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Correlações clínicas   Moore   Tórax

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abdome. Porque os linfonodos axilares são o local mais comum de metástases do câncer de mama, o aumento destes linfonodos palpáveis em uma mulher sugere a possibilidade de câncer de mama e pode ser a chave para uma descoberta inicial. Todavia, a ausência de linfonodos axilares aumentados não é garantia de que não tenha ocorrido metástase de um câncer de mama porque as células malignas podem ter passado para outros linfonodos, como os linfonodos infra-claviculares e supra-claviculares. 
	 Mastectomia (excisão de uma mama) não é tão comum quanto já foi como tratamento para o câncer de mama. Na mastectomia simples, a mama é removida até o espaço retromamário. A mastectomia radical, um procedimento cirúrgico mais extensivo, envolve a remoção da mama, músculos peitorais, gordura, fáscia, e todos os linfonodos da axila e da região peitoral. No procedimento atual, muitas vezes apenas o tumor e tecidos adjacentes são removidos; isto é uma lumpectomia (tilectomia), ou uma ampla excisão local.
	 Mamografia (exame radiográfico das mamas) é uma das técnicas usadas para detectar as massas mamárias. O carcinoma aparece no mamograma como uma grande densidade chanfrada (par de setas brancas). Observe o espessamento da pele suprajacente. A seta inferior indica a papila mamária. A mamografia também é usada pelos cirurgiões para orientá-los durante a remoção de tumores, cistos e abscessos da mama.
Polimastia, politelia e amastia
	Mamas supra-numerárias (que excedem a quantidade normal) ou papilas mamárias (politelia) podem ocorrer acima ou abaixo das mamas normais, desenvolvendo-se ocasionalmente na axila ou na parede abdominal anterior. Mamas supra-numerárias normalmente consistem apenas em uma papila mamária e aréola rudimentares, que podem ser confundidas com um nevo (mancha congênita da pele) até que mudem de pigmentação com as papilas mamárias normais durante a gravidez. Entretanto, tecido glandular também pode ocorrer e desenvolver-se posteriormente com a lactação. Mamas extras podem aparecer em qualquer lugar ao longo de uma linha que se estende da axila até a virilha, a localização da crista mamária embriológica (“linha láctea”) a partir da qual as mamas se desenvolvem e ao longo da qual as mamas desenvolvem-se nos animais com múltiplas mamas. Em qualquer sexo, pode não haver desenvolvimento da mama (amastia) ou pode haver papila mamária mas nenhum tecido glandular.
Câncer de mama nos homens
	Aproximadamente 1,5% dos carcinomas de mama ocorre nos homens. Assim como nas mulheres, o câncer de mama nos homens normalmente espalha-se por metástase para os linfonodos, ossos, pleura, pulmão, fígado e pele. Carcinoma da mama afeta aproximadamente 1000 homens por ano nos EUA. Massa sub-areolar palpável e/ou visível ou secreção proveniente de uma papila mamária pode indicar um tumor maligno. O câncer de mama nos homens tende a infiltrar a fáscia peitoral, o músculo peitoral maior e o grupo apical de linfonodos axilares. Embora o câncer de mama seja incomum nos homens, as consequências são sérias porque habitualmente não são percebidas até que tenham ocorrido metástases excessivas, como nos ossos, por exemplo.
Ginecomastia
	Aumento das mamas nos homens – ginecomastia – comumente ocorre na puberdade mas também pode acompanhar o envelhecimento ou estar relacionado a drogas (e.g., após o tratamento com di-etil-stilbestrol para o câncer de próstata). A ginecomastia também pode resultar de uma mudança no metabolismo dos hormônios sexuais pelo fígado. Aproximadamente 40% dos homens depois da puberdade com a síndrome de Klinefelter (trissomia XXY) têm ginecomastia.
Síndrome da abertura superior do tórax
	Quando os clínicos referem-se á abertura superior do tórax como “saída” torácica, estão enfatizando os nervos e as artérias importantes que passam do tórax através desta abertura para a parte inferior do pescoço e membro superior. Por esta razão, existem vários tipos de síndrome da abertura superior do tórax. 
	 A síndrome costo-clavicular (palidez e frieza da pelo do membro superior e pulso radial diminuído) resulta da compressão da artéria subclávia entre a clavícula e a 1ª costela. 
	 A síndrome da costela cervical resulta da compressão das raízes nervosas de C8 a T1 e do tronco inferior do plexo braquial.
Dispneia – Dificuldade de respirar
	Quando pacientes com problemas respiratórios, como, por exemplo, asma ou com insuficiência cardíaca esforçam-se para respirar, usam seus músculos respiratórios acessórios para auxiliar a expansão de suas cavidades torácicas. Eles apoiam-se em uma mesa para fixar seus cíngulos do membro superior (clavículas e escápulas), de modo que estes músculos sejam capazes de agir nas suas inserções costais e expandir o tórax.
Infecção por Herpes Zoster
	Uma infecção por herpes zoster causa uma clássica lesão de pele, distribuída dermatomicamente – uma condição angustiosamente dolorosa. Herpes zoster é uma doença virótica dos gânglios espinais. Após invadir um gânglio, o vírus produz uma dor ardente aguda no dermátomo suprido pelo nervo envolvido. A área da pele afetada torna-se vermelha e aparecem erupções vesiculares. A dor pode preceder ou seguir as erupções de pele. Embora primariamente uma neuropatia sensitiva – mudança patológica no nervo – fraqueza a partir do envolvimento motor ocorre em 0,5 a 5% das pessoas, normalmente nos pacientes idosos com câncer. Fraqueza muscular normalmente ocorre na mesma distribuição miotomal, assim como fazem a dor dermatomal e as erupções vesiculares.
Toracocentese
	Algumas vezes é necessário inserir uma agulha hipodérmica através de um espaço intercostal no interior da cavidade pleural – toracocentese- para obter uma amostra de líquido ou para remover sangue ou pus. Para evitar dano ao nervo e vasos intercostais, a agulha é inserida superior á costela, alto o suficiente para evitar os ramos colaterais. A agulha passa através dos músculos intercostais e da pleura parietal (membrana serosa que reveste a parede da cavidade pleural) para o interior da cavidade pleural. 
Bloqueio do nervo intercostal
	Anestesia local de um espaço intercostal é produzida injetando-se um agente anestésico local em torno dos nervos intercostais entre a linha para-vertebral – uma linha vertical que corresponde ás pontas dos processos transversos das vértebras – e a área de anestesia requerida. Este procedimento, um bloqueio do nervo intercostal, envolve infiltração do anestésico em torno do tronco do nervo intercostal e seus ramos colaterais. 
	 O termo “bloqueio” indica que as terminações nervosas na pele e a transmissão de impulsos através dos nervos sensitivos que conduzem informação sobre dor são interrompidas (“bloqueadas”) antes de os impulsos alcançarem a medula espinal e o encéfalo. Visto que qualquer área especial de pele normalmente recebe inervação de dois nervos adjacentes, ocorre considerável superposição dos dermátomos contíguos. Portanto, a perda completa da sensação normalmente não ocorre a menos que dois ou mais nervos intercostais sejam anestesiados.
Injúrias á cúpula da pleura e ao ápice do pulmão
	Em razão da inclinação inferior do 1º par de costelas e da abertura superior do tórax que elas formam, a cúpula da pleura e o ápice do pulmão projetam-se no pescoço através do “buraco”, posterior ás inserções inferiores dos músculos esternocleidomastoideos. Portanto, os pulmões e sacos pleurais podem ser injuriados nos ferimentos do pescoço. O ar entra na cavidade pleural, produzindo pneumotórax – a presença de ar (do grego pneuma) na cavidade pleural. A cúpula da pleura alcança um nível relativamente mais elevado nos recém-nascidos e nas crianças por causa da pequenez de seus pescoços. Por conseguinte, a pleura é vulnerável á injúria durantes os primeiros anos depois do nascimento.
Injúria a outras partes da pleura
	As pleuras descem abaixo da margem costal em três regiões, onde uma incisão abdominal pode inadvertidamente atingir um