MUSCULAÇÃO 1 - METODOLOGIA DA MUSCULAÇÃO
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MUSCULAÇÃO 1 - METODOLOGIA DA MUSCULAÇÃO


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com duração e intensidade dependendo do 
objetivo da sessão. 
 
3.1.3) PARTE FINAL 
Relaxamento \u2013 2 a 3 minutos de alongamentos muito leves, não objetivando o 
desenvolvimento da flexibilidade, e sim apenas distensionar a musculatura trabalhada e 
reduzir o edema muscular provocado pelos exercícios localizados. Isto facilita a circulação 
sanguínea, acelerando o início da recuperação pós-treino. 
 
 
4) BASES FISIOLÓGICAS DA SESSÃO DE MUSCULAÇÃO 
 
4.1) BIOENERGÉTICA 
O termo se refere às fontes de energia para o trabalho muscular. Tal trabalho pode receber 
energia de duas vias energéticas anaeróbicas e uma aeróbica. O trabalho destas é o de ressintetizar 
a ATP (fonte de energia para a ação muscular). 
 
4.1.1) AS FONTES ANAERÓBICAS 
a) O sistema ATP-PC (adenosina trifostato \u2013 fosfocreatina) 
Tanto a ATP quanto a PC estão dentro da musculatura e sendo a fonte primária para 
eventos de altíssima intensidade e curta duração. As duas substâncias se assemelham por 
um radical fosfato e uma ligação rica em energia. A ATP quando desdobrada em ADP + P 
libera energia para as ações musculares. Por não existirem receptores para a fosfocreatina 
nas pontes transversas, o desdobramento da fosfocreatina em creatina e radical fosfato 
somente poderá ser utilizado na ressíntese da ADP em ATP. O estoque intramuscular de 
ATP-PC é limitado podendo ser exaurido em 30 segundos ou menos de exercício intenso e 
a respiração ofegante após tal evento é para que as reservas de ATP-PC sejam 
restauradas aerobicamente. 
 
b) A glicólise 
Com a continuidade do esforço e exaustão da fonte ATP-PC, é a vez do glicogênio 
intramuscular ser desdobrado para a ressíntese da ATP. A quebra de uma molécula de 
glicose libera a energia necessária para a ADP ser ressintetizada, mas duas moléculas de 
piruvato são obtidas e transformadas em ácido lático. A quebra do ácido lático em lactato e 
íons hidrogênio produz diversos efeitos colaterais que induzem a fadiga e dor. Apesar 
disto, esta fonte energética produz uma quantidade maior de energia do que a ATP-PC, 
mas em menor quantidade por segundo. Assim sendo, é a fonte utilizada em eventos de 
alta intensidade e de 1 a 3 minutos de duração. A necessidade de remover o ácido lático é, 
em parte, a causa da respiração ofegante após o esforço. 
 
4.1.2) A FONTE AERÓBICA 
A fosforilação oxidativa se traduz como sendo a fonte de energia que utiliza o oxigênio na 
ressíntese da ATP. Esta pode metabolizar açúcares e gorduras. O metabolismo aeróbico 
do glicogênio começa como a glicólise, mas em função do oxigênio presente, o piruvato 
não é convertido em ácido lático e sim levado para duas sequências de reações químicas 
(Ciclo de Krebs e Sistema de Transporte de Elétrons) onde para cada molécula de 
glicogênio fornecerá 37 de ATP. O metabolismo aeróbico das gorduras se inicia numa série 
de reações chamadas de beta-oxidação, para depois passarem diretamente para o Ciclo 
de Krebs. Tanto o metabolismo dos açúcares quanto das gorduras produzem ao final, 
água, dióxido de carbono e ATP. Predomina sua ação geralmente após 3 minutos de 
atividade contínua. 
 
 
Persona Fit - assessoria e consultoria em fitness 
Prof. Eder Lima - diretor técnico \u2013 (031) 3225-8185 / 9135-8657 
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4.2) TREINAMENTO NEUROMUSCULAR 
São basicamente os princípios anátomo-fisiológicos dos sistemas ósseo, muscular e nervoso. 
O sistema muscular é constituído de dois tipos básicos: 
\uf0b7 Musculatura lisa - encontrada nas vísceras e nos vasos sanguíneos, são de contração 
involuntária e ligadas à vida vegetativa. 
\uf0b7 Musculatura estriada - de dois tipos: 
\uf0a7 de contração involuntária - encontradas no miocárdio. 
\uf0a7 de contração voluntária - subordinada à vontade, realizam os movimentos 
exteriores, também chamadas de fibras volitivas ou músculos esqueléticos. 
 
4.2.1) UNIDADES MOTORAS 
Apesar de cada fibra muscular receber apenas uma fibra nervosa de motoneurônio anterior, 
um destes, graças às suas numerosas ramificações, inervará diversas fibras musculares 
formando a estrutura chamada unidade motora. 
Ao se comandar uma contração muscular e ativar um neurônio, se o potencial excitatório for 
adequado, todas as fibras musculares ligadas a ele se contrairão em obediência à Lei do tudo-
ou-nada; entretanto, a intensidade da contração pode ser controlada de duas maneiras: 
a) Variando o número de unidades motoras de um mesmo músculo que são 
recrutadas para a realização do movimento, onde, quanto mais unidades motoras 
se contraírem, maior será a força gerada pelo músculo. 
b) Variando a frequência da descarga excitatória nervosa, onde o aumento da força é 
obtido pela chegada à fibra muscular de um novo estímulo nervoso antes da 
extinção do anterior. 
 
As unidades motoras apresentam diferentes características devido aos diferentes tipos de 
motoneurônios e fibras musculares. 
Os motoneurônios podem ser de dois tipos: 
a) Motoneurônios fásicos 
\uf0a7 disparam em rápidas rajadas curtas 
\uf0a7 calibrosos e permitem uma alta velocidade de condução, exigindo uma grande 
diferença de potencial excitatório para entrarem em função. 
b) Motoneurônios tônicos \u2013 
\uf0a7 disparam lenta e continuamente 
\uf0a7 finos e com menores velocidades de contração. 
As fibras musculares podem ser de três tipos: 
a) Fibras glicolíticas rápidas 
\uf0a7 possuem alto nível de atividade da miosina ATPase 
\uf0a7 desenvolvem contrações rápidas e vigorosas 
\uf0a7 dependem basicamente das vias de transferência anaeróbicas para ressíntese do 
ATP 
\uf0a7 também chamadas de fibras do tipo IIb, brancas, de contração rápida ou fásicas. 
b) Fibras glicolíticas lentas 
\uf0a7 também conhecidas por fibras do tipo IIa, glicolítica-oxidativa ou oxidativa rápida por 
suas características intermediárias. 
c) Fibras oxidativas 
\uf0a7 altamente resistentes à fadiga 
\uf0a7 seu potencial de ATP é reposto a partir da transferência de energia obtida em 
aerobiose 
\uf0a7 chamadas de fibra do tipo I, vermelhas, de contração lenta ou tônicas. 
Num mesmo músculo existirão unidades motoras dos três tipos com sua porcentagem 
variando de acordo com a localização do músculo no corpo, hereditariedade, estado e tipo de 
treinamento e arranjo de alavancas biológicas. Como já foi dito, o treinamento por suas 
características aeróbicas e anaeróbicas, provoca uma hipertrofia seletiva neste ou naquele tipo 
 
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de fibra, além de hoje em dia saber-se que o treinamento ou a inatividade pode provocar uma 
adaptação das fibras glicolíticas em oxidativas ou vice-versa. 
 
4.2.2) TIPOS DE CONTRAÇÃO MUSCULAR 
O treinamento muscular ocorre em função da contração/relaxamento da musculatura 
esquelética. A contração pode ser classificada de três formas: 
a) Contração Isotônica 
O termo sugere que a contração teria uma tensão igual durante toda a amplitude do 
movimento. Ainda subdivide-se em duas fases: 
- Contração concêntrica \u2013 fase da contração onde o músculo diminui o seu 
comprimento, também chamada de fase positiva. 
- Contração excêntrica \u2013 fase da contração onde o músculo volta ao seu comprimento 
normal, também chamada de fase negativa. 
Contudo, os diferentes equipamentos e formas de exercícios de musculação não se 
encaixam neste conceito de isotonia. Na verdade, em musculação, os termos que mais se 
adaptam a tal situação são: 
- Treinamento dinâmico de resistência invariável \u2013 onde a carga ou resistência 
externa não mudam e a força exercida pelos músculos varia de acordo com a 
vantagem mecânica da articulação envolvida na contração. 
- Treinamento dinâmico de resistência variável \u2013 aqui a carga varia numa tentativa de 
compensar as curvas de força ao longo de uma amplitude de movimento. 
b) Contração Isométrica 
O termo implica numa contração onde o músculo desenvolve
Kelson
Kelson fez um comentário
Isabel consegui baixar ?
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Isabel
Isabel fez um comentário
qro baixar, me ajuda pelo amor de deus
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