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PAPER motivação EDUANA certo

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A MOTIVAÇÃO NA APRENDIZAGEM DO ALUNO
Acadêmica: Eduana Bagli Moraes
Professor-Tutor Externo
Centro Universitário Leonardo da Vinci - UNIASSELVI
Curso Ciências – Prática do Módulo II
21/06/2014
RESUMO: Esse trabalho tem como objetivo refletir sobre a influência da motivação no processo ensino-aprendizagem. Verifica-se que o ensino só tem sentido quando implica na aprendizagem e que não há aprendizagem sem motivação, assim um aluno está motivado quando sente necessidade de aprender o que está sendo ensinado. Para isso o professor deve utilizar as estratégias que permitam ao aluno integrar conhecimentos novos, utilizando para métodos adequados e um currículo bem estruturado, não se esquecendo do papel fundamental que a motivação apresenta neste processo.
Palavras chaves: Motivação; Aprendizagem; Aluno.
1 INTRODUÇÃO
Nos dias atuais, um dos maiores desafios da educação é prender a atenção dos alunos para os conteúdos escolares. Diante disso estudos e teorias buscam explicar o processo de desenvolvimento da escola, principalmente, a questão da motivação e estimulação para manter o interesse dos alunos pelo ensino.
Guimarães (2004) destaca que várias pesquisas científicas relacionadas à interação entre professor e aluno, evidenciam a importância de se promover, na sala de aula, um ambiente que favoreça o estabelecimento de vínculos seguros. Isso só ocorrerá a partir do interesse, disposição e intencionalidade do professor na preocupação das necessidades e perspectivas dos seus alunos, pois só assim ele se mostra envolvido com os trabalhos escolares, participando das tarefas com entusiasmo e pronto para novos desafios.
Se não há aprendizagem sem motivação, a escola deve ser um espaço que motive e não se ocupe apenas em transmitir conteúdos, para que isso ocorra, o professor precisa propor atividades que os alunos tenham condições de realizar e que despertem a curiosidade deles e os faça avançar. É necessário levá-los a enfrentar desafios, a fazer perguntas e procurar respostas. Assim esse estudo tem por objetivo, discutir o tema motivação do aluno ligado à aprendizagem no ambiente escolar.
2 DESENVOLVIMENTO
Sabemos que o ensino só tem sentido quando interfere na aprendizagem, por isso é necessário conhecer como o professor ensina e entender como o aluno aprende (Paiva, 2008), só assim o processo educativo terá resultado e o aluno conseguirá aprender. Sendo assim, o desafio que se estabelece para os educadores é despertar motivos para a aprendizagem, tornar as aulas interessantes para os adolescentes, trabalhar com conteúdos relevantes para que possam ser compartilhados em outras experiências além da escola e tornar a sala de aula um ambiente altamente estimulante para a aprendizagem. Segundo Vygotsky:
(...) o aprendizado desperta vários processos internos de desenvolvimento, que são capazes de operar somente quando a criança interage com pessoas em seu ambiente e quando em cooperação com seus companheiros. Uma vez internalizados esses processos tornam-se parte das aquisições do desenvolvimento independente das crianças (Vygotsky, 1984, p. 101).
Logo, o professor necessita fazer com que aprender seja uma aventura prazerosa. Isto é, fazer com que o aluno queira aprender porque é divertido ou porque o lúdico também faz parte do processo de ensino aprendizagem. Segundo Schwartz (2002), a criança é pronta para qualquer prática, principalmente a lúdica, onde revela a importância dessas atividades para a sua formação e seu desenvolvimento, de tal modo, beneficia a procura pela conservação de tais atividades. Santos (2008, p.73), apresenta as sete atitudes recomendadas nos ambientes de aula: 
1. Dar sentido ao conteúdo: toda aprendizagem parte de um significado contextual e emocional. 
2. Especificar: após contextualizar o educando precisa ser levado a perceber as características específicas do que está sendo estudado. 
3. Compreender: é quando se dá a construção do conceito, que garante a possibilidade de utilização do conhecimento em diversos contextos. 
4. Definir: significa esclarecer um conceito. O aluno deve definir com suas palavras, de forma que o conceito lhe seja claro. 
5. Argumentar: após definir, o aluno precisa relacionar logicamente vários conceitos e isso ocorre por meio do texto falado, escrito, verbal e não verbal. 
6. Discutir: nesse passo, o aluno deve formular uma cadeia de raciocínio pela argumentação. 
7. Levar para a vida: o sétimo e último passo da (re) construção do conhecimento é a transformação. O fim último da aprendizagem significativa é a intervenção na realidade. Sem esse propósito, qualquer aprendizagem é inócua. (SANTOS, 2008, p. 73-74). 
Sendo assim, é necessário que o professor use estratégias que possibilitem ao aluno integrar novos conhecimentos, usando métodos ajustados às suas necessidades e um currículo bem estruturado, valorizando o importante papel que a motivação representa para este processo. Lembrando que ensinar está relacionado com a comunicação, as técnicas de incentivo que buscam as causas para o aluno se tornar motivado garantem uma aula mais produtiva por parte do professor. Oliveros (2003) entende motivação como:
[...] o conjunto dos meus motivos, quer dizer, de tudo aquilo que, a partir do meu interior, me move a fazer (e a pensar e a decidir). Pode expressar, também, a ajuda que me presta outra pessoa para reconhecer os meus motivos dominantes, a ter outros mais elevados, a retificar motivos torcidos (não retos ou corretos), a ordená-los ou hierarquizá-los (OLIVEROS, 2003, p. 59).
De acordo com Demo (2006), hoje se convive com alunos mais agitados e preparados para a aprendizagem e para que o professor deixe de ser um mero repassador de conhecimento, ele deve buscar aprender mais e aproveitar as melhores habilidades de cada aluno e, dessa forma, todos acabariam aprendendo, alunos e professores. Segundo Bzuneck (2004), a motivação representa vários fatores, sendo entendida como um processo que leva, instiga ou provoca uma escolha, começando um comportamento que está direcionado a um objeto.
De modo geral o objetivo da motivação é melhorar a atenção e a concentração, nessa perspectiva pode-se dizer que a motivação é a força que move o sujeito a realizar atividades. Ao sentir-se motivado o individuo tem vontade de fazer alguma coisa e se torna capaz de manter o esforço necessário durante o tempo necessário para atingir o objetivo proposto. 
Bock (1999, p. 121) afirma que a preocupação do ensino é fazer com que o aluno goste de aprender. Diante desse contexto percebe-se que a motivação deve ser considerada pelos professores de forma cuidadosa, procurando mobilizar as capacidades e potencialidades dos alunos. Logo, torna-se tarefa primordial do professor identificar e aproveitar aquilo que atrai a criança, aquilo do que ela gosta, como modo de privilegiar seus interesses. 
Entendemos que o ato de ensinar envolve sempre uma compreensão bem mais abrangente do que o espaço restrito do professor na sala de aula e as atividades desenvolvidas pelos alunos. Na verdade tanto o professor quanto o aluno e a escola encontram-se em contextos mais globais que interferem no processo educativo e precisam ser levados em consideração na elaboração e execução do ensino, pois o ensino não existe por si mesmo, mas na relação com a aprendizagem. 
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Concluímos que a relação entre ensino e aprendizagem não é mecânica, não é uma simples transmissão do professor que ensina para o aluno que aprende. Ao contrário, é uma relação recíproca na qual se destacam o papel dirigente do professor e a atividade dos alunos. Para que haja um aprendizado eficiente, o ensino deve estimular, dirigir, incentivar e impulsionar o processo de aprendizagem dos alunos.
Assim o professor apoiado pela equipe pedagógica da escola, deve criar condições em sala de aula para que os alunos aprendam, para isso, deverá motivá-los utilizando de todas as técnicas de motivação que estiver ao seu alcance, e preferivelmente
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