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Preparação Física Geral

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cargas em inten-
sidades crescentes ou as cargas forem de mesma intensidade so-
mente ocorrerá o período de recuperação ampliada no primeiro 
período de recuperação, conforme é demonstrado na figura 6, 
não havendo progresso do treinamento (Dantas, 2003).
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Fonte: adaptado de Dantas (2003, p. 50).
Figura 6 Representação esquemática. 
Dantas (2003, p. 52) alerta que como pode ser observado 
não ocorre nenhum efeito positivo ao treinamento, havendo in-
clusive uma discreta regressão na capacidade física, quando esta 
é comparada com o nível inicial de condicionamento. A "assimi-
lação compensatória, ou a supercompensação, que permite a 
aplicação progressiva do princípio da sobrecarga", podendo ser 
muito comprometido por uma incorreta aplicação das cargas e 
do tempo de aplicação da mesma.
Já Tubino (2003) afirma que os estímulos mais fortes sem-
pre deverão ser aplicados no final da assimilação compensatória, 
por ser justamente neste período que teremos a maior amplitu-
de do período da restauração ampliada, segundo o autor para 
que seja elevado o limite de adaptação do atleta. O princípio 
da sobrecarga, pode também ser definido como o principio da 
progressão gradual, sendo fundamental para qualquer proces-
so de evolução no treinamento, Hegedus (apud Tubino, 2003, p. 
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104) apresenta um gráfico com a representação do princípio da 
sobrecarga. 
Fonte: segundo Hegedus apud Tubino (2003, p. 104).
Figura 7 Representação gráfica do princípio da sobrecarga.
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Fonte: adaptado de Hegedus (apud Tubino, 2003, p. 104).
Figura 8 Representação gráfica do princípio da sobrecarga.
Podemos notar pela seta progressiva (crescente) que a as-
similação compensatória foi positiva, no entanto, caso não haja 
uma relação ótima entre a aplicação das cargas e as pausas entre 
as sessões de treino durante o treinamento, poderão ocorrer 
graves prejuízos na evolução da preparação, conforme repre-
sentado por Hegedus (apud Tubino, 2003, p. 105) na figura que 
demonstra a "Progressão da forma fisica prejudicada devido a in-
tervalos muito pequenos entre as sessões de treino" que explica 
situações indesejáveis de treinamento, em que são representa-
das as consequências negativas, causadas pela má relação en-
tre as aplicações de cargas de treinamento e as pausas entre as 
sessões de treino, que culminarão na regressão da preparação. 
Como poderemos notar as pausas entre as sessões de prepara-
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ção são extensas demais, fazendo com que as sessões de treina-
mento fiquem demasiadamente distanciadas "o que provoca um 
período de decréscimo da restauração, não deixando condições 
para um aumento de possibilidades do atleta em relação à ab-
sorção de mais cargas".
Fonte: Hegedus apud Tubino (2003, p. 105).
Figura 9 Progressão da forma física prejudicada devido a intervalos muito grandes entre 
as sessões de treino. 
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Fonte: adaptado de Hegedus apud Tubino (2003, p. 105).
Figura 10 Progressão da forma física prejudicada devido a intervalos muito grandes 
entre as sessões de treino.
Observamos que a adaptação é nula (sem efeitos), porém 
uma situação ainda mais indesejável pode ocorrer quando há 
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aplicação de novas cargas de treinamento quando o período de 
restauração ainda não se completou, ou seja, o treinamento con-
tinua sem que exista um intervalo adequado entre as sessões de 
treinamento, criando condições favoráveis ao aparecimento do 
sobretreinamento (strain), onde notamos uma adaptação nega-
tiva com a seta apontando na descendente.
Fonte: Hegedus apud Tubino (2003, p. 105).
Figura 11 Progressão da forma física prejudicada devido a intervalos muito pequenos 
entre as sessões de treino.
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Fonte: adaptado de Hegedus apud Tubino (2003, p. 105).
Figura 12 Progressão da forma física prejudicada devido a intervalos muito pequenos 
entre as sessões de treino.
No início as adaptações que ocorrem no organismo surgem 
mais rápidas e consequentemente estas ficam cada vez mais len-
tas a medida que a performance melhora.
Estas adaptações ocorrem fisiologicamente a partir dos es-
tímulos produzidos pelo treinamento aplicado (stress físico).
Por tanto estes princípios estão interligados a intensidade 
e principalmente ao tempo de recuperação.
Em linhas gerais, resumindo este processo, a aplicação de 
uma nova carga dependerá basicamente de 3 (três) fatores:
• Intensidade da carga anterior.
• Período de recuperação (anabolismo).
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• Período de recuperação ampliada (supercompensação).
Quando somamos o período de recuperação com o perío-
do de recuperação ampliada criamos uma base compensatória e 
assim surge o superávit energético.
 Dantas (2003) explica que "o equilíbrio entre a carga apli-
cada e tempo de recuperação é que garantirá a existência da su-
percompensação de forma permanente". Esta forma pode surgir 
duas situações de maior dificuldade:
A primeira quando temos uma fase de recuperação 
excessiva para compensação da carga aplicada e a segunda 
quando a fase de recuperação é insuficiente para a compensação 
da carga aplicada.
Na recuperação excessiva, "a aplicação de uma nova carga 
de trabalho ocorre após a fase máxima de supercompensação" 
o que faz com que exista um desperdício em parte do treina-
mento anterior, enquanto quando a recuperação é insuficiente 
poderá conduzir o aluno/atleta a um estado de strain, "por não 
propiciar ao organismo condições de recuperação antes da apli-
cação de uma nova carga" (DANTAS, 2003, p. 52).
Podemos então entender claramente que as cargas mais 
intensas exigirão maior tempo de recuperação e cargas mais 
amenas, menor tempo de compensação, desta forma a redução 
da carga deve corresponder uma redução no período de recu-
peração e se há acréscimo da carga deve se haver ampliação da 
fase de recuperação.
Há um ponto correto para a aplicação de uma nova carga, 
conforme demonstra Dantas (2003, p. 53), pois se o período de 
recuperação é insuficiente ou excessivo não haverá um aprovei-
tamento ótimo do treinamento.
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Fonte: Dantas (2003, p. 53).
Figura 13 Ponto de aplicação de nova carga de trabalho na curva de compensação.
Segundo Dantas (2003), pode se aplicar além do intervalo 
de recuperação ao princípio da sobrecarga:
• O volume do treinamento.
• A intensidade do treinamento.
• Tanto sobre o volume quanto sobre a intensidade.
O volume, também chamado de quantidade de treinamen-
to corresponde ao total de carga do treinamento e a intensidade 
corresponde à qualidade de treinamento, ambas expressam o 
somatório da carga de treinamento a que o atleta está subme-
tido. Normalmente, aplica-se a sobrecarga inicialmente sobre o 
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volume; após esta carga estar assimilada é que se sobrecarrega a 
intensidade (DANTAS, 2003, p. 53).
Na preparação Física a aplicação do princípio da sobrecar-
ga deve ser realizada em todos os componentes:
Preparação técnico-tática 
Sobrecarga no volume: 
• Aumento do número de repetições do movimento (gesto 
desportivo).
• Aumento da duração do treinamento (número de horas).
• Aumento da carga

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