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PATOLOGIA DO SISTEMA URINÁRIO

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PATOLOGIA DO SISTEMA URINÁRIO
LUDMILLA LOBO
Morfologia
O sistema urinário é dividido em trato superior, representado pelos rins, e em trato inferior, que compreende os ureteres, a bexiga urinária e a uretra. Os rins situam-se na região sublombar e apresentam consistência firme e forma variável entre os mamíferos.
Nos animais domésticos, os rins podem ser classificados como unipiramidais (unilobares) ou multipiramidais (multilobares). Gatos, cães, pequenos ruminantes e cavalos têm rins unipiramidais. Nos gatos, um lobo está presente e os ductos papilares se abrem no cálice, sobre uma única papila renal. Em cães, pequenos ruminantes e cavalos, há fusão completa ou parcial de diversos lobos em uma única papila renal. Suínos têm rins multipiramidais, nos quais há vários lobos distintos, cada um com uma pirâmide e sua respectiva papila. Os bovinos apresentam rins multipiramidais e lobos externos distintos, cada lobo com uma pirâmide.
O parênquima renal se divide em córtex, localizado externamente, e região medular, localizada internamente. O rim é constituído por unidades funcionais, os néfrons. Cada néfron é constituído pelo corpúsculo renal e um longo túbulo, diferenciado em vários segmentos sucessivos (túbulo contorcido proximal, alça de Henle e túbulo contorcido distal). Cada corpúsculo renal é formado pelo glomérulo, que se constitui por um tufo de capilares ramificados e anastomosados, com uma região central denominada mesângio, envoltos pela cápsula de Bowman. Os glomérulos apresentam um polo vascular, pelo qual penetra a arteríola aferente e sai a arteríola eferente, e um polo urinário, em que se origina o túbulo contorcido proximal.
O sangue chega ao rim pela artéria renal (ramo da aorta), que no hilo se divide nos ramos anterior e posterior. Estes se dividem nas artérias interlobares, que originam os ramos arciformes, os quais se estendem ao longo da junção corticomedular, na qual se originam as artérias interlobulares. Estas se dirigem à periferia do rim e originam as arteríolas aferentes dos glomérulos, das quais emergem as arteríolas eferentes. A nutrição e a oxigenação da cortical são realizadas pelas arteríolas eferentes dos glomérulos, as quais formam capilares que irrigam os túbulos da cortical. As arteríolas eferentes formam também as arteríolas retas que se dirigem para a região medular.
Os capilares da superfície cortical reúnem-se para formar as veias estreladas. Estas se unem para formar as veias arciformes, que originam as veias interlobares. As veias interlobares formam a veia renal, a qual drena o sangue do rim. A região medular apresenta as veias retas, que também se ligam às veias arciformes. Estas veias se situam muito próximo e paralelamente às arteríolas de mesmo nome, formando um conjunto conhecido como vasos retos do rim. Os vasos linfáticos estão presentes nas regiões cortical e medular. Uma parte drena o interstício cortical e medular, e a outra drena a área subcapsular.
ALTERAÇÕES CADAVÉRICAS 
	AMOLECIMENTO 
	PSEUDOMELANOSE 
DOENÇA RENAL : Doença em que os rins perdem a capacidade de remover e equilibrar fluidos no organismo.
	Geralmente subclínica – Carreamento assintomático (sem sinais aparentes) 
	Inflamações, degenerações, etc 
Doença renal crônica que leva à insuficiência renal.
INSUFICIÊNCIA RENAL 
	Redução de +75%
	IR AGUDA - disfunção - rápido surgimento 
	IR CRÔNICA - fibrose - irreversível 
A insuficiência renal é a incapacidade dos rins de filtrar o sangue, eliminando substâncias ruins, como ureia ou creatinina, por exemplo, que podem ficar acumuladas no organismo quando os rins não estão funcionando bem. A insuficiência renal pode ser aguda ou crônica, sendo que a aguda é caracterizada por uma rápida redução da função renal e na crônica ocorre uma perda gradual da função dos rins, causada por fatores como desidratação, infecção urinária, hipertensão ou obstrução da urina, por exemplo.Geralmente, a insuficiência renal aguda tem cura, porém a insuficiência renal crônica nem sempre tem cura e o tratamento exige realizar hemodialise ou transplante de rim para melhorar a qualidade de vida do paciente e promover o bem-estar.
Quais são as lesões extra renais resultantes da insuficiência renal crônica? 
	Edema Pulmonar
	Pericardite Fibrinosa devido a uremia
	Gastrite Urêmica normalmente necrohemorrágica
	Estomatite necrótica e hemorrágica
	Trombose Aórtica e Atrial (Lesão endotelial e subendotelial)
	Anemia Aplástica (Deficiência de eritropoetina)
	Mineralização de Tecidos Moles
	Hiperparatireoidismo de origem renal
	Calcificação Metastática
UREMIA 
	Azotemia - elevação de uréia e creatinina ( não tóxica é um marcador de doenças renais indicando a qualidade de filtração do rim)
	Pré-renal - hipoperfusão (Baixa irrigação sanguínea em determinada região do corpo)
	Pós-renal - obstrução 
A uremia é uma síndrome caracterizada por distúrbios bioquímicos (elevação de ureia e creatinina, entre outros) associados a sinais clínicos e lesões sistêmicas. Azotemia é um termo utilizado erroneamente como sinônimo de uremia, ela refere-se apenas à elevação de ureia e creatinina sanguíneas, sem sinais clínicos e lesões sistêmicas.
Pré-renal: causada por diminuição do aporte vascular para os rins, insuficiência cardíaca congestiva, choque circulatório e hipovolemia (hemorragias e desidratação graves). Essas alterações diminuem a perfusão renal e, consequentemente, reduzem a taxa de filtração glomerular, retendo no sangue as substâncias desnecessárias e tóxicas que deveriam ser eliminadas pela urina. Além disso, podem resultar em isquemia, com consequente degeneração e necrose das células do epitélio tubular. 
Pós-renal: causada por obstrução completa do fluxo urinário por causas intrínsecas ao trato urinário inferior (urolitíase, tumores de bexiga e de uretra etc.) ou extrínsecas (tumores de útero, hiperplasia de próstata, prostatite grave e paralisia da bexiga causada por lesões da medula espinal). É mais frequente em obstrução da uretra ou da bexiga e ocorre mais raramente em obstrução ureteral bilateral. A obstrução ureteral unilateral não causa azotemia ou uremia se o rim contralateral for saudável.
Síndrome Urêmica: Provocada pela uremia, conjunto de sintomas e sinais clínicos que ocorrem em diversos lugares como pulmão, pericárdio, sistema digestório, sistema hematopoiético, tecidos moles e duros, paratireoide entre outros. A uremia pode causar edema pulmonar (devido ao aumento de permeabilidade), pericardite fibrinosa (aumento de permeabilidade), gastrite ulcerativa e hemorrágica (secreção de amônia e necrose vascular), estomatite ulcerativa e necrótica (secreção de amônia na saliva e necrose vascular), trombose aórtica e atrial (devido a danos endoteliais e subendoteliais), anemia aplastica (eritrócitos se tornam frágeis e ocorre a falta de eritroproteína), mineralização de tecidos moles, hiperparatieoidismo renal (excesso de produção de paratormônio, problemas no balanço cálcio fósforo no organismo), e calcificação metastática (liberação de cálcio para compensar os níveis de fósforo no organismo, excesso de paratormônio).
ALTERAÇÕES DO DESENVOLVIMENTO 
Aplasia: Ou Agenesia Renal, é a deficiência evolutiva de um ou ambos os rins, nesses casos o ureter pode ou não estar presente, quando presente esse ureter se inicia como uma bolsa cega. Podem ocorrer outras deformidades urogenitais. 
	Aplasia Unilateral: Compatível com a vida, desde que o o utro rim esteja normal, nesse caso ocorre uma hipertrofia compensatória do rim utilizado. 
	Aplasia Bilateral: Ocorre esporadicamente, sendo incompatível com a vida pós-natal. 
Hipoplasia: É o desenvolvimento incompleto do rim, onde há menor número de néfrons, lóbulos e cálices, pode ser uni ou bilateral, ocasionando uma hipertrofia compensatória do outro rim quando unilateral, esse defeito leva a insuficiência renal e maior susceptibilidade a infecções. Deve haver diferenciação