LUBRIFICAÇÃO DE MOTORES DIESEL
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LUBRIFICAÇÃO DE MOTORES DIESEL


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Prof. Ricardo Macedo
Serviço Nacional de
Aprendizagem Industrial
Departamento Regional do Pará
CEP Paragominas.
LUBRIFICAÇÃO DE MOTORES À DIESEL
SISTEMA
 DE LUBRIFICAÇÃO
Motores Diesel
Diagrama esquemático do sistema de lubrificação.
SISTEMA DE LUBRIFICAÇÃO
 O sistema de lubrificação tem como função distribuir o óleo lubrificante entre partes móveis do motor para diminuir o desgaste, o ruído e auxiliar no arrefecimento do motor. O sistema de lubrificação garante que todas as peças móveis especialmente pistões, virabrequins, eixo do comando de válvulas, bielas e tuchos, funcionem sem que as superfícies de contato entre eles e demais componentes realizem muito atrito (contato entre duas superfícies) entre si, diminuindo assim os desgaste elevado e superaquecimento.
Funções da Lubrificação
Diminuir atrito com consequente diminuição do desgaste das partes móveis;
Auxiliar na limpeza retirando carvões e partículas de metais que se formam durante o funcionamento do motor;
Arrefecimento auxiliar;
Vedar os anéis do pistão e a parede do cilindro; 
Reduzir ruídos; amortece os choques e as cargas entre os mancais.
	
Outras Funções; 
 Economizar combustível;
		Reduzir a Poluição;
Melhorar o desempenho e a vida útil dos equipamentos.
O sistema de lubrificação típico de um motor é composto por diversos componentes que fazem circular óleo no sistema, controlam a pressão do mesmo e fazem a sua filtragem de maneira que ocorra uma lubrificação adequada em todas as áreas de atrito, sob todas as condições de funcionamento. Os principais componentes que influem no funcionamento adequado do sistema são: 
Componentes do sistema de lubrificação
Cárter
Filtro de sucção
Bomba de óleo 
Válvula aliviadora de pressão 
Filtro de óleo 
Galerias principais e tributárias 
Canais de lubrificação de mancais e bielas
Para que servem?
Cárter \u2013 Vedar a parte inferior de bloco e armazenar o óleo lubrificante, que será succionado por uma bomba, e percorrerá todo o sistema de lubrificação e que por gravidade retornará ao próprio cárter onde dará inicio ao mesmo processo.
O ralo é um protetor de chapa multi-perfurada instalado na extremidade do tubo de sucção da bomba, com o propósito de impedir que corpos estranhos como trapo, estopa e outros, por vezes esquecidos nos reservatórios após uma limpeza, penetrem no corpo da mesma, comprometendo o seu funcionamento.
TUBO PESCADOR
Filtro de sucção \u2013 Instalado a montante da bomba ou acessíveis externamente é responsável pela retenção das partículas maiores de metal e outros possíveis fragmentos que possam danificar a bomba, além de realizar uma filtragem preliminar.
Bomba de óleo - Succionar o óleo e o enviar sob pressão ao filtro de óleo e a todas as partes móveis do motor.
Válvula aliviadora de pressão - Para evitar danos a bomba em que a pressão suba demasiadamente, é que existe a válvula aliviadora de pressão, que faz parte do óleo retornar ao cárter.
Filtro de óleo - Basicamente, os filtros lubrificantes devem atender às funções de reter todos contaminantes que possam causar danos ao perfeito funcionamento do motor, mantendo as características de estrutura do óleo, uniformidade de circulação e eficiência no período de uso pelo motor.
Galerias principais e tributárias e canais de lubrificação de mancais e bielas
 O lubrificante que sai do filtro segue por diversas passagens (pequenos canais perfurados ou criados na fundição do bloco), atingindo todos os componentes que precisam lubrificação. O primeiro fluxo chega à chamada galeria principal de óleo, disposta longitudinalmente ao bloco, com o justo objetivo de atingir assim toda a sua extensão. Desta galeria, derivam outros canais ou orifícios (conforme o motor) que atingem primeiramente o virabrequim, atuando sobre os mancais principais e bielas.
O óleo que circula dentro do motor fica depositado na parte baixa do bloco, conhecida como cárter, já que neste ponto não apenas por razões físicas, ele mantém-se mais resfriado em relação ao que circula pelo motor. Do cárter, o óleo é sugado pela bomba de óleo através de um tubo coletor que tem em sua extremidade um filtro de malha grossa (filtro de sucção) para retenção das partículas maiores de metal e outros possíveis fragmentos que possam danificar a bomba. Óleo segue para o filtro onde é filtrado, eleminado as impurezas presentes no mesmo, e em seguida o óleo entra nas galerias fazendo a lubrificação de todas os componentes necessários.
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SISTEMAS DE LUBRIFICAÇÃO 
OS sistemas de lubrificação do motor são classificados de acordo com o modo que o óleo é distribuído. 
 Sistema de lubrificação forçada. 
TIPOS: 
 Sistema de lubrificação por salpico; 
Utilizado em motores estacionários monocilíndricos de uso agrícola;
Neste sistema o pé da biela apresenta um prolongamento afilado denominado pescador;
Uma bomba alimenta com óleo o pescador;
Ao girar o motor o óleo é borrifado pelo pescador nas paredes dos cilindros e nas demais partes móveis no interior do bloco.
sistema por salpico;
Neste sistema uma bomba força a passagem do óleo através de uma galeria principal contida no bloco do motor, ao mesmo tempo que abastece as calhas de lubrificação por salpico
Da galeria principal o óleo, sob pressão, é direcionado a passar através do eixo de manivelas, do eixo de comando de válvulas e do eixo dos balancins.
O óleo que escapa dos eixos é pulverizado na parte superior das paredes dos cilindros, nos pistões e nos pinos das bielas.
sistema de circulação e salpico;
Óleo sob pressão;
Passa através dos eixos (manivelas, comando de válvulas e balancins);
A parte superior dos cilindros e dos pistões é lubrificada pelo óleo que escapa de furos existentes nas conexões das bielas com os pinos dos pistões;
A parte inferior das paredes dos cilindros e dos pistões é lubrificada pelo óleo pulverizado de furos existentes nas conexões da árvore de manivelas com as bielas.
Devido a longa distância e diversas galerias percorridas pelo óleo neste sistema, o requerimento de pressão na maioria dos motores dos tratores varia de 15 a 40 psi, podendo em alguns casos chegar até 65 psi.
SISTEMA DE CIRCULAÇÃO SOB PRESSÃO;
SISTEMA DE CIRCULAÇÃO SOB PRESSÃO;
 Trata-se do sistema mais utilizado nos motores atuais, contando com uma bomba de deslocamento positivo que envia uma vazão de óleo a uma determinada pressão através de orificios a todos os componentes móveis do motor;
Mancais principais.
 Bielas.
Topo dos pistões.
Eixo de comando de válvulas.
Eixo de balanceiros.
Acessórios do motor.
Engrenagens de sincronização.
Classificações
 & Especificações
Dos Óleos Lubrificantes
SAE - Sociedade de Engenheiros de Automóveis
 A SAE é uma sociedade americana que definiu padrões de viscosidade dos óleos automotivos. Os números que aparecem nas embalagens dos óleos lubrificantes automotivos (30, 40, 20W/40, etc.) correspondem à classificação pelos critérios da SAE, que se baseiam na viscosidade dos óleos a 100º Celsius, apresentando duas escalas: 
 De baixa temperatura (de 0W até 25W). ). A letra "W" significa \u201cWinter\u201d ou seja \u201cInverno\u201d. De alta temperatura (de 20 a 60).
Quanto maior o número, maior a viscosidade, para o óleo suportar maiores temperaturas. Graus menores suportam baixas temperaturas sem se solidificar ou prejudicar a bombeabilidade.
Um óleo com um índice de viscosidade amplo pode ser enquadrado nas duas faixas de temperatura (alta e baixa), por apresentar menor variação de viscosidade em virtude da alteração da temperatura. 
Desta forma, um óleo SAE 20W/40 se comporta nas baixa temperaturas como um óleo 20W reduzindo o desgaste na partida do motor ainda frio e nas altas temperaturas se comporta como um óleo SAE 40, tendo uma ampla faixa de utilização.
Óleos multiviscosos (inverno e verão):
 SAE 20W-40, 20W-50, 15W-50 
Óleos de Verão (altas temperaturas): 
SAE 20, 30, 40, 50,