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SERVIÇO SOCIAL NA EDUCAÇÃO

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AS 6: 
 
Implantei o Serviço Social na Secretaria Municipal da Educação de Toledo no ano 
de 1991. Havia interesse das escolas devido a uma série de necessidades relativas 
ao problema de indisciplina, crianças fora da faixa etária para a série em que 
estudavam, e também por não estarem sabendo como trabalhar com as famílias. 
Nos anos seguintes o Serviço Social passou a fazer parte do Plano Municipal de 
Educação. Inclusive no Plano de 2004 o Serviço Social é colocado mais uma vez e 
possui diretrizes para conduzi-lo no campo da educação municipal. [...] 
 
GRÁFICO 1 - TEMPO DE TRABALHO DE ASSISTENTES SOCIAIS PRESTADO 
NA SECRETARIA MUNICIPAL DA EDUCAÇÃO DE TOLEDO 
15
1,5 0,5 1
10
1,5 10
5
10
15
20
AS 1 AS 2 AS 3 AS 4 AS 5 AS 6 AS 7
Fonte: Pesquisa de Campo-Coleta de dados junto aos sujeitos da pesquisa-ano 2011. 
 
Apresenta-se no gráfico anterior a sequência funcional das assistentes sociais que 
atuaram e/ou atuam na Secretária Municipal da Educação de Toledo. A profissional AS 1 
atuou no período de 1991 a 2006, AS 2 de 1994 a 1995, AS 3 foi inserida na Educação no 
mesmo ano de AS 2, porém permaneceu na SMED durante seis meses. Em relação a AS 4, a 
mesma exerceu seu cargo na SMED por exatamente um ano, (fevereiro de 2001 a fevereiro de 
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2002). A AS 5 esteve vinculada desde 2000 a 2010, AS 6 atuou na SMED de 2008 a 2010 
(por um ano e meio) AS 7 está na SMED desde outubro de 2010 até o momento. 
Com relação, em específico a uma das questões abordadas na pesquisa de campo que 
é: em sua opinião, o Projeto ético-político profissional do Serviço Social está sendo efetivado 
na área educacional? AS 1 destaca : “Foi atuante e respeitado, sendo implementado a cada 
ano, no período em que estive na Secretaria”. 
A necessidade da atuação do assistente social neste período estava relacionada mais 
fortemente a indisciplina e faixa etária incorreta para a série que as crianças e/ou adolescentes 
freqüentavam. E neste sentido colocava-se a demanda de trabalho com as famílias para 
orientações. Assim, convidando a família a participar ativamente junto da escola na educação 
da criança. A assistente social menciona ainda que o Serviço Social auxiliava na elaboração 
de um documento, o Plano Municipal de Educação neste se apresentava além de uma 
contextualização histórica do município de Toledo também o processo na política de 
educação do mesmo: Legislações, organização, diretrizes para a educação municipal entre 
outros. O documento propunha-se a traçar um panorama geral da educação de Toledo. 
 Apesar da inserção do assistente social na SMED datar de 1991, o primeiro 
documento elaborado pela equipe para dar visibilidade à formatação que se configura em 
política de educação municipal, foi o Plano Educacional do município de Toledo – Paraná. O 
qual foi editado em fevereiro de 1994, cujo tipo de documento vem sendo elaborado a cada 
quatro anos de acordo com a mudança da Administração Pública Municipal, sendo hoje 
chamado de Plano Municipal de Educação. 
O Plano de 1994 aponta que, em relação à prática profissional do assistente social, o 
principal programa que vinha sendo desenvolvido naquele momento era denominado: “As 
Questões Sociais na Educação” destacando que: “ [...] a prática profissional do Serviço Social 
na área de educação se efetivará frente a cada contexto em particular, por se exigir uma forma 
própria de trabalho.” ( TOLEDO, 1994, p.248). 
Desta forma verifica-se que assistentes sociais devem desenvolver projetos que 
respondam à realidade social de cada escola em específico, já que as formas de manifestação 
das expressões da “questão social” se diferenciam em cada espaço de trabalho. Por isso, 
assistentes sociais devem apresentar habilidades e competências profissionais para enfrentar 
as diversas situações que se apresentam no cotidiano de atuação. 
Quanto às funções que cabiam ao Serviço Social naquele período (1991 a 1994) 
pode-se destacar a função denominada de Educador Social, o qual: 
 
40 
 
Não tem papel de “curador” dos problemas sociais, apresentando “receitas”, nem de 
„perito' tecnocrata , que determina o que deve ser feito sem conhecer a realidade. [...] 
Aprende e ensina buscando com as pessoas soluções para seus problemas. Assim 
tem sentido a conotação de ser “agente da mudança”. (TOLEDO, 1994, p.251) 
 
Cabe ressaltar que no período em questão, a assistente social atuava numa 
perspectiva fundamentada metodologicamente no Serviço Social de caso, grupo e 
comunidade. Atuando na perspectiva do desenvolvimento de comunidade, a escola é 
entendida como: 
 
 [...] uma Comunidade por constituir um cenário onde um conjunto de atores 
expressam ou desenvolvem relações e correlações de força que a identificam como 
realidade específica, implicando amplas disposições conjunturais, cuja realidade tem 
suas determinações na própria estrutura social. (TOLEDO, 1994, p.255). 
 
Quando questionada se os assistentes sociais tem autonomia na Educação Pública AS 
1 ressalta: “Tive total autonomia para embasar a proposta e criar os projetos necessários 
para o momento, de acordo com o que as escolas estavam demonstrando quanto 
necessidades”. Portanto, o profissional possuía autonomia para elaborar e executar, planos 
programas e projetos na área educacional. Porém, para criá-los era necessário conhecer a 
realidade de modo que através de tais propostas de trabalho fosse possível responder as 
necessidades das escolas, famílias e alunos inseridos no espaço escolar. 
Como já mencionado, o principal programa em execução no momento analisado era: 
Questões Sociais na Educação, que abarcava vários projetos, os quais foram formulados pelas 
assistentes sociais que atuavam junto a SMED. Todos os projetos desenvolvidos tinham como 
público preferencial alunos da rede municipal de ensino e instituições escolares que ofertavam 
o ensino no município. 
Dentre os projetos ofertados, desenvolvidos nas escolas municipais pode-se citar: 
“Relações Sociais no Cotidiano da Comunidade Escolar”, elaborado em junho de 1992. Este 
tinha como objetivo geral: “Refletir o contexto social do Educando com vistas à compreensão 
das relações sociais estabelecidas na comunidade escolar, oportunizando melhoria no 
processo ensino aprendizagem e na vivência em grupo.” (TOLEDO, 1994, p. 262). 
 Outro projeto que estava sendo executado denominava - se: “A Questão da 
Disciplina”, elaborado no mesmo ano. Este tinha como finalidade: “Identificar e analisar com 
os alunos, aspectos considerados por eles e professores como “indisciplina”, buscando 
avançar na compreensão desta problemática e sobre a importância da disciplina na 
aprendizagem e na vida do ser humano.” (TOLEDO, 1994, p.268). 
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 Um último projeto pode ser identificado como: “O Contexto da Adolescência no 
Ensino Fundamental”, também elaborado em junho de 1992 e com objetivo de “Assessorar a 
Comunidade Escola, através do processo de reflexão, para o enfrentamento de situações - 
problemas pertinentes ao contexto da Adolescência”. (TOLEDO, 1994, p.271). 
No ano de 2000 foi lançado pela SMED um programa intitulado “Fórum Permanente 
de Educação e Família”, o qual foi considerado o mais importante e abrangente em termos de 
temática disponibilizada. Este Programa tinha como coordenadoras duas assistentes sociais 
que atuavam na SMED. 
Com a execução do Fórum Permanente de Educação e Família deu-se efetividade ao 
Projeto ético-político profissional do Serviço Social na área educacional em seu período de 
atuação na SMED, como pode se confirmar em sua fala: 
 
AS 4 – Sim, está sendo efetivado, pois com a efetivação do projeto Fórum da 
Família foi possível atingir as metas propostas,

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