CASO SEMANA 7 DE PRÁTICA 5   ADI
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CASO SEMANA 7 DE PRÁTICA 5 ADI


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EX C ELE NT ÍS SIMO SE N HOR D OU TOR MIN IS TR O PR E SID EN TE D O
SU PR E MO TR IB U NAL FE DE RAL
C onfederaçã o Na cio nal do C omércio , i nscri ta no C NPJ sob xx, com
endereço na r ua xx, xx, bai rro xx, ci dad e xx, estado xx, cep : xx, co m
endereço e let ni co xx, por seu ad vogado i nscri to na OA B sob xx, que esta
subscre ve i nst r ume nto d e ma nd ato a ne xo d oc. xx, com e nde re ço si to na Rua
xx, x, B airro xx, C ida de xx, E stado xx, C EP : xx , local i ndi cado para recebe r
i ntimações ar t. 106, I do C PC , vem , respei tosame nte, à prese nça de Vossa
Excelê nci a, co m f undame n to no ar t. 103, i nci so IX , art . 102 , I, da CRFB /88,
arts. 2. º, i nci so IX e 1 0 d a L ei 9 .868/199 9, p ropor a p resente:
AÇ ÃO D IR ET A D E IN CONS TITU C IONALIDADE C OM P ED IDO
C AU TE LAR
em face do SE NH OR GOV ER N AD OR D O ES TAD O KWY.
I D OS F AT OS
O E stad o K WY edi tou no rma determi na ndo a gratui dade d os
estaci oname ntos p ri vados vi nc ula dos a estabele cime ntos comerci ais, como
superme rcados, hi permercados , s hop ping cen ters, d ete r mi na ndo m ul ta s pe lo
descumpri me nto , estabe lecendo gradação nas p u ni ções admini stra tivas e
delega ndo ao PROC O N loca l a respo nsab ili dade p ela fi scali zaçã o dos
estabe leci mentos re laci onados no i nstr umento no r ma ti vo . Pe rce be -se q ue a
norma q ue se i mp ug na o fe nde a C o nstit ui ção Fe deral e p adece, porta nto, de
i ncons ti t uci onali dade.
II D A PE RT IN ÊN C IA T EMÁTICA
O auto r da p re sente a ção é a C onfederação Nacio nal do C omérci o, e de sse
modo , nos termo s d o art. 103, IX , CRFB e art. 2.º, IX , da Lei 9.8 68/1999 é parte
le g íti ma para a proposi t ura da ação di reta d e i nco nsti t uci ona li dade , se ndo
consi derada legi ti mada especi al, moti vo que jus tifi ca a proposi tura d a prese nte
ação e preenc he o req ui si to da pe r ti nê nci a te mática , uma ve z q ue a no rma
questio nada causa lesão aos seus associ ados, vi ola ndo o pri nc ípi o da
propriedade.
III DA FU N DAME N TAÇ Ã
O q ue se ve rifica é q ue o d isposi ti vo lega l a ta cado i mpôs restri ção ao
uso , go zo e f unção da coi sa pe rte nce nte a pa r ti cula r (e xplo ração d e
estaci o na me nto e m es tabe leci me ntos come rcia is), res t ri ngi ndo di reitos
i nere ntes à prop ri edade pri va da, maté ria reg ul ad a p elo D irei to C ivi l e,
porta nto, de co mpetê nci a legi s lati va d a Uni ão , co nf orme p recei t ua o a rti go 22,
i nci so I da C o ns ti tui ção Fede ra l.
3.1 IN C ON S TITU CION ALIDAD E FORMAL /M ATER IAL
Há i nco ns ti t uci onali dade fo rma l , poi s ape nas lei federal p oderia tra tar do
tema cobra nça de estaci oname nto em esta bele cime n tos pri vados. É
competênci a pri vati va da U ni ão p ara legislar sobre d irei to ci vi l (ar ti go 22, I,
C RFB ).
Pe rce be-se também q ue e xi ste i nco ns ti tuci o na li dade ma terial, poi s há
vi olação d os di reitos de usar, g o zar e fr ui r da p ro prie dade pri vada, be m co mo
da li vre i ni cia ti va a sseg urados na C onstit ui ção Fe deral vi gente (a rt . 1 º, IV , a r t.
, XX II e a rt . 17 0, “cap ut ”, e i nci so II, todos da CRFB).
Assi m, há a vi ola ção d a comp etê nci a legi sla ti va para o D irei to C ivi l
privati va da U ni ão F ederal, pelo C ongresso Naci o na l (CRFB , ar t. 22 , I), e
também ocorre desrespeito ao di reito de propriedade assegurado
consti t uci o nalme nte (C RF B, art . 5 º, XX II).
I V D A D OU TR IN A: JORGE MIR AN DA
Exp lica Jorge Mi ra nda q ue cons ti t uci ona li dade e i nco nsti tuci o nali dade
desi gnam co ncei tos de re lação , isto é, “a relação q ue se e stab elece e ntre uma
coi sa a C onsti tui ção e o utra co isa um comporta mento que l he está o u
não co nfo rme, q ue com e la é o u não compa t íve l, q ue cabe o u não no se u
senti do”. (2001, p. 273 -274.).