humanizacao_parto
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Parto Domiciliar como um Dispositivo de Humanização das Práticas de Saúde no Brasil ................... 233
Etnicidade e Humanização: 
Fortalecendo a Rede de Cuidado à Saúde Materno-Infantil Indígena ........................................................ 255
Do Berço à Rede: vínculos e vivências sobre o Parto na Rede Humanizasus ............................................ 273
Monitoramento e Avaliação como Prática Transversal na Rede Cegonha: 
Construção de um Processo Articulando Monitoramento e Apoio Institucional ....................................... 293
Bloco 3 \u2013 Relatos de Experiência ..................................................................................................................... 339
Plano de Qualificação das Maternidades: A Participação do Hospital Sofia Feldman .......................... 341
Um Olhar sobre a Função-Apoio como Aposta para 
Qualificação da Atenção em Maternidades: Relatando uma Experiência na Bahia ............................. 353
Cogestão no Apoio Institucional às Maternidades: Consolidação de Espaços 
Coletivos e Democráticos para a Qualificação da Assistência Obstétrica e Neonatal ............................ 367
Fórum Perinatal: Experiência sobre uma Prática Interinstitucional de Cuidado em Saúde ................ 387
A Garantia do Acesso ao Acompanhante: 
Uma Experiência Prática no Cenário do Apoio Institucional .......................................................................... 401
A Parteira da Guia e o Parto de um Homem ..................................................................................................... 417
Projeto Enquanto o Bebê não Chega: Uma Experiência do SUS que dá Certo em Roraima .............. 423
Bloco 3 \u2013 Relatos Jornalísticos ........................................................................................................................... 435
\u201cNa Cesárea de Hora Marcada, o Bebê nem Sabe que Nasceu a Mulher nem Sabe que Pariu\u201d ..... 437
Rede Cegonha è a Oferta do Ministério da Saúde para o Parto Humanizado ....................................... 445
Boas Práticas no Norte e Pré-Natal do Homem no Nordeste ....................................................................... 453
Tradição na Hora do Parto ....................................................................................................................................... 461
Cadernos HumanizaSUS
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Apresentação
Cadernos HumanizaSUS
Cadernos HumanizaSUS
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Apresentação
Os Cadernos HumanizaSUS são uma série de publicações, no formato de ensaios, artigos, 
relatos de experiência e entrevistas, reunidos em um caderno de textos em torno de um 
tema comum. Os temas de cada caderno são relativos a campos de análise e de intervenção 
relevantes para a qualificação de práticas de saúde no SUS, nos quais a Política Nacional 
de Humanização (PNH) tem dedicado esforços e produzido interfaces a partir de seus 
princípios, diretrizes, dispositivos e método. Por meio do convite à participação nessa 
produção, a PNH também acolhe sujeitos que protagonizam o Movimento HumanizaSUS, 
em ações cotidianas por todo o território nacional, e pretende dar visibilidade às suas 
produções e experiências.
A escolha do tema da humanização do parto e do nascimento para o quarto volume dos 
Cadernos HumanizaSUS tem a finalidade de seguir publicizando experiências de apoio 
em humanização Brasil a fora, na medida em que as elas são consideradas e reconhecidas 
como componentes do rol das experimentações de um \u201cSUS que dá certo\u201d. Neste número 
em específico, o objetivo é apresentar percursos de apoiadoras/es institucionais de 26 
maternidades que trabalharam no Plano de Qualificação de Maternidades e Redes 
Perinatais da Amazônia legal e Nordeste Brasileiros (PqM), entre 2009 e 2011. O Plano 
serviu de baliza para a concepção do processo de trabalho da Rede Cegonha (RC), que foi 
lançada em 2011 pelo governo federal, configurando-se como uma rede de cuidados que 
visa assegurar à mulher e à criança, o direito à atenção humanizada durante o pré-natal, 
parto/nascimento, puerpério e atenção infantil em todos os serviços de saúde do Sistema 
Único de Saúde (SUS). Em outros termos, com o funcionamento do PqM e posteriormente 
da RC, buscou-se \u2013 e ainda se busca \u2013 criar condições políticas, institucionais e técnicas para 
mudanças de processos de trabalho, tendo em vista a qualificação da gestão e da atenção 
materna e infantil, a humanização do cuidado, a garantia de direitos das/dos usuárias/os 
e a redução das taxas de mortalidade infantil (neonatal) e materna.
Os artigos, os depoimentos e as entrevistas que compõem esse volume pretendem, pois, dar 
visibilidade a experimentações no bojo do Plano de Qualificação de Maternidades/Rede 
Cegonha, que tem se incluído no movimento pela humanização do parto e do nascimento 
ao agregar forças e formas de ação diversas na luta pela cidadania de mulheres, de 
crianças e de suas famílias, experimentando e ousando exercitar o direito à saúde que não 
se conquiste pela sujeição a formas de ação nem a uma forma-mulher prescrita. Como 
já foi dito, o Apoio Institucional foi a força motriz para envolver os sujeitos e os coletivos, 
problematizar valores instituídos, desnaturalizar práticas e, assim, produzir novas práticas 
de assistência e gestão pré-natal, neonatal e obstétrica, enfim, questionar, modificar e 
Cadernos HumanizaSUS
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qualificar modos de cuidar e gerir no SUS. Tal como será discutido em vários artigos, as 
experiências de Apoio, como estratégia metodológica por meio da qual as diretrizes do 
PQM puderam ser operacionalizadas, reafirmam a aposta da PNH no apoio institucional 
como modo de fazer, de operar coletivamente análises, intervenções e qualificação dos 
processos de trabalho e para fazer do SUS uma aposta comum e compartilhada. 
Os relatos e os artigos a seguir trazem experiências concretas do(no) SUS, a voz e o 
silêncio que não quer calar de atores/atrizes e autores(as) que produziram o PqM e estão 
produzindo a Rede Cegonha. O Caderno aborda a ampla discussão sobre a humanização 
do parto e do nascimento, perpassando por vários aspectos dessa temática como as 
experiências de Apoio Institucional, de seu Acompanhamento Avaliativo, de acolhimento 
(em rede) a mulheres e crianças, de garantia do acesso com qualidade, de práticas 
democráticas na gestão e no cuidado ao parto e ao nascimento. Os escritos discutidos no 
Caderno tratam também: do atual e desejado modelo obstétrico e neonatal; dos sentidos 
das \u201cboas\u201d práticas de atenção ao parto e ao nascimento; da inclusão da(do) enfermeira(o) 
obstetra na cena e na realização dos partos de risco habitual; da importância e dos desafios 
do exercício do direito a acompanhante de livre escolha da mulher; da função do homem 
na maternagem (paternagem) e de sua inclusão na cena do parto; dos fóruns perinatais 
e movimentos sociais que tanto potencializam e atualizam políticas de saúde e redes 
de cuidado. Além disso, os artigos contemplam discussões sobre violência institucional; 
desafios do SUS na humanização do parto e do nascimento aos povos indígenas; a exitosa 
e contagiante experiência do Hospital Sofia Feldman \u2013 Belo Horizonte; a participação 
da Rede HumanizaSUS no fomento e a publicização de redes de coletivos organizados 
em prol da humanização do parto e do nascimento na web; a possibilidade, pensando 
o parto como evento social e não como doença, do parto domiciliar posto em cena; e as 
experiências de qualificação da atenção e gestão ao parto e ao nascimento fomentadas 
no Norte e Nordeste brasileiro. 
Essas são algumas dimensões da discussão acerca da humanização do parto e do nascimento 
abordadas neste Caderno HumanizaSUS que procuram dar visibilidade a um conjunto 
de lutas pelo direito à saúde e ao acesso de qualidade equânime a mulheres grávidas. 
Trata-se