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ATIVIDADE 1 
Formação sócio histórica do Brasil
Elabore um texto crítico a respeito do processo de formação e funcionamento colonial, imperial, até a proclamação da república.
O processo de colonização do Brasil e sua posterior organização interna está relacionado à expansão mercantil e ao capitalismo industrial. Essa relação resulta ao conhecimento da origem da concentração de renda do país, das diversas crises econômicas próprias do capitalismo brasileiro, as várias mudanças ocorridas na sociedade brasileira desde do período colonial e, como ao longo dos anos, as políticas públicas foram elaboradas. 
As constituições sócio histórica do Brasil destaca-se pelas algumas questões especificas como a formação do povo brasileiro, a administração colonial, as revoltas e rebeliões anticoloniais, as revoluções europeias e a independência do Brasil. A história do país é marcada por transformações econômicas e sociais que partiram das classes dominantes onde gerou mudanças revolucionárias impossibilitando alteração das relações de poder. Mas ainda hoje no Brasil se faz presente o uso do Estado como instrumento das classes dominantes.
A formação do povo brasileiro é o resultado da junção de três culturas diferentes, a gestação desse povo surgiu a partir do entrechoque dos invasores portugueses com índios, e negros africanos, explorados e aliciados como escravo, utilizados como mão de obra servil e escrava, numa relação de exploração e dominação de negros e índios. Por essa razão, a origem da formação sócio histórica do Brasil deve ser buscada, portanto, nas contribuições destes três povos: o índio, o português e o negro.
Muito antes da chegada dos europeus, o continente americano já era habitado por vários indígenas; em outras regiões da América, como nas áreas de florestas e no litoral do oceano Atlântico, e este foi o caso do território atual do Brasil, instalaram-se diferentes povos indígenas. Esses povos, apesar de não desenvolverem uma organização social urbanizada demonstraram uma grande e rica diversidade cultural e linguística. Destacaram-se os povos indígenas, Boimés, os Karapotós, os Aramurus, os Kaxagós, entre outros, esses povos mantinham formas próprias de organização social e cultural. 
Os povos indígenas que habitavam nosso território se caracterizavam pela diversidade e pluralidade cultural e étnica. Alguns desses povos, estranhando o comportamento dos portugueses e demais europeus que chegavam ao litoral brasileiro refugiaram-se pelo interior, outros foram catequizados pelos jesuítas, e uma grande parte resistiu aos portugueses. A estes restaram a escravidão e a guerra de conquista exercida pelos portugueses, o que resultou na morte de milhares de índios, um processo de imposição cultural de portugueses e religiosos.
A formação sócio histórica do Brasil contou também com uma grande significativa contribuição dos povos africanos, mulheres e homens, que foram arrancados do continente africano e comercializados como escravos, eram socialmente destituídos de suas raízes. Estes povos também são portadores de uma diversidade e pluralidade cultual e étnica. Povo este que conheceram e praticaram a escravidão antes mesmo da chegada dos portugueses, consequência de conflitos étnicos, a partir do momento em que os africanos passaram a manter contato com povos de outros continentes.
O Brasil sempre viveu a política do mudar para que nada mude a história do país que é marcada por transformações sociais que partiram das classes dominantes, buscando sempre a participação das massas: lutas pela terra, migrações internas, servidão e extermínio do indígena, movimento negro, liberdade sindical, protestos sociais dos trabalhadores emergentes da industrialização tardia, entre outras questões.
O Estado tendo como centro, o poder, a autoridade, é um dos agentes mais importante do controle social executando suas funções por meio da lei. As funções e a forma do Estado passam a ser reconhecido como tal quando se faz presente a conjugação de três elementos: o povo, o território a ordenação jurídica. Essa unilateralidade das funções do Estado, no caso do Brasil, aparece no período monárquico, tempo em o país era tido como um Estado Unitário descentralizado politicamente administrativo, por exemplo, na época das capitanias hereditárias , pois, no momento da execução de decisões já tomadas pelo Governo Central, no caso Portugal, os administradores da colônia lusitana passam a ter também certa autonomia política para decidir no caso a melhor atitude a ser empregada na execução daquele comando central.
O estado colonial foi produto da conquista militar dos portugueses, depois de dominado o território foi preciso ocupar de forma produtiva a terra, montado nela um sistema de produção cujos os lucros cobrissem os gastos da ocupação adotando no Brasil o sistema de capitanias hereditárias.
Diferente da historiografia mundial que é dividida em Pré-História, Idade Antiga, Idade Média, Idade Moderna e Idade Contemporânea, a história do Brasil é dividida em Colônia, Império e República.
O período colonial abrange do Descobrimento até a chegada da Família Real, período em que a colônia foi preparada para receber a monarquia e parte da nobreza portuguesa. O Brasil era um território habitado por indígenas, negros e alguns europeus, sua economia era voltada para a produção açucareira, visando a exportação. Nesse período colonial, o sistema de circulação de mercadorias envolveu países colonizadores europeus que exerciam monopólio comercial da compra e venda de mercadorias e serviços sobre os territórios colonizados.
Na passagem da colônia para o império o país manteve-se a ordem econômica mercantilista, latifundiária, baseada na monocultura, no trabalho escravo, voltado para o comércio internacional, só que agora comandada por uma elite nacional e não mais pela metrópole portuguesa.
O Brasil império foi marcado pelas revoltas em prol da independência e da abolição da escravatura; o fato é que o Brasil foi uma das últimas nações no mundo contemporâneo a abolir essa mancha social praticada contra cidadãos de origem e descendência negra.
Os objetivos gerais do Estado Imperial que se estendeu até 1889, podem ser determinadas pela consolidação da autoridade imperial sobre o território brasileiro; manutenção do regime escravista; preservação da paz interna e do reconhecimento internacional. As bases do Estado patrimonialista, herdada pelo colonialismo português que nesta época possuíam suas raízes mais aprofundadas, garantiam acumulo das fortunas privadas graças aos privilégios colhidos pela nobreza nativa criada por D. Pedro I e reafirmada por D. Pedro II; acabou colaborando com o descontentamento popular que defendia ideias republicanas, antiportugueses e federativas. Vê se aqui um conflito ideológico entre a classe dominante da época e os restantes das classes sociais, uma ideologia de classe. Esse descontentamento também se opunha ao interesse do governo, ora liberal, ora conservador, sempre defendendo os ideais da elite.
Esse tipo de governo gerou tumultos e manifestações de protesto, ocasionando a abdicação de Dom Pedro I em favor de seu filho D. Pedro II. O país mais uma vez sofre uma mudança conservadora já que não alterou a forma de governo que continuou monárquico, isto significa que a centralização do poder ficou em torno de Dom Pedro I. O reinado de Dom Pedro II foi marcado pelo fim do regime escravista, afastando a monarquia do poder, culminando pelo declínio do Império, quando em 1889 foi proclamada a República. Essa proclamação possibilitou o surgimento da Federação no Brasil e a forma republicana de governo. 
O período Republicano marcou o início do presidencialismo como forma de governo; nesse período o país enfrentou ditaduras; governos militares e a reconquista da democracia passando por sérias transformações no âmbito político e social decorrentes das guerras ideológicas e políticas. 
Assim a História e as transformações das formações econômicas e sociais do Brasil (primeiramente escravista e depois