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Correlações clínicas   Moore   Tórax

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por anomalias cardíacas severas, como, por exemplo, a transposição das grandes artérias. 
Percussão do coração
	A percussão define a densidade e o tamanho do coração. A técnica de percussão clássica é criar vibração percutindo-se o tórax com um dedo enquanto se ouve sente, em busca de diferenças na condução das ondas sonoras. A percussão é realizada nos 3º, 4º e 5º espaços intercostais a partir da linha axilar anterior esquerda até a linha axilar anterior direita. Normalmente, a percussão observa mudanças desde a ressonância até a macicez (por causa da presença do coração) aproximadamente 6cm lateral da margem esquerda do esterno. 
Embriologia do átrio direito
	Compreender o desenvolvimento do átrio direito torna sua anatomia adulta mais fácil de entender e conservar na memória. O átrio primitivo é representado no adulto pela aurícula direita. O átrio definitivo é aumentando pela incorporação da maior parte do seio venoso embrionário (do latim sinus venosus). O seio coronário também é derivado do seio venoso. A parte do seio venoso incorporada ao átrio primitivo torna-se o seio das veias cavas de parede lisa do átrio direito adulto. A separação entre o átrio primitivo – a aurícula adulta – e o seio das veias cavas – o derivado do seio venoso – é indicada externamente pelo sulco terminal e, internamente, pela crista terminal.
	 Antes do nascimento, a valva da veia cava inferior direciona a maior parte do sangue oxigenado que retorna da placenta por meio da veia umbilical e veia cava inferior para o forame oval situado no septo inter-atrial, através do qual ele passa para o átrio esquerdo. O forame oval possui uma válvula em forma de aba, que permite um desvio do sangue da direita para a esquerda mas impede um desvio da esquerda para direita. Após o nascimento, o forame oval normalmente se fecha quando suas válvulas fundem-se com o septo inter-atrial. O forame oval fechado é representado no septo inter-atrial pela fossa oval rebaixada. Um limbo da fossa oval (do latim limbus fossae ovalis) circunda a fossa. O assoalho da fossa é formado pela válvula do forame oval. A válvula rudimentar da veia cava inferior, um acréscimo de tecido semi-lunar, não possui função após o nascimento; ela varia consideravelmente de tamanho e é ocasionalmente ausente. 
Defeitos do septo atrial
	Mal-formações congênitas do septo inter-atrial – normalmente na forma de fechamento incompleto do forame oval – são referidas como defeitos do septo atrial (das). Uma abertura do tamanho de uma sonda aparece na parte superior da fossa oval em 15 a 25% dos adultos. Essas pequenas aberturas, sozinhas, não causam anormalidades hemodinâmicas, não têm importância clínica nem deveriam ser consideradas como formas de defeitos do septo atrial. Defeitos do septo atrial clinicamente importantes variam amplamente de tamanho e localização e podem ocorrer como parte de doença cardíaca congênita mais complexa. 
	 Grandes defeitos do septo atrial permitem que o sangue oxigenado proveniente dos pulmões seja desviado do átrio esquerdo através do defeito do septo atrial para o átrio direito, causando aumento do átrio e ventrículos direitos e dilatação do tronco pulmonar. Este desvio do sangue da esquerda para direita sobrecarrega o sistema vascular pulmonar, resultando em aumento (hipertrofia) do átrio e ventrículos direitos e das artérias pulmonares. 
Defeitos do septo ventricular
	A parte membranácea do septo inter-ventricular desenvolve-se separadamente da parte muscular e possui uma origem embriológica complexa. Consequentemente, esta parte é o local comum dos defeitos do septo ventricular (DSV). Esta anomalia congênita do coração está em primeiro lugar em todas as listas de defeitos cardíacos. O defeito do septo ventricular isolado responde por aproximadamente 25% de todas as formas de doença congênita do coração. O tamanho do defeito varia de 1 a 25mm. Um defeito no septo ventricular causa desvio do sangue da esquerda para direita. Um grande desvio aumenta o fluxo sanguíneo pulmonar, que causa doença pulmonar severa (hipertensão – pressão sanguínea aumentada) e pode causar insuficiência cardíaca. Os defeitos do septo ventricular, muitos menos comuns na parte muscular do septo, frequentemente fecham-se espontaneamente durante a infância.
Estenose da valva do tronco pulmonar
	Com a estenose (estreitamento) da valva do tronco pulmonar, as válvulas da valva são fundidas, formando uma cúpula com uma abertura central estreita. Na estenose infundibular, o cone arterial é subdesenvolvido. Ambos os tipos de estenose pulmonar produzem uma restrição do efluxo de ventrículo direito e podem ocorrer simultaneamente. O grau de hipertrofia do ventrículo direito é variável.
Incompetência da valva do tronco pulmonar
	As margens livres das válvulas da valva do tronco pulmonar normalmente são finas. Se elas engrossam e tornam-se inflexíveis ou são danificadas por doença, a valva não se fechará completamente. Uma valva do tronco pulmonar incompetente resulta em afluxo retrógrado/refluxo do sangue sob alta pressão para o ventrículo direito durante a diástole. A regurgitação pulmônica pode ser ouvida através de um estetoscópio como um sopro cardíaco – um som anormal proveniente do coração – produzido neste caso por avaria nas válvulas do tronco pulmonar.
Acidentes cardiovasculares ou ataques
	Trombos (coágulos) formam-se nas paredes do átrio esquerdo em certos tipos de doenças cardíacas. Se estes trombos se separam, ou pedaços se rompem, eles passam para a circulação sistêmica e ocluem/obstruem as artérias periféricas. A oclusão arterial de uma artéria no encéfalo resulta em um ataque ou acidente cardiovascular (AVC) que paralisa as partes do corpo anteriormente controladas pela área (isquêmica) recém-lesada do encéfalo.
Insuficiência valvar e sopros cardíacos
	A valva átrio-ventricular esquerda é a mais frequentemente acometida nas doenças das valvas do coração. Nódulos formam-se nas válvulas das valvas, causando fluxo sanguíneo irregular (turbulento). Mais tarde, as válvulas enfermas sofrem cicatrização e encurtamento, resultando em insuficiência mitral – funcionamento defeituoso da valva átrio-ventricular esquerda. Como resultado, o sangue regurgita para o átrio esquerdo quando o ventrículo esquerdo se contrai, produzindo um sopro cardíaco característico. A energia turbulenta nas câmaras do coração e nos vasos sanguíneos produz sopros. 
	 A insuficiência aórtica – funcionamento defeituoso da valva da aorta – resulta na regurgitação aórtica (afluxo retrógrado/refluxo do sangue para o ventrículo esquerdo), produzindo um sopro cardíaco e um pulso colapsante (impulso energético que diminui rapidamente). A obstrução do fluxo sanguíneo ou da passagem de sangue proveniente de um vaso estreito para um maior produz turbulência. A turbulência forma turbilhões (pequenos redemoinhos) que produzem vibrações que são audíveis como um sopro. Palpitações são sensações vibratórias superficiais sentidas na pele sobre uma área de turbulência.
Estenose mitral
	A estenose valvular avançada (estreitamento do óstio da valva átrio-ventricular esquerda) é caracterizada por um sopro alto que é mais alto no ápice do coração ou um tanto medial a este ponto. Visto que a estenose mitral é uma doença de obstrução mecânica, pode ser corrigida por substituição com uma prótese valvular.
Estenose aórtica congênita
	A estenose aórtica congênita refere-se a um grupo de anomalias que causam obstrução do fluxo sanguíneo proveniente do ventrículo esquerdo para a aorta. Embora a estenose normalmente ocorra na valva da aorta, a lesão pode ocorrer acima ou abaixo da valva. Na estenose aórtica, as margens da valva da aorta normalmente são fundidas para formar uma cúpula com uma pequena abertura. A estenose aórtica causa trabalho extra para o coração, resultando em hipertrofia do ventrículo esquerdo.
Aneurisma da parte ascendente da aorta
	O segmento distal da parte ascendente