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Custo de Produção

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1 
Instituto Federal do Amazonas – Campus Zona Leste 
 
ADMINISTRAÇÃO E ECONOMIA RURAL Prof: MARINO FILHO, M.Sc. 
 
1. Fatores de Produção 
 
 Produção é a transformação, pelo homem, através de trabalho consciente, das coisas existentes na natureza, 
em bens econômicos, capazes de satisfazer às necessidades presentes e futuras das pessoas. 
 Produto é o nome que se dá ao resultado dessa atividade humana. 
 Em economia, recursos ou fatores de produção são os elementos básicos utilizados na produção de bens e 
serviços. No setor agropecuário os recursos ou fatores de produção são basicamente terra, capital e trabalho. 
 
 I. A terra constitui um dos principais fatores de produção agropecuária, pois nela se desenvolve todo o processo 
biológico das culturas e criações. Assim, é fundamental o conhecimento das suas qualidades químicas, físicas e 
biológicas. Em seu significado econômico, este recurso é constituído pelo conjunto dos elementos da natureza utilizados 
no processamento da produção. Não obstante seja denominado como fator terra, ele não inclui a disponibilidade total de 
terras disponível para a agricultura e a produção animal, mas também com o conjunto dos elementos naturais que se 
encontram no solo e no subsolo; lençóis de água subterrâneos; mananciais; riachos, ribeirões, rios e quedas d'água; 
lagos; mares e oceanos; vegetação e recursos da flora; fauna; clima e pluviosidade etc. 
 
 II. O capital constitui o conjunto de bens materiais, é o meio de pagamento para a obtenção de todos os demais 
recursos ou fatores de produção (benfeitorias, máquinas, sementes, fertilizantes etc.), que juntamente com a terra e o 
trabalho, permitirá a transformação desses recursos em produtos. 
 Segundo o conceito que interessa à empresa agrícola, é capital uma plantação, uma obra de drenagem ou de 
irrigação, uma máquina, uma ferramenta, um animal de trabalho, ou de criação, certa porção de adubo ou de semente, o 
dinheiro depositado, os títulos de crédito etc., isto é, tudo que concorra para a produção. 
 
 II.i. A classificação tradicional e genérica do capital 
 A classificação tradicional dos capitais estabeleceu a divisão em duas grandes categorias: os capitais fixos ou 
permanentes e os capitais circulantes ou de giro. 
 O adjetivo fixo não pretende exprimir fixidez de posição, mas sim fixidez de forma; significa que o capital a que 
se refere é um capital estável, um bem de produção duradouro capaz, portanto, de prestar a sua cooperação em vários 
atos (anos) produtivos. A terra e os melhoramentos de efeito prolongado nela introduzidos são capitais fixos, como 
também o são os edifícios e as plantações de culturas permanentes (perenes), as máquinas, os implementos e o gado 
bovino e equino (animais de produção e trabalho). Todos, apesar da sua grande diferença, têm como propriedade 
comum a de conservar a sua forma e a de servir a mais de um ato de produção. 
 O adjetivo circulante pretende exprimir movimento, transformação, giro; os capitais circulantes correspondem 
aos bens de produção de gasto imediato, os quais, por se consumirem totalmente no ato da aplicação, mudam de forma. 
É o que se passa com um adubo que desaparece (isto é, que não é possível reaver sob a forma primitiva), ao ser 
incorporado à terra, mas cujo valor reaparece integrado no produto obtido. As sementes, os fertilizantes e os alimentos 
para o gado são exemplos de capital circulante. 
 O modo de analisar o aproveitamento dos capitais pela empresa depende do grupo a que pertençam: o valor dos 
circulantes deve ser compensado totalmente pelo próprio produto que ajudou a criar, ao passo que o valor dos fixos 
deve ser recuperado em várias frações, pela série de produtos para cuja obtenção contribuiu, em sucessivas operações. 
Daqui nasce, sob o aspecto prático da contabilidade da empresa, uma distinção importante: o valor dos capitais 
 2 
circulantes incorporados num produto pode ser calculado com rigor e facilidade (exceto nos casos de rotação ou 
associação de culturas e produção associada), ao passo que o valor dos capitais fixos atribuíveis a dado produto é 
obtido apenas por meio de estimativas sempre sujeitas a erros. 
 Para a empresa, capital é o conjunto de valores monetários investidos na produção, abrangendo assim os 
preços dos elementos naturais e dos bens de capital (produzidos pelo homem) e ainda as somas monetárias que 
permitam contribuições alheias: salários para os trabalhadores, juros e rendas para os capitalistas, impostos para o 
Estado. 
 Portanto: 
• Capital permanente ou fixo é o que serve à produção por mais de um período produtivo, como 
instalações, animais de produção, máquinas e animais de trabalho. 
• Capital de giro ou circulante é o que serve apenas durante o período produtivo, ou seja, desaparece 
após sua utilização. Como exemplo, têm-se sementes, adubos, defensivos, rações, medicamentos, 
combustíveis, lubrificantes, serviços de mão-de-obra e de máquinas. 
 
 O trabalho representa o esforço físico e ou intelectual do homem sobre os demais fatores de produção, 
possibilitando dessa forma que se atinjam os objetivos empresariais. 
 
2. Custos e a Produção 
 
2.1. Introdução 
 Os negócios agropecuários revestem-se da mesma complexidade, importância e dinâmica dos demais setores 
da economia (indústria, comércio e serviços), exigindo do produtor rural uma nova visão da administração dos seus 
negócios. Assim, é notória a necessidade de abandonar a posição tradicional de sitiante/fazendeiro para assumir o papel 
de empresário rural, independente do tamanho de sua propriedade e do seu sistema de produção. 
 A necessidade de analisar economicamente a atividade é extremamente importante, pois, por meio dela, o 
produtor passa a conhecer com detalhes e a utilizar, de maneira inteligente e econômica, os fatores de produção (terra, 
capital e trabalho). Dessa forma, localiza os pontos de estrangulamento, para depois concentrar esforços gerenciais e 
tecnológicos, para obter sucesso na sua atividade e atingir os seus objetivos de maximização de lucros ou minimização 
de custos. 
 A análise econômica é o processo pelo qual o produtor passa a conhecer os resultados financeiros obtidos, de 
cada atividade da empresa rural. É mediante resultados econômicos que o produtor pode tomar, conscientemente, suas 
decisões e encarar o seu sistema de produção como uma empresa. 
 Produção é o processo pelo qual uma empresa transforma os fatores de produção adquiridos em produtos e 
serviços para a venda no mercado. Assim, a empresa é uma intermediária: compra insumos (inputs), combina-os 
segundo o processo de produção escolhido, e vende produtos (outputs) no mercado. 
 
 Inputs Outputs 
 3 
 A escolha do processo de produção depende de sua eficiência, que pode ser avaliada sob o ponto de vista 
tecnológico ou sob o ponto de vista econômico. 
• Eficiência técnica ou tecnológica: entre dois ou mais processos de produção, é aquele que permite produzir 
uma mesma quantidade de produto, utilizando menor quantidade física de fatores de produção. 
• Eficiência econômica: entre dois ou mais processos de produção, é aquele que permite produzir uma mesma 
quantidade de produto, com menor custo de produção. 
 
A eficiência técnica envolve aspectos físicos da produção. Assim, a produção é tecnicamente eficiente quando não 
há a possibilidade de substituir um processo produtivo por outro capaz de obter o mesmo nível de produção com 
uma quantidade inferior de insumos, exemplo: 
Suponhamos que um agricultor conseguisse obter, em sua propriedade, uma produção de 10 toneladas de milho por 
mês. Para tanto, poderia ter-se utilizado dos fatores de produçãoterra, capital e trabalho da seguinte forma: 
 
• A cada método corresponde uma determinada combinação de fatores de produção. 
• Qual método apresenta menor eficiência técnica? 
• De acordo com o exemplo, o método C é o menos eficiente tecnologicamente, uma vez que se utiliza de uma 
maior quantidade de fatores de produção para obter o mesmo volume de produto alcançado através dos 
métodos A e B. 
 
Qual será, então, o processo “economicamente mais eficiente”? 
Para saber qual método custará menos, é necessário conhecer o preço dos serviços dos fatores. Suponhamos, 
então, que o aluguel da terra seja de R$ 2.000,00/hectare/mês, que o trator custe R$ 500,00/mês e que a unidade 
de trabalho custe R$ 100,00/mês: 
 
 
 
 
 
 
 4 
 
 
• Nessas condições, o método mais eficiente será o método A, uma vez que apresenta o menor custo total. 
 
 
2.2. Custo de produção (Definição e importância) 
 Entende-se por custo de produção a soma dos valores de todos os recursos (insumos) e operações (serviços) 
utilizados no processo produtivo de certa atividade. 
 Para fins de análise econômica, custo de produção é a compensação que os donos dos fatores de produção 
(terra, capital e trabalho), utilizados por uma empresa para produzir determinado bem, devem receber para que eles 
continuem fornecendo esses fatores à mesma. 
 Na frase acima dissemos "compensação" aos donos dos fatores em vez de "pagamentos" porque em certos 
casos não ocorre um pagamento formal a eles. Quando uma pessoa está operando um negócio em que uma parte, do 
capital é de sua propriedade, ela não paga a si própria pelo uso desse capital. Mas se ela não recebe um rendimento 
sobre o capital próprio no montante que poderia receber emprestando-o, por exemplo, a outras firmas, eventualmente 
liquidará o negócio. 
 Para que o produtor rural passe a administrar o seu sistema de produção como uma empresa, necessário se faz 
que ele tenha conhecimento de quanto custa, para ele, produzir aquele bem, ou seja, ele tem que saber qual o custo de 
produção. 
 Os custos têm a finalidade de verificar se e como os recursos empregados, em um processo de produção, estão 
sendo remunerados, possibilitando, também, verificar como está a rentabilidade da atividade, comparada a alternativas 
de emprego do tempo e capital. 
 Para o produtor rural servem como elemento auxiliar de sua administração na escolha das culturas, criações e 
das práticas a serem utilizadas, pode o produtor (empresário) fixar diretrizes e corrigir distorções, possibilitando a 
sobrevivência do sistema de produção em um mercado cada dia mais competitivo e exigente. Para o governo e 
entidades de classe, fornecem subsídios à formulação de sua política agrícola. Essa política pode referir-se à fixação de 
preços para efeito de tabelamento, ao cálculo das necessidades de crédito, à orientação dos trabalhos de assistência 
técnica à produção, à fixação de preços mínimos etc. 
 
 
2.3. Classificação dos custos 
 Custos de Oportunidade são custos implícitos, que não envolvem desembolso. Os custos de oportunidade são 
os valores dos insumos que pertencem à empresa e são usados no processo produtivo. Esses valores são estimados a 
partir do que poderia ser ganho, no melhor uso alternativo (por isso também são chamados de custos alternativos). 
 
 5 
 Exemplos: 
a) capital em caixa na empresa: o custo de oportunidade é o que a empresa poderia estar ganhando, 
aplicando, por exemplo, no mercado financeiro; 
b) quando a empresa tem prédio próprio, ela deve imputar um custo de oportunidade, correspondente 
ao que ela receberia se alugasse o prédio. 
 
 Custos fixos (CF) são aqueles que não variam com a quantidade produzida, e têm duração superior a curto 
prazo; portanto, sua renovação acontece a longo prazo. 
 Podem considerar custos fixos aqueles correspondentes aos recursos que: 
a) têm duração superior ao curto prazo, portanto, sua recomposição (ou renovação) só se verifica a longo-
prazo; 
b) não se incorporam totalmente no produto a curto-prazo, fazendo-o em tantos ciclos quanto o permitir sua 
vida útil; 
c) não são (facilmente) alteráveis no curto prazo e o seu conjunto determina a capacidade de produção da 
atividade, ou seja, escala de produção. 
 
 Exemplo de custos fixos, pagamento de juros, seguro, custo de conservação, depreciação (de benfeitorias, 
animais destinados à reprodução e serviços, máquinas, implementos, equipamentos etc.), alguns impostos (ITR e IPVA), 
remuneração do produtor rural e do capital fixo, além de outros. 
 
 Entende-se por curto prazo o período de tempo mínimo necessário para que um ciclo produtivo se complete; e 
por longo prazo, o período de tempo que envolve dois ou mais ciclos produtivos. 
 
 Para facilitar o entendimento, a título de exemplo, considere a seguinte situação: um produtor de gado de corte 
possui uma propriedade com 100 hectares de área, 100 vacas, 1000 metros quadrados de instalações (curral para 
manejo dos animais, galpão para depósito e abrigo de máquinas etc.). Produzindo 50 ou 80 bezerros por ano, os custos 
com depreciação (das vacas, instalações, máquinas etc.), Imposto Territorial Rural, seguros, etc., são exatamente os 
mesmos. Por isso, diz-se que alguns custos são fixos, ou seja, eles não são alterados com a quantidade de produto 
(bezerro, carne etc.) produzida. O Custo fixo total (CFT) é o somatório de todos os custos fixos. 
 
 Custos variáveis (CV) são aqueles que variam de acordo com a quantidade produzida, e cuja duração é igual 
ou menor que o ciclo de produção (curto prazo). Em outras palavras, eles incorporam-se totalmente ao produto no curto 
prazo, não sendo aproveitados para outro ciclo produtivo. 
 São os custos com os recursos que: 
a) têm duração igual ou inferior ao curto prazo, sendo, portanto, sua recomposição, feita a cada ciclo do 
processo produtivo; 
b) incorporam-se totalmente no produto no curto prazo, não sendo aproveitados (ou claramente aproveitados) 
para outro ciclo; 
c) são alteráveis a curto prazo e estas alterações provocam variações na quantidade e qualidade do produto 
dentro do ciclo. Estas variações se verificam em certos níveis permitidos pelo conjunto dos recursos fixos e 
pela técnica de produção. 
 
 Em geral, custos variáveis são recursos que exigem gastos monetários diretos e a curto prazo. São exemplos os 
gastos com insumos de modo geral (matéria-prima); serviços em geral prestados por mão-de-obra braçal, técnica e 
administrativa (de forma eventual ou permanente); serviços de máquinas e equipamentos executados, alguns impostos 
 6 
(IRPJ, PIS, COFINS etc.) e despesas gerais. Por se tratar de desembolsos efetuados dentro do ciclo produtivo, estes 
tipos de custos são os mais considerados pelo produtor agrícola na tomada de decisão. 
 Para facilitar o entendimento, considerando o exemplo citado anteriormente, produzindo 80 bezerros por ano, os 
custos com medicamentos (principalmente vacina para os bezerros), juros sobre o capital de giro, etc, não são os 
mesmos se a produção fosse de 50 bezerros por ano. Obviamente, tais custos serão menores, pois a quantidade de 
doses de vacinas aplicadas deve ser em função da quantidade de bezerros produzida. Gastando-se menos com vacina, 
dentre outras, o valor correspondente aos juros sobre o capital de giro também será menor. Por isso, diz-se que alguns 
custos são variáveis, ou seja, eles são alterados com a quantidade de produto (carne, bezerro etc.) produzida. O Custo 
variável total (CVT) é o somatório de todos os custos variáveis. 
 
 Custo Total (CT) é o somatório do custo fixo total e o custo variável total. 
CVTCFTCT 
 
 
 O custo total CT só varia com o custo variável total CVT, que dependeda quantidade produzida. 
 
O Quadro 1 nos mostra valores hipotéticos de custo para uma empresa. 
A coluna (1) nos fornece as possíveis taxas de produção da empresa. 
A coluna (2) nos fornece os custos fixos. Eles atingem a cifra de R$ 180, qualquer que seja o volume de produção 
considerado (ou seja, eles não mudam com mudanças de produção). 
A coluna (3) nos mostra supostos valores para os custos variáveis. Quando a produção é zero o Custo Variável também 
é zero. Devemos observar que à medida que a produção cresce o Custo Variável também cresce. 
A coluna (4), finalmente, nos mostra o Custo Total. Ele é obtido a partir da soma das colunas (2) e (3) - a soma 
dos custos fixos e variáveis. 
 
 
 
 
 
 7 
Representação gráfica do custo fixo 
• A Figura 1 nos mostra a representação gráfica do Custo Fixo. No eixo vertical colocamos o valor do Custo Fixo, 
enquanto que a produção é representada no eixo horizontal. Verificamos, então, que o Custo Fixo é uma linha 
horizontal paralela ao eixo da produção. Isso significa dizer que o Custo Fixo será de R$ 180, qualquer que seja 
a quantidade produzida. 
 
 
Representação gráfica do custo variável 
• A Figura 2 nos fornece a representação gráfica do Custo Variável. No eixo vertical são colocadas as cifras 
relativas ao Custo Variável, enquanto que no eixo horizontal são colocadas as quantidades produzidas. O Custo 
Variável começa em zero quando a produção é zero, para aumentar em seguida. O Custo Variável da primeira 
unidade produzida é de R$ 90, da segunda unidade é R$ 120, e assim por diante. Observe-se que desenhamos 
uma curva contínua através dos pontos de CV. Seu formato deriva da lei de rendimentos decrescentes. Assim, 
enquanto os rendimentos decrescentes não vigoram, o Custo Variável aumenta a uma taxa decrescente (tem a 
concavidade voltada para baixo). A partir do início da operação dos rendimentos decrescentes, ela passa a ter 
concavidade voltada para cima crescendo, portanto, a taxas crescentes. 
 
 
 
 
 
 
 
 8 
Representação gráfica do custo total 
• A Figura 4, finalmente, nos fornece o gráfico do Custo Total. Para qualquer nível de produção o Custo Total 
resulta da soma do Custo Fixo mais o Custo Variável. Assim, ele começa em $ 180 e também aumenta com os 
aumentos de produção. Na verdade, a curva de Custo Total é idêntica à curva de Custo Variável, mas está 
acima desta pelo valor de $ 180 relativos ao Custo Fixo. 
 
 
2.4. Custos associados aos fatores de produção 
 
2.4.1. Custo associado à terra 
 O valor da terra pode ser determinado: 
 a) a partir do valor do arrendamento - caso o produtor não disponha da terra, terá de arrendá-la, incorrendo com 
o custo desse arrendamento; 
 b) pelo valor histórico; 
 c) pelo valor de mercado. 
 
 Se o produtor for o proprietário da terra, terá um custo de oportunidade por não estar arrendando-a a outro. A 
equação a seguir é utilizada para estimar o custo de oportunidade sobre a terra: 
jVtJ *
 
Em que: 
J = Montante total de juro anual sobre o fator de produção terra em moeda corrente. 
Vt = Valor da terra nua em moeda corrente. 
j = Taxa anual de juros 
 
1) Qual o custo do uso da terra aplicando custo de oportunidade a taxa de 12% a.a., sendo o valor de mercado da terra 
nua igual a R$ 2.400,00 por ha 
 
 
 
 
 
 
 
jVtJ *
00,400.2$RVt 
12,010012..%12  aaj
00,288$RJ 
12,0*00,2400J
 9 
Rateio de Custos 
Rateio representa a alocação (distribuição) dos custos proporcional aos produtos segundo critérios racionais. 
Existem várias formas de ratear os custos para diversas atividades desenvolvidas na propriedade: 
área cultivada pela atividade / área cultivada total 
receita bruta da atividade / receita bruta total da empresa 
custos variáveis da atividade / custos variáveis total da empresa 
• Para exercício anterior temos as seguintes culturas cultivadas no hectare: 
– Milho = 0,15ha 
– Feijão = 0,30ha 
– Arroz = 0,55ha 
• Neste caso, o rateio do juro sobre a terra é feito de acordo com a proporção da área cultivada com a cultura 
sobre a área plantada total na propriedade. 
 
Qual o custo de produção referente a terra para cada cultura cultivada no hectare? 
Milho = 0,15 * 288,00 = R$ 43,20 
Feijão = 0,30 * 288,00 = R$ 86,40 
Arroz = 0,55 * 288,00 = R$ 158,40 
Hectare cultivado = R$ 288,00 
 
 
2.4.2. Custo associados ao capital fixo 
 A disponibilidade de capital fixo implica nos seguintes custos: juros, conservação, riscos e depreciação 
(amortização). 
 
 
 
2.4.2.1 Juros (Custo de Oportunidade) 
 A todo capital empregado na produção, quer de propriedade do empresário, quer obtido por via do crédito, deve 
atribuir-se um juro, calculado a uma taxa normal. Que se calculem juros sobre capitais tomados por empréstimo nada há 
a justificar, pois representam realmente uma despesa efetiva a favor de terceiros. Na hipótese de serem os bens de 
produção de propriedade do empresário, isto significa ter ele renunciado a uma remuneração que poderia ter obtido pela 
aplicação de seus capitais em outras alternativas. Esta renúncia representa para ele o custo a ser considerado. 
j
VfVi
J *
2


 
onde, J = Montante total de juro anual; Vi = Valor inicial do bem; Vf = Valor final do bem; j = Taxa anual de juros 
 
 Para mostrar como se calcula o custo anual correspondente aos juros consideremos, por exemplo, um arado que 
foi comprado por R$ 4.000,00, tem uma vida útil provável de 15 anos e um valor residual de R$ 400,00. A fim de que o 
custo real anual referente aos juros seja o mesmo para qualquer ano costuma-se calcular os juros sobre o valor médio 
do capital empatado. Esse valor médio é a média aritmética entre o valor inicial e o valor final do bem de capital (Às 
vezes considera-se como valor médio simplesmente a metade do preço de compra.). Considerando uma taxa de juros de 
12% ao ano, temos: 
Uso do capital fixo implica nos custos fixos:
juros
Conservação
ou
Manutenção
Risco
ou
Seguro
Depreciação
 10 
Dados: Vi = R$ 4.000,00 
 Vf = R$ 400,00 
 J = 12% a.a. 
 
00,264$12,0*
2
4004000
*
2
RJJj
VfVi
J 




 
 
 
2.4.2.2 Conservação ou Manutenção 
 É o custo anual necessário para manter o bem de capital em condições de uso. A um maior custo de 
conservação corresponde, geralmente, uma menor depreciação. 
 As grandes reparações que têm por finalidade reconstituir (em estado de "novo") o bem de capital, no todo ou 
em parte, se consideram como despesas extraordinárias. Elas representam um acréscimo de valor ao capital, não 
devendo, por isso, atribuir-se somente à conta do ano em que foram levados a efeito, mas sim a todos os da respectiva 
duração. Já as manutenções, reparações ou conservações ordinárias representam despesas do exercício. 
 Pode-se atribuir um custo de conservação estimando determinada taxa sobre o valor do bem de capital, assim 
temos: 
cViC 
 
onde, C = Conservação ou Manutenção; Vi = Valor inicial do bem; c = Taxa anual de conservação 
 
 Levando em consideração o bem de capital do exemplo anterior, a uma taxa de conservação de 2% ao ano, 
temos: 
Dados: Vi = R$ 4.000,00 
 c = 2% a.a. 
 
00,80$02,0*4000 RCCcViC 
 
 
2.4.2.3. Riscos ou Seguro 
 Risco é a soma que se considera cada ano para formar um fundo que permita pagar danos imprevistos, parciais 
ou totais, que o bem pode sofrer (incêndio, chuvas de pedra, doenças dos animais etc.). Quando tais riscos são 
seguráveis, os prêmios de seguro constituem parcelas diretamente monetárias do custo. Quando não existem formas 
adequadas de seguro agrícola,procura-se avaliar os danos que possam ocorrer a partir de registros e informações 
locais. 
 Pode-se atribuir um custo de risco/seguro estimando determinada taxa sobre o valor do bem de capital, assim 
temos: 
rViR 
 
onde, R = Risco; Vi = Valor inicial do bem; r = Taxa anual de risco 
 
 Levando em consideração o bem de capital do exemplo anterior, a uma taxa de risco de 5% ao ano, temos: 
Dados: Vi = R$ 4.000,00 
 r = 5% a.a. 
 
00,200$05,0*4000 RRRrViR 
 
 
 
 11 
2.4.2.4 Depreciação (Amortização) 
 A depreciação é o custo necessário para substituir os bens de capital quando tornados inúteis pelo desgaste 
físico (depreciação física) ou quando perdem valor com o decorrer dos anos devido às inovações técnicas (depreciação 
econômica ou obsolescência). 
 O custo inicial (ou de aquisição) de qualquer elemento do capital fixo deve, portanto, ser distribuído entre as 
despesas dos vários exercícios nos quais ele prestou seus serviços, de modo que seu valor inicial diminua 
gradativamente até o momento em que não tenha mais capacidade de fornecer serviços produtivos. Neste processo, a 
despesa anual a suportar chama-se depreciação. 
 A depreciação será mais ou menos elevada dependendo da intensidade de utilização do elemento do capital de 
que se trata, semelhantemente ao que ocorre com a conservação. 
 
 
2.4.2.4.1 Métodos para cálculo da depreciação 
a) Método Linear ou das Cotas Fixas 
 
 A taxa anual de depreciação (amortização) pode, então, ser calculada simplesmente dividindo-se o custo inicial 
pelo número de anos de duração provável, deduzindo-se, conforme o caso, do custo inicial um valor final presumido. 
Este método de cálculo da depreciação é chamado método linear ou das cotas fixas. Por ser o mais simples, é o mais 
utilizado. 
 
n
VfVi
D


 
onde D = Depreciação anual; Vi = Valor inicial; Vf = Valor final; n = números de ano de duração do capital (vida útil) 
 
 Levando em consideração o bem de capital do exemplo anterior, temos: 
Dados: Vi = R$ 4.000,00 
 Vf = R$ 400,00 
 n = 15 anos 
 
00,240$
15
3600
15
4004000
RDDD
n
VfVi
D 




 
 
 
 
 
 12 
b) Método da Porcentagem Anual Constante 
 A depreciação é uma porcentagem determinada do valor residual do bem. Em certos casos esse método pode 
adaptar-se bastante bem à diminuição real de valor, mas apresenta o inconveniente de sempre deixar um resíduo. 
 Levando em consideração o bem de capital do exemplo anterior, tomando-se uma depreciação de 10% ao ano, 
temos: 
Dados: Vi = R$ 4.000,00 
 d = 10% a.a. 
 
Depreciação no 1º ano = R$ 400,00 
Valor do arado no final do 1º ano = R$ 3.600,00 
Depreciação no 2º ano = R$ 360,00 
Valor do arado no final do 2º ano = R$ 3.240,00 
Depreciação no 3º ano = R$ 324,00 
Valor do arado no final do 3º ano = R$ 2.916,00 
Depreciação no 4º ano = R$ 291,60 
e assim por diante; 
no final 15º ano seu valor seria = R$ 823,56 
 
c) Método dos Números Naturais ou Soma dos Dígitos 
 Neste método a depreciação de cada ano é uma fração da quantia a amortizar (Vi - Vf), fração essa cujo 
denominador é a soma dos números de anos de vida útil do bem de produção, e cujo numerador é o número de anos de 
vida útil que o bem de capital ainda terá. Assim, se a duração esperada for de 10 anos, soma-se: 
 10 + 9 + 8 + 7 + 6 + 5 + 4 + 3 + 2 + 1 = 55 
Deprecia-se no 1º ano 10/55 do total; no 2º ano 9/55 do total; no 3º ano 8/55; etc. 
 Levando em consideração o bem de capital dos exemplos anteriores, temos: 
Dados: Vi = R$ 4.000,00 
 Vf = R$ 400,00 
 n = 15 anos 
 
15+14+13+12+11+10 + 9 + 8 + 7 + 6 + 5 + 4 + 3 + 2 + 1 = 120, ou usando a fórmula que dá a soma dos termos em uma 
progressão aritmética, 
2
)1(
n
nSn 
 onde Sn = Soma dos termos; n = números de ano de duração do capital (vida útil) 
120
2
15.16
2
15
16
2
15
)151(
2
)1( 
n
nSn
 
Portanto, a fórmula para determinar a depreciação anual no Método dos Números Naturais é: 
)(* VfVi
S
N
D
n

 
onde D = Depreciação anual; N = Vida útil restante; Sn = Soma dos termos; Vi = Valor inicial; Vf = Valor final 
 
Depreciação no 1º ano 
00,450$00,600.3*
120
15
)00,40000,000.4(*
120
15
R
 
Depreciação no 2º ano 
00,420$00,600.3*
120
14
)00,40000,000.4(*
120
14
R
 
 13 
Depreciação no 3º ano 
00,390$00,600.3*
120
13
)00,40000,000.4(*
120
13
R
 
Depreciação no 15º ano 
00,30$00,600.3*
120
1
)00,40000,000.4(*
120
1
R
 
 
• Como encontrar a vida útil restante (N): 
 
 
 
 
• Como encontrar a soma dos termos (Sn): 
 
 
 
Taxas de Depreciação 
As pessoas mais habilitadas para determinar as taxas de depreciação são os agrônomos, veterinários, os técnicos 
agropecuários, pois podem prever a vida útil dos itens que compõem o ativo permanente da propriedade rural, 
analisando vários fatores como o clima, o solo, o tipo de manejo, a raça do animal etc., que variam por região. 
• As taxas a seguir, segundo Marion (2005, p. 77), foram divulgadas por: 
1. Engenheiros agrônomos: Rubens Araújo Dias e Oscar J. Thomasini Ettore, publicadas pela Secretaria da 
Agricultura (“Contabilidade Agrícola para o Estado de São Paulo”); 
2. Instituto de Economia Agrícola, por intermédio do engenheiro agrônomo Paul Frans Bemelmans; 
3. Imposto de renda; 
4. Algumas pesquisas feitas por nós e 
5. Outras fontes. 
 
1
15
2
14
3
13
4
12
5
11
6
10
7
9
8
8
9
7
10
6
11
5
12
4
13
3
14
2
15
1
120123456789101112131415 
 14 
 
 
 
 15 
 
 
 
 
 16 
 
 
 
 
 
2.4.3. Custo associados ao capital circulante 
 
2.4.3.1. Juros 
 Os juros sobre o capital circulante (de giro) são os encargos financeiros incidentes sobre o capital de giro, 
necessários para a obtenção de determinado produto, podendo ter origem em: 
- Recursos de Crédito Rural – taxas de juros de acordo com as normas do Banco Central. 
- Recursos Complementares (financiados) – taxas de juros de mercado. 
- Recursos próprios – custo de oportunidade. 
Os juros são calculados sobre a somatória dos gastos com máquinas e implementos, aluguel de máquinas, mão-de-obra 
temporária, serviços contratados, insumos e assistência técnica. 
 
2.4.3.1.1. Juros (Custo de Oportunidade) 
 Sobre todo o capital variável (de giro) utilizado para a exploração agropecuária incide uma taxa de juros, 
calculado sobre o capital médio utilizado. Esses juros correspondem ao custo de oportunidade referente aos rendimentos 
alternativos renunciados na melhor aplicação possível do capital variável utilizado. 
j
CVT
J *
2

 
 17 
Onde J = Montante total de juro anual sobre o capital variável médio; CVT = Custo variável total; j = Taxa anual de 
juros 
 Exemplo: Aplicar 6% de juros sobre o capital variável médio consumidos na utilização de trator, a seguir. 
 Gasto com graxa R$ 3,00 
 Gasto com combustível R$ 73,00 + 
 Gasto com tratorista R$ 245,00 
 Custo Variável Total R$ 321,00 
 
Logo, temos: 
63,9$06,0*
2
321
*
2
RJJj
CVT
J 
 
 
Exercicios: 
1) Calcule: 
a) A depreciação no 3º ano de uso pelo método linear, método da porcentagem anual constante e método da soma dos 
dígitos; 
b) Conservação ou manutenção a taxa de 3,5% a.a.; 
c) Risco ou seguro a taxa de 2,5% a.a.; 
d) Juros a taxa de 12% a.a.; 
e) E o custo fixo total (CFT) para determinada câmara frigorífica, dados: valorde compra = R$ 17000,00; vida útil = 12 
anos; porcentagem determinada = 8 %; valor residual = R$ 3500,00 
 
3. Variação dos custos em razão do uso 
 Os meios produtivos devem ter um emprego acima de certo mínimo para serem economicamente vantajosos. 
Seja o caso de uma operação agrícola qualquer, uma ordenha, por exemplo. Se ela for executada manualmente a 
despesa será K reais por vaca ordenhada. Para executar o mesmo serviço, mecanicamente o custo será dado por uma 
expressão do tipo: 
 F 
 Cu = ___ + Vu onde, Cu = custo unitário 
 n F = custo fixo 
 n = intensidade de uso 
 Vu = custo variável unitário 
 
 Para que a mudança do método seja vantajosa deveremos ter: 
 
 Cu ≤ K 
 
 F 
 ______ + Vu ≤ K 
 n 
 ou 
 F 
n ≥ ________ 
 K - Vu 
 
 
 18 
PROBLEMA: 
O custo de um recurso pode variar com o seu uso. 
PERGUNTAS QUE PODEM SER FEITAS: 
Qual o custo unitário de um recurso dado um determinado nível de utilização. 
Entre duas tecnologias A e B. 
Qual é a mais barata? 
Qual é o nível de utilização de igual custo unitário? 
 
Exercício: 
 
 Para ordenhar manualmente 160 vacas são necessários 4 homens-dia de trabalho sendo pagos a razão de R$ 
20,00 por jornada. Pretende-se comprar uma ordenhadeira mecânica para substituir a ordenha manual. Baseado nos 
seguintes dados da ordenhadeira mecânica: valor inicial de R$ 63.000,00; depreciação 10%; juros de 12% a.a.; 
conservação e risco de 5% a.a.; gasto diário com mão-de-obra de 0,5 homem-dia e materiais (combustível e 
desinfetantes) de R$ 348,00 ao ano: 
 Determinar qual o número mínimo de vacas ordenhadas diariamente para o qual compensa a substituição da 
ordenha manual pela mecânica. 
 
• Custo da ordenha mecânica 
Custo fixo 
 1. depreciação (10%) 6 300,00 
 2. juros (12% sobre media) 3 780,00 
 3. conservação e riscos(5%) 3 150,00 
 Custo Fixo Total R$ 13 230,00 
 
Custo variável 
 1.mão de obra(0,5X20,00X365) 3650,00 
 2. materiais 348,00 
 Custo Variável Total R$ 3998,00 
 
Custo Total 
 1. Custo fixo total 13 230,00 
 2. Custo variável total 3 998,00 
 Custo Total (Anual) R$ 17 228,00 
 
 
Custo ordenha manual 
• Custo Total Anual de ordenha manual 
– Custo da mão de obra 
 (homens X diária X dias) 
 4 X 20,00 X 365 = R$ 29 200,00 
 
Número mínimo 
• Custo da ordenha por vaca por ano (Ordenha Manual) 
 K = 29 200/160 = R$ 182,50 
 19 
 
• Custo variável ordenha mecânica por vaca (Ordenha Mecânica) 
 Vu = 3 998/160 = R$ 24,9875 
 
• Custo Fixo 
 F = R$ 13 230,00 
 
• Igualando-se o custo manual com a fórmula que dá o custo unitário da ordenha mecânica temos: 
 
 
 
 
 
 
 
 
Logo, a partir de 84 vacas para se ordenhar é mais vantajoso economicamente a troca da ordenha manual pela ordenha 
mecânica. Abaixo desta quantidade de vacas a ordenha manual é mais econômica. 
 
 
 
 
)( VuK
F
n


)9875,2450,182(
13200

n
99,83n
	Instituto Federal do Amazonas – Campus Zona Leste
	ADMINISTRAÇÃO E ECONOMIA RURAL Prof: MARINO FILHO, M.Sc.
	1. Fatores de Produção
	Produção é a transformação, pelo homem, através de trabalho consciente, das coisas existentes na natureza, em bens econômicos, capazes de satisfazer às necessidades presentes e futuras das pessoas.
	Produto é o nome que se dá ao resultado dessa atividade humana.
	Em economia, recursos ou fatores de produção são os elementos básicos utilizados na produção de bens e serviços. No setor agropecuário os recursos ou fatores de produção são basicamente terra, capital e trabalho.
	I. A terra constitui um dos principais fatores de produção agropecuária, pois nela se desenvolve todo o processo biológico das culturas e criações. Assim, é fundamental o conhecimento das suas qualidades químicas, físicas e biológicas. Em seu signif...
	II. O capital constitui o conjunto de bens materiais, é o meio de pagamento para a obtenção de todos os demais recursos ou fatores de produção (benfeitorias, máquinas, sementes, fertilizantes etc.), que juntamente com a terra e o trabalho, permitirá ...
	Segundo o conceito que interessa à empresa agrícola, é capital uma plantação, uma obra de drenagem ou de irrigação, uma máquina, uma ferramenta, um animal de trabalho, ou de criação, certa porção de adubo ou de semente, o dinheiro depositado, os títu...
	II.i. A classificação tradicional e genérica do capital
	A classificação tradicional dos capitais estabeleceu a divisão em duas grandes categorias: os capitais fixos ou permanentes e os capitais circulantes ou de giro.
	O adjetivo fixo não pretende exprimir fixidez de posição, mas sim fixidez de forma; significa que o capital a que se refere é um capital estável, um bem de produção duradouro capaz, portanto, de prestar a sua cooperação em vários atos (anos) produti...
	O adjetivo circulante pretende exprimir movimento, transformação, giro; os capitais circulantes correspondem aos bens de produção de gasto imediato, os quais, por se consumirem totalmente no ato da aplicação, mudam de forma. É o que se passa com um a...
	O modo de analisar o aproveitamento dos capitais pela empresa depende do grupo a que pertençam: o valor dos circulantes deve ser compensado totalmente pelo próprio produto que ajudou a criar, ao passo que o valor dos fixos deve ser recuperado em vár...
	Para a empresa, capital é o conjunto de valores monetários investidos na produção, abrangendo assim os preços dos elementos naturais e dos bens de capital (produzidos pelo homem) e ainda as somas monetárias que permitam contribuições alheias: salário...
	Portanto:
	 Capital permanente ou fixo é o que serve à produção por mais de um período produtivo, como instalações, animais de produção, máquinas e animais de trabalho.
	 Capital de giro ou circulante é o que serve apenas durante o período produtivo, ou seja, desaparece após sua utilização. Como exemplo, têm-se sementes, adubos, defensivos, rações, medicamentos, combustíveis, lubrificantes, serviços de mão-de-obra e ...
	O trabalho representa o esforço físico e ou intelectual do homem sobre os demais fatores de produção, possibilitando dessa forma que se atinjam os objetivos empresariais.