humanizacao_parto
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A
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Cadernos HumanizaSUS
Annatália Meneses de Amorim Gomes1
Da Violência Institucional à Rede Materna e Infantil: 
Desafios e
Possibilidades
 para Efetivação dos 
Direitos Humanos e Redução 
da Mortalidade*
Institutional Violence in The Maternal and Child 
Healthcare Network: Challenges and Possibilities for the 
Promotion of Human Rights and the 
Reduction of Mortality
Cadernos HumanizaSUS
134
* Texto inédito.
1 Universidade Estadual 
do Ceará. Professora do 
Mestrado Acadêmico 
em Saúde Pública e dos 
mestrados profissionais 
Ensino na Saúde e Saúde 
da Família. Consultora 
da Política Nacional de 
Humanização \u2013 Ministério 
da Saúde. Psicóloga e 
assistente social. Doutora 
em Ciências da Saúde 
pela UFRN.
Resumo
Visa refletir a articulação do tema violência institucional nas maternidades, na 
perspectiva dos direitos humanos e a rede materna e infantil como possibilidade 
de atuação e possível proposta de enfrentamento e afirmação do respeito à vida 
humana. Toma-se como referências a conceituação sociológica de violência e 
violência institucional, os contextos de práticas das maternidades integrantes 
do Plano de Qualificação das Maternidades (PQM) na Amazônia Legal (AL) 
e Nordeste (NE), as diretrizes do PqM e a Política Nacional de Humanização 
(PNH), seus desafios e possibilidades. É preciso resistir a todas as formas de 
violência e investir esforços no sentido do respeito à vida humana e da inclusão 
como diretriz, visando ao fortalecimento de coletivos e suas capacidades de 
análise e intervenção, afirmando a produção de saúde como produção de 
subjetividade. A elaboração de políticas públicas que assegurem a diminuição das 
desigualdades e iniquidades sociais, a valorização dos trabalhadores da saúde, 
a utilização das boas práticas no parto e no nascimento, o uso de evidências 
científicas, a garantia dos direitos humanos, a distribuição adequada de serviços 
e equipamentos e o trabalho em rede integral podem ser algumas importantes 
medidas para essa mudança.
Palavras-chave: 
Humanização da assistência. Parto humanizado. violência contra a mulher. 
violência institucional.
Abstract
This study deals with the institutional violence in maternities from the perspective 
of the human rights and with the maternal and child healthcare network as a 
possible field of action for the promotion and affirmation of respect for human 
life. The sociological conceptualization of violence and institutional violence are 
taken as a point of reference in the context of maternity practices within the 
Maternity Qualification Plan (MQP) implemented in the Brazilian Amazon (AL) 
and Northeast (NE) regions, the MqP guidelines and the National Humanization 
Policy (NHP), with all their challenges and possibilities. We must resist all forms of 
violence and invest efforts in the promotion of respect for human life and social 
inclusion, aiming to strengthen certain populations and their capacities for analysis 
and intervention, considering the healthcare outcome as a subjective issue. The 
development of public policies that ensure the reduction of social inequalities 
and inequities, the valuation of healthcare workers, the use of best practices in 
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labor and childbirth and the use of scientific evidence, ensuring the respect for the human 
rights, the adequate distribution of services and equipment and a work carried out in the 
integral healthcare network, may be some important measures for this change.
Keywords: 
Humanization of healthcare. Humanized birth. violence