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AULA 1   HISTÓRIA DA NUTRIÇÃO   Historia e antropologia da nutrição

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HISTÓRIA DA NUTRIÇÃO
Universidade Estácio de Sá
Prof. Maria Cecília Santos
INTRODUÇÃO
 Hipócrates há muitos séculos atrás, reconhecia a importância do consumo de alimentos para a saúde, afirmando que "o alimento seria o teu remédio", observando também que os indivíduos obesos morriam precocemente. 
 Para Hipócrates, a atividade física e a alimentação eram fatores preponderantes para a saúde.
FASES DA HISTÓRIA DA NUTRIÇÃO
 Primeira: chamada Era Naturalística (400 a.C. a 1750 d.C.)
 As pessoas tinham idéias muito vagas sobre os alimentos, surgindo vários tabus, poderes mágicos para os mesmos.
 
De 1750 e 1900 d.C, a nutrição passou pela Era Químico-Analítica, iniciada pelo francês Antoine Lavoisier, considerado o "Pai da Nutrição“.
 Cujo trabalho, no século XVIII, abrangeu o estudo da respiração, da oxidação e da calorimetria, sempre relacionadas com a utilização da energia proveniente dos alimentos.
 De 1900 até os dias atuais, inicia-se a Era Biológica, que visa determinar as relações entre os nutrientes, seus papéis biológicos, e as necessidades dietéticas. 
 Até a metade do século XX, as pesquisas com alimentos tinham caráter curativo. 
 Essa tendência começou a mudar a partir da Segunda Guerra Mundial, quando passou a se preocupar com a resistência e a rápida recuperação dos feridos nos campos de batalha, preocupando-se com o aspecto preventivo.
 
 Esta preocupação continua, e a nutrição passou a ter um importante papel na prevenção de doenças.
 A influência da alimentação e da atividade física na saúde tem sido, portanto observada há vários séculos e uma enorme quantidade de evidências a respeito tem sido acumulada. 
 À medida que a ciência evolui, com uma velocidade fenomenal, mais evidências do papel positivo da alimentação são encontradas.
ANTROPOLOGIA DA NUTRIÇÃO
Universidade Estácio de Sá
Prof. Maria Cecília Santos
O QUE É?
 Antropologia é a ciência da humanidade e da cultura. De acordo com Marconi e Presotto (2009), esta ciência pode ser dividida em dois grandes campos de estudo: a Antropologia Física ou Biológica e a Antropologia Cultural. A antropologia cultural é o estudo do comportamento do ser humano, das crenças religiosas e dos sistemas simbólicos (Rezende, 2009). De acordo com Rezende (2009), a antropologia cultural pode ser definida como “uma possibilidade de compreendermos quem somos por intermédio da observação atenta do comportamento do outro”, sendo que a antropologia cultural analisa a essência humana e o que determinados grupos sociais criam historicamente, posto que o homem é um ser social, ou seja, ele aprende sempre com os outros indivíduos.
INTRODUÇÃO
 A alimentação só passou a ser tema de pesquisa das ciências sociais (antropologia) a partir do século passado.
 A antropologia da alimentação inclui os seguintes temas principais: simbolismo da alimentação – comidas sagradas, tabus religiosos envolvidos na alimentação, comidas e cultura popular, mitos alimentares; alimentação e processos de interação social - hábitos alimentares e classes sociais, dieta e modos de vida, transformações da alimentação e modernidade, alimentação e etnicidade; alimentação e saúde física - dieta e exercícios na alimentação moderna.
 O fato da comida e o ato de comer serem cheios de significados, comemos por necessidade vital e conforme o meio e a sociedade em que vivemos. 
Comemos também de acordo com a distribuição da riqueza, os grupos e classes em que pertencemos, marcados por diferenças, hierarquias, estilos e modos de comer, e, influenciados por representações coletivas, imaginários e crenças.
ESTUDOS ANTROPOLÓGICOS DA ALIMENTAÇÃO
 A comida, transcende seu significado para algo além do que satisfazer-se biologicamente. 
 O aprendizado dos modos à mesa, os hábitos atribuídos ao ato de comer são socializados desde a infância e podem ser modificados parcial ou completamente ao se chegar à vida adulta. 
 A antropologia a partir do século passado se interessou pelo ato de comer, pois o comportamento relativo à comida demonstra manifestações culturais e sociais e causam estranhamento entre os diferentes povos. 
HÁBITOS ALIMENTARES
 “Tipos de escolha e consumo de alimentos por um grupo ou indivíduo, em resposta a influências fisiológicas, psicológicas, culturais e sociais”( Dutra, 2001). 
 
CULTURA ALIMENTAR
 Comer é mais que ingerir um alimento, significa também relações pessoais, sociais e culturais.
 A cultura alimentar está diretamente ligada com a manifestação na sociedade. 
 Os métodos de procurar e processar os alimentos estão intimamente ligados à expressão cultural e social de um povo. 
CULTURA ALIMENTAR BRASILEIRA
 A cultura alimentar brasileira traz em si um “mix” de diferentes culturas em sua formação, tais como a indígena, a portuguesa e a africana. 
EVOLUÇÃO DA CULTURA ALIMENTAR
 As sociedades primitivas sobreviviam da caça, pesca e colheita natural, ou seja, do que pescavam, caçavam e das raízes e frutos que colhiam (primeiro estágio).
 Representa um nível de subsistência dependente do que a natureza oferece, e é capaz de sustentar somente uma sociedade bem pequena. 
 O segundo estágio (revolução neolítica), é a produção de alimentos onde ocorre uma domesticalização de plantas e animais, passando o homem a ser um produtor e não caçador de alimentos. 
 O surgimento da agricultura foi determinante para a fixação do homem, influenciando o aparecimento de assentamentos humanos, onde o homem vigiava o desenvolvimento dos grãos e afugentava pássaros, animais ou outros homens. 
 Passou-se a perceber a influência dos fenômenos meteorológicos, observando o sol, a lua e as estrelas, aprendeu-se sobre as estações e sobre a época de semear e colher.
 Surgiram os animais domésticos que serviam tanto como fonte de alimento, como fonte de tração e transporte. Domesticaram antílopes, veados, hienas, cães, carneiros, cabras, vacas, ovelhas, porcos e galinhas. 
 A criação de abelhas foi uma das primeiras desenvolvidas pelo homem, que desde cedo aprendeu a se apropriar do seu mel. 
 O terceiro estágio é o da Revolução Urbana e Revolução Industrial, em que há grande concentração de pessoas nos centros urbanos, ocorrendo assim, a necessidade de produção em grandes escalas de alimentos e inserção da produção industrial. 
 A explosão demográfica implica numa nova era na produção de alimentos. 
 
A DESCOBERTA DO FOGO E A ALIMENTAÇÃO
 A crença de que comida quente é substancial é bastante antiga e o fogo, mais ainda.
 O fogo era fonte de calor e luz e também estava associado à magia e ao sobrenatural.
 A descoberta do fogo gerou inúmeras alterações no cotidiano do homem pré-histórico, surgindo a cerâmica para armazenar, cozinhar e conservar os alimentos.
 O fogo estava sempre aceso e a panela fervia indefinidamente com a caça misturada a cereais e outros tubérculos, formando um caldo espesso que se tomava com pão, trigo ou farinha. 
 Com as cerâmicas tornou-se possível cozidos mais elaborados, como as sopas, mingaus, pirões, tortas e bebidas aquecidas.
OBRIGADA!!!!
Para a próxima aula - 
 * Estudaremos: Os aspectos simbólicos , antropológicos e sociológicos da alimentação e educação.
 Material Didático – 23ª. Edição – 6, 1, 4.
 “ Não desista, o desafio de agora é tarefa concluída no futuro.”
 Frases de Otimismo

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