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Apostila Aulas Práticas BVE212-2016 (Autoras: Professoras do Departamento)

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CADERNO DE AULAS PRÁTICAS
2016
BVE 212 - ANATOMIA E BIOLOGIA DAS PLANTAS VASCULARES
E
BVE 213 - PLANTAS VASCULARES: CÉLULAS E TECIDOS
BVE 214 - PLANTAS VASCULARES: BIOLOGIA E ANATOMIA
Renata Maria Strozi Alves Meira
Aristéa Alves Azevedo
Luzimar Campos da Silva
ÍNDICE
	PÁGINA
	1. TÉCNICAS EM ANATOMIA VEGETAL
	2
	2. CÉLULA VEGETAL
	10
	3. MERISTEMAS APICAIS E DESENVOLVIMENTO DO EMBRIÃO
	16
	4. EPIDERME 
	19
	5. TECIDOS FUNDAMENTAIS: PARÊNQUIMA, COLÊNQUIMA E ESCLERÊNQUIMA
	23
	6. XILEMA E FLOEMA PRIMÁRIOS
	27
	7. MERISTEMAS LATERAIS E O CORPO SECUNDÁRIO DA PLANTA
	35
	8. PERIDERME
	36
	9. XILEMA SECUNDÁRIO (LENHO)
	37
	10. ESTRUTURAS SECRETORAS EM PLANTAS
	41
	11. ESTELO, FEIXES VASCULARES, MICRÓFILOS E MEGÁFILOS
	43
	12. PLANTAS VASCULARES: LICÓFITAS E EUFILÓFITAS
	47
	13. licófitas - filo lycopodiophyta
	49
	14. MONILÓFITAS – filo monilophyta 
	54
	15. MONILÓFITA: Psilotopsida
	59
	16. MONILÓFITAS: eQUISETOPSIDA
	61
	17. CARACTERIZAÇÃO GERAL DAS PLANTAS VASCULARES COM SEMENTES
	64
	18. GIMNOSPERMAS
	66
	19. ANGIOSPERMAS 
	72
	20. RAIZ: ESTRUTURA PRIMÁRIA E SECUNDÁRIA
	77
	21. CAULE: ESTRUTURA PRIMÁRIA E SECUNDÁRIA
	81
	22. ESTRUTURA GERAL DA FOLHA
	84
	23. VARIAÇÃO NA ESTRUTURA DA FOLHA: C4
	89
	24. VARIAÇÃO NA ESTRUTURA DA FOLHA: CARACTERES
 XEROMÓRFICOS, HIDROMÓRFICOS E ADAPTAÇÕES ESTRUTURAIS
	
90
	25. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
	92
�
1. TÉCNICAS EM ANATOMIA VEGETAL
	Para estudos anatômicos, normalmente, utiliza-se material vegetal fresco, entretanto, material seco provindo de herbário também pode ser utilizado. Para preservar o material, procede-se à fixação logo após a coleta, pois as células se alteram rapidamente em resposta às modificações do meio.
FIXADORES ( são reagentes químicos que bloqueiam instantaneamente o metabolismo das células, de modo a conservá-las, o mais próximo possível, do seu estado “in vivo”. Numa preparação histológica, a fixação é a etapa inicial e dela dependem todas as etapas posteriores. Lâminas de boa qualidade só podem ser obtidas a partir de amostras bem fixadas. Ao escolher o fixador devem-se considerar as características do material (dureza, resistência, delicadeza, entre outras) e o objetivo do trabalho pretendido.
Dentre os fixadores usuais em Anatomia Vegetal destacam-se:
1. FAA ( é o fixador mais utilizado para realizar estudos morfológicos e anatômicos quando o material vai ser cortado à mão livre ou com micrótomo. 
Composição
formalina (formol 40%) ( 5 ml
etanol 70% ( 90 ml
ácido acético glacial ( 5 ml
2. CRAF III ( usado para tecidos meristemáticos e materiais delicados. Serve também como meio de estocagem (a amostra pode permanecer nele por muito tempo).
Composição
ácido crômico ( 1g
ácido acético glacial ( 7 ml SOLUÇÃO A *
água destilada ( 92 ml
formaldeído 37% ( 30 ml 
 SOLUÇÃO B *
água destilada ( 70 ml
* Misturar as soluções na proporção 1:1 na hora de usar.
3. GLUTARALDEÍDO ( este é um dos melhores fixadores para inclusão em historresina, pois há uma melhor preservação dos tecidos, não inibe a atividade enzimática, facilitando o estudo histoquímico. Normalmente, utiliza-se soluções tamponadas e as concentrações podem variar nos diferentes protocolos.
Composição
glutaraldeído. (25%) ( 4 ml
tampão fosfato (0,1 M) ( 96 ml
PREPARO DO MATERIAL BOTÂNICO
	Para observar uma amostra em microscopia de luz, este deve ser suficientemente delgado para que a luz possa atravessá-lo. Assim, podem-se observar cortes histológicos, dissociação celular (maceração) ou ainda diafanização.
A MACERAÇÃO é o processo pelo qual há dissolução da substância intercelular que garante adesão entre as células (lamela média), separando-se, assim, as células que compõem o tecido. Há vários métodos para dissociação, empregando-se diferentes substâncias como: ácidos nítrico e crômico, ácido clorídrico e sulfato cúprico, peróxido de hidrogênio, ácido acético, dentre outras.
	A DIAFANIZAÇÃO consiste em tratar amostras biológicas de modo a torná-las translúcidas. É muito utilizada no estudo de venação, descrição de epiderme, estruturas reprodutoras, etc. Para tanto, podem ser usados: água sanitária (hipoclorito de sódio), hidróxido de sódio, cloral hidratado, peróxido de hidrogênio, ácido acético.
Para serem observadas ao microscópio de luz as amostras podem ser preparadas em lâminas permanentes, semi-permanentes ou temporárias.
	Nas lâminas TEMPORÁRIAS as amostras (cortes, macerados, diafanizados) são montadas sobre a lâmina e recobertas pela lamínula, utilizando-se como meio o seu próprio líquido de preparação, que pode ser água, glicerina, etanol 70%, etc.
	Nas lâminas SEMI-PERMANENTE e PERMANENTE, o meio de montagem garante que as amostras permaneçam em condições de observação por um tempo maior que as temporárias. Pode-se utilizar gelatina na montagem das preparações semi-permanentes e resinas (permount, bálsamo do Canadá, entelan) para as permanentes.
	 
Corantes E Seus Empregos
Muitas vezes é aconselhável a coloração dos materiais, cuja finalidade é acentuar os contrastes entre os vários tipos de células e tecidos da planta. Em anatomia vegetal os corantes mais empregados são: safranina, fast green (verde-firme), azul de astra, fucsina básica, hematoxilina, cristal violeta, verde-iodo, verde malaquita, vermelho-congo e orange G e Azul de Toluidina em pH ácido (metacromasia).
	Nos estudos anatômicos de plantas são empregados diferentes corantes. Deve-se ter em mente que um corante pode apresentar uma resposta diferente, dependendo se foi utilizado isoladamente ou em combinações. Em Anatomia Vegetal é comum se utilizar colorações duplas sendo um corante específico para paredes celulósicas e outro para paredes lignificadas.
Principais usos dos corantes mais comuns:
( Paredes celulares celulósicas ( azul de anilina, hematoxilina, marrom de bismarck, fast green, azul de astra, orange G. 
( Paredes celulares lignificadas ( Cristal violeta, safranina, fucsina básica. 
( Paredes celulares cutinizadas ( Cristal de violeta, eritrosina e safranina. 
( Lamela média ( Hematoxilina férrica e vermelho de rutênio. 
( Paredes suberificadas e cutinizadas ( Sudam III e IV (específico para lipídios), safranina, fucsina básica, eritrosina, violeta cristal.
Obs.: quando o corante é empregado isoladamente pode corar várias estruturas, como por exemplo, a safranina pode corar paredes celulósicas e lignificadas.
PREPARO DE LÂMINAS PERMANENTES
	Para obtenção de cortes finos o suficiente para serem observados ao microscópio, o material biológico deve ser submetido ao seccionamento em micrótomo. Para tanto, as amostras necessitam ser incluídas, isto é, envolvidas e preenchidas internamente por uma matriz. Essa matriz pode ser: parafina, paraplast, polietileno-glicol, resinas sintéticas do tipo metacrilato.
	Cabe ressaltar que outros tipos de preparações como diafanização, maceração, dissociação também podem ser montadas em preparações permanentes, desde que as amostras tenham sido adequadamente fixadas.
A) Inclusão em Parafina: pequenas amostras para confecção de cortes finos, seriados ou não.
Etapas
1) Fixação
2) Desidratação: (série etílica) + xilol ou série butílica
3) Infiltração em parafina
4) Inclusão em parafina mais cera (8%)
5) Montagem dos blocos no suporte do micrótomo
6) Cortes em micrótomo 
7) Distensão e colagem dos cortes em lâminas
8) Desparafinização: série alcoólica decrescente de xilol até álcool 50 ou água (dependendo do corante a ser usado)
9) Coloração
10) Desidratação: série alcoólica crescente de álcool 50 até xilol 
11) Montagem em bálsamo
B) Inclusão em Historresina

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