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Aula 2   Patrimonio Líquido   PL (2)

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Faculdade Estácio
Contabilidade Avançada – Societária I
Patrimônio Líquido: Contas que compõem o patrimônio líquido:
Capital Social,
Reservas,
Lucro ou prejuízos acumulados;
Dividendos ou lucros antecipados;
Distribuição de lucros ou dividendos;
Integralização e devolução de capital em bens e
 direitos
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Patrimônio Líquido 
O Patrimônio Líquido é formado pelo grupo de contas que registra o valor contábil pertencente aos acionistas ou quotistas. Também denominado de capital próprio.
O PL  representa os valores que os sócios ou acionistas têm na empresa em um determinado momento. 
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Patrimônio Líquido 
No balanço patrimonial, a diferença entre o valor dos ativos e dos passivos representa o Patrimônio Líquido, que é o valor contábil devido pela pessoa jurídica aos sócios ou acionistas, baseado no Princípio da Entidade. Esses valores são considerados obrigações não exigíveis – capital próprio, que não são reclamados pelos proprietários, não são exigíveis num determinado prazo , porém, como compensação, todo lucro será direcionado para eles em forma de dividendos ou em forma de lucros retidos, aumentando o valor de seus investimentos.
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Estrutura do PL:
No Brasil, conforme disposto pela lei 6404/76, o Patrimônio Líquido é composto pelas seguintes principais contas :
1 - Capital social
2 - Reservas de capital
3 - Reserva de reavaliação
4 - Reservas Estatutárias
5 - Reservas de lucros
6 - Lucros ou Prejuízos acumulados
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Estrutura do PL: 
A partir de 01.01.2008, por força da Lei 11.638/2007, para as sociedades por ações, a divisão do patrimônio líquido será realizada da seguinte maneira:
 
A - Capital Social
B- Reservas de Capital
C - Ajustes de Avaliação Patrimonial
D - Reservas de Lucros
E - Ações em Tesouraria
F - Prejuízos Acumulados.
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Estrutura do PL:
 Nota importante
Para as empresas sujeitas à lei 11.638/2007 – Lei das sociedades anônimas e limitadas de grande porte, foi abolida a conta “Lucros Acumulados”, ou seja, lucros sem destino, ficando apenas a conta “Prejuízos Acumulados”. Para as demais empresas continua a conta “Lucros ou Prejuízos Acumulados” nas suas demonstrações.
 
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Em contabilidade, o capital social representa o investimento efetuado na sociedade pelos seus proprietários e acionistas, que adquiriram os títulos denominados de ações e cotas. Pelas leis brasileiras, o valor do capital social é imutável e só sofrerá alterações quando houver a aprovação de aumentos ou diminuições do capital. 
De acordo com a forma de subscrição, o capital dos sócios terá a seguinte denominação:
Capital subscrito – Recursos comprometido pelos sócios ou cotistas
Capital integralizado – Recursos entregues pelos sócios ou cotistas à empresa
A - Capital Social:
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Estrutura do capital social nas empresas: capital dividido por dois ou mais sócios
Empresas SA (Companhias) de capital aberto ou fechado - Capital representado por ações, que podem ser ON (ordinárias nominativas) e PN (preferenciais nominativas);
Empresas Limitadas (pequeno, médio ou grande porte) – Capital representado por cotas.
A - Capital Social: Estrutura
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Exemplo:
Na constituição da Cia Mordomia SA, tivemos a subscrição de todas as ações em que se divide o capital social fixado em R$ 4.000.000,00. Conforme disposições legais, houve a realização – integralização 10% em dinheiro depositado no banco e o restante parcelado em 12 vezes. Então teremos: 
Patrimônio líquido
Capital social subscrito – R$ 4.000.000,00
Capital a integralizar - (R$ 3.600.000,00) 
Capital Realizado - R$ 400.000,00
Capital Social:
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 Até 1994 , o capital social podia ser corrigido monetariamente, mas esse acréscimo era contabilizado em uma conta de reserva de capital, só passando para a conta do capital social quando aprovado o aumento do capital por esse quantum.
O capital social indica os valores recebidos pela empresa, em forma de subscrição ou por ela gerados. A integralização do capital poderá ser feita por meio de moeda corrente ou bens e direitos, ou seja, os sócios poderão subscrever o capital com dinheiro e bens. Em alguns casos raros com ações, títulos a receber, etc. 
Capital Social:
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Quando a integralização do capital social é feita em moeda corrente, debita-se uma conta específica do ativo circulante (Bancos c/Movimento, por exemplo) e credita-se a conta "Capital Social".
No caso de integralização de capital mediante conferência de bens, debita-se uma conta específica do ativo imobilizado e credita-se a conta "capital social".
Além das ações (se for sociedade anônima), o investimento no capital social pode assumir a forma de cotas (se for uma limitada).
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O Capital social é Valor investido pelos sócios divide-se pela quantidade de ações ou cotas, estabelecido pela sociedade. A ação é a menor parcela do capital social.
A lei das SA, estabelece admite a emissão de ação sem valor nominal e estabelece que o valor da ação deva ser fixado na constituição e no aumento de capital. 
EX: R$ 1.500.000,00 : 100.000 ações ou cotas = R$ 15,00 (valor unitário de cada ação)
Ações (se for uma SA)
Cotas (se for uma limitada).
Obs: A divisão das ações ou cotas é decidido pelos participantes, livremente, em assembleia.
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Reservas: O que é e pra que serve?
Nos dias atuais, o gestor e os acionistas de uma empresa devem constituir reservas com a finalidade de resguardar a empresa de eventos futuros possíveis. Para isso, a lei societária brasileira instituiu diversas reservas que serão calculadas a partir do lucro líquido do exercício, mediante proposta da administração da companhia à assembleia geral ordinária (Lei 6.404/76, art. 192).
Segundo Iudícibus et al. (2003, p. 301), reservas de lucros é a apropriação de partes do lucro líquido do exercício através de uma expectativa de perdas ou prejuízos ainda não incorridos, porém, “por precaução e prudência do agente econômico, que o antevê, retém partes do lucro para suportar financeiramente quando esse prejuízo ocorrer efetivamente”.
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Reservas de capital:
Essas reservas em geral constituem-se de saldos em dinheiro que não podem ser distribuídos aos investidores na forma de lucros ou dividendos, devendo ser incorporados ao Capital Social ou compensados com lucros acumulados, quando não houver mais saldo de Reserva de Lucros disponível para esse fim. 
Não representam receitas ou ganhos e não transitam pelo Resultado como Receitas. Algumas subvenções e benefícios fiscais governamentais entregues às empresas para fins de aquisição de bens de capital eram contabilizadas como reservas de capital, mas passaram a ser consideradas reservas de lucros com a Lei 11.638/2007.
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Tipos de Reservas de Capital:
A reserva de capital abrange as seguintes subcontas:
a) Reserva de Correção Monetária do Capital Realizado; b) Reserva de Ágio na Emissão de Ações; c) Reserva de Alienação de Partes Beneficiárias; d) Reserva de Alienação de Bônus de Subscrição; e) Reserva de Prêmio na Emissão de Debêntures; (excluída desde 01.01.2008, por força da Lei 11.638/2007) f) Reserva de Doações e Subvenções para Investimento; (excluída desde 01.01.2008, por força da Lei 11.638/2007) g) Até 31.12.2007, a Reserva de Incentivo Fiscal. A partir de 01.01.2008, respectiva reserva passa a fazer parte do grupo de Reservas de Lucros.
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Reservas de lucros:
As reservas de lucros são constituídas pelos lucros obtidos pela empresa, retidos com finalidade específica.
Os lucros retidos com finalidade específica e classificados nesta conta são transferidos da conta de "Lucros ou Prejuízos Acumulados".
São contas de reserva constituídas pela apropriação de lucros da companhia. Representam lucros reservados e constituem garantia e segurança