Características gerais do Benzeno
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Características gerais do Benzeno


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Características gerais do Benzeno
O benzeno é um hidrocarboneto aromático, apresenta-se como um líquido incolor, inflamável e possui um aroma bem característico doce. Por ser toxico é também conhecido como um agente cancerígeno. 
Possui um ponto de ebulição que pode ser considerado relativamente baixo de 80,1º C e tem a evaporação bem rápida e não possui solubilidade em água por ser apolar, porém, se dissolve com a grande parte dos solventes orgânicos. A fórmula química do Benzeno é C6H6, sua densidade é de 876,50 kg/m³, massa molar de 78,11 g/mol e por fim seu ponto de fusão é de 5,5 °C.
Danos do Benzeno ao organismo
Esse hidrocarboneto pode penetrar no organismo através da respiração, pele e até pela ingestão. O principal modo que o benzeno penetra no organismo é pela respiração, pois o sistema respiratório é o que mais absorve. Sem contar que é difícil controlar a respiração do benzeno que está pelo ar, do que impedir o contato com a pele ou ingestão.
Quando o vapor do benzeno é absorvido pela pele não causa tantos riscos quanto ao inalar, mas é preciso cuidado por é um hidrocarboneto cancerígeno. O benzeno também pode ser ingerido normalmente por acidente como, por exemplo, puxar gasolina de um tanque com a boca.
Os efeitos da exposição ao benzeno podem demorar a surgir ou surgir rapidamente, tudo depende da quantidade a que se foi exposto. Em altas concentrações é muito irritante para mucosas, e se aspirado pode causar edemas (inflamação aguda) que pode vir a ser pulmonar e também pode ocasionar hemorragia. No Sistema Nervoso Central causa efeitos tóxicos que segundo a ATSDR de 2007 podem ser: períodos de sonolência e excitação, tontura, dor de cabeça, enjoo, náusea, taquicardia, dificuldade respiratória, tremores, convulsão, perda da consciência e morte.
A morte por benzeno pode em caso de intoxicações agudas é causada por arritmia cardíaca. E segundo GOODMAN; GILMAN de 1996 em casos de intoxicação crônica pode variar de simples diminuição das células de sangue até a ocorrência de leucemia ou anemia aplástica, condições que são muito graves.
A exposição em longo prazo pode apresentar: alteração na medula óssea, no sangue, em cromossomos, sistema imunológico e variados tipos de câncer (sistema linfático/linfoma e câncer de pulmão e de bexiga/urotelial). E segundo algumas pesquisas o National Institute for Occupational Safety and Health (NIOSH) estabelece um índice imediatamente perigoso à vida e à saúde, o IPVS de 500 ppm para o benzeno.
Benzenismo
É um conjunto de sinais, sintomas e complicações decorrentes da exposição aguda ou crônica ao benzeno. O diagnóstico do mesmo é feito através do histórico da exposição ocupacional da pessoa, na observação de sintomas e sinais clincos, exames laboratoriais, ou seja, é basicamente clínico e epidemiológico. 
Os médicos têm a orientação de consideram Benzenismo através da Portaria nº 776 considera-se caso suspeito de toxidade crônica por benzeno de alteração hematológica relevante e sustentada. A relevância foi definida nos critérios anteriores e a sustentabilidade considerada mínima é definida após a realização de 3 hemogramas com intervalo de 15 dias entre eles.
 Nas situações em que persistem as alterações nesse tempo mínimo de 45 dias, considera-se caso suspeito. Deve ser iniciada investigação segundo o item 4.1.4 \u201cProtocolo de Investigação de Caso Suspeito\u201d da mesma norma. 
Ao se realizar a avaliação clínico-laboratorial do caso suspeito e confirmar a ausência de enfermidades que levem aos mesmos sintomas da contaminação por benzeno, é então considerado o benzenismo.
Não existe tratamento com medicamentos para a cura do benzenismo, porém o acompanhamento médico deve ser regular e a longo prazo. Em caso de afastamento do local de trabalho e os resultados dos exames hematológicos voltarem a normalidade não significa que não exista mais a intoxicação e uma vez atingida a medula óssea a lesão é permanente.
O trabalhador afetado só poderá voltar ao trabalho em locais que sigam a Portaria nº 776 que Dispõe sobre a regulamentação dos procedimentos relativos à vigilância da saúde dos trabalhadores expostos ao benzeno, e dá outras providências. E o Grupo de Representação dos Trabalhadores do Benzeno, o GTB, deverá participar de todos processo de seleção das áreas ou atividades para o retorno dos trabalhadores. Em casos de algumas divergências ou discordâncias a CIPA deverá ser avisada, órgãos públicos competentes e o sindicato da categoria.
Prevenção do Benzenismo
Só existe uma forma de prevenção contra o benzenismo que é a não exposição ao benzeno. A não exposição pode ser evitada pela substituição do benzeno por alguma outra substância ou com uso de tecnologias adequadas que evite a exposição.
Sempre vale lembrar que as ações preventivas são importantes na proteção da saúde de cada trabalhador. Alguns exemplos de ações são: proteções coletivas, proteções individuais, palestras e orientações que expliquem o quão mal faz a saúde.
Indicador Biológico da Exposição Ocupacional ao Benzeno.
Segundo a portaria n° 34, de 20 de Dezembro de 2001, do TEM/SIT/DSST ficou regulamentado que o protocolo a ser utilizado como indicador é o ácido trans,trans-mucônico urinário. Valore de referência: 0,5 mg/g creatinina/ Valor de correlação com 1,0 ppm de benzeno \u2013 1,4 mg/g de creatinina.
Benzeno e a NR15
Segundo o art. 3 da presente NR, fica proibida a utilização do benzeno, a partir de 01 de janeiro de 1997, para qualquer emprego, exceto nas indústrias e laboratórios que:  o produzem, o utilizem em processos de síntese química, o empreguem em combustíveis derivados de petróleo, o empreguem em trabalhos de análise ou investigação realizados em laboratório, quando não for possível sua substituição. 
A portaria n° 34, de 20 de dezembro de 2001, do TEM/SIT/DSST, regulamentou por meio da divulgação de protocolo para utilização do ácido trans,trans-mucônico urinário como Indicador Biológico da Exposição (IBE) ocupacional ao benzenoValor de referência: 0,5 mg/g creatinina. Valor de correlação com 1,0 ppm de benzeno \u2013 1,4mg/g creatinina.