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sistema de produção de bens e serviços aula 1

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SISTEMA DE PRODUÇÃO 
DE BENS E SERVIÇOS 
AULA 1 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prof. Gil Fábio de Souza 
 
 
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CONVERSA INICIAL 
 Seja bem-vindo à disciplina de Sistema de Produção de Bens e Serviços! 
Esta é uma das mais importantes áreas no campo da gestão, e é a base para 
todo o processo de formalização de uma empresa. 
Antes de iniciarmos esta aula, vamos verificar os principais temas que nos 
acompanharão durante o desenvolvimento de nosso processo de ensino e 
aprendizagem. Os temas que abordaremos têm a seguinte organização: 
1. Introdução e contexto; 
2. Evolução histórica; 
3. O modelo de transformação; 
4. Bens e serviços; 
5. Funções dos sistemas de produção de bens e serviços. 
 
Com base nestes tópicos, teremos uma visão geral dos sistemas de 
produção, de seus conceitos fundamentais e de sua evolução. 
Ao final desta aula, você deverá ser capaz de: 
 Ter uma visão geral dos sistemas de produção; 
 Compreender a interdependência da tríade: marketing, produção e 
finanças; 
 Entender a importância das atividades de planejamento e controle, com 
foco na produção; 
 Ter uma visão da necessidade de unir a produção à demanda. 
 
Bom estudo! 
 
CONTEXTUALIZANDO 
Antes de iniciarmos nossas atividades, gostaríamos de sugerir um filme. 
A ideia é confrontarmos a visão tradicional de produção em massa – opressora 
– à visão filosófica da importância do ser humano como elemento final, e principal 
beneficiado desse sistema. O filme é Tempos Modernos, de Charles Chaplin. 
Um clássico lançado em 1936 que, apesar de sua antiguidade, nunca pareceu 
 
 
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tão atual. Preste atenção ao contexto social dos processos produtivos mostrados 
no filme, e à ironia de seu título. 
 
Embora tradicionalmente a gestão da produção tivesse como objeto de 
estudo os setores produtivos das empresas industriais, atualmente muitas de 
suas técnicas vêm sendo aplicadas a organizações do setor de serviços, como 
bancos, escolas, hospitais etc. 
Por natureza, a gestão da produção (e operações) é o estudo de técnicas 
e conceitos aplicáveis à tomada de decisões nas funções de produção 
(empresas industriais) e operações (empresas de serviços). 
Os conceitos e técnicas que fazem parte do objetivo da gestão da 
produção dizem respeito às funções administrativas clássicas (planejamento, 
programação e controle) aplicadas às atividades envolvidas com a produção 
física de um produto ou à prestação de um serviço. 
 
PESQUISE 
Antes de iniciar o próximo tema, leia, na página 14 da revista Controle e 
Instrumentação, o artigo “A Indústria 4.0 e a ISA”, sobre os impactos da 
tecnologia na indústria, um movimento que está sendo chamado de indústria 4.0. 
Para ler, acesse: <https://issuu.com/editora_valete/docs/ci217>. 
 
TEMA 1 – INTRODUÇÃO E CONTEXTO 
A Administração da Produção e Operações ou Administração da 
Produção de Bens e Serviços lida com processos que produzem bens materiais 
e serviços. Processos são atividades fundamentais que as organizações usam 
para realizar tarefas e atingir suas metas (Ritzman, 2004). 
A conceituação de sistemas produtivos abrange tanto a produção de bens 
como a de serviços. A eficiência de qualquer sistema produtivo depende da 
forma como os problemas são resolvidos, ou seja, do planejamento, 
programação e controle do sistema. 
Segundo o Dicionário Aurélio (1999, p. 1643), produção é o 
“ato ou efeito de criar, gerar, elaborar, realizar [...] aquilo que é produzido pelo 
homem, e, especialmente, por seu trabalho associado ao capital e à técnica [...]. O 
volume da produção de um indivíduo ou de um grupo, levando-se em consideração 
fatores circunstanciais, como tempo, qualidade, procura, etc.”. 
 
 
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Gestão da produção 
“É o termo usado pelas atividades, decisões e responsabilidades dos gerentes de produção que 
administram a produção e a entrega de produtos e serviços”. “É uma das funções centrais de 
qualquer negócio”. (Slack, Chambers e Johnston, 1997) 
 
As empresas de bens ou serviços que não adaptarem seus sistemas 
produtivos para a melhora contínua da produtividade não terão espaço no mundo 
competitivo atual. À semelhança dos seres vivos, pode-se dizer que as empresas 
são organismos com vida própria, em constante transformação, sujeitas às leis 
do mercado. Quanto mais livre e dinâmico este mercado for, mais forte e 
resistente essas empresas serão, pois terão de conviver diariamente com 
oportunidades e ameaças ao seu desempenho produtivo (Tubino, 2009). 
É importante lembrar e atentar para as questões sociais sempre, tal como 
confrontadas com os sistemas de produção – principalmente a manufatura de 
bens. O contexto social-humanístico nunca pode deixar de ser considerado em 
qualquer atividade do ser humano, seja este em seu nível mais fundamental, 
seja naqueles níveis de elevada necessidade de capacitação intelectual e/ou 
tecnológica. No entanto, essa afirmação parece não ser tão lembrada quando 
nos embrenhamos em nossas atividades profissionais diárias, principalmente em 
se tratando das relações no trabalho e suas derivações. 
Não são raros os estudos a respeito de distúrbios sociais causados pela 
constante chamada à necessidade de evolução, de aumento de produtividade 
ou de capacitação profissional, uma lista que parece não terminar, já que são 
tantas as urgências de nosso tempo. Enquanto isso, uma grande parcela da 
sociedade continua marginalizada, à mercê dos altos ganhos gerados por essa 
mesma evolução, que se mostra completamente desigual em suas várias 
direções: o acesso às riquezas produzidas pela “máxima da produtividade” 
mostra-se ainda incapaz de chegar a todos os setores da sociedade. Um grande 
exemplo deve ser lembrado: a maior potência industrial mundial, os Estados 
Unidos da América, que consegue consumir cerca de um quarto de todos os 
recursos naturais do planeta, deixando o restante para ser dividido pelo resto do 
mundo. Vamos trabalhar, então, para que o aumento da produtividade sirva para 
diminuir a desigualdade social. 
Faz-se necessário observar também se os ambientes envolvidos em todo 
o conjunto da produtividade têm possibilidades de oferecer as melhores 
 
 
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condições de produção para todos os envolvidos e, nesse contexto, estão 
envolvidos os ambientes interno e externo à organização. No ambiente interno, 
faz-se necessário analisar se há tecnologias, finanças, marketing, suprimentos 
e principalmente pessoas para gerar os melhores produtos e/ou serviços. No 
ambiente externo, é preciso analisar os fornecedores, o governo, a concorrência, 
os consumidores, a comunidade, a tecnologia, os sindicatos, a sociedade 
organizada etc., pois todos estes, direta ou indiretamente, influenciam na 
produtividade e na qualidade das empresas. 
Curiosidade 
Acesse os links a seguir para entender a importância da Revolução Industrial nos sistemas 
produtivos que conhecemos atualmente. Veja como os sistemas nasceram e o quanto evoluímos 
em termos de planejamento. 
Vídeo 1: 
Revolução Industrial na Inglaterra, vídeo educativo sobre a Revolução Industrial na Inglaterra. 
Encyclopedia Britannica. 25 min. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=jt-
o3EBQPMU>. 
 
Vídeo 2: 
Revolução Industrial nos Estados Unidos, vídeo educativo sobre a Revolução Industrial nos 
Estados Unidos. Encyclopedia Barsa. 22 min. Disponível em: 
<https://www.youtube.com/watch?v=GTOzHrvYVQ4>. 
 
O período entre 1850 e 1920 é marcado pela ascensão dos Estados 
Unidos e da Inglaterra como maiores potências militares, políticas e econômicas 
do mundo. O início desse período caracteriza-se
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