado. No final de 1998, o valor dos ativos líquidos da sede
da Companhia era de 163,6 bilhões de RMB yuan. O valor dos ativos totais
do sistema da SP no demonstrativo financeiro consolidado correspondia a
770 bilhões de yuan, sendo o valor dos ativos líquidos de 320 bilhões de
yuan com um giro anual de 260 bilhões de yuan. A Corporação Estatal de
Energia Elétrica da China tornou-se um dos principais grupos de companhias
com um poder financeiro substancial, desempenhando um papel predominante
na economia nacional.
1.3. Desenvolvimento da indústria de energia elétrica
De acordo com a meta para o crescimento do PIB - o qual, segundo as
previsões do governo chinês, deverá dobrar entre 2000 e 2010 - o crescimento
da indústria de energia elétrica deve ser mantido em um ritmo apropriado para
que seja capaz de satisfazer às demandas do desenvolvimento econômico. No
ano 2000, a capacidade total de eletricidade instalada será maior que 290 GW,
e essa capacidade será aumentada para cerca de 500 GW.
As principais áreas para o atual desenvolvimento da indústria de
energia elétrica chinesa são as seguintes:
· obter uma mescla de geração (power mix) , ou seja, construir grandes
unidades com alto desempenho e baixa poluição e descomissionar
as pequenas unidades térmicas com baixo desempenho e alta
poluição.
· acelerar a construção da rede de eletricidade com o projeto de
transmissão Três Gargantas como núcleo principal e desenvolver o
programa de interligação entre as grandes regiões do país.
· administrar de forma adequada a construção e reabilitação dos
sistemas de distribuição urbano e rural .
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· incrementar a conservação de energia e a proteção do meio ambiente.
Sendo responsável pela construção e pelo gerenciamento do
sistema de rede nacional, no momento a Companhia Estatal de Energia
Elétrica está profundamente envolvida na construção do programa de
interligação entre as grandes regiões do país, incluindo os projetos de
transmissão da Três Gargantas e de outras grandes usinas elétricas.
A indústria de eletricidade foi uma das primeiras a fazer uso de
capitais estrangeiros na economia nacional a partir da execução da política
de reforma e abertura para o exterior. De 1978 até 1998, uns 10% do
investimento total na construção de energia elétrica em nível nacional teve
como origem fontes externas. A utilização de recursos externos
desempenhou um papel positivo na promoção do crescimento da indústria
de eletricidade em nosso país. No futuro, a política de utilização de recursos
externos, de um forma ativa, racional e eficaz continuará a ser
implementada em nossa indústria a fim de possibilitar a introdução de
tecnologias avançadas e técnicas de gerenciamento e contribuir para a
ampliação da capacidade doméstica de fabricação de equipamentos.
A indústria elétrica da China participará das políticas de reforma
e abertura e continuará a adotar vários modelos de cooperação
internacional. O primeiro destes é utilizar ativamente recursos externos,
inclusive empréstimos das instituições financeiras internacionais, tais como
o Banco Mundial e o Banco de Desenvolvimento Asiático, bem assim
como seu co-financiamento ampliado; e empréstimos preferenciais e
créditos de exportação de agências governamentais estrangeiras, além de
empréstimos de bancos comerciais estrangeiros. Isso envolve também o
desenvolvimento de acordos comerciais e o levantamento de capitais
através da emissão de títulos e OPIs (Ofertas Públicas Iniciais) em
circulação no mercado de ações internacional. O segundo é estimular o
estabelecimento de joint ventures ou outras formas de cooperação entre
a China e outros países. Isso pode incluir investimentos externos na
construção de usinas a carvão, de usinas hidroelétricas que possuam boa
capacidade reguladora, de projetos de geração de energia para o
aproveitamento de energias alternativas; de projetos incorporados com
novas tecnologias e de projetos de renovação técnica que contribuam para
a conservação de energia e a melhora do meio ambiente. Estaremos
também estimulando um modelo de cooperação segundo o qual os atuais
ativos das usinas, após uma reavaliação, estarão abertos para investidores
estrangeiros para o estabelecimento de joint ventures ou outras formas
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de iniciativas de cooperação através de um aumento do capital e do número
de ações.
Seguindo a experiência daqueles países onde a economia de mercado
está bastante desenvolvida, todos os projetos estarão sujeitos à competição
justa no mercado e obterão seus lucros econômicos ideais graças a sua
competitividade.
2. Visão geral da cooperação amigável entre a China e o Brasil na
área de energia
2.1 Intercâmbio de visitas de alto nível
Desde o estabelecimento de laços diplomáticos entre a China e o
Brasil, colegas no setor de energia dos dois países vêm constantemente
aprofundando o entendimento mútuo e estabelecendo uma excelente
relação de cooperação. É com prazer que nos lembramos que o
desenvolvimento da cooperação sino-brasileira na área de energia de
hidroelétricas tem recebido enorme apoio e a atenção privilegiada dos
líderes nos dois países. Em 1988, chefes de estado da China e do Brasil
estiveram presentes e testemunharam a cerimônia de assinatura do
Protocolo para a Cooperação Hidroelétrica entre a China e o Brasil que
lançou um base sólida para nossa cooperação futura nessa área. A
partir desse momento, líderes dos primeiros escalões das principais
agências de eletricidade de ambos os países intercambiaram visitas
freqüentes e isso contribuiu para que a cooperação entre as duas partes
se aprofundasse e solidificasse graças ao diálogo e à comunicação
constantes, e a um entendimento mútuo cada vez maior. É também com
enorme prazer que quero aqui mencionar sumariamente alguns dos
eventos mais importantes que ocorreram até o momento. Em 1996, o
antigo ministro de Energia Elétrica chinês, Sr. Shi Dazhen visitou o Brasil.
No decorrer de 1998, o presidente e diretor-executivo da Companhia
Estatal de Energia Elétrica, Sr. Gao Yan e seu secretário de Estado para
Minas e Energia, Sr. Garrido, bem assim como seus colegas, o presidente
e diretor-executivo da Eletrobrás, Sr. Neto, trocaram visitas. Esse
intercâmbio contribuiu significativamente para aprofundar o entendimento
mútuo e desenvolver a cooperação. Cabe também mencionar que, a visita
à China do Sr. Alexis Stepanenko, ministro brasileiro de Minas e Energia,
também foi um grande sucesso. Durante sua estada na China, foi assinado
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um acordo (MOU) de cooperação na área de tecnologia de combustão
de leito fluidificado circulatório à carvão (Coal-Fired Circulating
Fluidized Bed Combustion Technology), no marco do Acordo
Suplementar para a Cooperação Econômica e Tecnológica Sino-brasileira
foi assinado e isso ampliou ainda mais as áreas de cooperação nos dois
lados. Em 1995, tive também a honra de uma oportunidade para visitar
seu imenso país e especificamente a usina hidroelétrica de Itaipu, projeto
de engenharia de fama internacional.
2.2. Visão geral das atividades do Grupo de Trabalho Sino-Brasileiro
Dando prosseguimento ao espírito do Acordo Suplementar ao
Acordo de Cooperação Econômica e Tecnológica entre o governo da
República Popular da China e o governo da República Federativa do Brasil,
em 1994, o antigo Ministério de Energia Elétrica da China e a Eletrobrás
do Brasil estabeleceram um grupo de trabalho conjunto que passou a ser
responsável pela coordenação da cooperação tecnológica e econômica no
setor de energia elétrica, sobretudo na área de energia hidroelétrica,