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SERVIÇO SOCIAL NA EDUCAÇÃO

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rede pública de 
educação básica. Assim, pela morosidade do processo formal-legal, a categoria profissional 
dos assistentes sociais aguarda que o senado federal aprove finalmente. Neste sentido, o 
trabalho dos assistentes sociais na educação aguarda o reconhecimento legal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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3. A PRÁTICA PROFISSIONAL DO ASSISTENTE SOCIAL NA SECRETARIA 
MUNICIPAL DA EDUCAÇÃO DE TOLEDO 
 
No capítulo anterior foi apresentada a atuação profissional do assistente social num 
contexto geral. A partir deste capítulo, passaremos a uma abordagem particularizada da sua 
atuação no município de Toledo, com enfoque na SMED-NEPE. 
 Atualmente a assistente social vinculada a SMED que atua no NEPE, juntamente 
com a equipe multidisciplinar que o compõe atende a demanda de tinta e cinco escolas 
mmunicipais relacionadas em anexo A. Além das trinta e cinco escolas, a equipe 
multidisciplinar da SMED através do NEPE presta atendimento a vinte e dois Centros 
Municipais de Educação Infantil (CMEIs), também vinculado à SMED. A relação dos CMEIs 
de Toledo com os respectivos nomes estão dispostos em anexo B. 
De acordo com a assistente social da SMED de Toledo que atua no NEPE, as 
atribuições do assistente social neste espaço profissional são: atendimento individualizado 
para família, a criança, o professor, o coordenador, o diretor das escolas e o psicopedagogo; 
capacitações; desenvolvimento e execução de projetos, palestras; elaboração de cartilhas e 
revistas para realização do trabalho de assistentes sociais; participação nos conselhos de 
direitos como: Assistência Social, Criança e Adolescentes, Antidrogas, Comissões do 
Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI) e Benefício da prestação Continuada 
(BPC) na escola. 
Além das atribuições dispostas acima, a assistente social realiza ainda: “Treinamento 
avaliação e supervisão direta de estagiários de Serviço Social” (Inciso VI, art.5º - Lei – 
8662/93. Sendo responsável também por: “Coordenar, elaborar, executar, supervisionar e 
avaliar estudos, pesquisas, planos, programas e projetos na área de Serviço Social” (inciso I, 
art.5º - Lei– 8662/93). 
Em sua atuação profissional, a assistente social da SMED – NEPE busca 
embasamento no Código de Ética Profissional do assistente social vigente desde 1993, além 
de legislações tais como: Lei das Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB – Lei nº 
9394/96), Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA – Lei nº 8069/90 com alterações em 
2010). Ainda, Lei 8742/93 – Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS) para realizar os 
atendimentos e encaminhamentos dos usuários. 
Nas escolas municipais e CMEIs, são realizadas visitas institucionais para 
atendimento de crianças e famílias de acordo com as solicitações do psicólogo, coordenação 
ou direção das instituições de ensino. As expressões da “questão social” que mais se 
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apresentam no cotidiano escolar são: violência física, violência psicológica, violência sexual e 
negligência em sua maioria originária da família. 
Além do atendimento realizado nos CMEIs, o assistente social e a equipe 
multidisciplinar da SMED desenvolvem alguns programas e projetos os quais são ofertados 
visando prevenir as expressões manifestadas pela “questão social”. Os programas e projetos 
de maior destaque para o Serviço Social são: o Projeto Escola de Pais e o Projeto Sobre 
Sexualidade, os quais abrangem a totalidade das escolas e CMEIs do município. 
 
3.1 PROJETO ESCOLA DE PAIS 
 
Desde o ano de 2010 vem sendo desenvolvido pelos profissionais da SMED o 
Projeto Escola de Pais. Este é um projeto criado pelas assistentes sociais Inês Terezinha 
Pastório e Íres Damian Scuzziato, mas, conta com a colaboração de todos os profissionais 
envolvidos no NEPE dentre eles, além da assistente social, pedagogas com especialização em 
psicopedagogia, psicólogas e fonoaudióloga. 
A Escola de Pais tem por objetivo: “[...] integrar a escola, a família e a comunidade, 
oportunizar discussões e instrumentos para pais e educadores que auxiliem o processo do 
educar fortalecendo o vínculo família e escola.” (REVISTA ESCOLA DE PAIS, 2009, p.2). 
A Escola de Pais se constitui em um espaço aberto e permanente de reflexão. A efetivação 
deste projeto dependerá do desejo e do esforço individual e coletivo. 
Conforme a mesma revista, a proposta da Escola de Pais vem de encontro com a 
proposta do Ministério de Educação (MEC) de mobilização social pela educação visando 
aproximar a família do espaço escolar para uma educação de qualidade. 
A demanda deste projeto se deu em razão da necessidade de se atender as famílias, 
considerando as transformações sociais e culturais na última década. A responsabilidade de 
educar está se tornando cada vez mais difícil e se tem a impressão de que os pais perderam a 
autoridade sobre seus filhos. Não conseguem impor limites e não há respeito no 
relacionamento. A finalidade da Escola de Pais é a de orientar e oferecer subsídios aos pais e 
responsáveis na atividade de educar, oportunizando o relacionamento entre pais e filhos, 
procurando conscientizá-los de sua responsabilidade e do seu papel específico. 
 
 O projeto prevê o envolvimento da comunidade escolar em temas de interesse dos 
alunos e da escola. Neste ano serão trabalhados seis temas com os pais das tinta e 
cinco escolas municipais de Toledo e incluída uma programação específica para os 
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pais dos vinte e dois Centros de Educação Infantil (CMEIs).
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 Conforme a revista Escola de Pais (2009, p.4), a palestra de abertura da Escola de 
Pais foi ofertada no dia 14 de maio 2009, no Centro Cultural Ondy Hèlio Nyederauer tendo 
como palestrante a assistente social Dilce Claudino da Silva Lisowiski 
Atualmente (ano de 2011), conforme disposto no site oficial do município de Toledo, 
as oficinas ofertadas pelo Projeto Escola de Pais nas escolas, abordam as seguintes temáticas: 
Violência contra criança e adolescente embasado no Estatuto da Criança e do Adolescente – 
ECA; Influência da mídia e da internet no comportamento da criança; A importância da 
alimentação saudável no desempenho escolar; A importância dos pais no desenvolvimento da 
criança; Drogas: uma preocupação dos pais e escola; Bullying: consequências para o 
desenvolvimento da criança. (TORRES, 2011) 
Com os pais dos CMEIs, as temáticas tratadas serão diferentes: “Serão abordadas 
questões relacionadas à psicomotricidade, negligência e as suas conseqüências no 
desenvolvimento infantil, alimentação saudável e desenvolvimento da criança nos primeiros 
anos de vida.” (TORRES, 2011) 
 No ano de 2010, os pais dos alunos dos CMEIs eram convidados a participar das 
Oficinas na Escola mais próxima. Já em 2011, as atividades relacionadas à Escola de Pais 
tiveram início na Escola Ivo Welter e terão continuidade no decorrer do ano, abrangendo as 
tinta e cinco escolas municipais e vinte e dois CMEIs. 
O projeto Escola de Pais visa uma maior integração entre os pais, a escola e a creche. 
Dessa forma os pais têm a possibilidade de acompanhar o desenvolvimento dos filhos no 
processo de aprendizagem e conhecerem as problemáticas postas no cotidiano escolar que 
necessitam serem encaminhadas e/ou tratadas. 
A cada semana, a equipe multidisciplinar da SMED visita uma escola ou creche para 
apresentar e debater uma ou mais das temáticas propostas de acordo com a demanda das 
escolas e CMEIs. “A equipe também se dispõe a discutir temáticas diferenciadas de acordo 
com as necessidades que se apresentam no cotidiano das instituições de ensino. 
Conforme a assistente social coordenadora do Projeto, “a experiência apresentou 
bons resultados com uma participação ativa

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