humanizacao_parto
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alguns produtos resultantes do fórum e/
ou desdobramentos relacionados aos seus movimentos como: (i) realização de Seminário 
em 2011, para qualificação da atenção humanizada ao parto e ao nascimento para as 44 
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equipes de Saúde da Família (eSF) de Imperatriz e de alguns municípios prioritários da 
região; (ii) elaboração de vídeo institucional e potente campanha publicitária de caráter 
informativo-educativa, quanto à saúde materno-infantil na região; (iii) constituída comissão 
técnica com profissionais da Atenção Básica de Imperatriz e Hospital Regional Materno 
Infantil para discussão e elaboração de protocolos de referência e contrarreferência na rede 
de cuidados à mulher e à criança. A importância do Fórum no cenário atual do Maranhão e, 
especialmente em Imperatriz, tem sido reconhecida como forma de mobilização dos atores 
envolvidos como espaço para a qualificação da atenção e constituição da rede perinatal, 
contando com apoio institucional do Ministério da Saúde. As apoiadoras dos territórios e 
supervisoras do PqM são as fomentadoras e articuladoras do Fórum Interinstitucional, que 
vem se fortalecendo e é reconhecido espaço de discussão, articulação e potencialização 
das ações na perspectiva da rede. 
1º Fórum estadual de Atenção Integral à Saúde Materna e Infantil: tecendo 
Redes de Salvador/BA
Em agosto de 2011, teve início movimento em Salvador para trabalhar a diretriz de 
vinculação da gestante desde o pré-natal até o encaminhamento para a maternidade de 
referência por técnicos da Secretaria de Saúde, com apoiadores do PqM assumindo que 
acolhimento e vinculação são prioridades para a conformação da rede perinatal e temas 
fundamentais para a implantação do Fórum Perinatal. Foi realizada a articulação entre 
Secretaria Estadual de Saúde, Comissão de Saúde da Câmara de vereadores do Município 
de Salvador, Secretaria Municipal de Saúde, Ministério da Saúde, Fundo de População das 
Nações Unidas (UNFPA), com o objetivo de debater mecanismos para a construção e a 
consolidação da rede perinatal e da linha de cuidado à saúde materna e à saúde infantil 
no município de Salvador e no Estado da Bahia. Esse movimento visou traçar estratégias 
para a garantia de acesso e vinculação das mulheres gestantes no pré-natal, no parto e 
no puerpério e a implementação da lei Federal nº 11.634, de 27 de dezembro de 2007 e 
a lei Municipal nº 7.851, de 25 de maio de 2010.
Entretanto, na Bahia encontrava-se em funcionamento desde 2009 um fórum \u2013 Colegiado 
de Maternidades \u2013 que inicialmente era composto por gestores de maternidades de 
Salvador, coordenado pela Diretoria de Gestão de Rede Própria(DGRP))/Sesab, realizando 
reuniões mensais sistemáticas com objetivo de discutir o cotidiano das maternidades e de 
se constituir como espaço estratégico para o enfrentamento de problemas, cujo objetivo 
das discussões era a qualificação do cuidado na rede materna e infantil. Até dezembro 
de 2011 foram realizadas 35 reuniões e sua composição foi se ampliando, tornando-se a 
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sua dinâmica e o modo de funcionar includente e participativo. Entre as principais pautas 
trabalhadas até então destacam-se: 
\u2022 Definição do perfil assistencial das maternidades de Salvador por grau de 
complexidade.
\u2022 visitas técnicas às maternidades feitas por representantes da DGRP e do 
Centro Especializado em Reabilitação (CER) para levantamento dos leitos 
existentes com o intuito de imprimir maior agilidade nos processos regulató-
rios, resultando na contratação de sete obstetras e pediatras/neonatologistas 
reguladores, viabilizando e agilizando a regulação de Obstetrícia e Neona-
tologia por esses profissionais.
\u2022 Adequação da composição das equipes multiprofissionais nas maternidades 
com concurso público.
\u2022 Dimensionamento do quantitativo de Enfermagem para orientar processos 
de contratação dos profissionais \u2013 chamamento do concurso público.
\u2022 Mobilização pró-Rede Cegonha \u2013 vinculação: levantamento de dados epi-
demiológicos por distrito sanitário e por maternidades, georreferenciamento 
dos serviços de saúde.
\u2022 Delimitação da área de abrangência por maternidade para construção 
do desenho do mapa de vinculação de Salvador, da Atenção Básica e 
ambulatórios às maternidades de referência, para por fim à peregrinação 
das gestantes e dos RNs. Foram realizadas oficinas com gestores das 102 
unidades da Atenção Básica de Salvador, além de oficinas distritais com 
gerentes e trabalhadores estratégicos da Atenção Básica e das maternidades 
para validação do desenho proposto.
\u2022 Implantação do Sistema de Acompanhamento do Programa de Humaniza-
ção no Pré-Natal e Nascimento (SisPreNatal): implantação nos ambulatórios 
das maternidades. Construção de fluxos para realização do teste rápido e 
tratamento/profilaxia HIV e sífilis nas maternidades.
Esse é um espaço coletivo bastante potente, cujo movimento foi instituinte e crescente 
com a ampliação de sua composição para a implementação da Rede Cegonha na Bahia. 
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Fórum perinatal de Sergipe
Uma das principais estratégias para a discussão do acolhimento em rede em Sergipe 
tem sido o Fórum Perinatal, que ocorre uma vez por mês, com participação variável de 
diversos atores que compõem a Rede Perinatal de Sergipe. O Fórum tem se apresentado 
como espaço privilegiado de discussão, sendo identificados muitos dos desafios da Rede 
Perinatal, colocando-os na roda na tentativa de produzir sentidos e encaminhamentos. 
Além disso, tem sido fundamental para a divulgação/produção de consensos a respeito 
da Rede Cegonha (RC).
Um produto importante elaborado no primeiro semestre de 2011 pelo coletivo que compõe 
o Fórum foi o quadro Perinatal de Sergipe, em 2010. Por meio desse desenho, buscou-se 
responder às seguintes perguntas: temos leitos obstétricos suficientes? A oferta nas regionais 
supre a demanda de seus municípios? Há serviços sobrecarregados? E subaproveitados? 
O fluxo desorganizado leva a desfechos negativos (morte materna, infantil, baixo peso ao 
nascer etc.)? Há leitos de UTI suficientes para os recém-nascidos de alto risco?
Alguns esclarecimentos importantes foram possíveis por meio dessa pesquisa. Existem, por 
exemplo, regionais sobrecarregadas, nem sempre a capacidade instalada de todas as 
regionais supre a demanda de seus municípios, tornando mais visíveis os fluxos migratórios 
entre as regionais. Cabe ressaltar que esse estudo tem sido fundamental para a implantação 
da RC em Sergipe.
Outra frente de trabalho foi a construção dos dez passos para enfrentamento da 
mortalidade infantil e materna no contexto hospitalar e na atenção primária. Diante de 
certa angústia produzida pela impressão de que o que era problematizado precisava 
ultrapassar o espaço mensal dos Fóruns, surgiu o desejo de sistematizar ideias discutidas, 
transformando-as em um documento que pudesse ser legitimado pelos gestores locais e 
trabalhadas nos equipamentos de saúde.
O Fórum tem sido um espaço muito potente. Nessa fase inicial identificou-se baixa 
representação das maternidades do interior, do Centro de Atenção Integral à Saúde da 
Mulher (Caism) e de Movimentos Sociais, com irregularidade dos encontros por meio da 
divulgação/produção de consensos acerca da Rede Cegonha em Sergipe, a discussão da 
Rede Perinatal tem acontecido em outros espaços além do Fórum, sendo necessário definir 
claramente as funções do Fórum Perinatal (Fórum RC) e do Grupo Condutor Estadual 
da Rede Cegonha no Ceará. Percebe-se certo esvaziamento dos atores que compõem o 
Fórum pelo fato de esse espaço ser pouco deliberativo. Para 2012 o desafio: fortalecer esse 
espaço como estratégia importante para toda a rede perinatal.
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vale ressaltar que a Secretaria da Saúde de Sergipe tem apresentado interesse em