Aula V - Lei Penal no Tempo
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Aula V - Lei Penal no Tempo


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Aplicação da Lei Penal no Tempo \u2013 Art. 1º e 2ºCP
Regra: "tempus regit actum" o aplicador terá que ter uma diretriz no momento que for aplicara lei penal no tempo, sempre que fatos deixarem de existir surge um conflito e será resolvido de acordo com o art. 2º e 5º/CF
"Vacatio legis" - prazo? Tempo de vacância da lei, prazo pra iniciar e não tempo pra findar. Momento entre a fixação da lei e sua vigência. A lei não pode ser aplicada enquanto não estiver com vigência. Ex.: Lei 13.344 art. 17
Conflito de Leis Penais no Tempo
Fenômenos 
 - atividade
 - extratividade
Dividem-se em:
 - retroatividade quando for benéfica
 - irretroatividade quando for maléfica
Sempre que a lei piorar a conduta do réu não poderá retroagir a lei. Art. 5º/CF
LEX MITIOR:
"abolitio criminis" - art. 2º CP - antes era crime e agora não é mais, mesmo que o indivíduo cometeu quando era crime. Quando uma figura criminosa deixar de ser considerada infração penal por lei posterior sempre deverá ser aplicada tendo em vista que quando uma norma penal beneficia de qualquer forma o sujeito deverá ser esta aplicada, ainda que o acusado tenha feito o crime dentro da sua vigência. Exemplo: art. 240 CP
 \u2013 causa extintiva da punibilidade - art. 107, III, CP
 \u2013 a qualquer tempo - depois da extinção da punibilidade pode ser retirado os efeitos penais de quem já foi sentenciado e de quem já cumpriu traz a primariedade como se ele nunca tivesse cometido um crime.
A Abolitio criminis é tão relevante para a aplicação da norma penal que deve e pode ser requerida a qualquer tempo ainda que tenha havido o transito em julgado pelo crime tendo em vista que é uma causa extintiva da punibilidade e assim sendo afasta os efeitos penais referentes ao crime devolvendo entre outras circunstancias a primariedade ao sujeito. No caso da multa o valor será ressarcido também.
"novatio legis in mellius" - pode ser aplicada sempre que puder mas não afasta os efeitos penais, se ele já cumpriu a pena já transitou em julgado, não tem mais o que fazer, não posso trazer à primariedade.
 \u2013 mantém a incriminação mas considera o fato menos gravoso - uma nova lei posterior que traz algo que beneficia o acusado.
A nova lei melhora o fato criminoso mas o fato não deixa de existir e em razão disso ela poderá ser aplicada sempre que beneficiar o acusado, contudo, caso haja o transito em julgado nada poderá ser feito tendo em vista que ela não extingue a punibilidade pois o fato ainda continua sendo considerado crime.
LEX GRAVIOR:
"novatio legis in pejus" - nova lei que piora a conduta, antes era mais branda e agora está mais grave, então se considera o momento da conduta do crime como diz a regra.
"novatio legis incriminadora" - Crime sem punição especifica, passa a ter uma punição específica . Fato criminoso que passa a existir, depois do fato criminoso e antes do julgamento. Jamais retroagirá. A norma penal incriminadora define um fato criminoso que antes não era definido como crime e que a partir de então passará a ser considerado como crime (isso se dá também em conformidade o art. 1º do CP). Nunca posso punir se no momento do ato não era crime.
*Combinação de Leis para Beneficiar o Réu
Posição majoritaria - não se aplica (STJ) (doutrinadores: Hungria, Fragoso, Pierangeli)
Posição majoritaria - é possivel -> "de qualquer forma que favoreça" (doutrinadores: Mirabete)
 *Nucci \u2013 aplica as duas e ver qual resultado fica mais benéfico (doutrinador: Von Liszt)
*Leis intermitentes art. 3º CP 
As leis são para durar indefinidamente, em regra, até que outras as revoguem ou substituam.
Há algumas que são feitas para durar em um período determinado e de maneira excepcional. Ex.: Lei: 12.663/12
Leis excepcionais e temporárias - art. 3º CP
Extensão e eficácia: não aplica a retroatividade.
São normas ultrativas, pois os efeitos subsistem mesmo após o término da vigência.
Ultratividade: Mesmo que cesse a vigência da norma quem cometeu esse crime, no momento da vigência da norma, sofrerá seus efeitos de aplicação.
Norma Penal em Branco
Como fica com a revogação do complemento?
Quando o complemento da norma penal em branco for revogado haverá a descriminalização da conduta tendo em vista que trata-se de uma norma que depende de complemento e se houve a retirada do complemento do ordenamento pátrio não se pode aplicar a norma já que esta depende de complemento não podendo assim se aplicar.
Tempo do crime - 4º CP como agiu ou deixou de agir
Quando o crime aconteceu?
Qual momento?
Perguntas para saber o que aplicar.
\u2013 Teorias: 
Atividade: para a teoria da atividade considera-se praticado o crime o momento em que o sujeito age ou deixa de agir independentemente do resultado do crime. Teoria que nós adotamos.
Resultado: para essa teoria considera-se praticado o crime o momento em que ocorre o resultado jurídico não se preocupando com o momento da ação ou omissão
Mista (ubiquidade): para essa teoria considera-se praticado o crime tanto o momento da ação/omissão bem como o seu resultado.
A importância de se conhecer o momento do crime está ligada a necessidade de se saber qual lei está em vigência, se o sujeito pode ser processado, para que possa assim certificar o momento em que o crime aconteceu para se aplicar a lei penal.
Crime Permanente: súmula 711 STF \u2013 Um único crime que continua sendo praticado. Crimes que privam a liberdade. Ex.: um sujeito (neste dia tinha 17 anos) sequestra uma pessoa, e mantem ela em cativeiro por 5 dias (dentre esse período ele completa 18 anos) será considerado um crime permanente porque continuou o crime por 5 dias e será punido porque no momento do flagrante já terá 18 anos. Aplica-se a lei pior.
Crime Continuado: Um crime que foi continuado, vários crimes em sequência. (comete um crime, cessa esse crime, inicia outro crime, em sequência). Se um dos crime foi cometido quando menor, este será desconsiderado e ele só responderá pelos cometidos com +18. Será considerada como um crime só.
Quando ele comete um crime permanente ou continuado ele será punido pela lei pior.