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Síndrome Extra Piramidal

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Fisioterapia Neurológica 
Síndrome Extra Piramidal
Síndrome Extrapiramidal
 Também chamada de Distúrbios do Movimento
 Lesão dos núcleos da base
 Putamem
 Caudado
 Globo Pálido (interno e externo)
 Núcleo Subtalâmico
 Substância Negra (compacta e reticular)
 Os núcleos da base recebem as principais aferências do
córtex cerebral e enviam a maioria das eferências de
volta para o córtex cerebral através do tálamo.
Controle motor, 
movimento 
ocular, 
cognitivo, 
percepção.
Síndrome Extrapiramidal
 Telencéfalo: corpo estriado
 caudado e putamem
 globo pálido (interno e externo)
 Diencéfalo = núcleo subtalâmico
 Mesencéfalo = substância negra (compacta e 
reticular)
Síndrome Extrapiramidal
 Basicamente duas vias através dos núcleos da base:
 Direta: projeções diretas do corpo estriado para o globo pálido 
interno ou para substância negra. EXCITATÓRIA (aumenta 
ativação do córtex motor).
 Indireta: projeções do corpo estriado para o globo pálido 
externo e dali para o núcleo subtalâmico e para o globo pálido 
interno. INIBITÓRIA (diminui a ativação do córtex motor).
Síndrome Extrapiramidal
 Neurônios GABA-érgicos – eferentes – inibitórios
para suas células alvo no tálamo.
 A remoção da eferência inibitória dos núcleos da
base, é, portanto considerada como uma influência
facilitadora sobre o movimento final.
Síndrome Extrapiramidal
 Esta síndrome acarreta movimentos involuntários
 Coréia
 Atetose
 Balismo
 Tiques
 Mioclonias
 Tremor
 Distonia 
 Parkinson (hipocinesia)
Alterações hipocinéticas 
(redução dos 
movimentos. Alterações 
hipercinéticas (aumento 
dos movimentos).
Síndrome Extrapiramidal
 Coréia: fluxo contínuo de movimentos imprevisíveis; 
movimentos rápidos e amplos (similar a uma dança), 
ocorre de forma migratória (ora num lugar, ora 
noutro), pode ocorrer na face. 
 Comum em PC.
Síndrome Extrapiramidal
 Atetose: movimentos lentos, podendo variar de 
hipotonia a hipertonia; movimentos vermiformes, 
mais lentos que na coréia. Pode ocorrer na face, mas 
o predomínio é distal. 
 Comum em PC.
 Lesão do corpo estriado.
Síndrome Extrapiramidal
 Balismo: movimentos bruscos de grande amplitude, 
simulam arremessos. Geralmente ocorre associado à 
coréia. Núcleo subtalâmico. 
 Tiques: podem ser simples ou complexos, podem ser 
parcialmente controlados.
 Mioclonias: contrações espontâneas curtas e breves, 
podendo ocorrer nas crises epiléticas e em usuários 
de drogas. 
Síndrome Extrapiramidal
 Tremor: pode ser de várias velocidades
 De repouso: a cada segundo tremor de 4 a 8x, melhora com o 
movimento (Parkinson).
 De intenção: aumenta quando vai chegando ao final do 
movimento (sd. Cerebelares)
 Postural: tremor ao manter uma postura ou posição de um 
membro.
 Função: específico, ocorre durante uma determinada ação.
Síndrome Extrapiramidal
 Distonia: alterações do tônus que levam a contrações 
exageradas e sustentadas (contração entre agonista e 
antagonista).
 Distonia focal: em uma única parte do corpo.
 Distonia segmentar: em 2 ou mais segmentos
 Distonia generalizada: em MMII e outro lugar
 Hemidistonia: MS e MI homolateral
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Síndrome Cerebelar
Síndrome Cerebelar
 O cerebelo tem 3 papéis importantes no controle do 
movimento:
 Sincronização
 Aprendizado
 Coordenação 
Integração de 
atividades 
motoras 
voluntárias e 
involuntárias.
Síndrome Cerebelar
 Funções do cerebelo:
 Coordenação e execução dos movimentos (planejamento)
 Monitorar direção do movimento voluntário
 Corrige erros durante a execução do movimento
 Mantém equilíbrio e tônus muscular
 Aprendizado de tarefas motoras.
Uma lesão exclusiva 
no cerebelo não 
altera a percepção 
sensitiva e força 
muscular.
Síndrome Cerebelar
 Apresenta 2 hemisférios : aferências e eferências do
córtex cerebral = coordenação da motricidade
voluntária dos membros.
 Vérmis: aferências e eferências da FR e Núcleos
vertibulares = equilíbrio.
Síndrome Cerebelar
 Dividido em lobos:
 Anterior
 Posterior
 Flóculo-Nodular
 Na substância branca estão os núcleos:
 Fastigial
 Globoso e Emboliforme
 Denteado 
Síndrome Cerebelar
 Características clínicas das lesões cerebelares:
 Distúrbios de equilíbrio
 Alteração na execução dos movimentos
 Distúrbio do tônus
 Ataxia (distúrbio de equilíbrio e coordenação).
 Sinais da Síndrome Cerebelar:
 Hipotonia
 Assinergia
 Nistagmo
 Distúrbio da fala (fala escandida)
 Ataxia
 Tremor intencional 
Síndrome Cerebelar
 Causas:
 AVE cerebelar
 Tumores
 Abcessos cerebelares
 Esclerose múltipla
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Síndrome do Neurônio Motor 
Inferior
SNMI
 Este neurônio faz sinapse no corno anterior da
medula com o neurônio motor superior, e percorre o
nervo periférico até o músculo.
 Pode ser lesionado no seu corpo (na medula
espinhal) ou no seu prolongamento (axônio no nervo
periférico).
 Sua lesão ocasiona interrupção do sinal elétrico que
iria até o músculo.
SNMI
 Características:
 Falta de contração muscular (a informação não chega ao 
músculo).
 Fraqueza muscular (paresia ou plegia).
 Atrofia 
 Hiporreflexia ou arreflexia
 Hipotonia 
A tentativa frustrada da 
musculatura se contrair, 
gera miofasciculações.
SNMI
 Principais causas:
 Neuropatia motora multifocal
 Esclerose lateral amiotrófica
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Síndrome da Hipertensão 
Intracraniana
Síndrome da Hipertensão Intracraniana
 PIC: pressão intracraniana acima de 15mmHg
 PIC normal: 5 a 15 mmHg
 A calota craniana não tem capacidade de expansão.
 Os sintomas pioram em casos de instalação aguda,
pois não existe adaptação cerebral ao aumento de
volume.
Síndrome da Hipertensão Craniana
 Tríade de sintomas: 
 Cefaléia + vômito em jato+ edema de papila
 Cefaléia: compressão de vasos
 Vômito em jato: deslocamento do tronco cerebral
 Edema de papila: compressão da veia central da retina pelo
liquor no espaço aracnóide.
 Alteração de personalidade e nível de consciencia
 HAS, bradicardia, irregularidade FR: falha na perfusão do
cérebro
 Convulsões: irritação do córtex.
Síndrome da Hipertensão Craniana
 Causas:
 Hemorragia
 Abcesso
 Tumor
 Neurotoxoplasmose
 Insuficiência hepática
 Hidrocefalia
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Síndromes Medulares
Síndromes Medulares
 Lesão completa da medula:
 Perda total da motricidade e sensibilidade do dermátomo
afetado para baixo da lesão.
 Tetra/paraplegia
 Arreflexia
 Anestesia
 Hemisecção medular:
 Acomete uma metade da medula
 Síndrome piramidal homolateral abaixo da lesão
 Perda do tato discriminativo, propirocepção e sensibilidade 
vibratória homolateral abaixo da lesão.

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