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3s e ppv CLASSE DE PALAVRAS

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 MORFOLOGIA - é o estudo da estrutura, da formação e da classificação das palavras. A morfologia está agrupada em dez classes, denominadas classes de palavras ou classes gramaticais. São elas: Substantivo, Artigo, Adjetivo, Numeral, Pronome, Verbo, Advérbio, Preposição, Conjunção e Interjeição.
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SUBSTANTIVO 
Tudo o que existe é ser e cada ser tem um nome. Substantivo é a classe gramatical de palavras variáveis, as quais denominam os seres. Além de objetos, pessoas e fenômenos, os substantivos também nomeiam: lugares: Alemanha, Porto Alegre... / sentimentos: raiva, amor... /estados: alegria, tristeza... / qualidades: honestidade, sinceridade... / -ações: corrida, pescaria...
CLASSIFICAÇÃO
Comum - é aquele que designa os seres de uma mesma espécie de forma genérica. Ex: cidade, menino, homem, mulher, país, cachorro.
Próprio: é aquele que designa os seres de uma mesma espécie de forma particular. Ex: Londres, Paulinho, Pedro, Tietê, Brasil.
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Concreto: é aquele que designa o ser que existe, independentemente de outros seres. Obs: os substantivos concretos designam seres do mundo real e do mundo imaginário.
real: homem, mulher, cadeira, cobra, Brasília, etc.
imaginário: saci, mãe-d'água, fantasma, etc.
Abstrato: é aquele que designa seres que dependem de outros para se manifestar ou existir. Os substantivos abstratos designam estados, qualidades, ações e sentimentos dos seres, dos quais podem ser abstraídos, e sem os quais não podem existir. Ex: vida (estado), rapidez (qualidade), viagem (ação), saudade (sentimento). 
Coletivos - é o substantivo comum que, mesmo estando no singular, designa um conjunto de seres da mesma espécie. Ex: abelha - enxame, colmeia; aluno – classe. 
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Nota: o coletivo é um substantivo singular, mas com ideia de plural.
Formação dos Substantivos 
Simples: é aquele formado por um único elemento. Ex: tempo, sol, sofá, etc.
Composto: é aquele formado por dois ou mais elementos. Ex: beija-flor, passatempo.
Primitivo: é aquele que não deriva de nenhuma outra palavra da própria língua portuguesa. O substantivo limoeiro é derivado, pois se originou a partir da palavra limão.
Derivado: é aquele que se origina de outra palavra. 
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FLEXÃO DOS SUBSTANTIVOS
O substantivo é uma classe variável. A palavra é variável quando sofre flexão (variação). A palavra menino, por exemplo, pode sofrer variações para indicar:
Plural: meninos / Feminino: menina / Aumentativo: meninão
Diminutivo: menininho
Flexão de Gênero
Na língua portuguesa, há dois gêneros: masculino e feminino.
Pertencem ao gênero masculino os substantivos que podem vir precedidos dos artigos o, os, um, uns. Veja estes títulos de filmes:
- O velho e o mar. / - Um Natal inesquecível. / - Os reis da praia
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Pertencem ao gênero feminino os substantivos que podem vir precedidos dos artigos a, as, uma, umas: 
Ex: A história sem fim - / Uma cidade sem passado.
Substantivos Biformes e Uniformes
Biformes (= duas formas): ao indicar nomes de seres vivos, geralmente o gênero da palavra está relacionado ao sexo do ser, havendo, portanto, duas formas, uma para o masculino e outra para o feminino. Observe: gato – gata,/ homem – mulher / poeta – poetisa / prefeito – prefeita.
Uniformes: são aqueles que apresentam uma única forma, que serve tanto para o masculino quanto para o feminino. Classificam-se em: 
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Epicenos: têm um só gênero e nomeiam bichos. Ex: a cobra macho e a cobra fêmea, o jacaré macho e o jacaré fêmea.
Sobrecomuns: têm um só gênero e nomeiam pessoas. Ex: a criança, a testemunha, a vítima, o cônjuge, o gênio, o ídolo, o indivíduo. 
Comuns de Dois Gêneros: indicam o sexo das pessoas por meio do artigo. Ex: o colega e a colega, o doente, a doente, o artista , a artista.
Existem certos substantivos que, variando de gênero, variam em seu significado.
Por exemplo: o rádio (aparelho receptor) e a rádio (estação emissora)
 o capital (dinheiro) e a capital (cidade) 
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Plural dos Substantivos Compostos
A formação do plural dos substantivos compostos depende da forma como são grafados, do tipo de palavras que formam o composto e da relação que estabelecem entre si. Aqueles que são grafados sem hífen comportam-se como os substantivos simples:
 Aguardente - aguardentes girassol – girassóis
 pontapé - pontapés malmequer – malmequeres
O plural dos substantivos compostos cujos elementos são ligados por hífen costuma provocar muitas dúvidas e discussões. Algumas orientações são dadas a seguir:
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Flexionam-se os dois elementos, quando formados de
substantivo + substantivo = couve-flor e couves-flores
substantivo + adjetivo = amor-perfeito e amores-perfeitos
adjetivo + substantivo = gentil-homem e gentis-homens
numeral + substantivo = quinta-feira e quintas-feiras
b)Flexiona-se somente o segundo elemento, quando formados de:
verbo + substantivo = guarda-roupa e guarda-roupas
palavra invariável + palavra variável = alto-falante e alto-falantes
palavras repetidas ou imitativas =
 reco-reco e reco-recos
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c) Flexiona-se somente o primeiro elemento - substantivo + preposição clara + substantivo = água-de-colônia e águas-de-colônia 
substantivo + preposição oculta + substantivo = cavalo-vapor e cavalos-vapor
- substantivo + substantivo que funciona como determinante do primeiro, ou seja, especifica a função ou o tipo do termo anterior.
Exemplos: 
palavra-chave - palavras-chave bomba-relógio - bombas-relógio notícia-bomba - notícias-bomba homem-rã - homens-rã peixe-espada - peixes-espada
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 Casos Especiais: 
o louva-a-deus e os louva-a-deus
o bem-te-vi e os bem-te-vis
o bem-me-quer e os bem-me-queres
o joão-ninguém e os joões-ninguém.
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ADJETIVOS
Adjetivo é a palavra que expressa uma qualidade ou característica do ser e se relaciona diretamente ao lado de um substantivo. 
Ao analisarmos a palavra bondoso, percebemos que além de expressar uma qualidade, ela pode ser "encaixada diretamente" ao lado de um substantivo: homem bondoso, moça bondosa, pessoa bondosa.
Já com a palavra bondade, embora expresse uma qualidade, não acontece o mesmo; não faz sentido dizer: homem bondade, moça bondade, pessoa bondade. Bondade, portanto, não é adjetivo, mas substantivo, pois admite o artigo: a bondade. 
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Classificação
Explicativo: exprime qualidade própria do ser. Por exemplo: neve fria.
Restritivo: exprime qualidade que não é própria do ser. Por exemplo: fruta madura.
Formação
Simples - Formado por um só radical. brasileiro, escuro.
Composto - Formado por mais de um radical. luso-brasileiro, castanho-escuro, amarelo-canário.
Primitivo - aquele que dá origem a outros adjetivos. belo, bom, feliz, puro.
Derivado - É aquele que deriva de substantivos ou verbos. belíssimo, bondoso, magrelo.
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*** Morfossintaxe do Adjetivo: O adjetivo exerce sempre funções sintáticas relativas aos substantivos, atuando como adjunto adnominal ou como predicativo (do sujeito ou do objeto). 
Pátrio - indica a nacionalidade ou o lugar de origem do ser. Observe alguns deles:
Estados e cidades brasileiros:
Acre 	 acreano
Alagoas 	alagoano
Amapá 	amapaense
Pátrio Composto - na formação do adjetivo pátrio composto, o primeiro elemento aparece na forma reduzida e, normalmente, erudita. Observe : 
África afro- / Por exemplo: Cultura afro-americana 
Portugal luso- / Por exemplo: Acordos luso-brasileiros 
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*** LOCUÇÃO ADJETIVA
Locução = reunião de palavras. Sempre que são necessárias duas ou mais palavras para contar a mesma coisa, tem-se locução. Às vezes, uma preposição + substantivo tem o mesmo valor de um adjetivo: é a Locução Adjetiva (expressão que equivale a um adjetivo.) 
Por exemplo: aves da noite (aves noturnas), paixão sem freio (paixão desenfreada).Obs.: nem toda locução adjetiva possui um adjetivo correspondente, com o mesmo significado. Ex: 
Vi as alunas da 5ª série. / O muro de tijolos caiu.
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FLEXÃO DOS ADJETIVOS
O adjetivo varia em gênero, número e grau.
Gênero - os adjetivos concordam com o substantivo a que se referem (masculino e feminino). De forma semelhante aos substantivos, classificam-se em:
Biformes - têm duas formas, sendo uma para o masculino e outra para o feminino. ativo e ativa, mau e má, judeu e judia.
 Uniformes - têm uma só forma tanto para o masculino como para o feminino. 
Ex: homem feliz e mulher feliz.
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Nos adjetivos compostos, só o último elemento vai para o plural: cantor norte-americano – cantores norte-americanos.
Exceções: 1. adjetivos compostos invariáveis: sapato azul-marinho – sapatos azul-marinho, camisa azul-celeste – camisas azul-celeste.
2. São invariáveis os adjetivos compostos cujo último elemento é um substantivo: 
 Blusa verde-bandeira – blusas verde-bandeira
 tecido verde-abacate – tecidos verde-abacate
 batom vermelho-paixão – batons vermelho-paixão
3. Também são invariáveis os adjetivos composto por COR+DE+SUBSTANTIVO: Blusa cor-de-rosa, Blusas cor-de-rosa
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Grau
Os adjetivos flexionam-se em grau para indicar a intensidade da qualidade do ser. São dois os graus do adjetivo: o comparativo e o superlativo.
Comparativo - Nesse grau, comparam-se a mesma característica atribuída a dois ou mais seres ou duas ou mais características atribuídas ao mesmo ser. O comparativo pode ser de igualdade, de superioridade ou de inferioridade. Observe os exemplos abaixo:
1) Sou tão alto como você. Comparativo De Igualdade
No comparativo de igualdade, o segundo termo da comparação é introduzido pelas palavras como, quanto ou quão.
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2) Sou mais alto (do) que você. Comparativo de Superioridade Analítico
No comparativo de superioridade analítico, entre os dois substantivos comparados, um tem qualidade superior. A forma é analítica porque pedimos auxílio a "mais...do que" ou "mais...que".
3) O Sol é maior (do) que a Terra. Comparativo de Superioridade Sintético.
Alguns adjetivos possuem, para o comparativo de superioridade, formas sintéticas, herdadas do latim. São eles:
 bom-melhor 	 pequeno-menor
 mau-pior 	 alto-superior
 grande-maior 	 baixo-inferior 
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4) Sou menos alto (do) que você. Comparativo De Inferioridade. Sou menos passivo (do) que tolerante.
Superlativo - expressa qualidades num grau muito elevado ou em grau máximo. O grau superlativo pode ser absoluto ou relativo e apresenta as seguintes modalidades:
Superlativo Absoluto: ocorre quando a qualidade de um ser é intensificada, sem relação com outros seres. Apresenta-se nas formas:
Analítica: a intensificação se faz com o auxílio de palavras que dão ideia de intensidade (advérbios).
O secretário é muito inteligente.
Sintética: a intensificação se faz por meio do acréscimo de sufixos. 
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Por exemplo:
O secretário é inteligentíssimo.
Observe alguns superlativos sintéticos: (pouco usado)
benéfico 	beneficentíssimo
bom 	 boníssimo ou ótimo 
Superlativo Relativo: ocorre quando a qualidade de um ser é intensificada em relação a um conjunto de seres. Essa relação pode ser:
De Superioridade: Clara é a mais bela da sala.
De Inferioridade: Clara é a menos bela da sala.
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IMPORTANTE: 
a) As formas menor e pior são comparativos de superioridade, pois equivalem a “mais pequeno e mais mau”, respectivamente.
b) Bom, mau, grande e pequeno têm formas sintéticas (melhor, pior, maior e menor), porém, em comparações feitas entre duas qualidades de um mesmo elemento, deve-se usar as formas analíticas mais bom, mais mau, mais grande e mais pequeno.
Pedro é maior do que Paulo - Comparação de dois elementos.
Pedro é mais grande que pequeno - comparação de duas qualidades de um mesmo elemento.
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As formas analíticas dos adjetivos bom, mau e grande (mais bom, e mais grande, podem ser empregadas quando se confrontam duas qualidades do mesmo ser.
Ex: Pedro é bom e atencioso: mais bom que atencioso.
Em lugar de menor usa-se mais pequeno, uma forma que, normalmente se evita empregar no Brasil, porém muita usada em Portugal. 
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NUMERAL
Numeral é a palavra que indica os seres em termos numéricos, isto é, que atribui quantidade aos seres ou os situa em determinada sequência.
Exemplos:
 Os quatro últimos ingressos foram vendidos há pouco.
 [quatro: numeral = atributo numérico de "ingresso"]
 Eu quero café duplo, e você?
 ...[duplo: numeral = atributo numérico de "café"]
 A primeira pessoa da fila pode entrar, por favor!
 ...[primeira: numeral = situa o ser "pessoa" na sequência de "fila"]
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*** Note bem: os numerais traduzem, em palavras, o que os números indicam em relação aos seres. Assim, quando a expressão é colocada em números (1, 1°, 1/3, etc.) não se trata de numerais, mas sim de algarismos. 
Além dos numerais mais conhecidos, já que refletem a ideia expressa pelos números, existem mais algumas palavras consideradas numerais porque denotam quantidade, proporção ou ordenação. São alguns exemplos: década, dúzia, par, ambos(as), novena.
Classificação
Cardinais: indicam contagem, medida. É o número básico. um, dois, cem mil, etc.
Ordinais: indicam a ordem ou lugar do ser numa série dada. Por exemplo: primeiro, segundo, centésimo, etc.
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Fracionários: indicam parte de um inteiro, ou seja, a divisão dos seres. Por exemplo: meio, terço, dois quintos, etc.
Multiplicativos: expressam ideia de multiplicação dos seres, indicando quantas vezes a quantidade foi aumentada. Por exemplo: dobro, triplo, quíntuplo, etc.
Flexão
Os numerais cardinais que variam em gênero são um/uma, dois/duas e os que indicam centenas de duzentos/duzentas em diante: trezentos/trezentas; quatrocentos/quatrocentas, etc. Cardinais como milhão, bilhão, trilhão, etc. variam em número: milhões, bilhões, trilhões, etc. Os demais cardinais são invariáveis. Os numerais ordinais variam em gênero e número:
primeiro 	segundo 	milésimo
primeira 	segunda 	milésimas
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Os numerais multiplicativos são invariáveis quando atuam em funções substantivas:
Por exemplo:
Fizeram o dobro do esforço e conseguiram o triplo de produção.
Quando atuam em funções adjetivas, esses numerais flexionam-se em gênero e número:
Por exemplo:
Teve de tomar doses triplas do medicamento.
Os numerais fracionários flexionam-se em gênero e número. Observe:
um terço/dois terços 
uma terça parte duas terças partes
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Os numerais coletivos flexionam-se em número. Veja:
uma dúzia / um milheiro / duas dúzias
É comum na linguagem coloquial a indicação de grau nos numerais, traduzindo afetividade ou especialização de sentido. É o que ocorre em frases como:
Me empresta duzentinho...
É artigo de primeiríssima qualidade!
O time está marcdo por ter caído na segundona. (= segunda divisão de futebol)
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Emprego dos Numerais
Para designar papas, reis, imperadores, séculos e partes em que se divide uma obra, utilizam-se os ordinais até décimo e a partir daí os cardinais, desde que o numeral venha depois do substantivo:
Ordinais Cardinais
João Paulo II (segundo)	 Tomo XV (quinze)
D. Pedro II (segundo)	 Luís XVI (dezesseis)
Ato II (segundo)	 Capítulo XX (vinte)
Século VIII (oitavo)	 Século XX (vinte)
Canto IX (nono)	 João XXIII ( vinte e três)
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Para designar leis, decretos e portarias, utiliza-se o ordinal até nono e o cardinal de dez em diante:
Artigo 1.° (primeiro) Artigo 10 (dez)
Artigo 9.° (nono) Artigo 21 (vinte e um)
Ambos/ambas são considerados numerais. Significam "um e outro","os dois" (ou "uma e outra", "as duas") e são largamente empregados para retomar pares de seres aos quais já se fez referência.
Por exemplo:
Pedro e João parecem ter finalmente percebido a importância da solidariedade. Ambos agora participam das atividades comunitárias de seu bairro.
Obs.: a forma "ambos os dois" é considerada enfática. (redundância ou pleonasmo)
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Pronome
É a palavra que acompanha ou substitui o substantivo, indicando sua posição em relação às pessoas do discurso ou mesmo situando-o no espaço e no tempo.
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OS PRONOMES PODEM SER:
substantivos: são aqueles que tomam o lugar do substantivo.   Ela era a mais animada da festa. (No lugar de A menina) 
adjetivos: são aqueles que acompanham o adjetivo.   Minha bicicleta quebrou.  
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CLASSIFICAÇÃO DOS PRONOMES
Pronome pessoal
Pronome possessivo
Pronome demonstrativo
Pronome relativo
Pronome indefinido
Pronome interrogativo
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Pronome pessoais.
Os pronome pessoais são aqueles que indicam as pessoas do discurso. Dividem-se em retos que exercem a função de sujeito e os oblíquos que exercem a função de complemento. 
RETOS
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QUADRO DOS PRONOMES PESSOAIS
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EXEMPLO DO USO DOS PRONOMES
Ela avisou a todos sobre a festa. Caso reto – sujeito
(na frase o pronome não é precedido de preposição)
Todas as pessoas olhavam para ela. Caso oblíquo - complemento
(na frase o pronome “ela” está preposicionado e exerce a função de complemento e não de sujeito, pois o sujeito da frase é: Todas as pessoas
Portanto, podemos concluir que os únicos dois pronomes que sempre funcionam como sujeito e nunca como complemento são: “eu e tu”. 
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Emprego dos pronomes pessoais
 Os pronomes pessoais retos funcionam como sujeitos de frases:   Eu vou à loja, talvez ele esteja lá. (eu sujeito do verbo “vou”) 
“ele” sujeito do ver esteja.
Retos: Eu, tu, ele, nós, vós, eles. .
  .Os pronomes pessoais retos (eu, tu, ele, nós,vós, eles) NUNCA aparecem DEPOIS DE UMA PREPOSIÇÃO. Torna-se obrigatório o uso dos pronomes oblíquos:   Entre mim e ti há uma distância enorme.
Preposição (palavras invariáveis) 
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Os pronomes pessoais oblíquos podem ser átonos ou tônicos. 
São pronomes oblíquos átonos: ( sem preposição) 
me, te, o, a, lhe, se, nos, vos, os, as, lhes. 
 Os pronomes pessoais oblíquos átonos, com formas verbais:   A mãe esperava-o ansiosa
São pronomes oblíquos tônicos: ( com preposição)
mim, ti, ele, ela, si, nos, vos, eles, elas.   Os pronomes pessoais oblíquos tônicos são usados com preposição:
 A mãe ansiosa esperava por mim. – oblíquo tônico. (Observe que o pronome veio precedido de preposição)
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EMPREGO DOS PRONOMES PESSOAIS
 Os pronomes oblíquos átonos “o, a, os, as” exercem a função de objeto direto: 
 A enfermeira examinou o garoto. Objeto direto
 A enfermeira examinou-o
 (quem examina, examina alguma coisa – VTD) 
Os pronomes oblíquos átonos “lhe, lhes” exercem a função de objeto indireto. O garçom oferece-lhe bebida.
 (quem oferece, oferece alguma coisa a alguém)
 preposição 
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Antes de verbo no infinitivo só usamos eu e tu, jamais mim e ti. 
Fizeram de tudo para eu me emocionar.   Fizeram de tudo para tu comprares a casa.
Nos casos acima os pronomes “eu e tu” são sujeitos dos verbos emocionar e comprares. 
***Obs: Os pronomes retos “eu e tu” nunca serão complementos, mesmo regidos de preposição.
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Importante:
Só se usam os pronomes eu e tu quando funcionarem como sujeito de um verbo. Perceba, então, que o segredo é este:
 analisar sintaticamente a oração:
caso o pronome funcione como sujeito, use “eu” ou “tu”; senão, use “mim” ou “ti”. 
Ex: Era para eu sair mais cedo hoje”, pois o sujeito de “sair” é o pronome “eu”;
“Ela trouxe o livro para mim”, pois o pronome não funciona como sujeito. O sujeito dessa frase é “ela”.
*
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***Agora preste atenção a esta frase: 
“Foi difícil para mim conseguir o emprego.” 
Parece estar errada, não é mesmo? mas está certa, pois o pronome não funciona como sujeito, como à primeira vista possa parecer. 
Na verdade, “conseguir o emprego” é uma oração que funciona como sujeito do verbo “ser”. Observe a inversão:
“Conseguir o emprego foi difícil para mim.”
(Observe a pergunta para se saber o sujeito- o que foi difícil?)
***A resposta então é o sujeito da oração, que no caso não é uma palavra, mas uma oração infinitiva) 
Percebeu como o pronome não funciona como sujeito? 
 
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*** Isso ocorre quando surgir “custar, faltar, restar, bastar ou verbo de ligação com predicativo do sujeito”:
“ Custou para mim aceitar a situação.”
“ Falta para mim conversar com três candidatos.”
“ Resta para mim explicar duas teorias.”
“ Basta para mim ter você ao meu lado.”
“ É necessário para mim aguardar ordens superiores.”
“Foi difícil para mim aceitar a situação.
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Os pronomes oblíquos “se, si, consigo” são pronomes reflexivos ou recíprocos, portanto só poderão ser usados na voz reflexiva ou na voz reflexiva recíproca. 
Reflexiva - quando o sujeito praticar a ação sobre si mesmo. 
 Carla machucou-se.
 Marcos cortou-se com a faca.
 Reflexiva recíproca - quando houver dois elementos como sujeito: um pratica a ação sobre o outro, que pratica a ação sobre o primeiro. 
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Paula e Renato amam-se.
Os jovens agrediram-se durante a festa.
Os ônibus chocaram-se violentamente.
Conosco e convosco - são utilizados normalmente em sua forma sintética. Caso haja palavra de reforço, tais pronomes devem ser substituídos por formas analíticas.
Queria falar conosco.
Queria falar com nós dois.
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*
Os oblíquos “o, os ,a ,as” quando precedidos de verbos que terminem em “r, s, z” assumem as formas: lo, los, la, las. (VTD).
(VTD) – verbo transitivo direto 
 Vou (amar) amá-lo por toda a vida. 
 O jogo (fiz) fi-lo sozinho.
 Tu (amas) amá-lo como a ti mesma.
Quando precedidos de verbos que terminam em “-m, -ão, -õe, assumem a forma no, nas, nos, nas.
Entregaram-no ao professor.
Entregaram o livro ao professor. – objeto direto.
O assunto, dão-no por encerrado.
 
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*
Independentemente da predicação verbal, (VTD,VTI,VTDI e VI) se o verbo terminar em mos, seguido de nos ou de vos, retira-se a terminação -s. 
Ex. * Encontramo-nos ontem à noite.
 * Recolhemo-nos cedo todos os dias.
Observação: Se o verbo for transitivo indireto terminado em “s”, seguido de lhe, lhes, não se retira a terminação s.
 Ex. * Obedecemos-lhe cegamente.
 * Tu obedeces-lhe?
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Muitas vezes os pronomes oblíquos equivalem a pronomes possessivos, exercendo a função sintática de adjunto adnominal. (termo ligado a um substantivo)
Roubaram-me o livro. = Roubaram o meu livro.
Escutei-lhe os conselhos = Escutei seus conselhos.
As formas plurais “nós e vós” podem ser empregadas para representar uma única pessoa (singular), adquirindo valor de modéstia.(política)
Nós – disse o prefeito – procuramos resolver o problema das enchentes.
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Pronomes Oblíquos Átonos - são me, te, se, o, a, lhe, nos, vos, os as, lhes. Eles podem exercer diversas funções sintáticas nas orações. São elas:
a) Objeto Direto - Os pronomes que funcionam como objeto direto são me, te, se, o, a, nos, vos, os, as.
Ex. • Quando encontrar seu material, traga-o até mim.
• Respeite-me, garoto.
• Levar-te-ei a São Paulo amanhã.
b) Objeto Indireto -Os pronomes que funcionam como objeto indireto são me, te, se, lhe, nos, vos, lhes.
Ex.
• Traga-me as apostilas, quando as encontrar.
• Obedecemos-lhe cegamente.
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c) Adjunto adnominal – (agente) Os pronomes que funcionam como adjunto adnominal são me, te, lhe, nos, vos, lhes, quando indicarem posse (algo de alguém).
Ex. • Quando Clodoaldo morreu, Soraia recebeu-lhea herança. (a herança dele)
• Roubaram-me os documentos. (os documentos de alguém - meus)
d) Complemento nominal – (paciente) Os pronomes que funcionam como complemento nominal são me, te, lhe, nos, vos, lhes, quando complementarem o sentido de adjetivos, advérbios ou substantivos abstratos. (algo a alguém, não provindo a preposição a de um verbo).
Ex. • Tenha-me respeito. (respeito a alguém)
• É-me difícil suportar tanta dor. (difícil a alguém)
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d) Sujeito acusativo - Os pronomes que funcionam como sujeito acusativo são me, te, se, o, a, nos, vos, os, as, quando estiverem em um período composto formado pelos verbos fazer, mandar, ver, deixar, sentir ou ouvir, e um verbo no infinitivo ou no gerúndio.
Ex.
• Deixei-a entrar atrasada.
• Mandaram-me conversar com o diretor.
Exemplos: será sujeito acusativo o sujeito de um verbo no infinitivo ou no gerúndio de uma oração que funcione como objeto direto, quando o verbo da oração principal for um desses verbos: fazer, mandar, ver, deixar, sentir ou ouvir.
Exemplo: Fizeram /o acusado confessar o crime.
Analisando:
O sujeito da 1ª oração é indeterminado porque não faz referência a quem praticou a ação. ( Fizeram)
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Fizeram /o acusado confessar o crime.
O verbo fazer é verbo transitivo direto, que tem como objeto direto toda a oração “ o acusado confessar o crime”. A oração que funciona como objeto direto chama-se “oração subordinada substantiva objetiva direta.”
O verbo da oração subordinada substantiva objetiva direta está no infinitivo (confessar) e tem como sujeito “o acusado”. Portanto, “o acusado” é sujeito acusativo.
O sujeito acusativo poderá ser representado por um substantivo ou por um pronome oblíquo átono (me, te, se, o, a, nos, vos, os, as).
Observação: Quando o sujeito acusativo for um substantivo plural, o verbo no infinitivo tanto poderá ficar no singular ou no plural, mas dá-se preferência pelo singular.
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Exemplos: Vi os blocos passarem. (Os blocos = sujeito acusativo). Vi-os passar. (os = sujeito acusativo). Deixei-as sair. (as = sujeito acusativo). Mandaram-me entrar. (me = sujeito acusativo).
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Pronomes Possessivos
São aqueles que indicam posse, em relação às três pessoas do discurso. São eles: meu(s),minha(s), teu(s), tua(s), seu(s), sua(s), nosso(s), nossa(s), vosso(s), vossa(s).
Empregos dos pronomes possessivos - O emprego dos possessivos de terceira pessoa seu, sua, seus, suas pode dar duplo sentido à frase (ambiguidade). Para evitar isso, coloca-se à frente do substantivo dele, dela, deles, delas, ou troca-se o possessivo por esses elementos.
Ex: Joaquim contou-me que Sandra desaparecera com seus documentos. De quem eram os documentos? Não há como saber. Então a frase está ambígua. Para tirar a ambiguidade, coloca-se, após o substantivo, o elemento referente ao dono dos documentos:
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Não se devem usar pronomes possessivos diante da palavra casa, quando for a residência da pessoa que estiver falando.
Ex. Acabei de chegar de casa.
Estou em casa, tranquilo.
Pronomes Demonstrativos
Pronomes demonstrativos são aqueles que situam os seres no tempo e no espaço, em relação às pessoas do discurso. São os seguintes:
Este, esta, isto: são usados para o que está próximo da pessoa que fala e para o tempo presente.
 Este chapéu que estou usando é de couro. ( próximo a 1ª pessoa)
 Este ano está sendo cheio de surpresas. (presente)
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Esse, essa, isso: são usados para o que está próximo da pessoa com quem se fala, para o passado recente e para o futuro.
Ex. Esse chapéu que você está usando é de couro?
2012. Esse ano será envolto em mistérios.
Em novembro de 2010, inauguramos a loja. Até esse mês, nada sabíamos sobre comércio.
Aquele, aquela, aquilo: são usados para o que está distante da pessoa que fala e da pessoa com quem se fala e para o tempo passado remoto.
Ex. Aquele chapéu que ele está usando é de couro?
 Em 1974, eu tinha 15 anos. Naquela época, Londrina era uma
 cidade pequena.
***Outros usos dos demonstrativos
Em uma citação oral ou escrita, usa-se este, esta, isto para o que ainda vai ser dito ou escrito, e esse, essa, isso para o que já foi dito ou escrito.
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Esta é a verdade: existe a violência, porque a sociedade a permitiu.
Existe a violência, porque a sociedade a permitiu. A verdade é essa.
Usa-se este, esta, isto em referência a um termo imediatamente anterior. Ex. O fumo é prejudicial à saúde, e esta deve ser preservada. 
 Quando interpelei Roberval, este assustou-se inexplicavelmente.
***Para estabelecer-se a distinção entre dois elementos anteriormente citados, usa-se este, esta, isto em relação ao que foi mencionado por último e aquele, aquela, aquilo, em relação ao que foi nomeado em primeiro lugar.
• Sabemos que a relação entre o Brasil e os Estados Unidos é de domínio destes sobre aquele. 
• Os filmes brasileiros não são tão respeitados quanto as novelas, mas eu prefiro aqueles a estas.
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O, “a, os, as, os” são pronomes demonstrativos, quando equivalem a isto, isso, aquilo ou aquele(s), aquela(s).
Ex.• Não concordo com o que ele falou. (aquilo que ele falou)
• Tudo o que aconteceu foi um equívoco. (aquilo que aconteceu)
Pronomes Indefinidos
Os pronomes indefinidos referem-se à terceira pessoa do discurso de uma maneira vaga, imprecisa, genérica. São eles:
alguém, ninguém, tudo, nada, algo, cada, mais, menos, demais, algum, alguns, alguma, algumas, nenhum, nenhuns, nenhuma, nenhumas, todo, todos, toda, todas, muito, muitos, muita, muitas, bastante, bastantes, pouco, poucos, pouca, poucas, certo, certos, certa, certas, tanto, tantos, tanta, tantas, quanto, quantos, quanta, quantas, um, uns, uma, umas, qualquer, quaisquer além das locuções pronominais indefinidas cada um, cada qual, quem quer que, todo aquele que, tudo o mais...
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Usos de alguns pronomes indefinidos
Todo - deve ser usado com artigo, se significar inteiro e o substantivo à sua frente o exigir.
Caso signifique cada ou todos não terá artigo, mesmo que o substantivo exija.
Ex. • Todo dia telefono a ela. (Todos os dias)
 • Fiquei todo o dia em casa. (O dia inteiro)
 • Todo ele ficou machucado. (Ele inteiro, mas a palavra ele 
 não admite artigo)
Todos, todas - devem ser usados com artigo, se o substantivo à sua frente o exigir.
Ex. • Todos os colegas o desprezam.
• Todas as meninas foram à festa.
• Todos vocês merecem respeito.
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Pronomes Interrogativos
São os pronomes “que, quem, qual e quanto” usados em frases interrogativas diretas ou indiretas.
Ex. • Que farei agora? - Interrogativa direta.
 • Quanto te devo, meu amigo? - Interrogativa direta.
 • Qual é o seu nome? - Interrogativa direta.
 • Não sei quanto devo cobrar por esse trabalho. - Interrogativa 
 indireta.
Notas: Na expressão interrogativa Que é de? subentende-se a palavra feito: Que é do sorriso? (= Que é feito do sorriso? ), Que é dele? (= Que é feito dele?). Nunca se deve usar “quédê, quedê ou cadê”, pois essas palavras oficialmente não existem, apesar de, no Brasil, o uso de cadê ser cada dia mais constante.
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*** Não se deve usar a forma “o que” como pronome interrogativo; usa-se apenas que, a não ser que o pronome seja colocado depois do verbo.
Ex. Que você fará hoje à noite? e não O que você fará hoje à noite? • Que queres de mim? e não O que queres de mim?
• Você fará o quê?
Pronomes Relativos
“Que” - deve ser utilizado com o intuito de substituir um substantivo (pessoa ou "coisa"), evitando sua repetição. Na montagem do período, deve-se colocá-lo imediatamente após o substantivo repetido, que passará a ser chamado de elemento antecedente.
Ex: nas orações Roubaram a peça. A peça era rara no Brasil há o substantivo peça repetido.
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Pode-se usar o pronome relativo que e, assim, evitar a repetição de peça. O pronome será colocadoapós o substantivo. Então teremos Roubaram a peça que... . Este “que” está no lugar da palavra peça da outra oração. Deve-se, agora, terminar a outra oração: ...era rara no Brasil, ficando
Roubaram a peça que era rara no Brasil.
Outro exemplo:
01) Encontrei o garoto. Você estava procurando o garoto.
• Substantivo repetido = garoto
• Colocação do pronome após o substantivo = Encontrei o garoto que ...
• Restante da outra oração = ... você estava procurando.
• Junção de tudo = Encontrei o garoto que você estava procurando.
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Obs: O pronome que pode ser substituído por “o qual, a qual, os quais e as quais” sempre. O gênero e o número são de acordo com o substantivo substituído. Observe esses exemplos:
 Encontrei o livro o qual você estava procurando. 
 Você estava procurando o livro o qual encontrei. 
 Eu vi o rapaz o qual é seu amigo.
 O rapaz o qual vi é seu amigo.
• Nós assistimos ao filme o qual vocês perderam. 
 Vocês perderam o filme ao qual nós assistimos.
• O gerente precisa dos documentos os quais o assessor encontrou. 
 O assessor encontrou os documentos dos quais o gerente precisa.
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O Pronome Relativo Cujo
Este pronome indica posse (algo de alguém).
Na montagem do período, deve-se colocá-lo entre o possuidor e o possuído (alguém cujo algo)
Se o verbo posterior ao pronome exigir preposição, referente ao elemento possuído, ela deverá ser colocada antes do pronome. Por exemplo:
O garoto a cujo pai me referi esteve aqui. 
 Não se coloca artigo depois do pronome cujo, pois ele já está incluso no próprio pronome: 
O garoto cuja mãe viajou esteve aqui. 
O garoto cujos irmãos viajaram esteve aqui.
O garoto cujas irmãs viajaram esteve aqui.
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Meu irmão comprou o restaurante. Eu falei a você sobre o restaurante.
• Substantivo repetido = restaurante
• Colocação do pronome após o substantivo = Meu irmão comprou o restaurante que ...
• Restante da outra oração = ... eu falei a você.
• Junção de tudo = Meu irmão comprou o restaurante que eu falei a você. 
Observe que o verbo falar, na oração apresentada, foi usado com a preposição sobre, que deverá ser anteposta ao pronome relativo:
 Meu irmão comprou o restaurante sobre que eu falei a você. Como a preposição sobre possui duas sílabas, não se pode usar o pronome que, e sim o qual, ficando, então,
Meu irmão comprou o restaurante sobre o qual eu falei a você.
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O Pronome Relativo Onde
Este pronome tem o mesmo valor de “em que.”
Sempre indica lugar, por isso funciona sintaticamente como adjunto adverbial de lugar.
Se a preposição “em” for substituída pela preposição “a” ou pela prepoposição “de”, substituiremos onde por aonde e donde, respectivamente. 
O sítio aonde fui é aprazível. A cidade donde vim fica longe.
Será pronome relativo indefinido, quando puder ser “substituído” por o lugar em que. Por exemplo na frase:
 Eu nasci onde você nasceu. = Eu nasci no lugar em que você nasceu.
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O Pronome Relativo Quanto
Este pronome é sempre antecedido de tudo, todos ou todas, concordando com esses elementos (quanto, quantos, quantas).
Exemplo:
Fale tudo quanto quiser falar. / Traga todos quantos quiser trazer.
Beba todas quantas quiser beber.
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Pronomes de Tratamento
 São pronomes empregados no trato com as pessoas, familiarmente ou respeitosamente. Embora o pronome de tratamento se dirija à segunda pessoa, toda a concordância deve ser feita com a terceira pessoa. 
Usa-se Vossa, quando conversamos com a pessoa, e Sua, quando falamos da pessoa.
Ex: Vossa Senhoria deveria preocupar-se com suas responsabilidades e não com as de Sua Excelência, o Prefeito, que se encontra ausente.
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• Vossa Senhoria deveria preocupar-se com suas responsabilidades e não com as de Sua Excelência, o Prefeito, que se encontra ausente.
Eis uma pequena lista de pronomes de tratamento:
Civis
Vossa Excelência - V. Ex.a
Presidente da República, Senadores da República, Ministro de Estado, Governadores, Deputados Federais e Estaduais, Prefeitos, Embaixadores, Vereadores, Cônsules, Chefes das Casas Civis e Casas Militares.
Vossa Magnificência- V. M. - Reitores de Universidade
Vossa Senhoria - V. S. - Diretores de Autarquias Federais, Estaduais e Municipais
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Judiciárias
Vossa Excelência V. Ex.ª - Desembargador da Justiça, curador, promotor.
Meritíssimo Juiz - M. - Juiz Juízes de Direito
Vossa Senhoria - V. S.ª - Diretores de Autarquias Federais, Estaduais e Municipais.
 Militares
Vossa Excelência - V. - Ex.ªOficiais generais (até coronéis)
Vossa Senhoria -V. S.ª - Outras patentes militares
Vossa Senhoria - V. S.ª - Diretores de Autarquias Federais, Estaduais e Municipais.
 Autoridades eclesiásticas.
Vossa Santidade - V. S. – Papa
Vossa Eminência Reverendíssima - V. Em.ª Revm.ª - Cardeais, arcebispos e bispos
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Vossa Reverendíssima V. Revm.ª - Abades, superiores de conventos, outras autoridades eclesiásticas e sacerdotes em geral.
 Autoridades monárquicas
Vossa Majestade - V. M. - Reis e Imperadores
Vossa Alteza - V. A. - Príncipe, Arquiduques e Duques
Vossa Reverendíssima - V. Revmª - Abades, superiores de conventos, outras autoridades eclesiásticas e sacerdotes em geral.
 Outras autoridades
Doutor - Dr. - Doutor
Comendador - Com. – Comendador
Professor - Prof. – Professor
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Artigo
É a palavra variável em gênero e número que precede um substantivo, determinando-o de modo preciso (artigo definido) ou vago (artigo indefinido).
Os artigos classificam-se em:
Artigos Definidos: o, a, os, as.
02) Artigos Indefinidos: um, uma, uns, umas.
Ex. O garoto pediu dinheiro. (Antecipadamente, sabe-se quem é o garoto.)
• Um garoto pediu dinheiro. (Refere-se a um garoto qualquer, de forma genérica.)
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Emprego dos artigos 
Ambos - Usa-se o artigo entre o numeral ambos e o elemento posterior, caso este exija o seu uso.
Ex: Ambos os atletas foram declarados vencedores. (Atletas é substantivo que exige artigo.)
 Ambas as leis estão obsoletas. (leis é substantivo que exige artigo.)
• Ambos vocês estão suspensos. (Vocês é pronome de tratamento que não admite artigo.)
Todos - Usa-se o artigo entre o pronome indefinido todos e o elemento posterior, caso este exija o seu uso.
Ex: Todos os atletas foram declarados vencedores.
• Todas as leis devem ser cumpridas.
• Todos vocês estão suspensos.
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Todo - diante do pronome indefinido todo, usa-se o artigo, para indicar totalidade; não se usa, para indicar generalização.
Ex. Todo o país participou da greve. (O país todo, inteiro.)
• Todo país sofre por algum motivo. (Qualquer país, todos os países.)
Cujo - Não se usa artigo após o pronome relativo cujo.
Ex. As mulheres, cujas bolsas desapareceram, ficaram revoltadas. (e não cujo as bolsas.)
Pronomes Possessivos - diante desses pronomes o uso do artigo é facultativo.Ex.
• Encontrei seus amigos no Shopping.
• Encontrei os seus amigos no Shopping.
Nomes de pessoas - diante de nome de pessoas, só se usa artigo, para indicar afetividade ou familiaridade.
Ex.• O Pedrinho mandou uma carta a Fernando Henrique.
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Casa - diante da palavra casa (lar, moradia), se a palavra estiver especificada. Ex.
• Saí de casa há pouco. / Saí da casa do Gilberto há pouco.
Terra - se a palavra terra significar "chão firme", só haverá artigo, quando estiver especificada. Se significar planeta, usa-se com artigo. Ex.
• Os marinheiros voltaram de terra, pois irão à terra do comandante.
• Os astronautas voltaram da Terra. ( de + a )
Nomes de lugar - só se usa artigo diante da maioria dos nomes de lugar, quando estiver qualificado. Ex.
• Estive em São Paulo, ou melhor, estive na São Paulo de Mário de Andrade.
Nota: Alguns nomes de lugar vêm acompanhados de artigo: a Bahia / o Rio de Janeiro / o Cairo; outros têm o uso do artigo facultativo. São eles: África,Ásia, Europa, Espanha, França, Holanda.
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PREPOSIÇÃO
Preposição é uma palavra invariável que liga dois elementos da oração, subordinando-os. Isso significa que a preposição é o termo que liga substantivo a substantivo, verbo a substantivo, substantivo a verbo, adjetivo a substantivo, advérbio a substantivo, etc.
Por exemplo, na frase:
 Os alunos do colégio assistiram ao filme de Walter Salles comovidos, teremos:
como elementos da oração os alunos, o colégio, o verbo assistir, o filme, Walter Salles e a qualidade dos alunos comovidos.
O restante é preposição. Observe: “de” liga alunos a colégio, “a” liga assistir a filme, “de” liga filme a Walter Salles. Portanto são preposições.
 
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O termo que antecede a preposição é denominado regente, e o termo que a sucede, regido. Portanto em "Os alunos do colégio..." teremos: os alunos = elemento regente; o colégio = elemento regido.
Preposição
O “a” pode funcionar como preposição, pronome pessoal oblíquo e artigo. Como distingui-los?
 ***Caso o “a” seja um artigo, virá precedendo a um substantivo. Ele servirá para determiná-lo como um substantivo singular e feminino. 
 Ex: A dona da casa não quis nos atender. 
 (artigo qualificando substantivo)
 Como posso fazer a Joana concordar comigo? 
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***Quando é preposição, além de ser invariável, liga dois termos e estabelece relação de subordinação entre eles.
Ex: Cheguei a sua casa ontem pela manhã.
 (preposição ligando verbo ao objeto)
 
Não queria, mas vou ter que ir a outra cidade para procurar um tratamento adequado. 
***Se for pronome pessoal oblíquo estará ocupando o lugar e/ou a função de um substantivo.
 Creio que conhecemos nossa mãe melhor que ninguém. / Creio que a conhecemos melhor que ninguém. 
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2. Algumas relações semânticas estabelecidas por meio das preposições:
Destino - Irei para casa.
Modo - Chegou em casa aos gritos.
Lugar - Vou ficar em casa;
Assunto - Escrevi um artigo sobre adolescência.
Tempo - A prova vai começar em dois minutos.
Causa – Ela faleceu de derrame cerebral.
Fim ou finalidade - Vou ao médico para começar o tratamento.
Instrumento - Escreveu a lápis.
Posse - Não posso doar as roupas da mamãe.
Autoria - Esse livro de Machado de Assis é muito bom.
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Tipos de preposição: essenciais: por, para, perante, a, ante, até, após, de, desde, em, entre, com, contra, sem, sob, sobre, trás. As essenciais são as que só desempenham a função de preposição.
acidentais: afora, fora, exceto, salvo, durante, mediante, segundo, menos. As acidentais são palavras de outras classes gramaticais que eventualmente são empregadas como preposições. São, também, invariáveis.
Locução Prepositiva: São duas ou mais palavras, exercendo a função de uma preposição: acerca de, a fim de, apesar de, através de, de acordo com, em vez de, junto de, para com, à procura de, à busca de, à distância de, além de, antes de, depois de, à maneira de, junto de, junto a, a par de...
As locuções prepositivas têm sempre como último componente uma preposição.
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Combinação: Junção de algumas preposições com outras palavras, quando não há alteração fonética. Ex. ao (a + o); aonde (a + onde)
Contração: Junção de algumas preposições com outras palavras, quando a preposição sofre redução. Ex. do (de + o); neste (em + este); à (a + a)
*** Obs: Não se deve contrair a preposição “de” com o artigo que inicia o sujeito de um verbo, nem com o pronome ele(s), ela(s), quando estes funcionarem como sujeito de um verbo.
Por exemplo a frase "Isso não depende do professor querer" está errada, pois professor funciona como sujeito do verbo querer.
Portanto a frase deve ser "Isso não depende de o professor querer" ou "Isso não depende de ele querer“.
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Conjunção
Conjunção é a palavra invariável que liga duas orações ou dois termos semelhantes de uma mesma oração.
Classificação
Conjunções Coordenativas / - Conjunções Subordinativas
Conjunções coordenativas
Aditivas: expressam a ideia de adição, soma. Observe os exemplos: 
Ela foi ao cinema e ao teatro.
- Minha amiga é dona-de-casa e professora. / - Eu reuni a família e preparei uma surpresa. - Ele não só emprestou o joguinho como também me ensinou a jogar.
Principais conjunções aditivas: e, nem, não só…mas também, não só…como também.
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Adversativas - expressam ideias contrárias, de oposição, de compensação. Exemplos: 
Tentei chegar na hora, porém me atrasei. Ela trabalha muito mas ganha pouco. Não ganhei o prêmio, no entanto dei o melhor de mim. Principais conjunções adversativas: mas, porém, contudo, todavia, no entanto, entretanto.
Alternativas - Expressam ideia de alternância.
Ou você sai do telefone ou eu vendo o aparelho.
Minha cachorra ora late ora dorme.
Vou ao cinema quer faça sol quer chova.
Principais conjunções alternativas: Ou…ou, ora…ora, quer…quer, já…já.
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Conclusivas - Servem para dar conclusões às orações. 
Exemplos: Estudei muito por isso mereço passar.
Estava preparada para a prova, portanto não fiquei nervosa.
Você me ajudou muito; terá, pois sempre a minha gratidão.
Principais conjunções conclusivas: logo, por isso, pois (depois do verbo), portanto, por conseguinte, assim.
Explicativas - Explicam, dão um motivo ou razão:
É melhor colocar o casaco porque está fazendo muito frio lá fora. Não demore, que o seu programa favorito vai começar.
Principais conjunções explicativas: que, porque, pois (antes do verbo), porquanto.
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Classificação das conjunções subordinativas
Causais - Principais conjunções causais: porque, visto que, já que, uma vez que, como (= porque). Exemplos:
- Não pude comprar o CD porque estava em falta.
- Ele não fez o trabalho porque não tem livro.
Como não sabe dirigir, vendeu o carro que ganhou no sorteio.
Comparativas - principais conjunções comparativas: que, do que, tão…como, mais…do que, menos…do que.
Ela fala mais que um papagaio.
Concessivas - principais conjunções concessivas: embora, ainda que, mesmo que, apesar de, se bem que. Indicam uma concessão, admitem uma contradição, um fato inesperado. Traz em si uma ideia de “apesar de”. Ex: Embora estivesse cansada, fui ao shopping. (= apesar de estar cansada) - Apesar de ter chovido fui ao cinema.
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Conformativas - principais conjunções conformativas: como, segundo, conforme, consoante. Ex:
Cada um colhe conforme semeia.
Segundo me disseram a casa é esta.
Expressam uma ideia de acordo, concordância, conformidade.
Consecutivas - Expressam uma ideia de consequência. principais conjunções consecutivas: que ( após “tal”, “tanto”, “tão”, “tamanho”). Ex: Falou tanto que ficou rouco.
Estava tão feliz que desmaiou.
Finais - expressam ideia de finalidade, objetivo.
Todos trabalham para que possam sobreviver.
Viemos aqui para que vocês ficassem felizes.
principais conjunções finais: para que, a fim de que, porque (=para que),
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Proporcionais - principais conjunções proporcionais: à medida que, quanto mais, ao passo que, à proporção que.
À medida que as horas passavam, mais sono ele tinha. - Quanto mais ela estudava, mais feliz seus pais ficavam.
Temporais - principais conjunções temporais: quando, enquanto, logo que. Ex: - Quando eu sair, vou passar na locadora.
- Chegamos em casa assim que começou a chover.
Mal chegamos e a chuva desabou.
Observação: Mal é conjunção subordinativa temporal quando equivale a “logo que”.
O conjunto de duas ou mais palavras com valor de conjunção chama-se locução conjuntiva.
Exemplos: ainda que, se bem que, visto que, contanto que, à proporção que.
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Algumas pessoas confundem as circunstâncias de causa e consequência. Realmente, às vezes, fica difícil diferenciá-las. 
Observe os exemplos:
Correram tanto, que ficaram cansados.
“Que ficaram cansados” aconteceu depois deles terem corrido, logo
 é uma consequência.
Ficaram cansados porquecorreram muito.
“Porque correram muito” aconteceu antes deles ficarem cansados, logo é uma causa.
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ADVÉRBIO
O advérbio é uma categoria gramatical invariável que modifica verbo, adjetivo ou outro advérbio, atribuindo-lhes uma circunstância de tempo, modo, lugar, afirmação, negação, dúvida ou intensidade.
 Por exemplo, na frase “Ontem, ela não agiu muito bem” temos quatro advérbios: ontem, de tempo; não, de negação; muito, de intensidade; bem, de modo.
As circunstância podem também ser expressas por uma locução adverbial - duas ou mais palavras exercendo a função de um advérbio. Por exemplo, na frase “Ele, às vezes, age às escondidas.’ Tem duas locuções adverbiais: às vezes, de tempo; às escondidas, de modo.
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Classificação dos Advérbios
Advérbios de Modo - Assim, bem, mal, acinte (de propósito, deliberadamente), debalde (inutilmente), depressa, devagar, melhor, pior, bondosamente, generosamente e muitos outros terminados em mente.
Locuções Adverbiais de Modo: às pressas, às claras, às cegas, à toa, à vontade, às escondidas, aos poucos, desse jeito, desse modo, dessa maneira, em geral, frente a frente, lado a lado, a pé, de cor, em vão.
02) Advérbios de Lugar - abaixo, acima, adentro, adiante, afora, aí, além, ali, aquém, atrás, cá, dentro, embaixo, externamente, lá, longe, perto.
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Locuções Adverbiais de Lugar: a distância, à distância de, de longe, de perto, em cima, à direita, à esquerda, ao lado, em volta.
03) Advérbios de Tempo - afinal, agora, amanhã, amiúde (de vez em quando), ontem, breve, cedo, constantemente, depois, enfim, entrementes (enquanto isso), hoje, imediatamente, jamais, nunca, outrora, primeiramente, tarde, provisoriamente, sempre, sucessivamente, já.
Locuções Adverbiais de Tempo: às vezes, à tarde, à noite, de manhã, de repente, de vez em quando, de quando em quando, a qualquer momento, de tempos em tempos, em breve, hoje em dia.
04) Advérbios de Negação - não, tampouco (também não).
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Locuções Adverbiais de Negação: de modo algum, de jeito nenhum, de forma nenhuma.
05) Advérbios de Dúvida: acaso, casualmente, porventura, possivelmente, provavelmente, talvez, quiçá.
Locuções Adverbiais de Dúvida: por certo, quem sabe.
06) Advérbios de Intensidade- assaz (bastante, suficientemente), bastante, demais, mais, menos, muito, quanto, quão, quase, tanto, pouco.
Locuções Adverbiais de Intensidade: em excesso, de todo, de muito, por completo.
07) Advérbios de Afirmação - certamente, certo, decididamente, efetivamente, realmente, deveras (realmente), indubitavelmente.
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Locuções Adverbiais de Afirmação: sem dúvida, de fato, por certo, com certeza. 
08) Advérbios Interrogativos - onde (lugar), quando (tempo), como (modo), por que (causa).
FLEXÃO DO ADVÉRBIO
O advérbio pode flexionar-se nos graus comparativo e superlativo absoluto.
Comparativo de Superioridade - O advérbio flexiona-se no grau comparativo de superioridade por meio de mais ... (do) que. Ex. • Ele agiu mais generosamente que você.
Comparativo de Igualdade - O advérbio flexiona-se no grau comparativo de igualdade por meio de tão ... como, tanto ... Quanto .Ex. Ele agiu tão generosamente quanto você.
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Comparativo de Inferioridade - O advérbio flexiona-se no grau comparativo de inferioridade por meio de menos ... (do) que. Ex. Ele agiu menos generosamente que você.
Superlativo Absoluto Sintético - O advérbio flexiona-se no grau superlativo absoluto sintético por meio dos sufixos -issimamente, -íssimo, ou -inho. Ex. Ela agiu educadissimamente. • Ele é muitíssimo educado. Acordo cedinho.
Superlativo Absoluto Analítico - O advérbio flexiona-se no grau superlativo absoluto analítico por meio de um advérbio de intensidade como muito, pouco, demais, assaz, tão, tanto...
Ex. Ela agiu muito educadamente. / Acordo bastante cedo.
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