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àquele estabelecido em lei.\u201d (HC 85.237, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 29/04/05)
 
"Mandado de injunção. Alegação (inconsistente) de inércia da União Federal na regulação normativa do direito à celeridade 
no julgamento dos processos, sem indevidas dilações (CF, art. 5º, inciso LXXVIII). Emenda constitucional nº 45/2004. 
Pressupostos constitucionais do mandado de injunção (RTJ 131/963 \u2014 RTJ 186/20-21). Direito subjetivo à legislação/dever 
estatal de legislar (RTJ 183/818-819). Necessidade de ocorrência de mora legislativa (RTJ 180/442). Critério de configuração 
do estado de inércia legiferante: superação excessiva de prazo razoável (RTJ 158/375). Situação inocorrente no caso em 
exame. Ausência de inertia agendi vel deliberandi do Congresso Nacional. \u2018Pacto de estado em favor de um Poder Judiciário 
mais rápido e republicano\u2019. O direito individual do cidadão ao julgamento dos litígios sem demora excessiva ou dilações 
indevidas: uma prerrogativa que deve ser preservada (RTJ 187/933-934). Doutrina. Projetos de lei já remetidos ao Congresso 
Nacional, objetivando a adoção dos meios necessários à implementação do inciso LXXVIII do art. 5º da constituição (EC nº 
45/2004). Conseqüente inviabilidade do presente mandado de injunção." (MI 715, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 04/03/05)
 
§ 1º - As normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata.
 
§ 2º - Os direitos e garantias expressos nesta Constituição não excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela 
adotados, ou dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte.
 
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STF - Constituição
"A Convenção 126 da OIT reforça a argüição de inconstitucionalidade: ainda quando não se queira comprometer o Tribunal 
com a tese da hierarquia constitucional dos tratados sobre direitos fundamentais ratificados antes da Constituição, o mínimo 
a conferir-lhe é o valor de poderoso reforço à interpretação do texto constitucional que sirva melhor à sua efetividade: não é 
de presumir, em Constituição tão ciosa da proteção dos direitos fundamentais quanto a nossa, a ruptura com as convenções 
internacionais que se inspiram na mesma preocupação." (ADI 1.675-MC, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 19/09/03)
 
"Prevalência da Constituição, no Direito brasileiro, sobre quaisquer convenções internacionais, incluídas as de proteção aos 
direitos humanos, que impede, no caso, a pretendida aplicação da norma do Pacto de São José: motivação. A Constituição 
do Brasil e as convenções internacionais de proteção aos direitos humanos: prevalência da Constituição que afasta a 
aplicabilidade das cláusulas convencionais antinômicas. (...) Assim como não o afirma em relação às leis, a Constituição não 
precisou dizer-se sobreposta aos tratados: a hierarquia está ínsita em preceitos inequívocos seus, como os que submetem a 
aprovação e a promulgação das convenções ao processo legislativo ditado pela Constituição e menos exigente que o das 
emendas a ela e aquele que, em conseqüência, explicitamente admite o controle da constitucionalidade dos tratados (CF, art. 
102, III, b). Alinhar-se ao consenso em torno da estatura infraconstitucional, na ordem positiva brasileira, dos tratados a ela 
incorporados, não implica assumir compromisso de logo com o entendimento - majoritário em recente decisão do STF 
(ADInMC 1.480) - que, mesmo em relação às convenções internacionais de proteção de direitos fundamentais, preserva a 
jurisprudência que a todos equipara hierarquicamente às leis ordinárias. Em relação ao ordenamento pátrio, de qualquer 
sorte, para dar a eficácia pretendida à cláusula do Pacto de São José, de garantia do duplo grau de jurisdição, não bastaria 
sequer lhe conceder o poder de aditar a Constituição, acrescentando-lhe limitação oponível à lei como é a tendência do 
relator: mais que isso, seria necessário emprestar à norma convencional força ab-rogante da Constituição mesma, quando 
não dinamitadoras do seu sistema, o que não é de admitir." (RHC 79.785, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 22/11/02)
 
"Subordinação normativa dos tratados internacionais à Constituição da República. (...) Controle de constitucionalidade de 
tratados internacionais no sistema jurídico brasileiro. (...) Paridade normativa entre atos internacionais e normas 
infraconstitucionais de direito interno. (...) Tratado internacional e reserva constitucional de lei complementar. (...) 
Legitimidade constitucional da convenção nº 158/OIT, desde que observada a interpretação conforme fixada pelo Supremo 
Tribunal Federal." (ADI 1.480-MC, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 18/05/01)
 
§ 3º - Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso 
Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas 
constitucionais.
 
§ 4º - O Brasil se submete à jurisdição de Tribunal Penal Internacional a cuja criação tenha manifestado adesão.
 
 CAPÍTULO II - DOS DIREITOS SOCIAIS
 
Art. 6º São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à 
maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição.
 
"Constitucional. Civil. Fiador: bem de família: imóvel residencial do casal ou de entidade familiar: impenhorabilidade. Lei nº 
8.009/90, arts. 1º e 3º. Lei 8.245, de 1991, que acrescentou o inciso VII, ao art. 3º, ressalvando a penhora \u2018por obrigação 
decorrente de fiança concedida em contrato de locação\u2019: sua não- recepção pelo art. 6º, CF, com a redação da EC 26/2000. 
Aplicabilidade do princípio isonômico e do princípio de hermenêutica: ubi eadem ratio, ibi eadem legis dispositio: onde existe 
a mesma razão fundamental, prevalece a mesma regra de Direito." (RE 352.940, Rel. Min. Carlos Velloso, DJ 09/05/05)
 
file:///K|/STF%20-%20CF.htm (80 of 574)17/08/2005 13:02:40
STF - Constituição
"Não obstante a formulação e a execução de políticas públicas dependam de opções políticas a cargo daqueles que, por 
delegação popular, receberam investidura em mandato eletivo, cumpre reconhecer que não se revela absoluta, nesse 
domínio, a liberdade de conformação do legislador, nem a de atuação do Poder Executivo. É que, se tais Poderes do Estado 
agirem de modo irrazoável ou procederem com a clara intenção de neutralizar, comprometendo-a, a eficácia dos direitos 
sociais, econômicos e culturais, afetando, como decorrência causal de uma injustificável inércia estatal ou de um abusivo 
comportamento governamental, aquele núcleo intangível consubstanciador de um conjunto irredutível de condições mínimas 
necessárias a uma existência digna e essenciais à própria sobrevivência do indivíduo, aí, então, justificar-se-á, como 
precedentemente já enfatizado \u2014 e até mesmo por razões fundadas em um imperativo ético-jurídico \u2014, a possibilidade de 
intervenção do Poder Judiciário, em ordem a viabilizar, a todos, o acesso aos bens cuja fruição lhes haja sido injustamente 
recusada pelo Estado." (ADPF 45, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 04/05/04)
 
Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social:
 
"Ainda que exerça atividade rural, o empregado de empresa industrial ou comercial é classificado de acordo com a categoria 
do empregador." (SÚM. 196)
"Músico integrante de orquestra da empresa, com atuação permanente e vínculo de subordinação, está sujeito a legislação 
geral do trabalho, e não à especial dos artistas." (SÚM. 312)
"Ao trabalhador rural não se aplicam, por analogia, os benefícios previstos na Lei 6.367, de 19/10/1976." (SÚM. 612)
 
"Concluiu-se que o rol de garantias do art. 7º da CF não esgota a proteção aos direitos sociais (...)." (ADI 639, Rel. Min. 
Joaquim Barbosa, Informativo 390)
 
I - relação de emprego protegida