Hanseniase
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Hanseníase
Prof. Carlos Henrique de Souza Lima
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1. Definição:
		É uma doença infecciosa, crônica, lenta, de baixa transmissibilidade, causada pelo bacilo de Hansen (Mycobacterium leprae).
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2. Distribuição Geográfica:
		Ocorre mais comumente em países de clima tropical quente (África Tropical, Brasil, Índia, Sudeste Asiático, Ilhas do Pacífico Sul).
		Estudos já realizados demonstram que não é uma doença tropical, sendo a disseminação mais relacionada às condições de vida do que às climáticas.
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3. Transmissão:
		Faz-se diretamente, a partir dos casos ativos através da pele, mucosa oral ou nasal. 
		O contato indireto com objetos recém-contaminados pode ter alguma influência.
		O período entre a exposição e os primeiros sinais da doença gira em torno de três anos.
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4. O Bacilo de Hansen:
		O Mycobacterium leprae é semelhante ao Mycobacterium tuberculosis na sua morfologia e coloração. Pode ser identificado através da coloração de Ziehl-Nielsen.
		Em lesões antigas, o Mycobacterium leprae pode dispor-se em massas compactas redondas (globias) ou agrupar-se em feixes paralelos.
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Fotomicrografia de Mycobacterium leprae (pequenos bastonetes vermelhos), o agente causador da hanseníase.
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Fotomicrografia de Mycobacterium leprae (aumentada em 95.000 vezes), organismo causador da hanseníase 
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5. Classificação:
		Está provavelmente relacionada com a imunidade do hospedeiro.
Virchowiana \uf092 Baixa resistência ao bacilo.
Tuberculóide \uf092 Máxima resistência ao bacilo.
Dimorfa ou Borderline \uf092 Apresenta características tanto da forma Tuberculóide quanto da forma Virchowiana.
Indeterminada \uf092 É um estágio precoce da doença, no qual nem as características clínicas nem as características histopatológicas estão bem estabelecidas.
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Virchowiana
		Acomete principalmente face, orelhas, cotovelos, punhos e nádegas.
		Apresenta máculas eritematosas, pápulas, nódulos, placas ou infiltrações difusas. Os bordos das lesões não são nítidos e tendem a tornar-se confluentes.
		As lesões em geral são hipoestésicas ou anestésicas.
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Virchowiana (continuação)
	Histopatologia: Proliferação de histiócitos, que formam pequenos infiltrados ao redor de vasos sangüíneos, nervos e glândulas dérmicas, e em casos avançados substituem quase toda a derme. O infiltrado não invade a camada basal da epiderme, sendo dela separado por uma zona clara pouco celular (faixa colágena). Em lesões avançadas, a epiderme encontra-se atrofiada, as criptas ausentes e as papilas achatadas. O fino epitélio pode sofrer ulceração.
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Virchowiana (continuação)
		
		Nos histiócitos encontraremos os bacilos.
		
		Os histiócitos antigos exibem vacuolização lipídica (célula de Virchow).
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Hanseníase Virchowiana
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Hanseníase Virchowiana
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Hanseníase Virchowiana \u2013 
Bacilos dentro de uma célula de Virchow
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Tuberculóide
		As lesões são bem delimitadas, hipocrômicas, com diminuição da sensibilidade.
		Durante os períodos de atividade os bordos das lesões podem tornar-se elevados e eritematosos, enquanto os centros permanecem pálidos e deprimidos.
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Tuberculóide (continuação)
	Histopatologia: Apresenta reação granulomatosa com células epitelióides, células gigantes tipo Langhans, linfócitos. O infiltrado se estende para dentro do estroma papilar e células basais da epiderme. Não existe a zona clara entre entre o infiltrado e a epiderme sobrejacente.
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Tuberculóide (continuação)
		Os pequenos nervos da derme apresentam severo comprometimento, com risco de serem destruídos precocemente. O infiltrado dos pequenos nervos pode consistir em células epitelióides ou linfócitos.
		Praticamente não observamos bacilos nessa forma, exceto quando estiver na fase reativa.
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Hanseníase Tuberculóide
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Hanseníase Tuberculóide
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Hanseníase Tuberculóide
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Dimorfa
		As lesões começam com uma placa pequena com centro elevado e a periferia mal definida. Mais tarde, a área central torna-se plana, hipoestésica ou anestésica e os bordos ficam elevados, circinados ou serpiginosos, diminuindo gradativamente em direção à pele normal adjacente.
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Dimorfa (continuação)
	Histopatologia: Numa única lâmina podemos encontrar infiltrados de macrófagos contendo vários bacilos e agregados focais de células epitelióides com poucos ou nenhum bacilo. Os nervos podem mostrar vários graus de envolvimento celular e usualmente apresentam bacilos.
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Indeterminada
		Pode apresentar-se inicialmente como uma roséola discóide não elevada, ou como uma área de pele hipopigmentada menor que 1,0cm de diâmetro. 
		Em alguns pacientes, as lesões da forma Indeterminada podem ser hipoestésicas ou anestésicas.
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Indeterminada (continuação)
	Histopatologia: As características histopatológicas são inespecíficas. O patologista pode fazer o diagnóstico de Dermatite Crônica. O achado comum é um pequeno grau de infiltração de células mononucleares, localizadas ao redor dos pequenos vasos e anexos epidérmicos. Nervos pequenos podem apresentar infiltração de células redondas, embora geralmente estejam intactos. Os bacilos podem ser encontrados em nervos aparentemente normais.
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6. Diagnóstico
		Dados clínicos, biópsia ou raspagem da lesão.
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7. Tratamento
		Sulfonas (podem causar supressão dos casos iniciais)
		O índice de mortalidade é baixo.
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Mal perfurante plantar - MHV
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"Um dos sinais da hanseníase é a perda de sensibilidade. O Brasil precisa recuperá-la."