CF-comentada-pelo-stf
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DisciplinaDireito Constitucional I53.120 materiais1.383.162 seguidores
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à Lei 
7.209/84. Precedente. Não retroatividade da lei mais benigna para alcançar pena já cumprida. Precedente.\u201d (RE 395.269-AgR, 
Rel. Min. Gilmar Mendes, DJ 05/03/04)
\u201cPerda de função pública. A retroatividade de que cogitam o artigo 2º e parágrafo único do Código Penal pressupõe situação 
em curso, ainda que o provimento judicial já tenha transitado em julgado. Obstaculiza a continuidade do constrangimento a 
que esteja sujeito o agente sem, no entanto, acarretar retorno ao statu quo ante nas hipóteses em que a sentença surtiu 
todos os seus efeitos. O afastamento do cenário jurídico da pena acessória de perda da função pública, passando esta última 
a ser conseqüência de determinado tipo e da pena privativa de liberdade imposta \u2014 artigo 92, inciso I do Código Penal \u2014 
não tem o condão de reviver situações já exauridas, cujos efeitos completaram-se quando em vigor o artigo 68 do Código 
Penal, antes da reforma implementada pela Lei 7.209/84.\u201d (HC 68.245, Rel. Min. Célio Borja, DJ 01/03/91)
 
\u201cTributo. Pagamento após o recebimento da denúncia. Extinção da punibilidade. Decretação. HC concedido de ofício para tal 
efeito. Aplicação retroativa do art. 9º da Lei federal nº 10.684/03, cc. art. 5º, XL, da CF, e art. 61 do CPP. O pagamento do 
tributo, a qualquer tempo, ainda que após o recebimento da denúncia, extingue a punibilidade do crime tributário.\u201d (HC 
81.929, Rel. Min. Cezar Peluzo, DJ 27/02/04)
"Lei penal: retroatividade in melius: inteligência. Lei superveniente, que atribuiu efeito extintivo da punibilidade de 
determinados crimes ao pagamento de tributos, desde que anterior ao recebimento da denúncia; inaplicabilidade ao 
pagamento só efetivado posteriormente ao recebimento da denúncia e, no caso, ao próprio trânsito em julgado da 
condenação. A retroatividade da lei penal mais favorável consiste basicamente em imputar as conseqüências jurídicas 
benéficas aos fatos nela previstos, embora ocorridos anteriormente à sua vigência, sem, contudo, poder fazer retroceder o 
próprio curso do tempo. A lei invocada, malgrado posterior ao recebimento da denúncia, é certo que poderia aplicar-se ao 
pagamento de tributos efetivado antes da instauração do processo, para atribuir-lhe o efeito extintivo da punibilidade, que não 
tinha, ao tempo em que sucedeu. Nisso, porém, se esgota a sua retroatividade: condicionado o efeito extintivo à satisfação 
do crédito tributário antes do recebimento da denúncia, uma vez recebida esta, a lei posterior, malgrado retroativa, não tem 
mais como incidir, à falta de correspondência entre a anterior situação do fato e a hipótese normativa a que subordinada a 
sua aplicação.\u201d (HC 70.641, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 26/08/94)
 
\u201cExtradição: lei ou tratado: aplicabilidade imediata. As normas extradicionais, legais ou convencionais, não constituem lei 
penal, não incidindo, em conseqüência, a vedação constitucional de aplicação a fato anterior da legislação penal menos 
favorável. Extradição executória: condenação à revelia na Itália: admissibilidade. Independentemente da aplicabilidade ao 
caso da parte final do art. V do Tratado de Extradição entre o Brasil e a Itália, segundo o direito extradicional brasileiro, não 
impede, por si só, a extradição que o extraditando tenha sido condenado à revelia no Estado requerente.\u201d (Ext 864, Rel. Min. 
Sepúlveda Pertence, DJ 29/08/03)
 
file:///K|/STF%20-%20CF.htm (36 of 574)17/08/2005 13:02:39
STF - Constituição
\u201cO Tribunal, ao julgar apelação do Ministério Público contra sentença absolutória, não pode acolher nulidade \u2014 ainda que 
absoluta \u2014, não veiculada no recurso da acusação. Interpretação da Súmula 160/STF que não faz distinção entre nulidade 
absoluta e relativa. Os atos praticados por órgão jurisdicional constitucionalmente incompetente são atos nulos e não 
inexistentes, já que proferidos por juiz regularmente investido de jurisdição, que, como se sabe, é una. Assim, a nulidade 
decorrente de sentença prolatada com vício de incompetência de juízo precisa ser declarada e, embora não possua o 
alcance das decisões válidas, pode produzir efeitos. Precedentes. A incorporação do princípio do ne bis in idem ao 
ordenamento jurídico pátrio, ainda que sem o caráter de preceito constitucional, vem, na realidade, complementar o rol dos 
direitos e garantias individuais já previstos pela Constituição Federal, cuja interpretação sistemática leva à conclusão de que 
a Lei Maior impõe a prevalência do direito à liberdade em detrimento do dever de acusar. Nesse contexto, princípios como o 
do devido processo legal e o do juízo natural somente podem ser invocados em favor do réu e nunca em seu prejuízo. Por 
isso, estando o Tribunal, quando do julgamento da apelação, adstrito ao exame da matéria impugnada pelo recorrente, não 
pode invocar questão prejudicial ao réu não veiculada no referido recurso, ainda que se trate de nulidade absoluta, 
decorrente da incompetência do juízo.\u2019\u2019 (HC 80.263, Rel. Min. Ilmar Galvão, DJ 27/06/03)
 
\u201cCrimes hediondos. Reincidência específica impeditiva do livramento condicional. Inciso V inserido no art. 83 do Código Penal 
pelo art. 5º da Lei nº 8.072/90. Irretroatividade da lei penal mais gravosa. Art. 5º, XL, da CF. Não-incidência do dispositivo 
quando o primeiro crime foi cometido antes do advento da Lei nº 8.072/90, em face do princípio constitucional em 
referência.\u201d (RE 304.385, Rel. Min. Ilmar Galvão, DJ 22/02/02)
 
\u201cBenefício de indulto concedido. Crime cometido antes da edição da Lei nº 8.930/94. Não invocável o princípio da reserva 
legal ou da irretroatividade da lei penal mais severa, a teor do art. 5º XL, da Lei Maior. A natureza dos crimes cometidos, 
abrangidos pelo indulto, há de ser conferida à época do decreto do benefício. Precedentes.\u201d (RE 274.265, Rel. Min. Néri da 
Silveira, DJ 19/10/01)
 
\u201cLei 9.099/95, art. 89. Aplicabilidade. Lei 9.839/99 que, por ser posterior, não se aplica ao caso (CF, art. 5º, inciso XL e CP, 
art. 2º, parágrafo único). A norma que impede a concessão de sursis quando o agente houver sido condenado por crime de 
deserção em tempo de paz (CPM, art. 88, inciso II, a), não foi recepcionada pela L. 9.099/95. Aplica-se à deserção o instituto 
da suspensão condicional do processo (Lei 9.099/95, art. 89), cuja concessão não se vincula à natureza do crime, mas à 
pena cominada ao delito. Hipótese em que há condições, em tese, de ser procedida a suspensão condicional do processo, 
desde que examinados e preenchidos os demais requisitos do art. 89 da Lei 9.099/95. Lei 9.839/99 que, por ser posterior, 
não se aplica ao caso (CF, art. 5º, inciso XL e CP, art. 2º, parágrafo único). Habeas deferido. \u201d (HC 80.573, Rel. Min. Nelson 
Jobim, DJ 14/06/02)
\u201cAplicabilidade, ao processo penal militar, do instituto do sursis processual (Lei nº 9.099/95, art. 89), nos crimes militares 
praticados antes da vigência da Lei nº 9.839/99 \u2014 ultratividade da lei penal benéfica \u2014 imposição constitucional (CF, art. 5º, 
XL). \u2014 A Lei nº 9.839/99 (lex gravior) \u2014 que torna inaplicável à Justiça Militar a Lei nº 9.099/95 (lex mitior) \u2014 não alcança, 
no que se refere aos institutos de direito material (como o do sursis processual, p. ex.), os crimes militares praticados antes 
de sua vigência, ainda que o inquérito policial militar ou o processo penal militar sejam iniciados posteriormente. Precedentes 
do STF.\u201d (HC 80.542, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 29/06/01). No mesmo sentido: HC 80.249, DJ 07/12/00; HC 79.390, DJ 
19/11/99.
 
\u201cO art. 11 e parágrafo único foram inseridos no texto da Lei nº 9.639/1998, que se publicou no Diário Oficial da União de 
26/05/1998. Na edição do dia seguinte, entretanto, republicou-se a Lei nº 9.639/1998, não mais constando do texto o 
parágrafo único do art. 11, explicitando-se que a Lei foi republicada por ter saído com incorreção no Diário Oficial da União 
de 26/05/1998. Simples erro material na publicação do texto não lhe confere, só por