A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
6 pág.
Fichamento_Editorial

Pré-visualização | Página 1 de 1

Universidade Castelo Branco
Nome: Ana Carolina Oliveira Cunha - 2011180593
Fichamento
Texto: Editorial
Página: 92 – 104
Página: 92
1º Parágrafo
O jornalismo de hoje sofre opiniões diversas. Pois independente da linha editorial, a equipe é grande e se torna impossível controlar o que será divulgado.
2º Parágrafo
Os primeiros jornais eram feitos por uma pessoa. Muitos jornais brasileiros tinham uma única opinião por este motivo.
Página: 93
1º Parágrafo
 A opinião começou a ser conflitante depois que a imprensa se tornou uma instituição. Com maior número de pessoas trabalhando, a opinião fragmentou-se.
2º Parágrafo
No rádio e na TV, as opiniões se tornam ainda mais fracionadas. Com a comunicação rápida, se torna impossível consolidar as mensagens.
3º Parágrafo
As instituições jornalísticas supervisionam e acompanham a transformação dos acontecimentos sociais na notícia propriamente dita.
Página: 94
1º Parágrafo
Por razões mercadológicas, o jornalismo industrial possibilita que a notícia tenha diferentes pontos de vista. Tudo depende da linha editorial de cada instituição.
2º Parágrafo
Esses diversos pontos de vistas são apontados delas opiniões de quatro núcleos dentro da instituição jornalística: a empresa, o jornalista, o colaborador e o leitor.
3º Parágrafo
A empresa expressa sua opinião no editorial. A opinião do jornalista aparece no comentário, resenha, coluna, crônica, caricatura e artigo. O colaborador, pelos artigos e o leitor, por carta.
4º Parágrafo
Cada um desses gêneros tem suas próprias diferenças no âmbito do jornalismo brasileiro. Porém, são universais. A característica dos gêneros privilegia o jornal impresso.
Página: 95
1º Parágrafo
 Editorial é um gênero jornalístico. Expressa a opinião oficial da empresa, diante dos fatos mais falados no momento.
Página: 96
1º Parágrafo
Dizem que o editorial é a opinião do dono da instituição jornalística. Isso só acontece nas empresas pequenas, onde a família ou apenas uma pessoa controla as finanças.
2º Parágrafo 
Com o capitalismo, o editorial se torna um consenso de opiniões entre os acionistas majoritários, financiadores, anunciantes, e o próprio o Estado.
3º Parágrafo
 Portanto, o editorial é contraditório e sofre articulações políticas. Seu objetivo é conciliar as diferentes opiniões e interesses.
4º Parágrafo:
O editorial é destinado ao coletivo. Pretende orientar a opinião publica.
5º Parágrafo
 As empresas possuem uma opinião autônoma, contrapondo-se ao poder do estado.
Página: 97
1º Parágrafo
O editorial dirige-se à “opinião publica”, entretanto, é na verdade, uma conversa entre a empresa jornalística e o Estado.
2º Parágrafo
As instituições jornalísticas procuram, através do editorial, mostrar ao Estado como gostariam de orientar os assuntos políticos.
3º Parágrafo
O editorial não reivindica os problemas sociais, mas sim tenta coagir o Estado em busca dos seus próprios interesses.
4º Parágrafo
Os golpes militares apoiados pelos editoriais tiveram êxito; os golpes que não foram apoiados fracassaram. Fortalece a hipótese que o editorial é dirigido ao Estado e não à opinião publica. 
Página: 98
1º Parágrafo
As instituições jornalísticas sabem que têm força perante o Estado, por isso, dão uma grande atenção à criação do editorial.
2 º Parágrafo
Veja abaixo o esquema de elaboração do editorial do Jornal do Brasil, feito na década de 60.
3 º Parágrafo
Os editoriais ou são baseados em fatos atuais ou em assuntos de interesse permanente. A Diretoria do jornal se reúne com os editorialista e debatem a pauta.
4º Parágrafo
A pauta é formada pelos setores da redação que mandam as notícias que acontecem no mundo.
Página: 99
1 º Parágrafo
O número de editoriais por edição não é fixo, mas no máximo são três. Nunca vários editorialistas fazem o mesmo editorial, cada um estuda um tema e se encarrega de fazê-lo.
2 º Parágrafo
Quando os editoriais ficam prontos, passam novamente pela Diretoria, que vão aprovar ou indicar a melhor forma de ser feito, para que, de forma alguma prejudique o jornal.
3º Parágrafo
Os editorialista têm reuniões com pessoas especializadas em assuntos que não são imediatos, mas guardam essas informações, afim de se atualizar e aprimorar conhecimento.
4º Parágrafo
Entende-se que o editorial passa por grandes processos até que fique pronto. 
5º Parágrafo
O editorial não é mais feito como antigamente, realizado apenas pelo dono do jornal.
Página: 100
1 º Parágrafo
O editorial, como gênero jornalístico, também tem sua identidade redacional. Fraser Bond diz que o editorial é parente do gênero literário ensaio, porém não tão breve e abrange fatos contemporâneos.
2 º Parágrafo
 Antigamente o editorial era chamado de artigo-de-fundo ou comentário.
3 º Parágrafo
O que não pode faltar no editorial: Impessoalidade (3º pessoa do plural ou 1º do singular), topicalidade, condensalidade; plasticidade.
4 º Parágrafo
Impessoalidade: É a opinião de todos que fazem o editorial. Topicalidade: Tema do editorial. Condensabilidade: Editorial breve e claro. Plasticidade: São os fenômenos jornalísticos.
Página: 101
1 º Parágrafo
Mesmo assim, o editorial não se torna interessante ao leitor. Fatores:é massudo, cansativo, seletivo, desvalorizado e não é interessante para o leitor.
Página: 102
1 º Parágrafo
Houve pequenas mudanças e hoje os editoriais são mais lidos. Porém, continuam com temas sobre política, economia, administração. Não fala sobre saúde, a educação, trabalho.
2 º Parágrafo
Essas são características dos editoriais dos jornais brasileiros, feitos especificamente para a elite. Os jornais “populares” também não se preocupam com o leitor e abusam do sensacionalismo.
3 º Parágrafo
Os leitores não aprovam a eliminação dos editoriais, muito menos as instituições jornalísticas. 
Página: 103
1 º Parágrafo
Danton Jobim cogita que o editorial é “ideal”. Fala que se pode resumi-lo em dois parágrafos. No primeiro indicando a tese e no segundo confirmando-a numa frase concisa.
2 º Parágrafo
Essa formula chegou a ser usada pela folha de São Paulo, Correio da Manhã e O Globo
3 º Parágrafo
O conteúdo do editorial também não contribui para uma boa leitura. Luiz Beltrão di\ que deve-se combinar os gêneros opinativos com os demais gêneros do jornal.
4 º Parágrafo
Os jornais mantêm os editoriais nas paginas chamadas “Opinião”. Existem muitos editoriais diferentes. Beltrão classifica-os em: Morfologia, topicalidade, conteúdo, estilo e natureza.
Página: 104
1 º Parágrafo
Morfologia: artigo de fundo, suelto e nota. Topicalidade: preventivo, de ação, de consequência. Conteúdo: Informativo, normativo e ilustrativo. Estilo: intelectual e emocional. Natureza: promocional, circunstancial e polêmico.
2 º Parágrafo
No rádio e na TV, o editorial só aparece em momentos de crise social, quando as emissoras se sentem no dever de dizer o que pensam.
3 º Parágrafo
O rádio e a TV não usam do editorial por medo da responsabilidade, ignorância do seu poder na formação da opinião pública e porque não têm interesse no bem comum.
4º Parágrafo
Quando o editorial aparece no rádio e na TV, continua com sua estrutura de elaboração. Atribui na leitura uma característica sonora especial.

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.