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Apostila comunicação e expressão 2

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implicar, colocados nas 
atividades, custar, entre outros. 
 
CRASE 
 
 
É o fenômeno da contração de duas vogais semelhantes. Emprega-se o acento 
grave (`) para marcar a crase de dois aa. 
 
• a (preposição) + a (artigo feminino) – Amanhã iremos ( a+a) à praia. (ao baile) 
 
Regra geral: o acento grave indicativo de crase será usado sempre que o termo 
antecedente exigir, pela sua regência, a preposição a e o termo conseqüente admitir 
o artigo a . 
 
 
Antes de vermos as regras, vamos conhecer algumas dicas que podem ajudar no 
momento da utilização da CRASE: 
 
Segundo a regra geral, o acento de crase só é adequado diante de palavras femininas 
determinadas pelo artigo definido a ou as e subordinadas a termos que exigem a 
preposição a . 
 
Há três regras práticas para você saber quando ocorre a crase. 
a) Troque a por ao. Substitua a palavra antes da qual aparece o a ou as por outra, 
masculina. Se o a ou as se transformar em ao ou aos, use a crase. 
 
b) Mude a preposição. A combinação de outras preposições (que não o a) com o 
artigo feminino a (para a , na, da, pela e com a) indica se o a ou as deve levar 
crase. 
 
 
c) Nomes geográficos. Neste caso, recorra às formas ir para, voltar de (sem crase) 
ou voltar da (com crase). 
 
 
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Sempre ocorre crase 
 
1) Em locuções adverbiais: à vista, à direita, às escondidas, às pressas, às vezes, à 
parte, às claras, à toa, à noite, à tarde, à vista Ex. Às vezes, chove muito. 
2) Em locuções prepositivas: à semelhança de, à custa de, à frente de, à razão de, à 
procura de, à espera de, à vista de, à cata de, à disposição de. Ex. Estou à espera de 
uma namorada. 
3) Em locuções conjuntivas: à proporção que, à medida que. Ex. À medida que 
caminhava, ficava mais cansado. 
 
4) Diante de pronomes demonstrativos aquele(s), aquela (s),aquilo, sempre que forem 
antecedidos por verbos que regem a preposição a . Ex. Amanhã iremos àquela praia. 
5) Diante de palavras em que estão subentendidas as expressões: à moda de, à 
maneira de. Ex. Vestia-se à esportiva. 
6) Diante de nomes de lugares que admitem o artigo. Ex. Estamos preparados para ir 
à Bahia. 
7) Diante de numerais, apenas quando houver referência a horas e distância 
determinada. Ex. O jogo começará às sete horas. 
A polícia está à 500 metros do local. 
 
Não ocorre crase 
 
1) Diante de verbos. Ex. Começou a acreditar em mim. 
2) Diante de palavras masculinas. Ex. Nunca gostei de andar a cavalo. 
3) Diante de um artigo indefinido, mesmo que feminino. Ex. O conflito levou os pais a 
uma situação insustentável. 
4) Diante de pronomes que repelem o artigo. Ex. Fiz referência a esta aula. Há crase, 
quando podemos trocar por um masculino, como em: à senhora (ao senhor), à 
mesma aluna (ao mesmo aluno) 
5) Diante da palavra casa, no sentido de residência própria. Ex. Voltei a casa. No 
entanto, se a palavra casa estiver determinada, ocorrerá crase. Ex. Voltei à casa 
de meus pais. 
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6) Diante da palavra terra, como antônimo de bordo. Ex. Os marinheiros voltaram a 
terra completamente exaustos. Contudo, se a palavra terra estiver determinada, 
ocorrerá crase. Ex. Ele voltou à terra de seus antepassados. 
7) Nas expressões formadas por palavras repetidas: cara a cara, gota a gota, frente a 
frente, uma a uma. Ex. Estávamos frente a frente. 
8) Diante de substantivos próprios que não admitem artigo. Ex. Fiz uma passeio 
turístico a Roma ( Vou a Roma , volto de Roma). Vai crase em vou a, volto da. 
 
Casos facultativos 
 
1) Diante de pronomes possessivos femininos no singular. Ex. Estávamos todos à(a) 
sua procura. 
2) Diante de substantivos próprios femininos. Ex. Falei à (a) Lúcia que não iria. 
3) Depois da preposição até. Ex. Ele virá até a meia-noite. 
 
Recapitulando 
 Esperamos que tenha ficado claro para você a importância de produzir textos e 
trabalhos acadêmicos bem elaborados, isentos de transgressões linguístico-
gramaticais. Sem dúvida, a compreensão das normas de concordância verbal e 
nominal, bem como das noções de regência e de crase, apresentadas no presente 
capítulo, podem auxiliar você a aprimorar a correção de sua escrita, embora as 
regras aqui expostas constituam apenas um breve apanhado dos conteúdos 
envolvidos. Ainda assim, é fundamental que, ao elaborar suas atividades acadêmicas 
escritas, você tenha sempre à mão um bom dicionário e uma gramática. Na ausência 
de tais recursos, as rápidas noções acima podem ser de grande utilidade. Por outro 
lado, convém lembrar que a boa escrita depende, antes de mais nada, de muita 
prática e de muita leitura. 
 
 
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BIBLIOGRAFIA 
CUNHA, Celso e CINTRA, Luís F. Lindley. Nova gramática do português 
contemporâneo. 5.ed. Rio de Janeiro: Lexikon, 2008. 
LUFT, Celso Pedro. Dicionário prático de regência Verbal. São Paulo, Ática, 2003. 
OLIVEIRA, Édison de. CPP: Curso Permanente de Português. Redação, revisão 
gramatical. 
MESQUITA, Roberto Melo. Gramática da língua portuguesa. 9.ed. São Paulo: Saraiva, 
2007. 
Vocabulário ortográfico da língua portuguesa/Academia Brasileira de Letras. 5.ed. São 
Paulo: Global, 2009. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 CAPÍTULO 10 - REDAÇÃO ACADÊMICA 
 
 Almir Mentz6 
 
Escrever não é tarefa fácil. Escrever exige-nos domínio profundo sobre o tema 
a que nos propomos redigir. Para que a produção textual alcance seu objetivo, isto é, 
comunicar aquilo que desejamos, é preciso a apropriação de conhecimentos que são 
obtidos através de leitura e releitura de obras e de textos que tratam da temática sobre 
a qual temos interesse em redigir. Escrever é, pois, uma atividade dialógica. 
 Como vimos nos capítulos anteriores, a tecelagem do texto está ligada a 
diversos fatores que auxiliam na redação e no entendimento das ideias expressas pelo 
autor. Na elaboração de textos acadêmicos temos de dar atenção à argumentação e à 
dissertação e às qualidades de estilo. Além desses fatores também é importante 
termos a preocupação com a correção linguística. A correção gramatical, enfim, 
permitirá a construção de frases mais compreensíveis. Repetição vocabular é 
inadequada. Precisamos fazer substituições através do emprego de anafóricos, a fim 
de que o texto apresente progressivamente suas ideias. Enfim, a linguagem faz parte 
do texto. 
 O texto acadêmico deve ser claro. Suas ideias não podem ser ambíguas. Por 
essa razão, adjetivo e advérbios devem ser sempre evitados. Afora a clareza, é 
imprescindível precisão e simplicidade na redação acadêmica. Isso não significa que 
haja vulgarização da linguagem. Ao contrário. A linguagem expressará realmente o 
que desejamos que seja entendido pelo leitor. 
 Outro aspecto da linguagem acadêmica a ser respeitado refere-se à concisão. 
No texto acadêmico devemos dizer apenas o essencial. Não convém, então, que o 
texto seja permeado de ideias supérfluas. As informações desnecessárias devem ser 
rigorosamente suprimidas. 
 Coesão e coerência são qualidades que aprimoram a construção de um texto 
acadêmico bem escrito. Aquela está relacionada diretamente aos aspectos 
gramaticais que articulam as ideias do texto, denominados como articuladores. Esta, 
 
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 Professor do Curso de Letras da Universidade Luterana do Brasil São Jerônimo e Canoas. Mestre

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