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Preparação Física Geral

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cada prática esportiva é um fator de-
terminante na escolha dos procedimentos táticos e da estrutura 
de treinamento de cada atleta, Platonov (1986 apud Platonov, 
2008) exemplifica que em modalidades cíclicas um componente 
básico para a preparação tática seria o trabalho de velocidade 
e força com complexa coordenação, independente dos adversá-
rios ou provas que serão disputadas estes componentes devem 
estar taticamente explicitados durante o treinamento. 
Portanto, um grande número de fatores delinearão a sele-
ção de um esquema tático racional para uma atividade de com-
petição que estarão estritamente correlacionados com o perfil 
da modalidade, assim, a especificidade dos fatores devem estar 
de acordo com a "prova" a ser disputada e com as capacidades 
técnicas, físicas e psíquicas do esportista/aluno/atleta. Nas mo-
dalidades cíclicas podem ser utilizadas variantes diversas que 
estarão ligadas diretamente ao aspecto da competição para su-
perar o percurso competitivo.
1) Velocidade regular.
2) Velocidade alta na primeira parte do percurso com 
subsequente desaceleração.
3) Velocidade alta no início e no final do percurso com 
desaceleração na parte média.
4) Intensificação da velocidade durante todo o percurso.
5) Variação da velocidade alternando altas, médias e bai-
xas velocidades aol longo do percurso.
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UNIDADE 4 – PrEPArAção TécNIco-TáTIcA E PsIcológIcA
6) Velocidade constante na parte inicial do percurso com 
aceleração na parte média e final.
7) Velocidade constante nas partes inicial e média do per-
curso e aceleração na parte final.
Dependendo da característica da "prova" que se disputa 
determina-se a escolha de uma destas variantes exemplificadas 
ou cria-se outras, na imensa gama de possibilidades, dentro do 
percurso da duração e da intensidade especifica-se e adota uma 
estratégia tática que se enquadra ao melhor desempenho.
Consolidando estas escolhas é imprescindível ressaltar que 
a tomada de decisão nas modalidades possui as seguintes parti-
cularidades (Platonov, 2008, p. 372):
• A atividade realizada em condições de tempo extrema-
mente limitadas – qualquer que seja a decisão correta, ela 
possui validade tática apenas na situação operativa, em 
resposta as condições competitivas daquele momento.
• Caráter indeterminado e sequencial das decisões – em 
consequência de cada decisão, a situação sofre alterações 
e passa a exigir nova tomada de decisão muitas vezes até 
oposta a decisão anterior.
• A percepção de um grande número de elementos e situ-
ações táticas que se estruturam em um sistema dinâmico 
em resposta aos prognósticos mais corretos sobre o desen-
volvimento tático.
• A tomada de decisão está ainda relacionada a chamada vi-
são panorâmica que corresponde a todo campo visual do 
aluno/ atleta/desportista que se relacionará aos elementos 
táticos.
• A escolha das decisões táticas entre variantes bastante se-
melhantes e a capacidade de realizar alterações bruscas, 
seguindo variantes intermediárias e secundárias.
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UNIDADE 4 – PrEPArAção TécNIco-TáTIcA E PsIcológIcA
• A manutenção da memória operativa e da ordenação racio-
nal dos elementos táticos de acordo com o planejamento e 
as alterações no decorrer da ação motora (ibidem, 2008).
Em um planejamento tático é preciso se levar em consi-
deração das capacidades técnico-táticas de cada integrante de 
uma equipe, mas também a capacidade de assimilação global 
das estratégias (em caso das modalidades de equipe). Desta for-
ma, ao observar os pontos ou atletas/alunos/ esportistas com 
pontos mais fortes taticamente podemos programar para cada 
confronto uma estratégia diferente coletivamente ou individual-
mente, por exemplo, conhecendo as potencialidades ou os po-
tenciais individuais de cada equipe ou atleta, torna-se possível a 
cada partida ou em cada confronto analisar e dentro das possibi-
lidades manipular taticamente posicionamentos, ações técnico-
-táticas e até no caso das disputas individuais criar estratégias 
táticas de ataque e defesa mediante a ação do opositor, como 
em uma luta ou em um jogo em que o adversário apresenta sua 
tática que deve ser neutralizada ou vencida delineando o suces-
so tático sobre o oponente.
Nos jogos desportivos, um problema tático importante é o pro-
cessamento dos esquemas técnico-táticos de um jogo e sua 
respectiva introdução na preparação de modo a proveitar os 
pontos fortes de cada jogador e atenuar pontos fracos. Neste 
cas, o treinamento em competições consegue respeitar as ne-
cessidades individuais e coletivas e garantir a produtividade da 
equipe que refletira, tanto a força do grupo como de cada joga-
dor individualmente (PLATONOV, 2008 p. 373).
Por fim de forma ilustrativa exemplificamos de maneira 
prática a reportagem da Fox Sports disponível em: <http://www.
foxsports.com.br/noticias/162105-em-clima-de-superacao-bra-
sil-encara-alemanha-por-vaga-na-final-da-copa>. Acesso em: 15 
jul. 2015.
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Antes da fatídica partida entre Brasil e Alemanha pela Copa 
do Mundo de 2014 no Brasil, partida na qual a seleção brasileira 
foi derrotada por 7 x 1 onde descreve-se os sistema tático das 
duas seleções.
Em clima de superação, Brasil encara Alemanha por vaga 
na final da Copa ––––––––––––––––––––––––––––––––––––
Com desfalques de Neymar e Thiago Silva, Seleção Brasileira busca 
classificação à decisão do Mundial nesta terça-feira (8 de junho)
Brasil e Alemanha se enfrentam, nesta terça-feira, no Mineirão, pela semifinal 
da Copa do Mundo (FOX)
A Seleção Brasileira encara, nesta terça-feira (8 de junho), no Mineirão, o 
seu maior desafio nesta Copa do Mundo até aqui. Além de não contar com 
Neymar, artilheiro e principal nome da equipe, e o capitão Thiago Silva, o Brasil 
vai ter pela frente a tricampeã mundial Alemanha – uma das seleções mais 
badaladas do torneio –, em busca de uma vaga na final da competição. Os 
canais FOXSports e o FOXPlay.com transmitem o confronto ao vivo a partir das 
17h
A formação da Seleção Brasileira para o confronto foi definida em torno de 
uma única questão: “quem vai ser o substituto de Neymar?”. Com o camisa 
10 fora da Copa – por conta de uma fratura da vértebra –, Felipão deve alterar 
o esquema tático. Antes com três atacantes, o time agora vai contar com três 
volantes. Luiz Gustavo, que retorna após cumprir suspensão, forma o meio de 
campo ao lado da dupla Fernandinho e Paulinho. A opção pelo trio de marca-
ção também implica em mudança na lateral direita. Apostando em ofensivas 
pelas alas, o técnico deve promover a volta de Daniel Alves, que havia sido 
substituído por Maicon contra a Colômbia, ao time titular. Por fim, Dante vai 
assumir o lugar de Thiago Silva, fora da partida pelo segundo cartão amarelo.
Assim como o Brasil, a Alemanha deve apostar em uma escalação diferente 
da última partida e, curiosamente, a mudança também será no ataque. Klose, 
que iniciou a partida contra a França, não teve um bom desempenho e retorna 
ao banco. Com isso, Gotze, titular no início da Copa, volta ao time principal. A 
alteração, no entanto, não traz mudanças na forma da equipe jogar, mantendo 
o 4-3-3 dos jogos anteriores.
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Sem Neymar, uma das grandes apostas da Seleção Brasileira é o meia Oscar. 
Com a opção por três volantes, o camisa 11 deve ter mais liberdade para a 
criação das jogadas e, em alguns momentos, atuar como um terceiro atacante 
ao lado de Hulk e Fred – o meio-campista conta com duas assistências e um 
gol no Mundial. Além disso, os lados do campo também devem ser alternativa 
para o setor ofensivo. A opção por um meio de campo “congestionado” por 
volantes, e a volta de Daniel Alves –

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