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UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ 
LICENCIATURA EM PEDAGOGIA 
 
 
 
 
BEATRIZ CORREA DOS SANTOS 
JÉSSICA RODRIGUES DA SILVA MORAES 
IZABEL CRISTINA DOS SANTOS REIS 
RAQUEL PIRES DA SILVA 
 
 
 
 
 
TENDÊNCIA PROGRESSISTA LIBERTADORA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SÃO GONÇALO 
SETEMBRO/2016 
BEATRIZ CORREA DOS SANTOS - MATRÍCULA: 2016.02.84901-3 
IZABEL CRISTINA DOS SANTOS REIS - MATRÍCULA: 2016.02.72609-4 
JÉSSICA RODRIGUES DA SILVA MORAES - MATRÍCULA: 2016.03.08816-4 
RAQUEL PIRES DA SILVA - MATRÍCULA: 2016.03.39875-9 
2º PERÍODO 
 
 
 
 
 
 
 
 
TENDÊNCIA PROGRESSISTA LIBERTADORA 
 
 
 
Trabalho para a disciplina de Didática para a 
professora orientadora Rozani Marins da 
Universidade Estácio de Sá. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SÃO GONÇALO 
SETEMBRO/2016 
3 
 
Sumário 
1 Introdução...........................................................................................................................4 
2 A Tendência Progressista Libertadora ................................................................................ 5 
3 Principais Características .................................................................................................... 8 
3.1 Papel da escola ............................................................................................................. 8 
3.2 Conteúdos de ensino .................................................................................................... 8 
3.3 Métodos de ensino ....................................................................................................... 9 
3.4 Os passos da aprendizagem ......................................................................................... 9 
3.5 Relacionamento professor-aluno ............................................................................... 10 
3.6 Pressupostos de aprendizagem ................................................................................... 10 
3.7 Manifestações na prática escolar ............................................................................... 11 
4 Temas Geradores ............................................................................................................... 12 
4.1 Princípios do Método de Paulo Freire ....................................................................... 12 
4.1.1 1º - Politicidade do ato educativo. ...................................................................... 12 
4.1.2 2º - Dialogicidade do ato educativo .................................................................... 13 
4.2 Momentos e fases do Método Freire .......................................................................... 13 
1º Momento: Investigação Temática ................................................................................. 13 
2º Momento: Tematização................................................................................................. 13 
3º Momento: Problematização .......................................................................................... 14 
5 Conclusão .......................................................................................................................... 15 
6 Referências Bibliográficas ................................................................................................ 16 
 
4 
 
1 Introdução 
O presente trabalho irá abordar sobre a Tendência Progressista Libertadora, falando 
sobre sua história, suas principais características e seu principal idealizador e suas convicções 
sobre o referente assunto que teve destaque na educação brasileira. 
O objetivo principal desde trabalho é entender a Tendência Progressista Libertadora e 
seu funcionamento. 
As metodologias utilizadas para elaborar o mesmo foram à pesquisa bibliográfica em 
livro e páginas da internet. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 
 
2 A Tendência Progressista Libertadora 
As Tendências Progressistas começam a germinar na França a partir de 1968, e no 
Brasil coincide com o início da abertura política e com a efervescência cultural. Nesta 
concepção a escola passa a ser vista não mais como redentora, mas como reprodutora da 
classe dominante. Em nível mundial, três teorias em especial deram a base para o 
desvelamento da concepção ingênua e a-crítica da escola: Bourdieu e Passeron (1970) com a 
teoria do Sistema enquanto Violência Simbólica; Louis Althusser (1968) com a teoria da 
escola enquanto Aparelho Ideológico do Estado; e Baudelot e Establet (1971) com a teoria da 
Escola Dualista. Nessa perspectiva, Libâneo (1994), divide a Pedagogia Progressista em três 
tendências (Progressista Libertária, Libertadora e Crítico dos Conteúdos). 
O termo “progressista”, emprestado de Snyders, é usado aqui para designar as 
tendências que, partindo de uma análise crítica das realidades sociais, sustentam 
implicitamente as finalidades sociopolíticas da educação. Evidentemente a pedagogia 
progressista não tem como institucionalizar-se numa sociedade capitalista; daí ser ela um 
instrumento de luta dos professores ao lado de outras práticas sociais. 
No final dos anos 70 e início dos 80, a abertura política decorrente do final do regime 
militar coincidiu com a intensa mobilização dos educadores para buscar uma educação crítica, 
tendo em vista a superação das desigualdades existentes no interior da sociedade. Surge então 
a “pedagogia libertadora” que é oriunda dos movimentos de educação popular que se 
confrontavam com o autoritarismo e a dominação social e política. 
Nesta tendência pedagógica, a atividade escolar deveria centrar-se em discussões de 
temas sociais e políticos e em ações concretas sobre a realidade social imediata. O professor 
deveria agir como um coordenador de atividades, aquele que organiza e atua conjuntamente 
com os alunos. No diálogo, como método básico, a relação é horizontal, onde educador e 
educandos se posicionam como sujeitos do ato de conhecimento. Seus defensores, dentre eles 
o educador pernambucano Paulo Freire, lutavam por uma escola conscientizadora, que 
problematizasse a realidade e trabalhasse pela transformação radical da sociedade capitalista. 
Os seguidores da tendência progressista libertadora não tiveram a preocupação de 
consolidar uma proposta pedagógica explícita, havia opção didática já aplicada nos chamados 
“círculos de cultura”. Devido às suas características de movimento popular, essa tendência 
esteve muito mais presente em escolas públicas de vários níveis e em universidades, do que 
6 
 
em escolas privadas. 
 Paulo Freire (1992), em sua pedagogia libertadora, apresenta uma proposta de 
humanização do professor como norteador do processo socioeducativo, com o intuito de 
construir uma consciência crítica com relação à realidade social vivida, que está 
fundamentada em uma concepção de competição desmedida e desigual que refletem sob todas 
as camadas sociais, mas, sobretudo, com as de baixa renda. 
Freire (1992) constrói seu pensamento em favor de uma sociedade mais justa e 
igualitária, de uma formação crítica e consciente aos estudantes. Em relação a isto, é 
interessante observar a forma como ele constrói e articula suas ideias, nos perguntamos sobre 
o que está sendo lido e simultaneamente nos questionamos com a realidade vivida. Consegue 
condensar de forma simples e permeada de significados vários sentimentos de estranhamento 
que se encontram nas mais diversas instituições de ensino, o autor enfatiza a necessidade de 
uma reflexão crítica sobre a prática educativa, sem a qual a teoria pode se tornar apenas 
discurso e a prática umareprodução alienada, sem questionamentos. Sob esse viés, a teoria 
deve ser adequada à prática cotidiana do professor, que passa a ser um modelo influenciador 
de seus educandos. A prática da crítica deve estar ao lado da valorização das emoções. 
Freire (1997) ressalta o quanto um determinado gesto do educador pode repercutir na 
vida de um aluno (afetividade e postura) e da necessidade de reflexão sobre o assunto, pois 
para o autor, ensinar exige respeito aos saberes do educando. A construção de um 
conhecimento em parceria com o educando depende da relevância que o educador dá ao 
contexto social. O professor mais do que aquele que ensina é uma referência aos alunos, por 
isto, ensinar e orientar são ideais que devem caminhar juntos na profissão. Sendo assim, não 
somente as palavras utilizadas, mas também suas condutas têm influência direta e indireta na 
relação estabelecida com seus alunos. Nas salas de aula são transmitido mais do que palavras: 
são transmitidos valores e conteúdos que vão além do conhecimento mensurável. 
Freire (1997) defende a necessidade de conhecimento e afetividade por parte do educador 
para que este tenha liberdade, autoridade e competência no decorrer de sua prática docente, 
acredita que a disciplina verdadeira não está no silêncio dos silenciados, mas no alvoroço dos 
inquietos, o que implicaria na autoridade verdadeiramente democrática. Na visão de Freire 
(1997), o educador deve exercer sua autoridade e sua liberdade. Liberdade esta que deve ser 
7 
 
vivida em sua totalidade com a autoridade em uma relação dialética, centrada em experiências 
estimuladoras de decisão e responsabilidade. 
Freire (1997) salienta que a educação tem a política como uma característica inerente à sua 
natureza pedagógica, e alerta para a necessidade de nos precavermos dos discursos 
ideológicos, dos quais a educação também faz parte, pois ameaçam confundir a curiosidade, 
além de distorcer e fragmentar a leitura e interpretação dos fatos e acontecimentos. Isso não 
significa que o educador deva apresentar postura neutra, pois é um ser histórico, político, 
pensante, crítico e emotivo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8 
 
3 Principais Características 
3.1 Papel da escola 
 
Não é próprio da pedagogia libertadora falar em ensino escolar, já que sua marca é a 
atuação "não-formal". Entretanto, professores e educadores engajados no ensino escolar vêm 
adotando pressupostos dessa pedagogia. Assim, quando se fala na educação em geral, diz-se 
que ela é uma atividade onde professores e alunos, mediatizados pela realidade que 
apreendem e da qual extraem o conteúdo de aprendizagem, atingem um nível de consciência 
dessa mesma realidade, a fim de nela atuarem, num sentido de transformação social. Tanto a 
educação tradicional, denominada "bancária" - que visa apenas depositar informações sobre o 
aluno -, quanto a educação renovada - que pretenderia uma libertação psicológica individual - 
são domesticadoras, pois em nada contribuem para desvelar a realidade social de opressão. A 
educação libertadora, ao contrário, questiona concretamente a realidade das relações do 
homem com a natureza e com os outros homens, visando a uma transformação - daí ser uma 
educação crítica. 
 
 
 
 
 
 
 
 
3.2 Conteúdos de ensino 
 
Denominados "temas geradores", são extraídos da problematização da prática de vida 
dos educandos. Os conteúdos tradicionais são recusados porque cada pessoa, cada grupo 
envolvidos na ação pedagógica dispõem em si próprios, ainda que de forma rudimentar, dos 
conteúdos necessários dos quais se parte. O importante não é a transmissão de conteúdos 
9 
 
específicos, mas despertar uma nova forma da relação com a experiência vivida. A 
transmissão de conteúdos estruturados a partir de fora é considerada como "invasão cultural" 
ou "depósito de informação", porque não emerge do saber popular. Se forem necessários 
textos de leitura; estes deverão ser redigidos pelos próprios educandos com a orientação do 
educador. 
Em nenhum momento o inspirador e mentor da pedagogia libertadora, Paulo Freire, 
deixa de mencionar o caráter essencialmente político de sua pedagogia, o que, segundo suas 
próprias palavras, impede que ela seja posta em prática, em termos sistemáticos, nas 
instituições oficiais, antes da transformação da sociedade. Daí porque sua atuação se dê mais 
a nível da educação extra-escolar. O que não tem impedido, por outro lado, que seus 
pressupostos sejam adotados e aplicados por numerosos professores. 
 
3.3 Métodos de ensino 
 
"Para ser um ato de conhecimento o processo de alfabetização de adultos demanda, 
entre educadores e educandos, uma relação de autêntico diálogo; aquela em que os sujeitos do 
ato de conhecer se encontram mediatizados pelo objeto a ser conhecido” (...). “O dialogo 
engaja ativamente a ambos os sujeitos do ato de conhecer: educador-educando e educando-
educador." 
Assim sendo, a forma de trabalho educativo é o "grupo de discussão”, a quem cabe 
autogerir a aprendizagem, definindo o conteúdo e a dinâmica das atividades. O professor é um 
animador que, por princípio, deve "descer" ao nível dos alunos, adaptando-se às suas 
características e ao desenvolvimento próprio de cada grupo. Deve caminhar "junto", intervir o 
mínimo indispensável, embora não se furte, quando necessário, a fornecer uma informação 
mais sistematizada. 
 
3.4 Os passos da aprendizagem 
 
Codificação-decodificação, e problematização da situação - permitirão aos educandos 
um esforço de compreensão do "vivido", até chegar a um nível mais crítico de conhecimento 
da sua realidade, sempre através da troca de experiência em torno da prática social. Se nisso 
consiste o conteúdo do trabalho educativo, dispensam-se um programa previamente 
estruturado, trabalhos escritos, aulas expositivas, assim como qualquer tipo de verificação 
10 
 
direta da aprendizagem, formas essas próprias da “educação bancária", portanto, 
domesticadoras. Entretanto admite-se a avaliação da prática vivenciada entre educador-
educandos no processo de grupo e, às vezes, a auto avaliação feita em termos dos 
compromissos assumidos com a prática social. 
 
3.5 Relacionamento professor-aluno 
 
No diálogo, como método básico, a relação é horizontal; onde educador e educandos 
se posicionam como sujeitos do ato de conhecimento. O critério de bom relacionamento é a 
total identificação com o povo, sem o que a relação pedagógica perde consistência. 
Elimina-se, por pressuposto, toda relação de autoridade, sob pena de esta inviabilizar o 
trabalho de conscientização, de "aproximação de consciências". Trata-se de uma "não-
diretividade", mas não no sentido do professor que se ausenta (como em Rogers), mas que 
permanece vigilante para assegurar ao grupo um espaço humano para "dizer sua palavra", 
para se exprimir sem se neutralizar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3.6 Pressupostos de aprendizagem 
 
A própria designação de "educação problematizadora" como correlata de educação 
libertadora revela a força motivadora da aprendizagem. A motivação se dá a partir da 
11 
 
codificação de uma situação-problema, da qual se torna distância para analisá-la criticamente. 
"Esta análise envolve o exercício da abstração, através da qual procuramos alcançar, por meio 
de representações da realidade concreta, a razão de ser dos fatos." 
Aprende é um ato de conhecimento da realidade concreta, isto é da situação real vivida 
pelo educando, e só tem sentido se resulta de uma aproximação crítica dessa realidade.O que é aprendido não decorre de uma imposição ou memorização, mas do nível crítico de 
conhecimento, ao qual se chega pelo processo de compreensão, reflexão e crítica. O que o 
educando transfere, em termos de conhecimento, é o que foi incorporado como resposta às 
situações de opressão - ou seja, seu engajamento na militância política. 
 
3.7 Manifestações na prática escolar 
 
A pedagogia libertadora tem como inspirador e divulgador Paulo Freire, que tem 
aplicado suas ideias pessoalmente em diversos países, primeiro no Chile, depois na África. 
Entre nós, tem exercido uma influência expressiva nos movimentos populares e sindicatos e, 
praticamente, se confunde com a maior parte das experiências do que se denomina "educação 
popular". Há diversos grupos desta natureza que vêm atuando não somente no nível da prática 
popular, mas também por meio de publicações, com relativa independência em relação às 
ideias originais da pedagogia libertadora. Embora as formulações teóricas de Paulo Freire se 
restrinjam à educação de adultos ou à educação popular, em geral, muitos professores vêm 
tentando colocá-las em prática em todos os graus de ensino formal. 
12 
 
4 Temas Geradores 
A proposta de Freire parte do Estudo da Realidade (fala do educando) e a Organização 
dos Dados (fala do educador). Nesse processo surgem os Temas Geradores, extraídos da 
problematização da prática de vida dos educandos. Os conteúdos de ensino são resultados de 
uma metodologia dialógica. Cada pessoa, cada grupo envolvido na ação pedagógica dispõe 
em si próprio, ainda que de forma rudimentar, dos conteúdos necessários dos quais se parte. O 
importante não é transmitir conteúdos específicos, mas despertar uma nova forma de relação 
com a experiência vivida. A transmissão de conteúdos estruturados fora do contexto social do 
educando é considerada "invasão cultural" ou "depósito de informações" porque não emerge 
do saber popular. Portanto, antes de qualquer coisa, é preciso conhecer o aluno. Conhecê-lo 
enquanto indivíduo inserido num contexto social de onde deverá sair o "conteúdo" a ser 
trabalhado. 
 
4.1 Princípios do Método de Paulo Freire 
4.1.1 1º - Politicidade do ato educativo. 
 
Um dos axiomas do Método em questão é que não existe educação neutra. A educação 
vista como construção e reconstrução contínua de significados de uma dada realidade prevê a 
ação do homem sobre essa realidade. Essa ação pode ser determinada pela crença fatalista da 
causalidade e, portanto, isenta de análise uma vez que ela se lhe apresenta estática, imutável, 
determinada, ou pode ser movida pela crença de que a causalidade está submetida a sua 
análise, portanto sua ação e reflexão podem alterá-la, relativizá-la, transformá-la. 
O alfabetizando é desafiado a refletir sobre seu papel na sociedade enquanto aprende a 
escrever a palavra sociedade; é desafiado a repensar a sua história enquanto aprende a 
decodificar o valor sonoro de cada sílaba que compõe a palavra história. Essa reflexão tem 
por objetivo promove a superação da consciência ingênua - também conhecida como 
consciência mágica para a consciência crítica. 
As salas de aula transformaram-se em fóruns de debate, denominados "Círculos de 
Cultura". Neles, os alfabetizandos aprendem a ler as letras e o mundo e a escrever a palavra e 
também a sua própria história. 
O professor, contrariando a visão tradicionalista que atribui a ele o papel privilegiado 
de detentor do saber, é denominado "Animador de debates" e tem o papel de coordenar o 
13 
 
debate, problematizar as discussões para que opiniões e relatos surjam. Cabe também ao 
educador conhecer o universo vocabular dos educandos, o seu saber traduzido através de sua 
oralidade, partindo de sua bagagem cultural repleta de conhecimentos vividos que se 
manifestam através de suas histórias, de seus "causos" e, através do diálogo constante, em 
parceria com o educando, reinterpretá-los, recriá-los. 
 
4.1.2 2º - Dialogicidade do ato educativo 
 
Para Freire, a base da pedagogia é o diálogo. A relação pedagógica necessita ser, 
acima de tudo, uma relação dialógica. Essa premissa está presente no método em diferentes 
situações: entre educador e educando, entre educando e educador e o objeto do conhecimento, 
entre natureza e cultura. 
A dialogicidade, para Paulo Freire, está ancorada no tripé educador-educando-objeto 
do conhecimento. A indissociabilidade entre essas três "categorias gnosiológicas" é um 
princípio presente no Método a partir da busca do conteúdo programático. 
 
4.2 Momentos e fases do Método Freire 
 
1º Momento: Investigação Temática – Pesquisa Sociológica: investigação do universo 
vocabular e estudo dos modos de vida na localidade (Estudo da Realidade). O estudo da 
realidade não se limita à simples coleta de dados e fatos, mas deve, acima de tudo, perceber 
como o educando sente sua própria realidade superando a simples constatação dos fatos; isso 
numa atitude de constante investigação dessa realidade. Esse mergulho na vida do educando 
fará o educador emergir com um conhecimento maior de seu grupo-classe, tendo condições de 
interagir no processo ajudando-o a definir seu ponto de partida que irá traduzir-se no tema 
gerador geral. 
 
2º Momento: Tematização - Através da seleção de temas e palavras geradoras, realizamos a 
codificação e decodificação desses temas buscando o seu significado social, ou seja, a 
consciência do vivido. Através do tema gerador geral é possível avançar para além do limite 
de conhecimento que os educandos têm de sua própria realidade, podendo assim melhor 
compreendê-la a fim de poder nela intervir criticamente. Do tema gerador geral deverão sair 
as palavras geradoras. Cada palavra geradora deverá ter a sua ilustração que por sua vez 
14 
 
deverá suscitar novos debates. Essa ilustração (desenho ou fotografia) sempre ligada ao tema 
tem como objetivo a "codificação", ou seja, a representação de um aspecto da realidade, de 
uma situação existencial construída pelos educandos em interação com seus elementos. 
Após a etapa de investigação (estudo da realidade), passa-se à seleção das palavras 
geradoras, que deverá obedecer a três critérios básicos: 
a) Elas devem necessariamente estar inseridas no contexto social dos educandos. 
b) Elas devem ter um teor pragmático, ou melhor, as palavras devem abrigar uma pluralidade 
de engajamento numa dada realidade social, cultural, política etc... 
c) Elas devem ser selecionadas de maneira que sua sequência englobe todos os fonemas da 
língua, para que com seu estudo sejam trabalhadas todas as dificuldades fonéticas. 
 
3º Momento: Problematização - Busca da superação da primeira visão ingênua por uma 
visão crítica, capaz de transformar o contexto vivido. "A problematização nasce da 
consciência que os homens adquirem de si mesmos que sabem pouco a próprio respeito. Esse 
pouco saber faz com que os homens se transformem e se ponham a si mesmos como 
problemas” (Jorge, 1981:78). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
15 
 
5 Conclusão 
 
 Neste trabalho abordamos o assunto da tendência progressista libertadora e 
concluímos que esta tendência é de suma importância para a educação. 
 Cumprimos os objetivos previstos no decorrer do mesmo. 
 Este trabalho foi de extrema importância para a nossa compreensão e aprofundamento 
neste tema proposto, porque nos permitiu compreender que o educador e o educando podem 
sim ficar numa linha horizontal, aonde ambos aprendem um com o outro através de situações 
da vivência de cada um e criando soluções para as situações.16 
 
6 Referências Bibliográficas 
LIBÂNEO, José Carlos. Coleção Educar 1 - Democratização da Escola Pública, São Paulo, 
23ª Edição: outubro 2009. Loyola,1985. páginas 32 à 35 
LOURENÇO, Júlio César. MORI, Verônica Yurica. A Importância da Pedagogia Progressista 
na Educação. Disponível em: <http://www.profala.com/arteducesp174.htm> Acesso em: 12 
set. 2016. 
NASCIMENTO, Elizângela. Tendência Progressista Libertadora – Uma Descrição da 
Tendência Progressista Libertadora (A Pedagogia de Paulo Freire). Disponível em: 
<https://prezi.com/rb3lqahxgtny/tendencia-progressista-libertadora/> Acesso em: 08 set. 
2016. 
Paraná Governo do Estado / Secretaria da Educação. OTP - Pedagogia Progressista - 
Tendência Pedagógica Libertadora. Disponível em: 
<http://www.gestaoescolar.diaadia.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=359
> Acesso em: 14 set. 2016. 
QUEIROZ, Cecília Telma Alves Pontes de. Et al. Fundamentos Sócio-filosóficos da Educação. 22ª 
Edição. Campina Grande; Natal: UEPB/UFRN, 2007. Disponível em: 
<http://www.ead.uepb.edu.br/ava/arquivos/cursos/geografia/fundamentos_socio_filosoficos_d
a_educacao/Fasciculo_09.pdf> Acesso em: 15 set. 2016.

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