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Apostila completa sobre o SUS

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O SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE
1) Legislação
2) A construção do SUS
3) Implantação do SUS. Aspectos legais.
4) A atenção básica 
5) Processo de trabalho da SF (Brasil, 2006) definição do território de atuação das UBS;
6) Acolhimento
7)Núcleo de Apoio à Saúde da Família-NASF 
8) Ações e Programas de Saúde, no Brasil 
1) LEGISLAÇÃO
1.1-CONSTITUIÇÃO FEDERAL DO BRASIL, DE 1988
 TÍTULO VIII – DA ÓRDEM SOCIAL; CAPÍTULO II – SEÇÃO II, DA SAÚDE 
Artigos 196; 197; 198 (Parágrafo único – EC 29); 200.
Seção II
DA SAÚDE
 Art. 196. A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação. 
Art. 197. [...] 
Art. 198. As ações e serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada e hierarquizada e constituem um sistema único, organizado de acordo com as seguintes diretrizes: 
I - descentralização, com direção única em cada esfera de governo;
II - atendimento integral, com prioridade para as atividades preventivas, sem prejuízo dos serviços assistenciais;
III - participação da comunidade. [...]
Art. 199. A assistência à saúde é livre à iniciativa privada. [...]
Art. 200. [...] 
1.2-LEI 8080, de 19/09/1990.
Dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras providências. 
Vigora em todo o território nacional, para qualquer ação ou serviço de saúde realizado por pessoas ou empresas.
Estabelece direito à saúde garantido pelo Estado, bem como de políticas de saúde com acesso universal e igualitário.
 O cuidado em saúde é também dever das pessoas, famílias, empresas e sociedade.
O SUS compreende ações e serviços de saúde de instituições públicas federais, estaduais e municipais, da administração direta e indireta e fundações mantidas pelo poder público.
Estabelece que é de competência do SUS atuar na execução de ações de vigilância sanitária, epidemiológica, farmacêutica, de saúde do trabalhador e de assistência terapêutica integral, inclusive farmacêutica; a organização de políticas e ações de saneamento básico; sangue e hemoderivados; recursos humanos na saúde; vigilância nutricional; proteção ao meio ambiente; medicamentos de insumos de interesse; de fiscalização (alimentos, produtos, transporte, guarda); desenvolvimento científico e tecnológico.
Determina os princípios, organização, hierarquização, direção, do SUS, e a criação de comissões intersetoriais.
1.3-LEI 8142, DE 28/12/1990
Dispõe sobre a participação da comunidade na gestão do Sistema Único de Saúde (SUS} e sobre as transferências intergovernamentais de recursos financeiros na área da saúde e dá outras providências.
Participação da comunidade: 
Conferências de Saúde e no Conselho de Saúde.
Transferências de recursos financeiros: 
Transferência do Fundo Nacional de Saúde - FNS.
 1.4-PORTARIA Nº 648/GM,28/03/2006.
Aprova a Política Nacional de Atenção Básica, estabelecendo a revisão de diretrizes e normas para a organização da Atenção Básica para o Programa Saúde da Família (PSF) e o ProgramaAgentes Comunitários de Saúde (PACS). 
1.5-Portaria nº 649/GM, 28/03/2006.
Define valores de financiamento para o ano de 2006, com vistas à estruturação de Unidades Básicas de Saúde para as equipes Saúde da Família, como parte da Política Nacional de Atenção Básica. 
1.6-Portaria nº 650/GM, 28/03/2006.
Define valores de financiamento do PAB fixo e variável mediante a revisão de diretrizes e normas para a organização da Atenção Básica, para a estratégia de Saúde da Família e para o Programa de Agentes Comunitários de Saúde, instituídos pela Política Nacional de Atenção Básica. 
1.7-Portaria nº 822/GM, 17/04/2006
Altera critérios para definição de modalidades das ESF dispostos na Política Nacional de Atenção Básica. 
1.8-Portaria nº 2.133/GM, 11/09/2006.
Define o valor mínimo da parte fixa do Piso de Atenção Básica - PAB, para efeito do cálculo do montante de recursos a ser transferido do Fundo Nacional de Saúde aos municípios e ao Distrito Federal, e divulga os valores anuais/mensais da parte fixa do PAB, por município e Distrito Federal. 
1.9-Portaria nº 1.624/GM, 10/07/2007.
Regulamenta, para o ano de 2007, a transferência dos incentivos financeiros referentes à Compensação de Especificidades Regionais - CER, componente da parte variável do Piso da Atenção Básica.
2) A CONSTRUÇÃO DO SUS
A “Reforma Sanitária” brasileira propunha, de forma democrática, viabilizar mudanças na área da saúde, cujo movimento começou no final de 1960 e início de 1970, tendo sido estruturado nas universidades, sindicatos e em algumas regiões. 
Retomada e consolidada em 1986, durante a 8ª Conferência Nacional de conseguiu garantir na Constituição Federal, de 1988, a saúde como direito do cidadão e dever do Estado, abrindo caminho para a construção do SUS, pela Lei 8080, de 19/09/1990 e Lei 8142, de 28/12/1990.
.. Anteriormente a 1988, o sistema público de saúde cobria somente quem tivesse carteira assinada, deixando os demais para caridade e filantropia. Era centralizado na federação, prestava basicamente assistência médico-hospitalar, pelo Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social. Concebia a saúde como a ausência de doença e , em média, 30 milhões de pessoas tinham acesso aos serviços hospitalares.
Atualmente existe o SUS que presta serviços integrais à saúde como direito. É descentralizado, municipalizado, contando com aproximadamente 77 mil conselheiros de saúde. Pratica a promoção, proteção, recuperação e reabilitação, entendo a saúde como qualidade de vida. Pelo menos 140 milhões de pessoas tem no SUS a única forma de acesso à saúde. Apresenta o “Conceito ampliado de saúde”
As ações e os serviços públicos e privados contratados ou conveniados de saúde obedecem ao disposto no artigo 198 da Constituição Federal. Tem um núcleo comum (único) com seus princípios doutrinários e princípios organizacionais que seguem:
2.1 - PRINCÍPIOS DOUTRINÁRIOS:
Universalidade: garantia de a atenção à saúde e direito de acesso universal aos serviços de saúde.
 Integralidade: Reconhece que cada pessoa é um ser indivisível e integrante de uma determinada comunidade, não podendo haver compartimentação da atenção à saúde. Pressupões ações intersetoriais 
Equidade: garantir que todos tenham igualmente acesso à saúde no diferentes níveis de complexidade. Visa diminuir a desigualdade.
2.2 - PRINCÍPIOS ORGANIZACIONAIS:
Descentralização político-administrativa com direção única em cada esfera do governo. Redistribuição de poder e responsabilidade sobre as ações de saúde entre os níveis de governo, cabendo aos municípios as ações promotoras de saúde (maior proximidade do fato+resolutividade/municipalização da saúde)
Orientação dos recursos de origem financeira, tecnológica, materiais e humanos da União, Estados, Distrito Federal e Municípios na assistência à saúde da população.
Participação da comunidade: por meio de entidades representativas, na formulação, avaliação, execução das políticas de saúde (nível federal ao local), por meio dos Conselho de Saúde, de composição paritária e nas Conferências de Saúde, que ocorrem nas três esferas do governo.
Regionalização e hierarquização: níveis de complexidade tecnológica crescente, em área geográfica delimitada e com população definida. Permite maior conhecimento da população da área delimitada. Favorece ações de atenção ambulatorial e hospitalar em todos os níveis de complexidade, partindo da intermediação do nível primário
Resolubilidade: capacidade de resolver os problemas individuais ou coletivos ou encaminhamento a outro nível de complexidade quando não for capaz de resolver. O nível primário (UBS) devem resolver 80% dos problemas que absorvem. O nível secundário (Centros de Especialidades) devem resolver 15%. O nível terciário, 5% (Hospitais de referencia)
Complementariedade