Refino de Petróleo Visão Geral
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Refino de Petróleo Visão Geral


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e menos 
polares;
\u2013 Separação de HC´s por massa molar 
(densidade) ao invés de ponto de 
ebulição.
\u2013 No refino do petróleo, a desasfaltação é
utilizada para extrair do cru frações 
pesadas que não podem ser separadas 
por destilação.
Aplicações
\u2022 Unidade de Combustíveis
\u2013 A desasfaltação é importante para separar 
asfaltenos e resinas do Resíduo de Vácuo (RV) 
gerando carga para as unidades de FCC com 
menor propensão à formação de coque (rica 
em compostos parafínicos) e ao 
envenenamento de catalisadores (baixos 
teores de metais \u2013 Ni e V)
\u2022 Unidade de Lubrificantes
\u2013 Extrair do resíduo de vácuo um óleo de 
elevada viscosidade, o qual não poderia ser 
obtido por destilação à vácuo \u2013 baixo % de 
asfaltenos, baixo teor de poliaromáticos, 
índice de viscosidade adequado
\u2022 Processo tem alta flexibilidade na produção de 
ODES com diferentes níveis de qualidade
FRAÇÕES RESIDUAIS
14 14 14
37 31 21
36
18
11
13
3
0
0
20
40
60
80
100
Saturados
Aromáticos
Resinas
Asfaltenos
RAT RV RASF
Polaridade
Peso molecular
aumento de:
Observa-se que a Destil. Vácuo praticamente não altera a quantidade de 
asfaltenos e Resinas do RAT. A desasfaltação remove saturados, 
aromáticos e resinas do RV.
Destilação 
a vácuo
Desasfaltação
Desasfaltação
Rendimento de asfaltenos
em processos de extração
(em função do número de átomos de 
carbono do hidrocarboneto precipitante)
3 4 5 6 7
DIAGRAMA DE BLOCOS
RVRV
RECUPERAÇÃO
DE SOLVENTE
DO RAFINADO
RETIFICAÇÃO
DO RAFINADO
TORRE
EXTRATORA
RECUPERAÇÃO
DE SOLVENTE
DO EXTRATO
PURIFICAÇÃO
DO SOLVENTE
Vapor
RETIFICAÇÃO
DO EXTRATO
ÁÁguagua
RASF:RASF:
ASFALTO, ASFALTO, 
CAP ou CAP ou 
ÓÓleo leo 
Comb.Comb.
Vapor
ODES ODES 
(FCC ou (FCC ou 
HCC)HCC)
PropanoPropano
Efeitos da desasfaltação sobre as propriedades do óleo 
desasfaltado \u2013 Árabe Leve
~6,0 (castanho)8,0+ 
(preta)
Cor ASTM
0,9391,003Densidade
0,120,29Nitrogênio, %m
2,554,05Enxofre, %m
1,461Vanádio, ppm
119Niquel, ppm
<0,054,2Teor de asfaltenos, %m
1,6516,4Resíduo de carbono 
Conradson, %m
35345Viscosidade a 100°C, cSt
Desafaltado
(Propano)
Carga 
(RV)
Propriedade
DESASFALTAÇÃO A 
PROPANO
VaporVapor
Forno de 
Rafinado
VaporVapor
Torre de Flash 
(média pressão)
Torre de 
Retificação
RASF:AsfaltoRASF:Asfalto
Forno de 
Extrato
Compressor de Propano
ResResííduo duo 
de Vde Váácuocuo
VaporVapor
VaporVapor
VaporVapor
Torre de Flash 
(alta pressão)
Torre de Flash 
(média pressão)
Torre de Flash 
(baixa pressão)
Torre de 
Retificação
ODESODES
ÁÁguagua
T
o
r
r
e
s
 
E
x
t
r
a
t
o
r
a
s
Tambor de 
Média Pressão
Tambor de 
Alta Pressão
RENDIMENTOS
TÍPICOS:
OBJETIVO:
CARGA:
TIPO DE 
PROCESSO:
PRODUTOS:
INVESTIMENTO:
Quebrar catalíticamente moléculas de gasóleos e resíduos para
Obtenção de gasolina e GLP
Gasóleo Pesado e RAT (principalmente)
Conversão Química
Gás Ácido, Gás Comubstível, GLP, Nafta Craqueada, Óleo 
Leve de Reciclo (LCO), Óleo Decantado (OD) e Coque
GC: 4% GLP: 20% Nafta: 55% LCO: 10% OD: 5%, 
Coque: 6%
US$ 150 \u2013 450 milhões
CRAQUEAMENTO 
CATALÍTICO
CRAQUEAMENTOCRAQUEAMENTO
CATALCATALÍÍTICOTICO
FLUIDOFLUIDO
(FCC)(FCC)
CARGACARGA
ARAR
GGáás de s de 
CombustãoCombustão
GGáás s ÁÁcidocido
GGáás Combusts Combustíívelvel
GGáás Liquefeitos Liquefeito
Nafta FCCNafta FCC
ÓÓleo Leveleo Leve
(Diesel FCC)(Diesel FCC)
ÓÓleo Clarificadoleo Clarificado
CRAQUEAMENTO 
CATALÍTICO
CRAQUEAMENTO 
CATALÍTICO
......
Unidades de 
Destilação
Atmosférica e 
a Vácuo
RATRAT
GasGasóóleo de vleo de váácuocuo
RASFRASF
ODESODES
GasGasóóleo Pesado de Coqueleo Pesado de Coque
Unidade de
Coqueamento
Retardado
Craqueamento
CatalíticoResResííduo duo 
de Vde Váácuocuo
Unidade de
Desasfaltação
a solvente
......
LIMITAÇÕES À CARGA
\u2022 Faixa de Destilação
\u2013 370 a 650 ºC
\u2022 Resíduo de Carbono
\u2013 deve ser inferior a 1,5% em peso
\u2022 Fator de Caracterização (KUOP)
\u2013 maior de 11,5 (condições de operação menos severas)
\u2022 Teor de Metais 
\u2013 afetam a atividade e seletividade do catalisador
\u2013 Fe + V + 10 (Ni + Cu) deve ser menor que 5 ppm
CARACTERIZAÇÃO DA 
CARGA
\u2022 Conhecendo-se o teor de HC parafínicos, 
naftênicos e aromáticos é possível estimar 
a Conversão potencial da carga.
\u2022 Os percentuais de produtos nobres 
gerados, de acordo com o tipo de carga 
são:
\u2013 Parafínicos: gera 100%;
\u2013 Naftênicos: gera de 80 - 100%;
\u2013 Aromáticos: 0 - 30% (o restante gera coque).
C1 Cn
Tcraq.
CRAQUEAMENTO 
CATALÍTICO
CATALISADOR
\u2022 Finalidade:
\u2013 Promover as reações de craqueamento em 
temperaturas inferiores às necessárias no 
craqueamento térmico
\u2013 Transferir o coque e o calor gerado
\u2013 Acelerar as reações em condições favoráveis de P e T
\u2022 P ligeiramente acima da atmosférica
\u2022 T = 490-550ºC
FORMAÇÃO DE PRODUTOS
\u2013 C \u2013 C \u2013 C \u2013 C \u2013 C \u2013 C \u2013
\u2013 C \u2013 C \u2013 C \u2013 \u2013 C \u2013 C \u2013 C
+ Calor =+
H H H H H H
H H H H H H
H H H
H H H H H H
H H
+
H H
H H H
CATALISADOR
\u2022 Propriedades Catalíticas:
\u2013 Atividade: Capacidade de converter a carga em 
produtos
\u2013 Seletividade: Capacidade de orientar as reações para 
obtenção de determinado produto, pode ser alterada 
pela ação de contaminantes (metais pesados).
O catalisador de FCC é um sólido formado de partículas de 
pequenas dimensões com tamanho médio de 70 µm cujos 
constituintes básicos são a alumina (Al2O3) e a sílica(SiO2). Dentro 
do conversor de FCC, o catalisador se comporta como um fluido e 
percorre os equipamentos de forma a cumprir sua função de 
acelerar, ou seja, catalisar as reações químicas de interesse e de 
transportar a energia necessária para as reações.
CATALISADOR
matriz ativa
componente ativo
Fonte: FCC - Fábrica Carioca de Catalisadores 
\u2022 A Zeólita é o componente ativo do catalisador, onde se 
encontram os sitios ativos, que são os principais 
responsáveis pelas reações. 
CATALISADOR
\u2022 Propriedades Físicas:
\u2013 Estabilidade
\u2013 Área Específica (virgem: 300-350 m2/g; equilíbrio: 170-200 m2/g) 
\u2013 Diâmetro dos poros
\u2013 Resistividade (0 hm/cm2)
\u2013 Volume dos poros
\u2013 Índice de atrito
\u2013 Densidade aparente
\u2013 Granulometria
REAÇÕES
\u2022 Ocorrem no riser e classificam-se em:
\u2013 Primárias: são endotérmicas, rápidas e se favorecem 
das elevadas temperaturas do catalisador
\u2013 Secundárias: são exotérmicas e se favorecem com a 
queda de temperatura do catalisador ao longo do riser
propeno
coque
Parafínica
PRODUTOS PRIMÁRIOS
PRODUTOS SECUNDÁRIOS
gasolina C4 e C5butenobutano
propano iso-butanoetanometano eteno
REAÇÕES
\u2022 Reações Primárias (endotérmicas)
\u2013 Quebra de parafinas e olefinas
\u2022 ex: C32H66\ufffd C16H34 + C16H32
Parafina Parafina Olefina
\u2022 ex: C30H60\ufffd C10H20 + C20H40
Olefina Olefina Olefina
\u2013 Desalquilação de aromáticos (alquil aromático
ou alquil naftênico: Aromático ou Naftênico + olefina
\u2013 Quebra de Naftênicos
\u2022 ex: C26H52\ufffd C15H30 + C11H22
Naftênico Olefina Olefina
\u2022 Reações Secundárias (exotérmicas)
\u2013 Transferência de Hidrogênio
\u2022 Naftênicos + Olefinas\ufffd Aromáticos + Parafinas
\u2013 Condensação de Aromáticos e Olefinas
\u2013 Isomerização de Olefinas
\u2022 Olefinas\ufffd Iso-Olefinas
\u2013 Ciclização de Olefinas
REAÇÕES
PRINCIPAIS REAÇÕES
Parafinas normais
Parafinas ramificadas
Olefinas
Anéis Naftênicos
(ramificados ou não)
Naftênicos Aromáticos
Aromáticos Polinucleados
com cadeias laterais
Aromáticos Polinucleados
com cadeias laterais
Parafinas e Olefinas
normais e ramificadas
Parafinas e Olefinas
normais e ramificadas
Parafinas