CF-comentada-pelo-stf
574 pág.

CF-comentada-pelo-stf


DisciplinaDireito Constitucional I57.334 materiais1.408.390 seguidores
Pré-visualização50 páginas
não integrando a relação processual, titulares do direito que, em nome próprio, é defendido pelo 
substituto.\u201d (Rcl 1.097-AgR, Rel. Min. Moreira Alves, DJ 12/11/99)
 
LXXI - conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício dos 
direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania;
 
file:///K|/STF%20-%20CF.htm (72 of 574)17/08/2005 13:02:40
STF - Constituição
\u201cA jurisprudência do Supremo Tribunal Federal admite legitimidade ativa ad causam aos sindicatos para a instauração, em 
favor de seus membros ou associados, do mandado de injunção coletivo.\u201d (MI 102, Rel. Min. Carlos Velloso, DJ 25/10/02)
\u201cEntidades sindicais dispõem de legitimidade ativa para a impetração do mandado de injunção coletivo, que constitui 
instrumento de atuação processual destinado a viabilizar, em favor dos integrantes das categorias que essas instituições 
representam, o exercício de liberdades, prerrogativas e direitos assegurados pelo ordenamento constitucional.\u201d (MI 472, Rel. 
Min. Celso de Mello, DJ 02/03/01)
 
\u201cEsta Corte, ao julgar a ADIN nº 4, entendeu, por maioria de votos, que o disposto no § 3º do artigo 192 da Constituição 
Federal não era auto-aplicável, razão por que necessita de regulamentação. Passados mais de doze anos da promulgação 
da Constituição, sem que o Congresso Nacional haja regulamentado o referido dispositivo constitucional, e sendo certo que a 
simples tramitação de projetos nesse sentido não é capaz de elidir a mora legislativa, não há dúvida de que esta, no caso, 
ocorre. Mandado de injunção deferido em parte, para que se comunique ao Poder Legislativo a mora em que se encontra, a 
fim de que adote as providências necessárias para suprir a omissão, deixando-se de fixar prazo para o suprimento dessa 
omissão constitucional em face da orientação firmada por esta Corte.\u201d (MI 584, Rel. Min. Moreira Alves, DJ 22/02/02)
 
\u201cÀ exceção do preceito do § 3º, o teor do artigo 8º do Ato das Disposições Transitórias da Lei Fundamental veio à balha com 
eficácia plena, sendo imprópria a impetração de mandado de injunção para alcançar-se o exercício de direito dele 
decorrente.\u201d (MI 626, Rel. Min. Marco Aurélio, DJ 18/06/01)
 
\u201cSomente tem legitimidade ativa para a ação o titular do direito ou liberdade constitucional, ou de prerrogativa inerente à 
nacionalidade, à soberania e à cidadania, cujo exercício esteja inviabilizado pela ausência da norma infraconstitucional 
regulamentadora.\u201d (MI 595-AgR, Rel. Min. Carlos Velloso, DJ 23/04/99)
 
\u201cUma vez editada a lei em relação à qual restou apontada omissão, tem-se a perda de objeto do mandado de injunção.\u201d (MI 
575-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, DJ 26/02/99)
 
\u201cO mandado de injunção não é o meio próprio a lograr-se o controle concentrado de constitucionalidade de certa norma.\u201d (MI 
575-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, DJ 26/02/99) 
\u201cO mandado de injunção não é o meio próprio a ver-se declarada inconstitucionalidade por omissão, considerado ato 
administrativo do Presidente da República criando determinado conselho e deixando de contemplar participação 
possivelmente assegurada, a entidade sindical, pelo texto constitucional.\u201d (MI 498, Rel. Min. Marco Aurélio, DJ 04/04/97)
 
\u201cO Supremo Tribunal Federal \u2014 por entender que o mandado de injunção não se destina a viabilizar suposta prerrogativa 
decorrente de convenção internacional \u2014 negou trânsito a esse writ constitucional, havendo ainda enfatizado que a normas 
inscrita no art. 7º do ADCT/88 não reclama, para efeito de sua incidência, a edição de qualquer norma reguladora de direito 
interno (MI nº 527\u2014RJ, Rel. Min. Octavio Gallotti). Na realidade, o preceito constitucional transitório em questão (ADCT/88, 
art. 7º) \u2014 embora qualificando-se como relevantíssima diretriz de política internacional \u2014 tem sido interpretada por alguns 
doutrinadores como regra destituída de qualquer força cogente (Manoel Gonçalves Fereira Filho, \u2018Comentários à Constituição 
Brasileira de 1988\u2019, vol. 4/135, 1995, Saraiva).\u201d (MS 22.438, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 09/04/96)
 
\u201cMandado de injunção coletivo: admissibilidade, por aplicação analógica do art. 5º, LXX, da Constituição; legitimidade, no 
caso, entidade sindical de pequenas e médias empresas, as quais, notoriamente dependentes do crédito bancário, têm 
interesse comum na eficácia do art. 192, parágrafo 3º, da Constituição, que fixou limites aos juros reais.\u201d (MI 361, Rel. Min. 
Sepúlveda Pertence, DJ 17/06/94).
 
file:///K|/STF%20-%20CF.htm (73 of 574)17/08/2005 13:02:40
STF - Constituição
\u201cMora legislativa: exigência e caracterização: critério de razoabilidade. A mora, que é pressuposto da declaração de 
inconstitucionalidade da omissão legislativa, é de ser reconhecida, em cada caso, quando, dado o tempo corrido da 
promulgação da norma constitucional invocada e o relevo da matéria, se deva considerar superado o prazo razoável para a 
edição do ato legislativo necessário à efetividade da lei fundamental; vencido o tempo razoável, nem a inexistência de prazo 
constitucional para o adimplemento do dever de legislar, nem a pendência de projetos de lei tendentes a cumpri-lo podem 
descaracterizar a evidência da inconstitucionalidade da persistente omissão de legislar. Juros reais (CF, art.192, § 3º): 
passados quase cinco anos da Constituição e dada a inequívoca relevância da decisão constituinte paralisada pela falta da 
lei complementar necessária a sua eficácia, conforme já assentado pelo STF (ADI 4, DJ 25/06/93, Sanches), declara-se 
inconstitucional a persistente omissão legislativa a respeito, para que a supra o Congresso Nacional. Mandado de injunção: 
natureza mandamental (MI 107 QO, M. Alves, RTJ 133/11). Descabimento de fixação de prazo para o suprimento da omissão 
constitucional, quando, por não ser o estado o sujeito passivo do direito constitucional de exercício obstado pela ausência da 
norma regulamentadora (V.G, MI 283, Pertence, RTJ 135/882), não seja possível cominar conseqüências a sua continuidade 
após o termo final da dilação assinada.\u201d (MI 361, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 17/06/94). No mesmo sentido: MI 715, DJ 
04/03/05.
"Na marcha do delineamento pretoriano do instituto do Mandado de Injunção, assentou este Supremo Tribunal que \u2018a mera 
superação dos prazos constitucionalmente assinalados é bastante para qualificar, como omissão juridicamente relevante, a 
inércia estatal, apta a ensejar, como ordinário efeito conseqüencial, o reconhecimento, hic et nunc, de uma situação de 
inatividade inconstitucional.\u2019 (MI 543, voto do Ministro Celso de Mello, in DJ 24/05/2002). Logo, desnecessária a renovação 
de notificação ao órgão legislativo que, no caso, não apenas incidiu objetivamente na omissão do dever de legislar, passados 
quase quatorze anos da promulgação da regra que lhe criava tal obrigação, mas que, também, já foi anteriormente 
cientificado por esta Corte, como resultado da decisão de outros mandados de injunção. Neste mesmo precedente, acolheu 
esta Corte proposição do eminente Ministro Nelson Jobim, e assegurou \u2018aos impetrantes o imediato exercício do direito a 
esta indenização, nos termos do direito comum e assegurado pelo § 3º do art. 8º do ADCT, mediante ação de liquidação, 
independentemente de sentença de condenação, para a fixação do valor da indenização.\u2019 Reconhecimento da mora 
legislativa do Congresso Nacional em editar a norma prevista no parágrafo 3º do art. 8º do ADCT, assegurando-se, aos 
impetrantes, o exercício da ação de reparação patrimonial, nos termos do direito comum ou ordinário, sem prejuízo de que se 
venham, no futuro, a beneficiar de tudo quanto, na lei a ser editada, lhes possa ser mais favorável que o disposto na decisão 
judicial. O pleito deverá ser veiculado diretamente mediante ação de liquidação, dando-se como certos os fatos constitutivos 
do direito,