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Preparação Física Geral

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capacidade de resistência psíquica de cada aluno/
atleta que podem manter um alto nível de atividade or-
gânica durante os processos de treinamento e competi-
ção, podendo retardar ou anular o processo de fadiga, 
ou por outro lado quando a resistência psíquica não é 
eficiente geando antecipação dos estados de lassidão 
(cansaço).
Devido à grande diversidade de fatores que determinam o 
nível de resistência em diversos tipos de modalidades esportivas, 
em esportes coletivos e individuais, nos mais diferentes tipos de 
atividade muscular de resistência levou autores e especialistas 
em classificar a resistência a partir de vários índices. Desta for-
ma, costuma se subdividir não somente em resistência geral e 
resistência específica, mas ainda em resistência de treinamento 
e de competição, local regional e global, aeróbia e anaeróbia, 
resistência muscular e vegetativa, sensorial, emocional, estática, 
dinâmica, resistência de velocidade e resistência de força (PLA-
TOVOV, 2004).
Claro que estas classificações são subclassificações que ao 
estudar ou analisar uma modalidade esportiva, um esporte ou 
mesmo uma atividade física de maneira específica, nos permi-
tem em cada caso aprofundar na determinação e na conceitua-
ção da resistência e assim definir metodologias de treinamento 
bastante peculiares a cada uma das subdivisões tornando o trei-
namento mais eficaz.
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Embasado nas diferentes classificações ou subdivisões 
da resistência, faz-se uma análise dos fatores que determinam 
o surgimento de determinada qualidade física e se cria um mé-
todo que seria o mais eficiente para o desenvolvimento desta 
modalidade, no entanto, é impossível realizar uma avaliação de 
todas as modalidades de prática física ou esportiva, assim como 
suas exigências, sendo necessário analisar os fatores que são 
mais incidentes e que limitam cada modalidade, como seus ní-
veis de manifestação da resistência em atividades competitivas 
e não competitivas e toda sua variação motora e orgânica, como 
os segmentos que regulam e executam tornando possível o trei-
namento da resistência.
Portanto, o estudo desta unidade não visa explorar total-
mente o assunto, e sim, criar direcionamento para as diversas 
vertentes de estudo das capacidades físicas, assim trazer à luz 
conceitos mais abrangentes e gerais defendidos por autores que 
se manifestam de maneira a defender esta circunscrição confor-
me descreve nosso autor referencial Platonov (2004) referindo-
-se a subclassificar a resistência de maneira tão específica:
Essa classificação da resistência permite, em cada caso, reali-
zar a análise dos fatores que determinam a manifestação da 
qualidade específica e escolher a metodologia mais eficiente. 
Contudo, tais classificações não se adaptam em grau suficiente, 
às exigências específicas planejadas pela atividade de treina-
mento e pela competição em uma determinada modalidade 
desportiva (PLATONOV, 2005, p. 348).
Devido à grande abrangência na conceituação da resistên-
cia e as suas diversas subclassificações de maneira a elucidar de 
maneira pedagógica tais classificações embasaremos nas expla-
nações de Platonov (2008) que divide a resistência em geral e 
resistência especial.
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A resistência geral pode ser entendida como a capacidade 
que um aluno/atleta possui de realizar uma atividade física, um 
esporte ou um exercício de maneira contínua, com considerável 
intervenção do sistema muscular em uma intensidade moderada 
(com características aeróbias).
Esta classificação pode ser feita de maneira subjetiva, pois 
mesmo com todo embasamento bibliográfico e estudos realiza-
dos de maneira específica para a determinação da resistência ge-
ral, ainda não há como determinar com exatidão, pois em cada 
um (devido ao Princípio Científico da Individualidade Biológica) 
teremos dentro da resistência geral um limiar de "intensidade 
moderada", portanto é totalmente aceito pela comunidade cien-
tífica e pelos autores (produtores literários) a determinação da 
resistência geral pela produtividade aeróbia, ou seja cada atleta 
em cada modalidade em específicas condições de competição, 
treinamento ou prática de atividade física será mensurado de 
maneira característica.
Somente por esta explanação já podemos entender que 
segmentar a conceituação da resistência simplesmente em "re-
sistência aeróbia" por exemplo pode gerar divergências, pois a 
determinação da produtividade de um corredor de longa distân-
cia é diferente de um nadador em mar aberto e mesmo den-
tro de modalidades esportivas. Veja, a eficiência da resistência 
aeróbia de ciclista montanhista é diferente da de um ciclista de 
estrada (speed).
Assim, no que se refere a distâncias curtas nas modalida-
des cíclicas, ou nas modalidades ou atividades que se alicerçam 
baseando-se na velocidade e na força e ainda àquelas que exigi-
rão coordenação complexa como em esportes individuais e jogos 
desportivos devem ter suas conceituações revistas, pois muitas 
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vezes devido a tentativa da literatura em especificar cada vez 
mais os "tipos" de resistência, fazem com que erros graves acon-
teçam tanto de maneira teórica, como também prática, pois em 
cada modalidade ou mesmo dentro da mesma modalidade (de-
pendendo das características) teremos resistência para realizar 
um trabalho prolongado e eficaz, ou com velocidade e força, ou 
de caráter anaeróbio, com coordenação complexa. 
Platonov (2004) faz a seguinte colocação para elucidar a 
dificuldade de determinação dos diferentes níveis específicos da 
resistência e a tentativa de classificar a resistência em sub-blocos:
A ignorância deste postulado tem ocasionado grandes erros 
tanto na teoria quanto na prática desportiva.
O costume de aumentar a resistência geral atingida mediante 
um trabalho prolongado de atividade moderada nas modali-
dades desportivas nas quais as capacidades aeróbias não são 
essenciais para determinar o resultado, tem consequências 
negativas, geralmente irreparáveis. Isso expressa na supressão 
das possibilidades dos desportistas para desenvolverem as ca-
pacidades de velocidade, força, coordenação, na aprendizagem 
de um número limitado de procedimentos técnicos e ações e na 
negligência perante a necessidade de se criar uma base funcio-
nal para desenvolver qualidades necessárias para determina-
das modalidades (PLATONOV, 2004, p. 348).
Deste modo, determinamos a resistência geral como a ca-
pacidade para executar, de maneira prolongada e eficaz, uma 
atividade física ou modalidade esportiva de caráter inespecífico, 
que tem efeito positivo em consolidar componentes específicos 
de uma prática física elevando a adaptabilidade aos diferentes 
níveis de carga e a transferência dos níveis de preparação de ati-
vidades inespecíficas, para fins específicos. 
A resistência especial é a capacidade de execução de uma 
atividade física, exercício ou modalidade esportiva superando a 
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fadiga mediante as condições exigidas e determinadas pela ati-
vidade competitiva particulares de cada modalidade de maneira 
específica, Matveiév apud Platonov (2004) sugere diferenciar o 
que ele chama de "resistência especial durante o treinamento" e 
"resistência especial durante a competição". A resistência espe-
cial durante o treinamento é mensurada nos índices do volume 
global e da intensidade de trabalho específico realizado durante 
o treinamento, enquanto a resistência especial durante a compe-
tição é avaliada conforme a capacidade de realização da ativida-
de, pela eficácia das ações motoras e as particularidades psíqui-
cas pertinentes a todo processo competitivo, ou da competição.

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