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Preparação Física Geral

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encontro às características de cada modalidade esportiva 
ou de cada atividade física que se pretende desenvolver, sendo 
que por exemplo, para a população em geral, não atleta, o de-
senvolvimento da capacidade física velocidade pode ser irrele-
vante, quando se busca um treinamento voltado ao cotidiano e 
à saúde, por outro lado, notamos que dependendo da especi-
ficidade da modalidade esportiva que se pratica, ou para qual 
modalidade esportiva realizar para o treinamento, focando o 
desempenho a importância do treino de velocidade ganha im-
portância consideravelmente, dentro de requerimentos especí-
ficos exigidos por cada modalidade, tornando a velocidade uma 
capacidade física complexa.
Weineck (2003, p. 379) define que: "A velocidade de joga-
dores é uma capacidade complexa composta de diferentes capa-
cidades psicofísicas secundárias", como:
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• A capacidade de percepção de situações relacionadas 
ao jogo e as alterações que acontecem em menor espa-
ço tempo possível, também entendida como velocida-
de de percepção.
• A capacidade de antecipação das ações e comporta-
mentos do adversário durante o desenvolvimento do 
jogo no menor tempo possível, podendo ser entendido 
como velocidade de antecipação.
• A capacidade de realizar ações rápidas e específicas 
com a bola diante de um adversário em curto espaço de 
tempo, também chamada de velocidade de ação. 
A velocidade de ação está relacionada com a forma em 
que se deve aplicar esta capacidade física em cada modalidade 
esportiva, levando se em consideração fatores espaciais, tempo-
rais, separando-se do aspecto puramente motor, ou seja, saber 
em que momento, por qual espaço, com que intensidade deve 
empregar a velocidade, estando a velocidade de ação ligada a 
outros fatores como a percepção, a velocidade de decisão por 
exemplo.
• A capacidade de tomada de decisão, no menor tempo 
que for possível, quanto as atitudes potenciais necessá-
rias também podendo ser descrita como velocidade de 
decisão. 
• A capacidade de reação a uma situação ou jogada re-
pentina e imprevista no decorrer do jogo, sendo esta a 
velocidade de reação ou tempo de reação, a velocidade 
de reação, pode ser definida como a "velocidade com a 
qual um atleta é capaz de responder a um estímulo com 
uma ação adequada" (TuBINO, 2003, p. 185), sendo 
uma qualidade física indispensável para atletas de ve-
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locidade de todas as categorias, destacamos as modali-
dades do atletismo, da natação, no futebol os goleiros, 
lutadores, jogadores de vôlei, esgrimistas entre outros.
 Para Weineck (2003), a velocidade de reação pode ser di-
vidida em reações simples, como a largada em uma corrida de 
velocidade e reações complexas como as diferentes reações que 
o atleta deve ter durante um jogo, onde será necessário que a 
velocidade de reação se adeque a diferentes e diversas situações 
que ocorrerem.
Tubino (2003) indica como melhor forma de treinamento 
para a melhoria da velocidade de reação a utilização de grande 
número de repetições de exercícios de "estímulo-resposta rápi-
da" provocando automatismo nos gestos que exigem velocidade 
de reação aos aguilhoamentos, esta velocidade poderá ser men-
surada por testes eletrônicos que irão registrar o tempo que a 
pessoa leva para responder com uma específica ação desejada a 
um determinado impulso visual ou auditivo.
• Continuando temos ainda a capacidade de realizar mo-
vimentos cíclicos e acíclicos sem em ritmo acelerado, 
podendo-se entender esta qualidade como velocidade 
de movimento cíclico e acíclico. 
A velocidade de movimento cíclica consiste em uma se-
quencia de ações motoras, repetidas de forma rítmica, indepen-
dentemente do fato de se tratar de movimentos das extremida-
des superiores ou inferiores, assim como do tronco, sendo que a 
frequência que o movimento é realizado, depende da velocidade 
de cada segmento (WEINECK, 2005).
Já na velocidade de movimento acíclica as ações ocorrerão 
de maneira síncrona entre os segmentos, porém não repetida, as 
ações começam de uma maneira e terminam de outra, podemos 
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exemplificar a velocidade acíclica durante um lançamento, um 
arremesso, durante um salto, um mesmo em um chute onde a 
eficiência da velocidade está correlacionada a somatória de di-
versos gestos integrados para culminar em uma ação sem suces-
sivas repetições.
• A capacidade de ajustar de maneira rápida às possibi-
lidades cognitivas, técnico-táticas e condicionais é co-
nhecida como velocidade de ajuste.
• A capacidade em que há um deslocamento espaço-
-temporal é definido como velocidade de movimento 
ou velocidade de deslocamento, podemos entender 
esta velocidade como a representação espacial máxima 
das capacidades locomotoras das extremidades de des-
locamento de um ponto até outro.
Dentro das modalidades esportivas a velocidade de deslo-
camento está representada de forma específica em cada modali-
dade nas provas de velocidade, geralmente mensuradas em um 
espaço de tempo por cronometragem. 
• A capacidade de movimentação de braços e pernas é 
definida como velocidade segmentar ou velocidade 
dos membros, que de maneira bem simples está rela-
cionada com a velocidade de movimentação de braços 
e pernas da maneira mais incisiva possível no menor 
tempo com a maior intensidade possível. 
A velocidade dos membros é essencial em nadadores, cor-
redores, ciclistas de velocidade, em lutadores, esgrimistas entre 
outras modalidades em que a ação rápida e eficiente dos mem-
bros no menor tempo possível é preponderante.
 A velocidade segmentar (ou velocidade dos membros) 
nem sempre está relacionada a velocidade de deslocamento, um 
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exemplo disso é que um corredor pode apresentar uma frequên-
cia de passadas com boa velocidade dos membros e não possuir 
uma boa velocidade de deslocamento.
Shiffer (1993 apud WEINECK, 2003, p. 379) define a ve-
locidade diferenciando em formas de velocidade “puras” e 
“complexas”.
São identificadas como formas de velocidade "puras":
• Velocidade de reação ou a capacidade de reação a um 
estímulo em um reduzido espaço de tempo.
• Velocidade de ação ou a capacidade de realizar movi-
mentos únicos, acíclicos na maior velocidade contra pe-
quenas resistências.
• Velocidade de frequência ou a capacidade de realizar 
movimentos cíclicos, ou movimentos iguais e repetidos 
com velocidade máxima contra pequenas resistências.
Já como formas "complexas" de velocidade temos:
• Velocidade de força ou força de velocidade que consis-
te na capacidade de resistir a uma força mais alta possí-
vel pelo maior tempo determinado.
• Resistência de força rápida ou a "capacidade de ma-
nutenção de uma velocidade sob fadiga mantendo a 
velocidade de contração em movimentos acíclicos sob 
resistência crescente".
• Resistência de velocidade máxima que é a capacidade 
de resistência sob fadiga mantendo a velocidade em 
movimentos de máxima velocidade de contração em 
movimentos cíclicos (WEINECK, 2003, p. 379).
Podemos notar de forma esquematizada a velocidade e 
suas subdivisões.
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Fonte: adaptado de Shiffer (1993 apud Weineck, 2003, p. 380). 
Figura 2 Velocidade motora.
Assim, as formas “puras” de velocidade segundo Shiffer 
(1993 apud WEINECK, 2003) estão diretamente ligadas as capaci-
dades do sistema nervoso central, e de fatores genéticos, sendo 
as formas "puras de velocidade" compostas pela velocidade de 
reação ou a capacidade em reagir o mais rápido possível.
uma informação seja ela visual auditiva tátil ou acústico. 
Podemos mensurar esta variável

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