CF-comentada-pelo-stf
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e não pode ser suprimido unilateralmente, pelo empregador, quando pago com habitualidade." (SÚM. 209)
 
\u201cParticipação dos empregados na gestão da empresa: admitida, com base no art. 7º, XI, CF, parece que, na eleição do 
representante, o sufrágio deve ser concedido apenas aos empregados em atividade, não aos inativos.\u201d (ADI 2.296-MC, Rel. 
Min. Sepúlveda Pertence, DJ 23/02/01)
 
XII - salário-família pago em razão do dependente do trabalhador de baixa renda nos termos da lei;
 
XIII - duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais, facultada a compensação de 
horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho;
 
\u201c(...) a apuração do salário-hora, para efeito de cálculo da hora extraordinária, há de ser feita, no caso do trabalhador 
mensalista, mediante a divisão do salário por 220, e não por 240 (...).\u201d (RE 325.550, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 
05/04/02)
 
XIV - jornada de seis horas para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de revezamento, salvo negociação coletiva; 
 
"É devido o adicional de serviço noturno, ainda que sujeito o empregado ao regime de revezamento." (SÚM. 213)
"Os intervalos fixados para descanso e alimentação durante a jornada de seis horas não descaracterizam o sistema de 
turnos ininterruptos de revezamento para o efeito do art. 7º, XIV, da Constituição." (SÚM. 675)
 
\u201cA expressão 'ininterrupto' aplica-se a turnos, pois são eles que podem ser ininterruptos. Intraturno não há interrupção, mas 
suspensão ou, como nominado pela CLT, intervalo. A ininterrupção do texto constitucional diz com turnos entre si. Nada com 
as suspensões ou intervalos intraturnos. São os turnos que devem ser ininterruptos e não o trabalho da empresa. 
Circunscreve-se a expressão 'turno' aos segmentos das 24 horas, pelo que se tem como irrelevante a paralisação coletiva do 
trabalho aos domingos. O trabalhador, por texto constitucional, tem direito ao repouso semanal remunerado. Se a empresa, 
tendo em vista as condições operacionais de suas máquinas, pode paralisar no domingo, cumpre uma obrigação 
constitucional. Preferencialmente no domingo, diz a Constituição. Consideram-se os intervalos, que são obrigações legais, 
como irrelevantes quanto à obrigação de ser o turno de 6 horas, quando (a) forem os turnos ininterruptos entre si, (b) houver 
revezamento e (c) não houver negociação coletiva da qual decorra situação diversa. Não é a duração do intervalo, se de 15 
minutos, de uma ou de duas horas, que determina a duração da jornada. É o inverso. É a duração da jornada que determina 
o tamanho do intervalo: se de 15 minutos, de uma hora ou mais.\u201d (RE 205.815, Rel. Min. Nelson Jobim, DJ 02/10/98)
 
XV - repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos; 
 
"O vendedor pracista, remunerado mediante comissão, não tem direito ao repouso semanal remunerado." (SÚM. 201)
"É duplo, e não triplo, o pagamento do salário nos dias destinados a descanso." (SÚM. 461)
"No cálculo da indenização por despedida injusta inclui-se, quando devido, o repouso semanal remunerado." (SÚM. 462)
"No cálculo da indenização por acidente do trabalho inclui-se, quando devido, o repouso semanal remunerado." (SÚM. 464)
 
file:///K|/STF%20-%20CF.htm (85 of 574)17/08/2005 13:02:40
STF - Constituição
\u201cA Constituição não faz absoluta a opção pelo repouso aos domingos, que só impôs 'preferentemente'; a relatividade daí 
decorrente não pode, contudo, esvaziar a norma constitucional de preferência, em relação à qual as exceções, sujeitas à 
razoabilidade e objetividade dos seus critérios, não pode converter-se em regra, a arbítrio unicamente de empregador. A 
Convenção 126 da OIT reforça a argüição de inconstitucionalidade: ainda quando não se queira comprometer o Tribunal com 
a tese da hierarquia constitucional dos tratados sobre direitos fundamentais ratificados antes da Constituição, o mínimo a 
conferir-lhe é o valor de poderoso reforço à interpretação do texto constitucional que sirva melhor à sua efetividade: não é de 
presumir, em Constituição tão ciosa da proteção dos direitos fundamentais quanto a nossa, a ruptura com as convenções 
internacionais que se inspiram na mesma preocupação.\u201d (ADI 1.675-MC, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 19/09/03) 
\u201cRepouso semanal remunerado preferentemente aos domingos: medida provisória que autoriza o funcionamento do comércio 
varejista no domingo desde que nele recaia o repouso semanal do trabalhador pelo menos uma vez a cada período de quatro 
semanas: suspensão cautelar indeferida por seis votos, vencido o Relator, ao contrário do que decidido sobre norma 
semelhante de versão anterior da Medida Provisória 1.539 (ADI1.675 MC), na qual nenhum domingo se garantia.\u201d (ADI 1.687-
MC, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 31/10/01)
 
XVI - remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo, em cinqüenta por cento à do normal;
 
XVII - gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, um terço a mais do que o salário normal; 
 
"As ausências motivadas por acidente do trabalho não são descontáveis do período aquisitivo das férias." (SÚM. 198)
"O salário das férias do empregado horista corresponde à média do período aquisitivo, não podendo ser inferior ao 
mínimo." (SÚM. 199)
"Não é inconstitucional a lei 1530, de 26/12/1951, que manda incluir na indenização por despedida injusta parcela 
correspondente a férias proporcionais." (SÚM. 200)
 
\u201cServidor público aposentado: férias: acréscimo de um terço. CF, art. 7º, XVII. Resolução nº 06/89 do Tribunal de Justiça do 
Espírito Santo. O direito às férias remuneradas é assegurado ao servidor público em atividade. O acréscimo de um terço da 
remuneração segue o principal: somente faz jus a esse acréscimo o servidor com direito ao gozo de férias remuneradas. CF, 
art. 7º, inciso XVII. Servidor público aposentado não tem direito, obviamente, ao gozo de férias. Resolução 06/89 do Tribunal 
de Justiça do Espírito Santo que estendeu aos magistrados aposentados o acréscimo relativamente às férias na base de um 
terço da remuneração: inconstitucionalidade.\u201d (ADI 2.579, Rel. Min. Carlos Velloso, DJ 26/09/03)
\u201cEstado do Rio Grande do Sul. Art. 2º da Lei nº 8.870, de 18/07/89, que limita a apenas um mês de férias o aumento, em 
30%, dos vencimentos dos membros da magistratura estadual, previsto no art. 7º, XVII, da Constituição. Dispositivo legal que 
se revela incompatível com a norma constitucional em referência, dado tratar-se de carreira cujos integrantes têm direito a 
sessenta dias de férias anuais (art. 66 da LOMAN).\u201d (AO 517, Rel. Min. Ilmar Galvão, DJ 10/03/00)
 
XVIII - licença à gestante, sem prejuízo do emprego e do salário, com a duração de cento e vinte dias; 
 
NOVO "À duração por prazo certo do contrato sobrevém gravidez que a Constituição protege com licença por 120 dias \u2014 
CF, art. 7º, VIII \u2014 que não protege a mulher-trabalhadora, mas ao nascituro e ao infante. Por isso, a temporariedade do 
contrato não prejudica a percepção da licença à gestante, se os últimos 120 dias da gestação têm início ainda na vigência do 
contrato." (RE 287.905, Rel. Min. Carlos Velloso, Informativo 394)
 
XIX - licença-paternidade, nos termos fixados em lei; 
 
XX - proteção do mercado de trabalho da mulher, mediante incentivos específicos, nos termos da lei; 
 
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XXI - aviso prévio proporcional ao tempo de serviço, sendo no mínimo de trinta dias, nos termos da lei; 
 
\u201cDissídio coletivo. Recursos extraordinários providos, para excluir as cláusulas 2ª (piso correspondente ao salário mínimo 
acrescido de percentual) e 24 (estabilidade temporária), por contrariarem, respectivamente, o inciso IV (parte final) e I do art. 
7º da Constituição, este último juntamente com o art. 10 do ADCT, bem como a cláusula 29 (aviso prévio de sessenta