PLANEJAMENTO
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Disciplina:Administração Aplicada à Engenharia37 materiais128 seguidores
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Antonio Victorino Avila • Antônio Edésio Jungles

Antônio Edésio Jungles

Professor Associado IV da Universidade
Federal de Santa Catarina do Departamento

de Engenharia Civil e do Programa de Pós
Graduação de Engenharia Civil na área da
Construção Civil. Formado em Engenharia

Civil pela Universidade Federal de Santa
Catarina (1976), especialização em Saúde

Pública pela Fundação Oswaldo Cruz (1984),
mestrado em Engenharia de Produção pela

Universidade Federal de Santa Catarina
(1980), doutorado em Engenharia de

Produção pela Universidade Federal de
Santa Catarina (1994) e pós-doutorado

pela University of Alberta (2000).

Área de atuação atual: Gestão de
Empreendimentos, Analista de

Custos e Avaliação de Riscos em
Empreendimentos. Em paralelo,

desenvolve atividade coordenando
o Centro Universitário de Estudos e

Pesquisas em Desastres (CEPED UFSC).

Antonio Victorino Avila

Engenheiro civil pela UFPR, mestre em
engenharia de produção pela PUC-Rio,
especialista em administração pela
ESAG-UDESC.

Atualmente é professor da UNISUL nas
disciplinas de engenharia econômica,
planejamento, gerenciamento de obras,
precificação e custos de projetos e obras,
administração aplicada, legislação aplicada
à engenharia, administração financeira.

Atuou nas seguintes instituições: Centrais
Elétricas de Santa Catarina (CELESC) como
diretor financeiro e comercial. Centrais
Elétricas do Sul do Brasil (ELETROSUL)
como engenheiro da Usina Hidrelétrica de
Salto Santiago-PR e do Departamento de
Engenharia de Hidrelétricas. No Governo
do Estado de Santa Catarina como diretor
do Fundo de Desenvolvimento Rural da
Secretaria de Agricultura, como engenheiro
chefe do 5º Distrito do Departamento
Autônomo de Edificações da Secretaria
de Transportes e Obras do Estado e como
assessor para assuntos de energia junto à
Secretaria de Estado de Desenvolvimento
Econômico, Científico e Tecnológico. No
INCRA como presidente da Comissão
Estadual do Programa de Crédito Especial
para a Reforma Agrária - Procera.

Foi professor da FURB, UNIVALI e SENAI.

O objetivo desta obra é servir de ferramenta para: profissionais
da indústria da construção, especialmente aqueles que atuam
em processo fabril por encomenda; acadêmicos de engenharia
e arquitetura, para que tenham sucesso em suas atividades de
planejamento e controle como recurso didático; profissionais
que atuam na fiscalização de projetos, obras e liberação de
recursos; bem como para aqueles profissionais que discutem
metodologias capazes de mensurar o desempenho periódico de
obras ou de projetos.

O desenvolvimento de competências e de habilidades a partir
dos conhecimentos descritos nessa publicação possibilitará
aos acadêmicos dos cursos de engenharia e de arquitetura
formularem sistematizações sobre o processo lógico de
controle e de planejamento de empreendimentos. Tudo isso
levará a bom termo projetos de maior complexidade. O enfoque,
os exemplos e os exercícios apresentados estão voltados aos
interesses dessas áreas do conhecimento.

GESTÃO DO CONTROLE
E PLANEJAMENTO
DE EMPREENDIMENTOS

GESTÃO DO CONTROLE E PLANEJAMENTO
DE EMPREENDIMENTOS

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CEPED
Caixa de texto
CAPÍTULO 4nullESTRUTURA ANALÍTICA DE PROJETOnull

Avila & Jungles

Índice

Capitulo ASSUNTO Página

 PRÓLOGO 5
1 GESTÃO DE PROJETOS 9
2 O PLANEJAMENTO 31
3 O PLANO MESTRE 58
4 ESTRUTURA ANALÍTICA DE PROJETOS – EAP 80
5 DIAGRAMA DE BARRAS OU GANTT 95
6 A METODOLOGIA PERT-COM 116
7 PRIORIDADES DAS ATIVIDADES – ANÁLISE DE FOLGAS 164
8 PERT – PROBABILÍSTICO 176
9 PERT – CUSTO 189
10 A ALOCAÇÃO DE RECURSOS 212
11 LINHA DE BALANCEAMENTO 225
12 O CONTROLE GERENCIAL 248
13 ANÁLISE DE EVOLUÇÃO DE PROJETOS 280
 • CURVA S

• ÍNDICE DE DESEMPENHO
• ÍNDICE DE AVALIAÇÃO DE OBRAS
• VALOR DO TRABALHO REALIZADO

14 O Controle Contábil 327

15 Tempística e Gestão de Projetos 350

16 EXERCÍCIOS PROPOSTOS 367

 REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS 414

109Antonio Victorino Avila • Antônio Edésio Jungles

4
EStruturA AnAlítiCA do ProjEto

4.1 introdução

O procedimento de subdividir o todo em partes menores para que sejam realizadas análises que ampliem o entendimento de
um fenômeno ou de um projeto já foi proposto por René Descartes,
pensador francês do século XVII.

Descartes, em seu “Discurso do Método”, propôs diversas
regras a serem seguidas para o conhecimento e domínio lógico de
um assunto, inspirado no rigor matemático, e que denominou de
“longas cadeias de razão”2.

A primeira dessas regras foi denominada de regra da evidência,
qual seja, não admitir “nenhuma coisa como verdadeira se não for
evidentemente reconhecida como tal”.

Para tanto, deve-se evitar toda “precipitação” e todo “precon-
ceito” ao se analisar um assunto. Deve-se “ter por “verdadeiro” o que
for claro e distinto, isto é, o que “não se tem a menor oportunidade
de duvidar”. Assim sendo, a evidência é o que salta aos olhos, aquilo
do que não se pode duvidar.

A segunda é a regra da análise. Ela recomenda subdividir o
todo em partes possíveis de serem analisadas independentemente,
com vistas a reduzir o grau de dificuldade do projeto. Recomenda
“dividir cada uma das dificuldades encontradas na solução de um
problema em tantas parcelas quantas forem possíveis”.

A terceira é a regra da síntese, qual seja: “elaborar os pensa-
mentos de modo ordenado, começando pelos objetivos mais simples

2 Site: <www.mundodosfilosofos.com.br>. Acesso em 15.05.2009.

110 Gestão do Controle e Planejamento de Empreendimentos

e mais fáceis de conhecer e, aos poucos, ascender, como que por meio
de degraus, aos objetivos mais complexos”.

A última regra, a dos desmembramentos ou análise por partes,
recomenda proceder “os desmembramentos de modo tão complexo
a ponto de se estar certo de nada ter sido omitido”. Deste modo,
cada parte do assunto em análise poderia ser reconhecida, estudada
e controlada individualmente.

A metodologia atualmente adotada em processos de planeja-
mento segue a mesma lógica proposta por Descartes: a subdivisão
do projeto em tantas partes de modo a permitir um adequado en-
tendimento do processo de execução.

Recomenda-se, então:

 ) Efetuar o grupamento das atividades iguais em blocos afins;
 ) E, o ordenamento da sequência de início das atividades
segundo a lógica de execução.

Este procedimento contribui para melhorar o entendimento
das atividades a serem desenvolvidas, o domínio do processo e,
consequentemente, o seu controle.

A elaboração de qualquer processo de planejamento requer que
seja realizado um documento onde conste: o conjunto de atividades
ou tarefas a serem cumpridas, denominada de Estrutura Analítica
de Projeto - EAP; a duração de cada atividade; a correlação entre as
atividades; e, a definição dos níveis de controle desejados, documento
este denominado de programação.

Assim sendo o elenco de atividades a serem cumpridas, seja
na fase da engenharia do produto como na de processo devem ser
consubstanciadas numa EAP.

No caso da gestão ocorrer a nível político ou estratégico,
quando são elencadas as macro atividades do projeto, a EAP deve
ser iniciada na fase de previsão. Assim procedendo, já se começa a
definir nesta fase o programa a ser cumprido nas fases subsequentes,
fato que contribuirá para orientar e contribuir para o relacionamento
de todos os atores envolvidos.

111Antonio Victorino Avila • Antônio Edésio Jungles

4.2