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SEMANA 6 – Ação de consignação em pagamento

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SEMANA 6 – Ação de consignação em pagamento. 
Caso concreto 1: Oséas, como locatário de veículo por contrato firmado com a locadora Carro e Automóveis Ltda., por prazo 
de doze meses iniciado no mês passado, recebe, logo no terceiro mês de vigência do contrato, notificação judicial da pessoa 
física Leontino Silveira, o qual, dizendo-se adquirente do veículo locado e exibindo contrato de compra e venda firmado 
com a locadora originária, notifica o locatário para, doravante, pagar a ele adquirente os alugueres mensais. Tendo Oséas 
buscado esclarecimento junto à locadora originária, disse ela desconhecer o contrato. 
Você, diante da dúvida de Oséas a quem pagar o aluguel que se vencerá dentro de quatro dias e os futuros até o 
fim do contrato, é por ele procurado para adotar as providências cabíveis. Redija a peça processual cabível. 
ADVOGADO: SÉRGIO ROSE OAB/RJ Nº 1.000 
 
 
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA ... VARA CÍVEL DA COMARCA DE … . 
 
 
 
 
 
OSÉAS, nacionalidade:___, estado civil:___, união estável:___, profissão:___, inscrito no Cadastro de Pessoas 
Físicas sob nº___, com Registro Geral de nº___, possuidor do endereço eletrônico ____, residente e domiciliado 
na___, por intermédio de seu advogado, com escritório ___, local indicado para fins dos arts. 77, V e 106, I do 
CPC/15, vem, com fulcro nos artigos 539 e seguintes do NCPC/15, propor: 
 
AÇÃO DE CONSIGNAÇÃO EM PAGAMENTO 
 
pelo rito especial, em face de LOCADORA CARRO E AUTOMÓVEIS LTDA., pessoa jurídica de direito privado, 
inscrita no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas sob nº___, possuidora do endereço eletrônico ____, com 
sede__, representada por seu diretor _____, nacionalidade: ____, estado civil: ____, profissão: ____, inscrito no 
Cadastro de Pessoas Físicas sob nº___, com Registro Geral de nº___, possuidor do endereço eletrônico ____, 
residente e domiciliado sito à _____, e de LEONTINO SILVEIRA, nacionalidade:___, estado civil:___, união 
estável:___, profissão:___, inscrita no Cadastro de Pessoas Físicas sob nº___, com Registro Geral de nº___, 
possuidora do endereço eletrônico ____, residente e domiciliada sito à___, pelos fatos e fundamentos a serem 
expostos. 
 
I – DOS FATOS. 
Em …, o autor firmou pacto de locação de veículo automotor com o primeiro réu, pelo prazo de doze meses. 
 
 
 
 
O exequente, ora impugnado, fundando-se em sentença estrangeira condenatória devidamente homologada 
perante o Superior Tribunal, deu início à fase de cumprimento de sentença em face do executado, ora 
impugnante, perante este D. juízo. 
Durante o curso processual, houve o deferimento do pedido de penhora, contudo, esta se deu sobre bem de 
terceiro, do qual o impugnante somente detém a posse. Além disso, o impugnado trouxe a juízo cálculos que não 
se coadunam com o estabelecido no título executivo judicial. 
Inconformado com a realização da penhora, o impugnante busca o socorro do judiciário apresentando, 
tempestivamente, a presente impugnação. 
 
II – DO DIREITO. 
O legislador infraconstitucional apresenta-nos os títulos executivos judiciais no artigo 515 da norma processual 
vigente estando, dentre eles, a sentença estrangeira homologada pelo Superior Tribunal de Justiça, dispondo, 
inclusive sobre o seu cumprimento. Logo, a execução em curso tem como fundamento título executivo judicial. 
O legislador constituinte, por sua vez, conferiu competência à Justiça Federal para processar e julgar os feitos em 
que se execute sentença estrangeira homologada, tal como expõe o artigo 109, X, da CF/88. Assim, toda ação 
executória proposta com esse fim deverá tramitar perante o juízo federal. 
A norma legal autoriza ao executado apresentar defesa ao cumprimento de sentença através da oposição de 
impugnação relativa à falta ou nulidade da citação se, na fase de conhecimento, o processo correu à revelia; 
ilegitimidade de parte; inexequibilidade do título ou inexigibilidade da obrigação; penhora incorreta ou avaliação 
errônea; excesso de execução ou cumulação indevida de execuções; incompetência absoluta ou relativa do juízo 
da execução; qualquer causa modificativa ou extintiva da obrigação, como pagamento, novação, compensação, 
transação ou prescrição, desde que supervenientes à sentença, tal como emana o artigo 525, § 1º do CPC/2015. O 
referido artigo aplica-se ao caso em apreço uma vez que, conforme narrado, presente a incompetência do juiízo, 
a penhora realizada se deu sobre bem de terceiro, bem como, o impugnado trouxe cálculos que não se coadunam 
com o estabelecido no título executivo judicial. 
Ressalte-se que, no presente caso, incabível a propositura de embargos à execução que se destina à impugnação 
de título executivo extrajudicial. 
 
II.I – DA INCOMPETÊNCIA ABSOLUTA DO JUÍZO DA EXECUÇÃO. 
Afirmamos, de início, a incompetência da Justiça Estadual para conduzir o presente feito. Isso porque, tal como 
narrado, o título executivo que fundamenta a presente executória é uma sentença condenatória estrangeira, 
devidamente homologada perante o Superior Tribunal. A Magna Carta atribui competência aos Juízes Federais 
para processamento e julgamento de feitos em que se execute sentença estrangeira homologada, tal como expõe 
o artigo 109, X, da CF/88. Portanto, a propositura da ação perante a justiça estadual constitui incompetência 
absoluta do juízo. O exequente só poderia realizar esta execução diante do juízo federal, não sendo a esta a via 
judicial correta. 
Diante disso, deve ser prolatada a incompetência absoluta do juízo para prosseguimento do feito. 
 
II.II – DO EXCESSO DE EXECUÇÃO. 
Por conseguinte, alegamos que a execução vem sendo realizada em valor diverso daquele constante no título 
executivo. Para fins de cumprimento do artigo 524 do NCPC, o exequente, ora impugnado, instruiu a presente 
com planilha que apresenta valores muito superiores ao valor devido. Todavia, o demonstrativo exibido traz o 
seguinte valor do crédito R$_____, quando o valor correto constante no título executivo é de R$______. 
Como prova de tal alegação, instruímos a presente impugnação com planilha discriminando o valor atualizado 
do crédito (fls....), tal como exige o artigo 525, § 4º, do NCPC. 
Assim sendo, a presente execução deve ser processada conforme os valores apresentados no demonstrativo 
anexo. 
 
II.III – DA NULIDADE DA PENHORA. 
Pontuamos, ainda, nulidade em relação a penhora já realizada no presente feito, que resultou na constrição de 
veículo automotor (dados do veículo), acreditando-se que esse seria de propriedade do executado. Entretanto, 
em breve análise do certificado de registro automóvel conclui-se que o bem sobre o qual recaiu a penhora não é 
de sua propriedade. Conforme infere-se do certificado de registro, o bem é de propriedade da empresa …, onde 
labora o impugnante e este detém, apenas, a posse do bem móvel para o pleno exercício da profissão. 
Isto posto, temos aqui a realização de penhora indevida, já que recaiu sobre bem de terceiro, devendo ser 
prontamente levantada, com fulcro no artigo 525, § 1º, IV, do NCPC. 
 
III – DO EFEITO SUSPENSIVO. 
Verificamos na presente demanda ser necessária a imediata suspensão da penhora deferida, diante do relevante 
fundamento que esta recai sobre bem pertencente a terceiro, do qual o impugnante só detém a posse, e o 
prosseguimento da execução certamente causará ao executado grave dano de difícil ou incerta reparação, nos 
termos do artigo 525, § 6º, do NCPC. 
 
IV – DOS PEDIDOS. 
Diante do exposto, requer: 
a) seja atribuído efeito suspensivo a presente impugnação; 
b) seja acolhida a preliminar de incompetência absoluta do juízo, determinando-se a remessa dos autos ao juízo 
competente; 
c) seja reconhecida a incorreção da penhora e determinado o levantamento do ato de constrição que recaiu sobre 
bem de terceiro; 
d) seja reconhecido o excesso de execução para fazer constar que o valor correto é o valor R$ ____; 
e) seja condenado

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