MUSCULAÇÃO 1 - METODOLOGIA DA MUSCULAÇÃO
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MUSCULAÇÃO 1 - METODOLOGIA DA MUSCULAÇÃO


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tensão, porém sem alterar 
seu comprimento. Os ganhos de força utilizando este tipo de treinamento são específicos 
aos ângulos articulares treinados. 
c) Contração Isocinética 
O termo descreve a contração com velocidade constante em toda amplitude de 
movimento. A resistência oferecida pelo equipamento isocinético não pode ser acelerada, 
teoricamente tornando possível que os músculos exerçam força máxima contínua durante 
todo o exercício. A maioria dos equipamentos para treinamento isocinético permite apenas 
as ações concêntricas. 
 
4.2.3) ESTRUTURAS PROPRIOCEPTIVAS 
Estruturas receptoras sensíveis localizadas dentro dos músculos e tendões monitoram 
ininterruptamente as variações sobre o comprimento e a tensão aplicada a estes. São os chamados 
proprioceptores. São estes que nos permitem perceber a localização espacial de um membro e são 
fundamentais na manutenção da integridade músculo-articular. 
a) Fuso muscular 
Estes se localizam em fibras musculares modificadas que se dispõem paralelamente às 
fibras musculares regulares. Possui duas ações: 
- monitorar o estiramento do músculo; 
- iniciar a contração para reduzir o estiramento. 
 
b) Órgão tendinosos de Golgi 
Localizam-se dentro dos tendões musculares, cuja função principal é a de responder à 
tensão dentro do tendão e reduzi-la caso seja excessiva. 
 
4.3) TREINAMENTO CARDIOPULMONAR 
O treinamento cardiopulmonar irá acarretar uma série de adaptações em diversos níveis no 
organismo e a compreensão destas, propiciará uma melhor percepção do instrutor de musculação 
sobre os objetivos a atingir com o trabalho a ser elaborado para seu aluno. 
 
4.3.1) ALTERAÇÕES BIOQUÍMICAS 
a) Alterações aeróbias 
 
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Prof. Eder Lima - diretor técnico \u2013 (031) 3225-8185 / 9135-8657 
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\uf0b7 aumento de aproximadamente 80% no conteúdo de mioglobina das fibras 
musculares 
\uf0b7 aumento da capacidade de oxidação de carbohidratos 
São alterações orgânicas decorrentes do treinamento aeróbico, fruto das seguintes 
adaptações: 
\uf0b7 Aumento do número (até 120%), tamanho (aprox. 40%) e da área da superfície da 
membrana da mitocôndria dos músculos esqueléticos; 
\uf0b7 Aumento no nível de atividade e/ou concentração das enzimas implicadas no ciclo 
de Krebs e no sistema de transporte de elétrons . 
Estes aumentos acarretam num melhor aproveitamento dos depósitos de glicogênio à nível 
muscular (provocados pelo treinamento) para ressíntese do ATP aerobicamente nas 
mitocôndrias pela fosforilação oxidativa, mas lembrando que, a principal fonte energética do 
sistema aeróbico não é o glicogênio e sim a gordura, e isto propicia uma menor depleção de 
glicogênio e menos ácido lático, consequentemente menor fadiga muscular para o mesmo 
esforço. 
Uma maior oxidação de gorduras acarreta num aumento das reservas de triglicérides 
intramuscular, da capacidade de liberação de ácidos graxos livres dos adipócitos e da 
atividade das enzimas mobilizadoras. 
 
b) Alterações Anaeróbicas 
Após 5 meses de treinamento específico, consegue-se um aumento médio nas 
concentrações em repouso de: 
\uf0b7 25% de ATP 
\uf0b7 60% de CP 
\uf0b7 35% de creatina 
\uf0b7 32% de glicogênio 
E também das enzimas-chaves que após 8 semanas se elevam em: 
\uf0b7 20% de mioquinase 
\uf0b7 36% de creatinoquinase 
\uf0b7 50 a 83% de fosfofrutoquinase. 
Além destas, todas as enzimas têm sua ação aumentada, propiciando uma melhora da 
capacidade de ressíntese do ácido lático que, junto com o aumento das reservas alcalinas, 
torna o organismo capaz de suportar níveis mais elevados de ácido lático no sangue. 
 
4.3.2) ALTERAÇÕES SISTÊMICAS 
a) Sistema cardiocirculatório: 
No caso de um treinamento aeróbio, observa-se um aumento do volume ventricular 
esquerdo e no treinamento anaeróbio uma hipertrofia do miocárdio. Em ambos os casos 
percebe-se um aumento do volume cardíaco e aumento da densidade capilar, acarretando 
num aumento do volume de ejeção (ou volume sistólico) o que permite uma redução da 
frequência cardíaca em repouso. Observa-se ainda, um aumento do volume sanguíneo 
(aprox. 25%), da hemoglobina total (24%), do número de eritrócitos, da densidade capilar 
dos músculos esqueléticos e uma redução da pressão sistólica (em maior grau) e diastólica. 
 
 
b) Sistema respiratório: 
Com o treinamento aeróbico, nota-se um aumento da ventilação/minuto máxima, do 
VO2max, do equivalente respiratório de oxigênio e da eficiência respiratória. 
 
4.3.3) OUTRAS ALTERAÇÕES 
a) Composição corporal: o percentual de gordura e o peso total são reduzidos por 
programas de exercícios aeróbicos acompanhados de controle alimentar, ao passo que 
nota-se um ganho de massa corporal magra. 
 
 
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b) Níveis de colesterol e triglicérides: ambos são reduzidos com ênfase na mudança do 
perfil do tipo de colesterol presente. Observa-se uma redução do perigoso tipo de 
lipoproteína de muito baixa densidade (VLDL) e de baixa densidade (LDL), ao passo que 
percentualmente aumentam as lipoproteínas de alta densidade (HDL); isto diminuindo 
então, o risco de uma coronariopatia. 
 
c) Tecido conjuntivo: principalmente o treinamento anaeróbio, provoca um aumento da 
atividade enzimática óssea e hipertrofia óssea; aumento de força de ruptura de ligamentos 
e tendões; e aumento de espessura de articulações e cartilagens. 
 
d) Aclimatação ao calor: o treinamento provoca uma maior adaptação do organismo a altas 
temperaturas e uma melhor capacidade de dissipação do calor. 
 
e) Capacidade de tamponamento: o treinamento aumenta a capacidade dos tampões 
bicarbonato e proteína em manterem estável o PH do meio orgânico, evitando a acidose 
prematura nos exercícios anaeróbios. 
 
f) Sistema neurovegetativo: o treinamento com cargas de grandes volumes provoca uma 
parassimpaticotomia (predominância vagal) que propiciará uma bradicardia. 
 
g) Sistema endócrino: observa-se, após um trabalho de longa duração, uma hipertrofia do 
córtex adrenal, o que propiciará um aumento de produção e armazenamento de 
corticóides; e existem indícios de adaptação da hipófise e da tireóide. 
 
 
5) TIPOS DE MONTAGEM DE PROGRAMAS 
A partir dos dados coletados na avaliação, torna-se possível montar o programa de 
musculação, que compreende o conjunto de sessões a serem realizadas num determinado período. 
A maneira com que os exercícios serão ordenados dentro do programa, formam séries 
distintas, necessárias para a individualização do trabalho a ser executado pelo aluno, em função de 
seu quadro inicial, limitações e objetivos. 
Nelson Bittencourt, em seu livro - Musculação, uma abordagem metodológica \u2013 nos apresenta 
uma nomenclatura bastante fácil de ser assimilada, por ser baseada na anatomia humana e na 
biomecânica. Dividindo, então, em 5 tipos básicos de montagem. São estas: 
 
1) ALTERNADA POR SEGMENTO 2) LOCALIZADA POR ARTICULAÇÃO 
3) ALTERNADA POR ORIGEM E INSERÇÃO MUSCULARES 4) ASSOCIADA A ARTICULAÇÕES ADJACENTES 
5) MISTA 
 
5.1) ALTERNADA POR SEGMENTO 
As sessões são elaboradas de forma a promover uma alternância entre os segmentos 
corporais em que os exercícios são realizados, visando evitar a fadiga muscular prematura. Também 
conhecida como série simples ou série alternada. 
5.1.1) CONSIDERAÇÕES GERAIS: 
\uf0b7 Este tipo de montagem é o mais indicado para o trabalho em circuito que objetive a 
resistência aeróbica porque, evitando a fadiga muscular precoce, propicia uma 
continuidade do trabalho o que permitirá o desenvolvimento da capacidade orgânica. 
Contudo, o treinamento em circuito tem o inconveniente de não poder ser utilizado em 
horários de grande movimento, devido a necessidade de disponibilidade de material para
Kelson
Kelson fez um comentário
Isabel consegui baixar ?
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Isabel
Isabel fez um comentário
qro baixar, me ajuda pelo amor de deus
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