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Trabalho sistema terra

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A origem da Terra
A teoria mais aceita entre os cientistas afirma que a Terra se formou a partir do Big Bang, que foi uma grande explosão de energia. A formação do planeta Terra teria ocorrido logo após o início da formação do Sistema Solar. Sendo este originado há 4,5 bilhões de anos a partir de uma nuvem de gás e poeira cósmica que girava ao redor de si mesma. Sob a ação de seu próprio peso, essa nuvem se achatou, transformando-se num disco, em cujo centro formou-se o sol. 
Apesar da composição dos planetas internos serem similar, os planetas mais externos do sistema solar são em sua maioria constituídos por elementos voláteis que se condensaram, e, portanto, estes planetas têm baixa densidade. A diferenciação química no sistema solar ocorreu devido aos diferentes pontos de congelamento dos elementos e componentes presentes.
A partir deste processo houve a formação das camadas da Terra: Litosfera, astenosfera, mesosfera e núcleo. Com os materiais mais densos formando o núcleo, o manto e a crosta terrestre. A parte externa da Terra é chamada de litosfera, sendo esta rígida e móvel. Essa camada foi constituída a partir da consolidação do material incandescente, e é formada basicamente por rochas. Abaixo dela, a astenosfera que pela baixa rigidez pode ser considerada um fluido viscoso ou sólido elástico relacionando-se a quantidade de tempo, como para passagem de ondas sísmicas.
Quando os planetas nos seus estágios iniciais são aquecidos, eles sofrem uma diferenciação química. Neste processo que consiste na separação de componentes de alguma mistura, elementos refratários densos precipitam para o centro, deixando para trás materiais menos denso nas regiões mais externas do planeta.
Figura 1: As camadas da Terra e suas descontinuidades.
A crosta terrestre é a primeira das camadas da Terra, sendo também a menor e mais “fina” entre elas. Essa camada é subdividida em crosta superior e crosta inferior. A primeira é composta predominantemente por silício e alumínio, e abriga todas as formas de relevo. Já a segunda é composta por silício e magnésio e pode ser melhor visualizada em regiões oceânicas. Significantes quantidades de ferro, cálcio, sódio e potássio, magnésio também devem ser considerados.
O manto terrestre é a mais extensa das camadas da Terra, ocupando cerca de 80% do volume total do planeta. Sua composição é de silicatos de ferro e de magnésio, e as rochas encontram-se em forma de material pastoso chamado de magma, por causa do calor advindo do interior da Terra, com temperaturas médias de 2.000ºC. O manto superior é mais pastoso que o inferior e está em movimentação.
O núcleo terrestre fica abaixo do manto, é o mais quente das camadas da Terra e também é dividido em exterior e interior. Sua composição predominante é de níquel e ferro. O núcleo externo encontra-se no estado líquido, enquanto o núcleo interno encontra-se no estado sólido, por causa da extrema pressão aplicada sobre ele. Em razão de o núcleo interno ser maciço cercada por uma esfera líquida, seu movimento de rotação é mais rápido do que o da Terra, o que ajuda a explicar as origens e os efeitos do magnetismo do nosso planeta.
Todas as informações que se sabe sobre a estrutura interna da Terra devem-se ao estudo das propagações sísmicas que ocorrem nas camadas inferiores e que são captadas por um aparelho chamado de sismógrafo, o mesmo que mede a intensidade dos terremotos. A precisão do aparelho é muito alta e torna-se cada vez melhor à medida que se sucedem os avanços tecnológicos, oferecendo-nos dados mais precisos sobre como funciona o mundo abaixo dos nossos pés.
Figura 2: Aparelho sismógrafo.
Formação dos continentes
De acordo com a teoria da Deriva dos Continentes, há milhões de anos atrás havia um só bloco continental: a Pangeia. Os cientistas acreditam que esta tenha se formado devido às erupções vulcânicas no fundo do oceano, na época um único chamado Pantalassa, com o resfriamento da lava e com o movimento ascendente de zonas de divergência. Segundo a teoria de Alfred Lothar Wegener, o grande continente foi se dividindo lentamente até formar os continentes como conhecemos hoje.
A teoria se baseia em fósseis (animais e vegetais) encontrados em continentes distantes um do outro. Outra observação se deu aos formatos dos continentes, que observando seus litorais têm a forma perfeita para se encaixar. Sendo assim, a teoria da Deriva dos Continentes é a mais aceita devido também ao avanço das pesquisas acerca dos mecanismos que fazem os continentes se mover.
Por fim, a Pangéia teria se dividido em dois grandes continentes por volta de 300 milhões de anos atrás: a Laurásia, que deu origem à América do Norte e Eurásia (que era formada pelos continentes Europeu e Asiático); e Gondwana, que era formada pelos atuais continentes da América do Sul, África, Índia, Austrália (na Oceania) e as ilhas do Pacífico Sul. Destes dois grandes continentes, surgiram os continentes atuais.
Ao mar que se formou entre esses dois continentes deu-se o nome de Tetis. No período mesozoico que sucedeu a era paleozoica final surgem a formação do atlântico. Em meados da era terciária o mar mediterrâneo começa a se estreitar e assim, vão se alocando através dos continentes “formados”. 
A tectônica das placas
Segundo a teoria da Deriva Continental, a crosta terrestre é uma camada rochosa descontínua, que apresenta vários fragmentos (devido a pressão interna da Terra ser maior do que a externa) denominadas placas tectônicas. Estas encontram-se apoiadas sobre o manto, e, assim sendo encontram-se em constante movimentação, interagindo entre si, podendo se afastar ou se aproximar uma das outras. Acaba por inferir em atividades sísmicas e vulcânicas ao redor do mundo.
As instabilidades das placas são devidas aos riftes, devido as correntes de convecção que ocorrem na astenosfera: tais correntes são causadas pelo movimento ascendente dos materiais mais quentes do manto (magma) em direção à superfície da Terra, que, ao chegar à base, tende a se movimentar lateralmente e perder calor por causa da resistência desta e depois descer novamente dando lugar à mais material aquecido.
As placas aos se deslocarem uma em relação à outra, podem dar origem a três tipos de movimento: convergente, divergente e transformante. Cada movimento associa-se a características específicas. Com interações mecânicas diferentes, dando origem a formações diferentes. Sendo estes movimentos, comprovados através de pesquisas realizadas com satélites artificiais.
No movimento convergente de placas, as mesmas se aproximam sendo pressionadas umas contra as outras, e a placa mais densa mergulha para baixo da menos densa. Encontram-se dois tipos de placas (continental e oceânica) e as formações variam de acordo com as interações. Uma colisão entre duas placas continentais é um constante esmagamento de suas rochas, provocando o surgimento de cadeias de montanhas. Estas regiões, também denominadas zonas de obducção, são suscetíveis a terremotos de larga escala devida a característica quebradiça das rochas.
Figura 3: Convergência de placas continental-continental.
 Já quando o choque ocorre entre uma placa oceânica e uma placa continental, há o mergulho da primeira, que é mais densa, sob a segunda. A consequência direta disto é a deformação da placa continental, causando um enrugamento que, somado com a grande atividade vulcânica, acaba criando grandes cordilheiras. Estas regiões formadas também são denominadas zonas de subducção.
Figura 4: Convergência de placas continental-oceânica.
E por fim, o choque entre duas placas oceânicas, como o próprio nome já diz, acontece no oceano. Uma das placas mergulha sobre a outra empurrando a menos densa diretamente para o magma, onde terá seu material fundido. Neste processo, há a criação de uma grande depressão no fundo dos oceanos: as fossas marítimas. Zonas de subducçao é como são denominadas as regiões onde ocorre esses choques. 
Figura 5: Convergência de placas oceânicas-oceânicas.
Em contrapartida, no