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protocolo tratamento feridas (PBH)

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Belo Horizonte
2011
PROTOCOLO 
DE PREVENÇÃO 
E TRATAMENTO 
DE FERIDAS
PREFEITURA MUNICIPAL DE BELO HORIZONTE
Junho de 2011
PREFEITO
Marcio Lacerda
SECRETÁRIO MUNICIPAL DE SAÚDE
Marcelo Gouvêa Teixeira
SECRETÁRIA ADJUNTA MUNICIPAL DE SAÚDE
Susana Maria Moreira Rates 
SECRETÁRIO ADJUNTO MUNICIPAL DE SAÚDE
Fabiano Pimenta Júnior
GERÊNCIA DE ASSISTÊNCIA
Maria Luísa Fernandes Tostes
COORDENAÇÃO DE ATENÇÃO AO ADULTO E AO IDOSO
Rubia Mácia Xavier de Lima
COORDENAÇÃO DE PREVENÇÃO E TRATAMENTO DE FERIDAS 
Fábio Luís Pereira
COMISSÃO ELABORADORA - 2003 
Adriana Ferreira Pereira – Coordenadora da Assistência aos Portadores de Feridas 
Ana Paula Aparecida Coelho Lorenzato 
Elizabeth Rosa 
Kelly Viviane da Silva 
Sônia Márcia Campolina 
Soraya Almeida de Carvalho 
Assessoria Técnica 
Eline Lima Borges – Escola de Enfermagem da UFMG 
Colaboradores 
Silma Maria Cunha Pereira – Hospital Felício Rocho 
Sandra Lyon – Hospital Eduardo de Menezes 
Júnia Maria Oliveira Cordeiro 
Paulo de Tarso Silveira Fonseca 
Apoio 
Assessoria Jurídica 
Gerência de Compras e Licitações 
Gerência Administrativa 
Almoxarifado Central 
Laboratório de Manipulação 
REVISÃO – 2006 
Adriana Ferreira Pereira – Coordenadora da Assistência aos Portadores de Feridas 
Adriana Gollner Bayão 
Alessandra Santos Costa Miranda 
Elizabeth Rosa 
Kelly Viviane da Silva 
Soraya Almeida de Carvalho
Colaboradores
Adriana Pinheiro Guerra 
Tatiane Caetano 
REVISÃO 2010 
Fábio Luís Pereira – Coordenador de Prevenção e Tratamento de Feridas 
Adriana Ferreira Pereira 
Ana Maria Otoni de Assis 
Edlene de Souza Rocha 
Elizabeth G. Rosa 
Fabiana Belisário dos Santos 
Kelly Viviane da Silva 
Soraya Almeida de Carvalho 
Colaboradores
Izabela Maira Sena 
Janete Coimbra 
Taciana Velloso
Apresentação
A Secretaria Municipal de Saúde – SMSA de Belo Horizonte, ao longo do seu processo de orga-
nização, produção, oferta de serviços e ações de saúde, busca consolidar o Sistema Único de Saúde 
- SUS. Para isso, conta com o trabalho compartilhado de milhares de trabalhadores de diversas cate-
gorias profissionais e com o apoio da população que vivencia, dia a dia, os avanços conquistados a 
partir da construção e escrita compartilhada de cada página desta história.
Durante a evolução do SUS-BH, a assistência prestada aos usuários com feridas passou por diver-
sos processos de melhorias. Um dos marcos deste processo foi a criação da Comissão de Curativos 
em 1998, composta por enfermeiros da rede assistencial da SMSA. Em 2002, foi publicado o Manual 
de Tratamento de Feridas e adotado o uso de coberturas especiais no tratamento. 
Com a utilização deste manual e das coberturas pelos profissionais da rede básica, evidenciou-se 
a necessidade de aprimorar a abordagem ao paciente, indicação de tratamento e a sistematização 
da assistência prestada. 
Diante destas demandas, um novo enfoque foi dado ao tratamento aos usuários. A Comissão de 
Curativos, com a colaboração de diversos profissionais da rede, elaborou em 2003 o “Protocolo de 
Assistência aos Portadores de Ferida”, que passou por uma revisão em 2006. Perante a evolução do 
conhecimento cientifico e as inovações tecnológicas em relação ao tratamento de feridas, uma nova 
versão do protocolo foi elaborada.
Atualmente a assistência com o uso de coberturas especiais é disponibilizada em todos os Cen-
tros de Saúde, Programa de Atendimento Domiciliar, Ambulatório do Pé Diabético, entre outros. 
Tendo aproximadamente 2000 pessoas cadastradas em tratamento, sendo 14.000 atendimentos 
por mês e 170.000 por ano.
Este protocolo visa instrumentalizar as ações dos profissionais e sistematizar a assistência pres-
tada, além de fornecer subsídios para sua implementação, bem como suas opções éticas para or-
ganização do trabalho em saúde com escolhas tecnológicas úteis, apropriadas e disponíveis para o 
processo de enfrentamento dos problemas relativos ao tratamento de feridas.
 Todos os profissionais devem incorporar o papel de cuidador em sua função, estarem informa-
dos quanto aos recursos e serviços disponíveis, conhecerem as normas, rotinas e fluxos de encami-
nhamentos durante a assistência às pessoas com feridas, não se esquecendo das ações de preven-
ção preconizadas. Assim, estarão contribuindo para a otimização dos recursos disponíveis na rede 
assistencial, fazendo com que sejam utilizados da forma mais universal e equânime possível. 
Este protocolo resulta do esforço de profissionais da Rede e aborda especificamente a atenção 
aos pacientes com feridas ou com risco para seu desenvolvimento, ficando sujeito a avaliações 
periódicas e reformulações necessárias à adequação aos avanços tecnológicos, científicos e à política 
de saúde vigente na Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte.
1. Operacionalização ......................................................................................................12
 1.1. Inserção ..........................................................................................................12
 1.1.1 Público alvo ...................................................................................................12
 1.1.2 Critérios ........................................................................................................12
 1.1.3 Capacidade operacional .................................................................................12
 1.2. Acompanhamento ............................................................................................12
 1.3.Critérios de Desligamento .................................................................................12
2. Atribuições ................................................................................................................13
 2.1. Equipe de Saúde da Família .............................................................................13
 2.2. Agente Comunitário de Saúde ..........................................................................13
 2.3. Auxiliar/Técnico de Enfermagem ...................................................................... 14
 2.4. Enfermeiro ......................................................................................................14
 2.5. Médico ............................................................................................................14
 2.6. Núcleo de Apoio às Equipes de Saúde da Família – NASF .................................. 15
 2.7. Programa de Atenção Domiciliar – PAD ............................................................. 15
 2.7.1 Estratégias de trabalho do PAD na SMSA/ BH .................................................. 15
 2.7.2 Grupos prioritários para admissão .................................................................. 16
 2.7.3. Critérios de exclusão/não admissão ............................................................... 16
 2.7.4. Fluxo de atendimento do PAD ........................................................................16
3. Atendimento na Unidade Básica ..................................................................................16
 3.1. Fluxo do Atendimento ......................................................................................17
 3.2. Fluxo para Aquisição de Coberturas, Soluções, Cremes e Pasta ......................... 18
 3.3. Encaminhamentos ............................................................................................19
 3.3.1 Critérios e Fluxo de encaminhamento para o Ambulatório do Pé Diabético – APD .............19
 3.3.2 Critérios e fluxo de encaminhamento para o Centro de Referência e 
 Treinamento em Leishmaniose ................................................................................20
 3.4 Consulta de Enfermagem ..................................................................................21
 3.4.1. Primeira consulta ..........................................................................................21